12/07/2026
Você já viu alguém perder dinheiro, se desesperar… e ainda assim apostar de novo?
De fora, parece uma decisão sem lógica.
Por dentro, muitas vezes, a pessoa já não está buscando apenas ganhar. Está tentando aliviar a tensão, recuperar o controle e apagar a sensação de fracasso deixada pela perda anterior.
É aí que o jogo se torna perigoso.
A promessa de “só mais uma tentativa” pode transformar prejuízo em urgência. O cérebro passa a reagir à expectativa, aos pequenos retornos, às quase-vitórias e à possibilidade de recuperar tudo — mesmo quando a realidade financeira mostra o contrário.
Por isso, nem sempre saber que está perdendo é suficiente para parar.
Na TRI, buscamos compreender não apenas a aposta, mas a função que esse comportamento passou a cumprir. Em alguns casos, o jogo virou uma tentativa rápida de aliviar ansiedade, vazio, frustração, solidão ou medo das consequências financeiras.
O problema é que esse alívio dura pouco.
Depois vêm a culpa, as dívidas, a necessidade de esconder as perdas e a urgência de apostar novamente. Assim, o próprio sofrimento causado pelo jogo passa a alimentar o ciclo.
Quando a pessoa entende o que acontece antes, durante e depois da aposta, ela começa a recuperar algo que parecia perdido: a capacidade de escolher com mais consciência.
Se o jogo deixou de ser diversão e passou a gerar dívidas, mentiras, perda de sono ou necessidade de recuperar prejuízos, buscar ajuda é um movimento de proteção.
Envie “JOGO” no direct para entender como a psicoterapia breve pode ajudar nesse processo.