07/10/2026
Resilience.
Fiz esta tatuagem num momento em que, ironicamente, nem sempre me sinto resiliente.
Há dias em que me sinto forte. Há outros em que duvido de mim, da minha força e até da capacidade de voltar a sentir-me verdadeiramente bem. E talvez tenha sido exatamente por isso que escolhi gravar esta palavra na pele.
Para me lembrar.
Lembrar-me de todas as versões de mim que já passaram por momentos difíceis e continuaram. De todas as vezes em que pensei que não conseguiria e consegui. De tudo o que já construí, conquistei e superei, mesmo quando ninguém via o esforço que existia por detrás.
Curiosamente, esta tatuagem chega também num momento de conquista. Depois de seis meses de dedicação, persistência, cansaço e tantas dúvidas pelo caminho, alcancei algo pelo qual trabalhei muito. E isso fez-me perceber uma coisa: às vezes, somos resilientes mesmo quando não nos sentimos resilientes.
A dor não apaga a minha força. Estar triste não apaga tudo aquilo que sou. Duvidar de mim num momento difícil não torna menos reais todas as vezes em que fui capaz de me levantar e continuar.
E é por isso que a linha desta tatuagem significa tanto para mim.
Ela vem de trás, atravessa a palavra e continua.
Porque eu já fui resiliente.
Porque eu sou resiliente, mesmo agora, quando me custa reconhecer isso em mim.
E porque eu quero continuar a ser resiliente, independentemente do que ainda estiver por vir.
Não quero que esta palavra me lembre apenas das batalhas que venci. Quero que me acompanhe também enquanto ainda estou a travá-las.
Talvez resiliência não seja estar sempre de pé. Talvez seja saber que, mesmo quando a vida nos põe de joelhos, existe dentro de nós qualquer coisa que ainda acredita que vamos voltar a levantar-nos.
A linha continua. E eu também. 🤍