Clinique de Santé Mentale des Femmes

Clinique de Santé Mentale des Femmes Page trilingue sur la santé mentale des femmes. Cette page ne sert pas comme moyen de communication.

La page discute des sujets féminins de l'actualité à tous les niveaux: santé physique et mental, équilibre famille travail, education des enfants, bien être bio, psycho et social. La page est créé par la Clinique de Santé Mental des Femmes de Sherbrooke que reçois des femmes vivant des différents défis de l'ordre psychiatrique pour une évaluation ou suivi psychiatrique, psychologique ou nutritionnel.

08/07/2026
07/12/2026

ℹ️🌿 THE TRAUMA SURVIVOR WHO CAN HANDLE CRISIS BUT NOT REST |

Some trauma survivors are strangely good in a crisis. Not pretend-good. Actually good. They can make the call, pack the bag, drive through the storm, calm the child, read the room, manage the drunk relative, talk someone down, hide their own fear, remember the details, and keep the whole situation from getting worse. They may be the person everyone calls when life breaks open because they do not fall apart in the obvious way.

Then the crisis ends. The house gets quiet, the phone stops ringing, the danger passes, and nobody needs anything for five minutes. That is when the survivor starts to feel wrong. Not relieved, peaceful, or restored. Wrong.

Link to the article in the comments⬇️

Merci à La Presse d’avoir publié mon article d’opinion sur le contrôle coercitif et la violence conjugale et de contribu...
06/05/2026

Merci à La Presse d’avoir publié mon article d’opinion sur le contrôle coercitif et la violence conjugale et de contribuer à faire avancer cette réflexion dans l’espace public.

Le lien vers l’article se trouve dans les commentaires.

Quand la loi commence enfin à comprendre la violence conjugale La récente décision de la Cour suprême du Canada sur le c...
05/17/2026

Quand la loi commence enfin à comprendre la violence conjugale

La récente décision de la Cour suprême du Canada sur le contrôle coercitif, combinée à l’entrée en vigueur de la Loi Gabie Renaud, marque un tournant important dans la manière dont la justice commence enfin à comprendre cette violence souvent invisible.

Pendant longtemps, nos institutions ont surtout reconnu la violence lorsqu’elle devenait visible : une plainte criminelle, une agression grave, une hospitalisation, un féminicide.

Mais bien avant cela, de nombreuses femmes vivaient déjà dans la peur.

Contrôle des déplacements, des finances, des communications, isolement, surveillance, menaces implicites, manipulation psychologique : une violence parfois sans traces physiques, mais profondément destructrice.

Comme psychiatre travaillant depuis plus de vingt ans auprès de femmes victimes de violence conjugale et de trauma, je vois quotidiennement les conséquences de cette emprise. Stress post-traumatique complexe, hypervigilance, anxiété chronique, dépression, isolement social, perte d’identité et atteinte importante au fonctionnement.

Les enfants n’en sortent pas indemnes non plus.

Même sans voir directement de violence physique, ils grandissent dans des environnements marqués par la peur, la tension et l’imprévisibilité. Leur développement affectif et relationnel peut être profondément altéré par ce climat de contrôle constant.

La décision récente de la Cour suprême est importante parce qu’elle déplace enfin le regard de l’événement violent vers le système de domination lui-même.

Elle reconnaît qu’une personne peut être progressivement privée de sa liberté, de son autonomie et de sa santé mentale sans nécessairement présenter de blessures visibles.

Mais il reste encore beaucoup à faire.

Former les juges, les avocats, les policiers, les médiateurs, les intervenants sociaux et les professionnels de la santé à reconnaître les dynamiques de contrôle coercitif sera essentiel.

Parce qu’au fond, l’enjeu dépasse largement la violence conjugale.

Il s’agit de savoir quel type de société nous voulons être.

Une société qui attend des ecchymoses, des hospitalisations ou des féminicides avant de croire les femmes.

Ou une société capable de reconnaître qu’une personne peut être détruite lentement, psychologiquement, socialement et physiquement, bien avant qu’elle ne soit en danger de mort.

Empêcher une femme de mourir ne devrait jamais être considéré comme un objectif suffisant.

Le véritable progrès commencera le jour où nos lois, nos tribunaux et nos institutions auront enfin comme ambition non seulement de sauver la vie des femmes, mais aussi de leur rendre pleinement leur liberté, leur sécurité, leur santé mentale et leur dignité.


















Nos últimos anos, o ator Juliano Cazarré passou a utilizar sua visibilidade pública para defender ideias associadas a mo...
05/15/2026

Nos últimos anos, o ator Juliano Cazarré passou a utilizar sua visibilidade pública para defender ideias associadas a modelos tradicionais de masculinidade, autoridade masculina e papéis femininos mais submissos dentro das relações. Toda sociedade democrática deve preservar o direito à opinião e à crença religiosa. O problema começa quando opiniões pessoais passam a ser apresentadas como se fossem compatíveis com a ciência contemporânea sobre saúde mental, desenvolvimento humano e dinâmica relacional.

