Vânia Sofia

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Vânia Sofia Nutricionista

Resilience.Fiz esta tatuagem num momento em que, ironicamente, nem sempre me sinto resiliente.Há dias em que me sinto fo...
07/10/2026

Resilience.

Fiz esta tatuagem num momento em que, ironicamente, nem sempre me sinto resiliente.

Há dias em que me sinto forte. Há outros em que duvido de mim, da minha força e até da capacidade de voltar a sentir-me verdadeiramente bem. E talvez tenha sido exatamente por isso que escolhi gravar esta palavra na pele.

Para me lembrar.

Lembrar-me de todas as versões de mim que já passaram por momentos difíceis e continuaram. De todas as vezes em que pensei que não conseguiria e consegui. De tudo o que já construí, conquistei e superei, mesmo quando ninguém via o esforço que existia por detrás.

Curiosamente, esta tatuagem chega também num momento de conquista. Depois de seis meses de dedicação, persistência, cansaço e tantas dúvidas pelo caminho, alcancei algo pelo qual trabalhei muito. E isso fez-me perceber uma coisa: às vezes, somos resilientes mesmo quando não nos sentimos resilientes.

A dor não apaga a minha força. Estar triste não apaga tudo aquilo que sou. Duvidar de mim num momento difícil não torna menos reais todas as vezes em que fui capaz de me levantar e continuar.

E é por isso que a linha desta tatuagem significa tanto para mim.

Ela vem de trás, atravessa a palavra e continua.

Porque eu já fui resiliente.
Porque eu sou resiliente, mesmo agora, quando me custa reconhecer isso em mim.
E porque eu quero continuar a ser resiliente, independentemente do que ainda estiver por vir.

Não quero que esta palavra me lembre apenas das batalhas que venci. Quero que me acompanhe também enquanto ainda estou a travá-las.

Talvez resiliência não seja estar sempre de pé. Talvez seja saber que, mesmo quando a vida nos põe de joelhos, existe dentro de nós qualquer coisa que ainda acredita que vamos voltar a levantar-nos.

A linha continua. E eu também. 🤍

03/10/2026

StrongFirst SFL Instructor. ✔️

Há seis meses decidi que queria passar nesta prova.

Comecei este processo com cerca de 70 kg e uma repetição com 35kg. Trabalhei até transformar essa repetição em quatro. No último mês decidi perder cerca de 5 kg e chegar à prova com um peso corporal mais baixo — e, consequentemente, menos peso na barra.

Mas entretanto, como sempre, a vida aconteceu.

Foram seis meses de muita coisa. De evolução, disciplina e força. Meses em que me senti feliz, leve e preenchida, em que achei que estava a construir coisas bonitas. E meses em que também me fui sentindo mais insatisfeita, em que algumas certezas desapareceram e tive de voltar a encontrar-me no meio de tudo isso.

E o treino continuou lá.

Nem sempre com a mesma cabeça. Nem sempre com a mesma energia. Mas continuei a aparecer, repetição após repetição.

Hoje fiz a prova.

E passei.

Sou oficialmente Instrutora SFL

Comecei este processo porque queria ficar mais forte.

Seis meses depois percebo que fiquei.

E nem toda a força que ganhei se mede na barra. 🖤I

14/09/2026

Há objetivos que demoram mais do que gostaríamos. E talvez seja exatamente por isso que nos ensinam tanto.

Em abril, em Itália, ficaram por cumprir 5 repetições de Military Press com 35 kg — na altura, metade do meu peso corporal.

Voltei para casa a conseguir fazer 1.

Desde então, tenho trabalhado para chegar às 5.
Hoje já são 4. 💪

Mas este caminho não tem sido uma linha sempre a subir.

Há semanas em que cumpro tudo o que está prescrito. Há outras em que o corpo simplesmente não responde da mesma forma. A semana passada foi uma delas.

E é aí que entra uma parte do treino sobre a qual também precisamos de falar.

Nós não chegamos à barra todos os dias nas mesmas condições.

O sono, a recuperação, a alimentação, o stress, o nosso estado emocional e, nas mulheres, também as diferentes fases do ciclo menstrual podem alterar a forma como nos sentimos e como respondemos ao treino.

Isso não significa procurar desculpas.
Significa aprender a conhecer o nosso corpo sem deixar que um treino menos conseguido apague tudo aquilo que já construímos.

Porque, no meio dos dias bons e dos dias maus, passei de 1 repetição para 4.

Ainda falta uma.

E continuo a trabalhar por ela. ❤️‍🔥

Porque às vezes o progresso não está apenas na repetição que conseguimos fazer.

Está também em continuar a aparecer para tentar a próxima.

14/08/2026

Dez anos. Tantas versões de mim.

Algumas que ainda reconheço. Outras que olho quase como se fossem outra pessoa.
Houve versões minhas que sonharam, versões que se perderam, versões que tiveram de ser fortes quando só queriam descansar. Houve as que começaram de novo, as que ficaram demasiado tempo, as que partiram, as que amaram, as que se desiludiram e as que voltaram a acreditar.

Durante muito tempo achei que crescer era finalmente descobrir quem eu era.
Hoje acho que é perceber que nunca somos uma coisa só.

Sou todas estas mulheres.
Até as que já não seria.
Até as que precisei de deixar para trás.

