Miriam Correia - Psicóloga Clínica

Miriam Correia - Psicóloga Clínica Consultas de Psicologia Clínica: Crianças, Adolescentes e Adultos
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19/08/2026

Hoje, o meu trabalho levou-me até ao Estabelecimento Prisional de Olhão.

Uma vertente do meu trabalho que talvez nem todos conheçam.

Sou TORVC, Técnica de Orientação, Reconhecimento e Validação de Competências, e acompanho adultos ao longo do processo de RVCC.

Neste processo, olhamos para aquilo que muitas vezes não aparece num certificado: as aprendizagens construídas através do trabalho, das experiências, da formação e do próprio percurso de vida.

O meu papel passa por ajudar a identificar essas competências, orientar a construção do portefólio, preparar o momento de validação e acompanhar cada candidato até à certificação final.

Neste contexto, o processo permite também que pessoas em situação de reclusão possam completar o 9.º ou o 12.º ano de escolaridade.

Porque há competências que se constroem muito antes de lhes sabermos dar um nome.

E reconhecê-las também é reconhecer o valor do caminho percorrido.

O que falta para se sentir suficiente? Talvez a pergunta esteja errada.Autoestima não é acordar confiante todos os dias ...
31/07/2026

O que falta para se sentir suficiente? Talvez a pergunta esteja errada.

Autoestima não é acordar confiante todos os dias nem gostar de tudo em si.
É conseguir estar consigo sem se tratar como o seu pior crítico, quando está frágil, costuma aparecer como comparação constante, procura de aprovação, dificuldade em aceitar um elogio ou medo intenso de errar.

Isto trabalha-se no dia a dia: repare na linguagem que usa consigo e suavize o que diria a um amigo de outra forma; separe o que vale do que produz; reconheça as pequenas conquistas, não só as grandes.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação psicológica individual.

Guarde para reler nos dias em que a sua voz interna ficar mais dura.

A  criou um identificador para os psicólogos inscritos na Ordem dos Psicólogos Portugueses.Esta medida, tem como objetiv...
29/07/2026

A criou um identificador para os psicólogos inscritos na Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Esta medida, tem como objetivo reforçar a transparência, a confiança e a proteção de quem procura informação ou acompanhamento psicológico.

A indicação do número da cédula permite identificar que o conteúdo é partilhado por um profissional devidamente inscrito na Ordem dos Psicólogos Portugueses, garantindo que exerce de acordo com os princípios éticos e deontológicos da profissão.

Num espaço digital onde circula tanta informação sobre saúde mental, é cada vez mais importante saber distinguir conteúdos produzidos por profissionais qualificados.

A saúde mental merece informação rigorosa, baseada na evidência e partilhada com responsabilidade.

Stress e burnout são palavras muito usadas, mas não significam exatamente a mesma coisa.O stress pode surgir como respos...
17/07/2026

Stress e burnout são palavras muito usadas, mas não significam exatamente a mesma coisa.

O stress pode surgir como resposta a exigências, pressão, responsabilidades ou períodos de maior sobrecarga.
Pode ser pontual, intenso ou repetido, e deve ser compreendido no contexto em que aparece.

Burnout não deve ser usado apenas como sinónimo de cansaço.
É um conceito que exige maior cuidado, porque envolve contexto, duração, impacto e avaliação adequada.

Mais útil do que aplicar um rótulo imediato é tentar compreender: o que está a acontecer, há quanto tempo, em que contexto e com que impacto no dia a dia?

Se a sobrecarga é persistente, intensa ou interfere com o funcionamento, pode ser importante procurar apoio profissional.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação individual.

Guarde para reler quando encontrar stress e burnout usados como se fossem a mesma coisa.

Uma dúvida comum antes de iniciar acompanhamento psicológico é: "e se eu não souber explicar bem o que se passa?"Não é n...
15/07/2026

Uma dúvida comum antes de iniciar acompanhamento psicológico é: "e se eu não souber explicar bem o que se passa?"

Não é necessário chegar à consulta com tudo alinhado, com uma explicação perfeita ou com uma lista completa do que aconteceu.

Por vezes, o início do processo passa precisamente por dar forma ao que ainda está confuso: uma sensação difícil de nomear, uma pergunta que insiste, um padrão que se repete ou uma dificuldade que começa a ocupar demasiado espaço.

Pode levar uma ideia, pode levar uma dúvida, pode levar aquilo que consegue dizer naquele momento.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação psicológica individual.

Guarde esta ideia para o dia em que pensar em marcar consulta.

A palavra ansiedade aparece com frequência nas redes sociais. Por vezes, ajuda a nomear uma experiência, outras vezes, é...
12/07/2026

A palavra ansiedade aparece com frequência nas redes sociais. Por vezes, ajuda a nomear uma experiência, outras vezes, é usada de forma tão ampla que tudo começa a parecer diagnóstico.

Sentir ansiedade em alguns momentos não significa automaticamente ter uma perturbação.
A ansiedade pode surgir perante mudanças, incerteza, pressão, expectativa ou situações que a pessoa vive como ameaçadoras ou exigentes.

O que importa compreender é o contexto:
quando aparece,
com que intensidade,
com que frequência,
que impacto tem no dia a dia
e de que forma interfere com a vida da pessoa.

Um conteúdo educativo pode ajudar a pensar melhor sobre o tema, mas não permite avaliar, diagnosticar ou concluir o que se passa num caso individual.