Escrevo este texto como psiquiatra, trabalhando há mais de 23 anos com mulheres em sofrimento psíquico, trauma e violência psicológica. E existe uma diferença importante entre convicção ideológica e evidência científica.

A literatura internacional mostra de forma consistente que relações baseadas em reciprocidade, comunicação emocional e equilíbrio de poder estão associadas a melhores indicadores de saúde mental e estabilidade familiar. Pesquisas do Gottman Institute, referência mundial em estudo conjugal, demonstram que relações marcadas por desprezo, rigidez hierárquica e controle apresentam maior risco de ruptura emocional e sofrimento psicológico. Paralelamente, a Organização Mundial da Saúde e diversas publicações em psiquiatria social associam desigualdade de gênero a maiores índices de depressão, ansiedade e violência contra mulheres.

Além disso, a própria American Psychological Association publicou, em 2018, diretrizes alertando para os impactos nocivos dos modelos rígidos tradicionais de masculinidade. Entre eles estão maior dificuldade de regulação emocional, isolamento afetivo, abuso de substâncias, agressividade e taxas mais elevadas de suicídio masculino. Em outras palavras, a ciência atual não sustenta a ideia de que masculinidade saudável dependa de dominância, controle ou autoridade sobre mulheres.

Esse ponto é fundamental porque discursos romantizando submissão feminina ou hierarquias rígidas entre os sexos não permanecem apenas no campo abstrato da opinião. Eles influenciam jovens, casais e famílias inteiras. A literatura sobre controle coercitivo, amplamente estudada por autores como Evan Stark e Emma Katz, mostra que relações emocionalmente abusivas frequentemente se constroem justamente através da naturalização de desigualdades de poder, silenciamento feminino e idealização da obediência.

Na prática clínica, não é raro encontrar mulheres profundamente adoecidas após anos tentando corresponder a expectativas relacionais em que suas necessidades emocionais precisavam sempre ocupar menos espaço. Mulheres que confundiram amor com anulação pessoal. Mulheres ensinadas a acreditar que maturidade feminina significava suportar.

A ciência moderna não afirma que homens e mulheres sejam idênticos. Mas afirma, com enorme clareza, que nenhuma diferença biológica justifica relações de poder desiguais ou modelos emocionais baseados em submissão. Isso pertence ao campo ideológico, não científico.

E é justamente aí que figuras públicas precisam exercer responsabilidade. Porque milhões de pessoas escutam o que dizem. Quando alguém utiliza argumentos pseudocientíficos para validar visões hierárquicas de gênero, não está apenas “expressando valores”. Está ajudando a perpetuar desinformação sobre saúde mental, relacionamentos e violência psicológica.

Talvez fosse importante que Juliano Cazarré estudasse um pouco mais profundamente a vasta literatura científica já existente sobre trauma, apego, violência coercitiva e saúde mental relacional antes de transformar opiniões pessoais em supostas verdades sobre natureza humana. A experiência clínica e a ciência contemporânea caminham hoje na direção oposta daquela que ele frequentemente parece defender.

E a diferença entre opinião e evidência importa. Principalmente quando o assunto são vidas humanas.

05/14/2026

People often confuse C-PTSD and BPD because from the outside, both can involve emotional overwhelm, unstable relationships, dissociation, shame, hypervigilance, self-harm, or difficulty feeling safe with others. But underneath those behaviors, the nervous system is often responding to very different perceived threats.

In Complex PTSD, the system is usually organized around survival after chronic trauma. The world feels unsafe. Triggers are often tied to danger, powerlessness, unpredictability, or trauma reminders. In Borderline Personality Disorder, the system is more commonly organized around attachment wounds and the terror of abandonment, rejection, or relational instability. The emotional reactions may look similar on the surface while coming from very different internal experiences.

Neither diagnosis makes someone “crazy,” manipulative, weak, or broken. Both are associated with real nervous system dysregulation, painful attachment experiences, and patterns that often began as adaptations to overwhelming environments. And in real clinical settings, people can sometimes meet criteria for both.

This graphic is educational and simplified for general understanding, not a diagnostic tool. Accurate diagnosis requires a licensed mental health professional looking at the full history, symptom pattern, trauma background, relationships, and functioning over time. 🧠

Hope this helps ♥️

Contente d’avoir participé à cet article à la Gazette des Femmes! Merci à Madame Surprenant d’exposer un sujet si import...
05/13/2026

Contente d’avoir participé à cet article à la Gazette des Femmes!
Merci à Madame Surprenant d’exposer un sujet si important.

Comprendre les bases biologiques différenciées de la maladie

04/06/2026

Une lecture attentive de scènes anciennes — à travers le regard de ceux qui accompagnent la souffrance.

03/16/2026

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