E quando olho para estes últimos dez anos, não penso tanto no quanto mudei. Penso em tudo o que foi preciso viver para chegar até aqui.

Que privilégio ter tido tantas versões de mim.
E que curiosidade pela mulher que ainda estou a tornar-me. 🤍

03/08/2026

Aos 42, percebo que a vida raramente segue o caminho que imaginámos. Traz desvios, perdas, conquistas, recomeços e pessoas que deixam marcas para sempre.

Hoje olho para trás com gratidão por tudo o que me moldou e para a frente com a serenidade de quem já percebeu que nem tudo precisa de ser perfeito para valer a pena.

Os 42 não são um ponto de chegada. São a prova de que continuo a crescer, a aprender e a escolher, todos os dias, quem quero ser.

Que venha mais um ano de vida. Com saúde, coragem, amor e muitas histórias para contar. 🤍

16/07/2026

Sempre acreditei que o treino era inegociável.

Não por causa do físico.
Mas porque era o momento onde encontrava equilíbrio, clareza e força para lidar com tudo o resto.

Nos últimos tempos, a vida trouxe desafios atrás de desafios. Lesões, noites mal dormidas, preocupações, trabalho, pessoas de quem gosto a precisar de mim…

E, sem dar conta, comecei a colocar-me em último lugar.

O mais difícil não é perder um treino.

É sentir que me estou a afastar de uma parte de mim.

Talvez também estejas nessa fase.
Talvez sintas que já foste mais consistente, mais disciplinado ou mais presente para ti.

Este é apenas um lembrete de que, às vezes, a prioridade não é fazer tudo.

É voltar a incluir-nos na lista das nossas prioridades.

Porque ninguém consegue dar o seu melhor aos outros durante muito tempo se deixar de cuidar de si.

💛 Hoje escolho recomeçar. Um treino de cada vez. Um dia de cada vez.

Estas férias deram-me um presente que eu não estava à espera.Descobri que aprendi a encontrar uma bolha. Um lugar onde o...
07/07/2026

Estas férias deram-me um presente que eu não estava à espera.

Descobri que aprendi a encontrar uma bolha. Um lugar onde o ruído deixa de existir, onde as opiniões dos outros perdem força e onde consigo simplesmente estar presente.

Curiosamente, acho que comecei a desenvolver esta capacidade há muito tempo, sem me aperceber. Nos treinos. Ao escolher um caminho diferente, muitas vezes incompreendido e até criticado. Enquanto tudo acontecia à minha volta, eu aprendia, repetição após repetição, a focar-me apenas naquilo que dependia de mim.

Hoje percebo que o treino nunca foi só sobre força física.

Ensinou-me a confiar mais em mim, a conhecer-me melhor e a perceber que a verdadeira força nasce quando deixamos de viver em função das expectativas dos outros.

Durante muitos anos perdi-me para tentar corresponder, agradar ou encontrar fora de mim aquilo que só podia construir dentro.

Talvez o maior presente destes últimos anos tenha sido descobrir que a paz não depende das circunstâncias. Nem do lugar onde estou, nem de quem caminha ao meu lado. Depende da mulher que me tornei.

Hoje sei quem sou. Sei o que quero viver. Sei quais são os meus valores. E, acima de tudo, sei que não me quero voltar a perder.

Talvez a maior força que construí não tenha sido no corpo. Foi dentro de mim. 🤍

04/07/2026

Fui à procura do silêncio.

De ouvir os passarinhos, sentir a água, respirar ar puro e deixar que a natureza me lembrasse de viver mais devagar.

Nem tudo precisa de estar perfeito para conseguirmos encontrar momentos de paz.

E estes dias foram exatamente isso. 🌿🤍

A minha história com o Rock in Rio começou em 2017, no Rio de Janeiro, a cidade onde tudo começou. Foi lá que vivi a min...
24/06/2026

A minha história com o Rock in Rio começou em 2017, no Rio de Janeiro, a cidade onde tudo começou. Foi lá que vivi a minha primeira experiência no festival, ao som de Guns N’ Roses.

Este ano voltei a sentir a magia do Rock in Rio, mas em Lisboa. Dois dias, estilos completamente diferentes e a mesma vontade de aproveitar cada momento: Calema, Pedro Sampaio e Linkin Park.

Gosto de pensar que sou uma pessoa musicalmente eclética. Diverti-me com a energia contagiante do Pedro Sampaio, emocionei-me com músicas que acompanham a minha vida há anos e confirmei que o Linkin Park continua a marcar gerações sem perder a sua essência.

No fundo, é isso que o Rock in Rio representa para mim: música, memórias e a certeza de que não importa o estilo, quando a música nos toca, ela une-nos.

20/05/2026

Estes pequenos vídeos contam uma história de 3 anos.
Mas o que mudou não foi apenas o corpo.

Foi a mulher que aprendeu a acreditar nela.

Nestes anos lutei. Caí. Recomecei.
Construí novos caminhos.
Conquistei coisas que um dia pareciam distantes.

E talvez a maior conquista tenha sido esta:
perceber que a auto-estima não nasce pronta.

Ela é construída.
Em cada escolha.
Em cada dia que continuamos.
Em cada vez que decidimos não desistir de nós.

Se hoje tenho orgulho da minha história, não é porque tudo foi fácil.
É porque continuei.

Consistência constrói a transformação. 🤍🦋

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