10/09/2026
SUICIDIO, UM ACTO DE LOUCURA E/ OU DESESPERO
“QUANDO UMA PESSOA PENSA NO SUICIDIO, ELA QUER MATAR A DOR,
MAS NUNCA A VIDA”
AUGUSTO CURY
Falar sobre o suicídio é um tema que incomoda, pois ainda é considerado um estigma, e que não é compreendido na maioria das vezes pelas pessoas.
Atualmente, para algumas pessoas pensarem e/ou mesmo cometerem o suicídio, é uma saída, para uma situação de sofrimento atroz, talvez a única saída que elas vêem naquele momento, pois a sua angústia é tão grande que os incapacita de avaliar a situação com objetividade. Apenas tem como intenção parar com a sua enorme dor psicológica e, não por termo à vida.
O individuo, naquele momento, é como se sentisse num labirinto completamente escuro, em que todos os caminhos, que os levariam à porta de saída, não existissem. Qualquer esforço seria inútil, pois apenas encontrariam as portas completamente trancadas, não tendo chaves adequadas para as abrir.
Cada indivíduo tem os seus próprios motivos, muito particulares, profundos e extremamente dolorosos, que o levam a este ato.
A grande maioria dos indivíduos que cometem o suicídio, dão sinais de depressão, por muito que o escondam e não o queiram aceitar.
Para finalizar esta reflexão, é de sublinhar que o suicídio raramente é uma decisão repentina.
Na maioria dos casos, o suicídio é planeado.
Porém, pode também ser um ato impulsivo. Nestas situações em que o suicídio é um ato impulsivo, perante uma dada situação, que é dolorosa e intolerável, a pessoa toma uma decisão imediata, precipitada e sem pensar (no sentido de diminuir a sua dor emocional).
Não é uma decisão fácil para a pessoa que cometeu o suicídio, veja-a como uma pessoa que está num sofrimento atroz… na muitas das vezes, os sinais são difíceis de detectar.
A decisão é sempre do indivíduo que comete a ato. Se é assim que se sente, existem pessoas que o podem ajudar. Que respeitarão as suas ideias, crenças, seus problemas, e respeitarão acima de tudo o seu valor como pessoa. Por isso, faça a diferença, antes de escolher uma opção sem retorno, dê pelo menos uma oportunidade a si mesmo, de experimentar uma solução diferente- um apoio especializado.
Júlia Costa- Psicóloga Clínica - Psicoterapeuta/ Sexóloga