Se a ansiedade for persistente, intensa ou limitar o funcionamento, uma avaliação profissional pode ajudar a compreender o que está a acontecer no seu contexto.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação psicológica individual.

Partilhe com quem possa beneficiar de uma explicação mais contextualizada sobre ansiedade.

Uma consulta de psicologia não exige que a pessoa chegue com tudo organizado, explicado e pronto a ser contado.Muitas ve...
09/07/2026

Uma consulta de psicologia não exige que a pessoa chegue com tudo organizado, explicado e pronto a ser contado.

Muitas vezes, o ponto de partida é precisamente a confusão, a dúvida, o cansaço, a repetição de determinados padrões ou a sensação de que algo precisa de ser compreendido com mais cuidado.

De forma geral, uma consulta pode criar um espaço de escuta, enquadramento e compreensão.
O psicólogo não está ali para julgar, adivinhar ou dar respostas prontas, mas para trabalhar com a pessoa a partir do que ela traz, do seu contexto e do ritmo possível.

A forma como cada consulta acontece pode variar consoante a abordagem profissional, o motivo da procura, o momento da pessoa e os objetivos do acompanhamento.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação psicológica individual.

👉 Que dúvida geral sobre o processo terapêutico gostaria de ver esclarecida?

Nem toda a pessoa difícil tem uma perturbação da personalidade, e nenhuma pessoa pode ser diagnosticada através de um ví...
03/07/2026

Nem toda a pessoa difícil tem uma perturbação da personalidade, e nenhuma pessoa pode ser diagnosticada através de um vídeo, de uma publicação ou de um comportamento isolado.

Nas redes sociais, termos clínicos são muitas vezes usados como explicações rápidas para comportamentos que magoam, confundem ou criam conflito.
O problema é que, quando um diagnóstico se transforma num rótulo ou num insulto, perde-se o contexto e aumenta-se o estigma.

➡ Um comportamento é algo que uma pessoa faz.
➡ Um traço é uma tendência que pode existir em diferentes graus.
➡ Um padrão implica repetição, continuidade e impacto.
➡ Um diagnóstico exige uma avaliação profissional mais ampla.

Alguns termos clínicos, como bipolaridade, também são frequentemente usados de forma simplista nas redes.
Neste conteúdo, a referência serve apenas para lembrar que termos clínicos não devem ser usados como conclusões rápidas, não para explicar bipolaridade nem associá-la diretamente a mudanças de humor.

No dia a dia, pode ser mais útil:
✔descrever o comportamento concreto que está a causar desconforto;
✔definir limites sem precisar de diagnosticar a outra pessoa;
✔evitar conclusões baseadas em listas ou conteúdos nas redes sociais;
✔procurar apoio profissional quando existe uma preocupação real.

Ter um traço ou manifestar um comportamento difícil não é o mesmo que ter uma perturbação.
Compreender esta diferença é uma forma de rigor e também de respeito.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação psicológica individual.

Guarde para reler quando encontrar diagnósticos usados como rótulos nas redes sociais.

Partilhe se esta distinção puder ajudar a tornar a conversa sobre saúde mental mais rigorosa e menos estigmatizante.

Nem tudo precisa de um nome clínico imediato 🧠.Às vezes, aquilo que sentimos, repetimos ou não conseguimos explicar prec...
30/06/2026

Nem tudo precisa de um nome clínico imediato 🧠.
Às vezes, aquilo que sentimos, repetimos ou não conseguimos explicar precisa primeiro de contexto, escuta e compreensão.
Esta nova fase de comunicação nasce dessa ideia: falar de psicologia, saúde mental e processo terapêutico com clareza, mas sem reduzir pessoas a rótulos.

Nas redes sociais, é fácil encontrar explicações rápidas, frases absolutas e diagnósticos usados fora de contexto, mas a vida psicológica raramente cabe numa conclusão imediata.
Por aqui, a intenção é outra:
✔distinguir conceitos sem simplificar em excesso;
✔falar de saúde mental sem alarmismo;
✔explicar o processo terapêutico com humanidade;
✔lembrar que compreender não é o mesmo que rotular.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação psicológica individual.

Guarde para reler quando encontrar explicações demasiado rápidas sobre saúde mental.

Quando pensamos em ansiedade, é comum imaginarmos medo evidente, nervosismo ou uma crise de pânico.Mas nem sempre é essa...
17/06/2026

Quando pensamos em ansiedade, é comum imaginarmos medo evidente, nervosismo ou uma crise de pânico.
Mas nem sempre é essa a primeira manifestação que se torna visível.

Em algumas pessoas, pode surgir uma preocupação persistente, tensão, inquietação, irritabilidade, dificuldade em dormir, menor concentração ou evitamento de determinadas situações.

Isto não significa que uma pessoa irritada, tensa ou com dificuldades de sono tenha necessariamente ansiedade.

Estas manifestações podem ter diferentes explicações psicológicas, físicas ou relacionadas com o contexto de vida.
Por isso, reconhecer uma manifestação não é o mesmo que identificar a sua origem.

Para compreender o que está a acontecer, é necessário olhar para o conjunto da experiência: o contexto, a duração, a frequência, a intensidade e o impacto na vida da pessoa.

É também esse o caminho que quero trazer cada vez mais para este espaço: explicar psicologia com clareza, sem transformar comportamentos isolados em diagnósticos ou pessoas em rótulos.

Uma manifestação isolada não conta a história toda.

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