07/06/2026
Esse é um dos modelos que eu costumo utilizar quando uma pessoa treina o mesmo grupamento muscular duas vezes por semana.
Nesse exemplo que eu trouxe, o atleta treinava todos os grupos musculares duas vezes na semana, mas tinha uma necessidade maior de desenvolvimento de ombros em relação ao peitoral.
Então, ao invés de distribuir o volume de forma igual para tudo, a gente faz alguns ajustes estratégicos para direcionar mais estímulo para aquilo que realmente precisa evoluir.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado em outras situações. Por exemplo, uma pessoa que já tem quadríceps muito desenvolvidos, mas apresenta deficiência de glúteos. Nesse caso, eu também poderia reorganizar a divisão para aumentar a frequência, o volume ou a prioridade dos glúteos, sem necessariamente aumentar o trabalho para os quadríceps.
No fim das contas, a divisão de treino não serve apenas para organizar os exercícios. Ela serve para direcionar recursos para aquilo que realmente precisa evoluir.
E vale deixar claro: essa não é a única forma de fazer isso. Existem várias maneiras de organizar um programa de treino. Mas essa é uma estratégia simples, eficiente e que costuma funcionar muito bem quando existe uma prioridade muscular específica.