28/07/2026
Este é o tapete do consultório. Há uns dias, uma paciente — agora estável e esperançosa — descreveu seu momento de vida como essa figura costurada:
“É bom saber que é possível encontrar um centro, mesmo que não seja no centro.”
Como a pessoa humana, essa frase carrega um abismo de significados que, por circunstâncias, só posso resumir em um breve conselho.
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Modelos perfeitos funcionam como inspiração. Mas eles, sem consciência da própria vida, das próprias misérias e dos próprios talentos, se transformam numa prisão de comparação. No início, essa prisão até parece motivar; no fim, produz inveja, ressentimento e vazio.
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Se você é esquisito, tudo bem. Se você é neurodivergente, tudo bem. Se você é limitado, tudo bem. É necessário estar em paz com as cobranças que faz a si mesmo.
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É preciso coragem para distinguir as lutas que você pode travar daquelas que deve abandonar.