04/08/2026
Quando pensamos em saúde mental, terapia e traumas emocionais, ainda é muito comum achar que todo sofrimento psicológico nasce apenas da nossa história individual. Mas isso não é verdade.
Na clínica, vejo com frequência pessoas que chegam acreditando que são "fracas", "difíceis", "frias", "controladoras" ou "incapazes de colocar limites", "permissivas demais". Muitas vezes, acham que isso é da personalidade delas. No entanto, quando ampliamos o olhar, percebemos que elas também carregam aprendizados construídos ao longo da vida em uma determinada cultura.
Por exemplo, é comum que as mulheres se percebam controladoras e com dificuldades de colocar limites, pois culturalmente são criadas para cuidar e monitorar a vida das pessoas e manter tudo em ordem, com objetivo de agradar.
É nesse ponto que o letramento de gênero se torna tão importante. É por termos letramento que entenderemos que elas não são assim por si mesmas, pela família delas em específico, mas porque vivem em um ambiente em que isso é ensinado sistematicamente, à família delas e tantas outras.
Portanto, não se trata de encaixar todas as pessoas em explicações prontas, nem de reduzir a subjetividade a questões sociais. Mas sim, para ampliar nossa capacidade de compreender as influências que podem existir nas nossas experiências de vida e, portanto, alterar nosso comportamento.
Ser atendida por uma profissional que tenha esse entendimento te proporcionará uma amplitude maior de trabalho, maior possibilidade de ampliação do seu autoconhecimento, pois não red
Algumas perguntas transformam a forma como nos compreendemos:
✨ O que em mim é realmente uma escolha?
✨ O que aprendi que precisava ser para ser aceita, amada ou reconhecida?
✨ Quais expectativas sociais ainda organizam a maneira como vivo meus relacionamentos, meu corpo, meu trabalho e minhas emoções?
Muitas vezes, é justamente uma pergunta diferente que torna possível construir uma resposta diferente.
Como você enxerga essa ideia?