Maitê Ferreira

Maitê Ferreira Espero te incentivar a se conhecer melhor, para fazer escolhas melhores, do seu jeito. E para lidar bem com o que não se pode escolher.

Meu trabalho envolve oferecer sessões de terapia individuais ou em casal, organizar e facilitar grupos terapêuticos e de estudos, fazer curadoria e produção de conteúdos relevantes que incentivem ao autoconhecimento. Para saber mais, entre em contato comigo e marque uma conversa sem compromisso.

Quando pensamos em saúde mental, terapia e traumas emocionais, ainda é muito comum achar que todo sofrimento psicológico...
04/08/2026

Quando pensamos em saúde mental, terapia e traumas emocionais, ainda é muito comum achar que todo sofrimento psicológico nasce apenas da nossa história individual. Mas isso não é verdade.

Na clínica, vejo com frequência pessoas que chegam acreditando que são "fracas", "difíceis", "frias", "controladoras" ou "incapazes de colocar limites", "permissivas demais". Muitas vezes, acham que isso é da personalidade delas. No entanto, quando ampliamos o olhar, percebemos que elas também carregam aprendizados construídos ao longo da vida em uma determinada cultura.

Por exemplo, é comum que as mulheres se percebam controladoras e com dificuldades de colocar limites, pois culturalmente são criadas para cuidar e monitorar a vida das pessoas e manter tudo em ordem, com objetivo de agradar.

É nesse ponto que o letramento de gênero se torna tão importante. É por termos letramento que entenderemos que elas não são assim por si mesmas, pela família delas em específico, mas porque vivem em um ambiente em que isso é ensinado sistematicamente, à família delas e tantas outras.

Portanto, não se trata de encaixar todas as pessoas em explicações prontas, nem de reduzir a subjetividade a questões sociais. Mas sim, para ampliar nossa capacidade de compreender as influências que podem existir nas nossas experiências de vida e, portanto, alterar nosso comportamento.

Ser atendida por uma profissional que tenha esse entendimento te proporcionará uma amplitude maior de trabalho, maior possibilidade de ampliação do seu autoconhecimento, pois não red

Algumas perguntas transformam a forma como nos compreendemos:

✨ O que em mim é realmente uma escolha?

✨ O que aprendi que precisava ser para ser aceita, amada ou reconhecida?

✨ Quais expectativas sociais ainda organizam a maneira como vivo meus relacionamentos, meu corpo, meu trabalho e minhas emoções?

Muitas vezes, é justamente uma pergunta diferente que torna possível construir uma resposta diferente.
Como você enxerga essa ideia?

22/05/2026

Ciúme é mesmo prova de amor ou um sinal de medo?
Essa é uma pergunta comum porque a nossa cultura nos ensina a confundir muito os dois.

Eu, como psicóloga gestalt-terapeuta, te convido a olhar para essa emoção de um jeito diferente: o ciúme, por si só, é um sinal. Ele nos mostra que algo que valorizamos está em risco.

Mas quando ele vira posse, ele se transforma em controle, em anulação da liberdade do outro. E isso, minhas queridas, não é amor.

Em relações livres, a gente aprende a fazer essa distinção. O ciúme é meu, a responsabilidade de lidar com ele também. É sobre olhar para dentro, entender minhas inseguranças e comunicar minhas necessidades de forma autêntica, sem invadir o espaço do outro.

Qual a sua maior dificuldade em diferenciar ciúme de posse?

Me conta nos comentários! E se quiser entender melhor sobre como o ciúmes afeta você e suas relações bem como o que pode fazer com isso, me procure para falarmos sobre.

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Dos contos de fadas até as entrelinhas dos comentários de mulheres ao redor, a ideia de que achar o príncipe encantado n...
16/04/2026

Dos contos de fadas até as entrelinhas dos comentários de mulheres ao redor, a ideia de que achar o príncipe encantado não só é possível como deve ser o mais incrível evento que pode (deve) nos acontecer está presente.
E vive-se por isso: desde roupas, procedimentos estéticos e escolha de lazer e eventos sociais. Fazemos tudo em prol de encontrar a tal "tampa da panela".

Mas aí, o conto de fadas não se prova real e eu vejo a dor de mulheres para quem o "final feliz" prometido deixou vazio e distância de si mesmas.

A ideia de que a mulher deve ser a cuidadora principal, a guardiã do lar e a eterna companheira é um legado pesado da cultura monogâmica e patriarcal. E o amor romântico, com sua promessa de completude e sacrifício, é a ferramenta perfeita para nos manter nesse lugar.

A cultura católica e a monogamia, historicamente, impuseram ao gênero feminino a "vocação" para o cuidado e as tarefas domésticas. Um trabalho exaustivo, não remunerado e invisibilizado. Essa estrutura rouba de nós, mulheres, o tempo, a energia e até a legitimidade para investir em nossos próprios projetos, sonhos e ambições. Nossos potenciais ficam adormecidos em nome de um ideal. O mito do amor romântico é o grande cúmplice dessa narrativa. Ele nos cega, fazendo-nos crer que não há nada mais digno e valoroso do que "encontrar o amor da vida" e viver para ele.

E se o amor da sua vida for você? E se o seu maior projeto for se encontrar, se potencializar e construir a vida que você realmente deseja? E se não tiver espaço para mais um nos seus planos?

Na terapia, a gente descola o olhar do que foi imposto e foca no que te liberta.

