21/08/2026
Para muitas pessoas, marcar a primeira consulta de Psicologia pode gerar
alguma ansiedade. É comum surgirem dúvidas como “O que vou ter de dizer?”,
“E se não souber por onde começar?” ou “E se não conseguir explicar bem o
que sinto?”.
Se isto acontece consigo, é completamente normal.
A primeira consulta não é um momento em que tem de saber exatamente o
que dizer ou apresentar a sua história de forma organizada. É, acima de tudo,
um espaço para começar a falar do que o trouxe até ali, ao seu ritmo.
Ao longo da sessão, o psicólogo procura compreender a sua situação atual, o
contexto em que está a viver e alguns aspetos da sua história que possam
ajudar a perceber melhor o que está a acontecer. Isto pode incluir a sua vida
familiar, relações interpessoais, trabalho ou outros acontecimentos relevantes.
Ao mesmo tempo, esta consulta é também um momento para esclarecer
dúvidas sobre o processo terapêutico e para compreender o que espera deste
acompanhamento. Nem sempre esses objetivos estão totalmente claros no
início, e isso faz parte do processo.
Com base nesta conversa inicial, pode começar a ser delineado um plano de
acompanhamento ajustado à sua realidade, respeitando sempre o seu ritmo, as
suas necessidades e o seu tempo.
Mais do que uma sessão para “contar tudo”, a primeira consulta é um primeiro
contacto. Um espaço onde pode começar a ser ouvido sem pressa e sem
julgamentos, e onde se inicia a construção de um caminho de compreensão e
mudança.
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No post, Ana Cristina Ferreira da Costa, Cédula OP Nº28829
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