03/06/2026
Há uma frase que parece inofensiva, mas pode ser perigosa: ‘Eu também sou um bocadinho psicólogo/a.’
‼️Não. Ou és psicólogo, ou não és.‼️
Ouvir um amigo, dar apoio e partilhar experiências é importante. Mas interpretar traumas, diagnosticar comportamentos ou dizer a alguém o que está a sentir sem formação adequada pode fazer mais mal do que bem.
Porque a saúde mental não é um hobby. Não é uma opinião. E não é algo que se aprende em três vídeos nas redes sociais.⚠️
Quando alguém está a sofrer, precisa de compreensão, mas também pode precisar de ajuda especializada.
Ser um bom amigo é estar presente. Ser psicólogo é ter formação, supervisão e responsabilidade profissional.
Por isso, da próxima vez que te apetecer dizer ‘sou um bocadinho psicólogo’, lembra-te: apoiar é valioso. Mas trabalhar como psicólog@ e com a saúde mental de alguém é uma profissão extremamente importante e que requer formação especializada.
E confundir as duas coisas pode ter consequências reais.
A empatia é essencial. A psicologia também. Mas não são a mesma coisa. 💭
Confia a tua saúde a profissionais de saúde: não a influencers, não a pseudociência, não a profissionais de outras áreas ou a pessoas que leram livros ou viram conteúdos nas redes sociais.
A psicologia não é apenas ouvir. É saber o que ouvir.
Não é apenas fazer perguntas. É saber quais perguntas fazer.
Não é apenas ter empatia. É saber como utilizar essa empatia de forma ética e baseada em conhecimento científico.
Quando alguém assume o papel de psicólogo sem ter preparação para isso, corre o risco de simplificar problemas complexos, reforçar crenças erradas ou atrasar a procura de ajuda adequada.
Porque, em saúde mental, boas intenções nem sempre são suficientes.
E, por vezes, o gesto mais responsável não é dar uma resposta.É dizer:
“Acho que seria importante falares com um/a profissional.”
Estarei por aqui se precisar 🌻