Eu te pergunto: qual é o seu projeto de vida? Não o que te ensinaram, não o que esperam de você, mas o que pulsa aí dentro?

Obs.: Se você gostou desse tema, queria ler mais e conhecer um pouco do meu relato pessoal, visita meu Blog e perfil no Medium que fiz posts sobre esse mesmo tema por lá. O link tá na Bio ou no meu site www.maiteferreira.com.br 😉

08/04/2026

A monogamia como prática cultural pode ser um terreno fértil para a violência contra mulheres.
Crescemos em uma sociedade que nos ensina que o amor é posse, que o ciúme é prova de afeto e que a mulher é propriedade do homem. Essa lógica, enraizada na monogamia compulsória e no patriarcado, naturaliza pensamentos e atitudes misóginas que, muitas vezes, escalam para a violência física, psicológica e emocional.
Pensar sobre não-monogamia não é demonizar um modelo de relacionamento, mas questionar as estruturas que nos aprisionam.
A monogamia, quando imposta e não questionada, pode nos cegar para a autonomia, a autorresponsabilidade e a liberdade de construir relações baseadas no respeito mútuo, e não na hierarquia e no controle.
Eu te convido a olhar para o seu aqui e agora: quais padrões você reproduz? Onde você se sente aprisionada? Como podemos descolonizar suas relações e construir um afeto que te liberte, em vez de te diminuir?

Se esse Reel te fez refletir, me conta nos comentários: qual a sua maior inquietação sobre esse tema? 👇

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É um mito achar que relações sáficas (entre mulheres) estão imunes às armadilhas do patriarcado. A gente absorve o que o...
02/04/2026

É um mito achar que relações sáficas (entre mulheres) estão imunes às armadilhas do patriarcado. A gente absorve o que o mundo nos ensina sobre gênero e, muitas vezes, reproduzimos isso sem perceber.

Aquele peso invisível de ter que lembrar de tudo, organizar tudo, prever os sentimentos da outra pessoa, que gera a carga mental, pode destruir a vitalidade de qualquer relação independentemente do gênero das pessoas envolvidas. E como fomos ensinadas a "cuidar", quando as pessoas envolvidas assumem essa mesma posição, o conflito pode ser enorme.

Como está a divisão do trabalho emocional e prático na sua relação hoje? Vocês conseguem conversar sobre isso sem que vire uma briga?

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que não-monogamia é "desculpa para trair"?Se você pensa assim, possivelmente nã...
26/03/2026

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que não-monogamia é "desculpa para trair"?

Se você pensa assim, possivelmente não se aprofundou na proposta da não-monogamia e está aceitando discursos vazios por falta de conhecimento. Então, bora se informar:

Viver relações livres de exclusividade sexual ou afetiva exige um nível de maturidade, comunicação e autoconhecimento que poucas pessoas estão dispostas a encarar. Não é sobre fazer o que quer sem pensar no outro; é sobre fazer escolhas conscientes, baseadas na verdade e na liberdade de cada um. É conhecer e respeitar a si mesmo bem como à outra pessoa. Isso exige autoconhecimento e comunicação aberta, honesta. Se você não experimenta isso numa relação com alguém que se diz não-monogâmico, atenção! Se autointitular não-mono não é suficiente. É preciso vivenciar na prática, tendo atitudes que demonstram a forma como a pessoa de fato pensa, sente, se identifica.

Se você está explorando esse caminho e sente que precisa de apoio para organizar os sentimentos e os combinados, a terapia é o lugar para isso. Encontre um espaço em que sua forma de amar seja validada, não questionada ou patologizada. 😉

20/03/2026

Como feministas, vivemos frustradas, pois ainda estamos em uma sociedade machista e patriarcal.
Para nos relacionarmos com pessoas socializadas como homens, precisamos reconhecer que enfrentaremos dificuldades e comportamentos machistas. O machismo, muitas vezes, está em nós mesmas.

Impor limites é necessário, enquanto extremismos podem inviabilizar relações. Como você tem lidado com as relações com homens ou com pessoas socializadas como homens? Muita dificuldade por aí?

12/03/2026

Mulheres AINDA sofrem com a pressão por s.ex.o!
As consequências disso vão desde perda do interesse e diminuição da lib.ido, além de reforçar mitos e crenças populares que cerceiam a nossa liberdade, bem comk o conhecimento e exploração de nossa se.xualidade.

05/03/2026

Poder se relacionar com mais de uma pessoa é apenas uma das consequências (benefícios) de quem se relaciona a partir da proposta critica da não-monogamia.
Não-monogamia é um conjunto de criticas que faz surgir novas formas de nos relacionarmos de modo geral, não apenas nas relações ditas românticas.

A não-monogamia é sobre repensar a forma como nos relacionamos, cuidamos e construímos vínculos.Falaremos sobre isso na ...
19/01/2026

A não-monogamia é sobre repensar a forma como nos relacionamos, cuidamos e construímos vínculos.
Falaremos sobre isso na 2ª Mobilização Nacional Não-Monogâmica que, em Campinas, será no Bar Flor da Lua, às 19h.

O evento é gratuito, sem inscrição, com rodas de conversa sobre temas da não-monogamia e atividades para troca, interação e fortalecimento de rede.

É um espaço aberto a todes, inclusive para quem ainda não se identifica como não-mono, mas quer questionar modelos e ampliar perspectivas.

Nos vemos lá!

-monogamia

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