24/05/2026
Você pode atravessar um país inteiro e ainda continuar distante de si.
Ontem, enquanto caminhava por Belfast, pensei em como estamos acostumados a associar mudança com movimento.
Mudar de cidade.
Mudar de país.
Mudar de trabalho.
Mudar de rotina.
Mas algumas das mudanças mais importantes não acontecem do lado de fora.
Acontecem quando voltamos a acessar partes de nós que ficaram esquecidas entre responsabilidades, expectativas e papéis que fomos assumindo ao longo do caminho.
Nem toda distância é geográfica.
Às vezes, a maior distância que uma pessoa percorre é aquela que existe entre quem ela se tornou e quem ela realmente é.
E talvez o retorno mais importante não seja para um lugar.
Mas para si.