Cristiana Félix - Psicóloga

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Aprender a lidar com o “não” é uma parte essencial do desenvolvimento emocional e social da criança. Embora os pais natu...
05/08/2026

Aprender a lidar com o “não” é uma parte essencial do desenvolvimento emocional e social da criança. Embora os pais naturalmente queiram evitar o sofrimento dos filhos, proteger demais ou ceder sempre que possível pode prejudicar, e não proteger, o amadurecimento da criança. O “não” ensina sobre limites, frustrações e convivência com o outro — aspectos fundamentais para a vida em sociedade.

Quando uma criança não escuta o “não” com a devida firmeza e acolhimento, ela pode crescer acreditando que tudo deve girar ao seu redor. Isso a torna mais propensa à intolerância, à impulsividade e à dificuldade de lidar com contrariedades. Afinal, a vida nem sempre atende aos nossos desejos. Ensinar isso desde cedo é uma forma de preparar a criança para o mundo real.

É importante, no entanto, que o “não” venha com explicação e empatia. Não se trata de impor de forma rígida, mas de ajudar a criança a entender os motivos por trás daquele limite. Isso fortalece o senso de justiça, desenvolve o autocontrole e reforça a confiança na figura dos pais como guias seguros.

Muitos pais sentem-se culpados ao negar algo, mas é justamente nesses momentos que a criança aprende a esperar, a negociar, a entender os próprios sentimentos e a encontrar outras formas de lidar com a frustração. Ela descobre que não é o centro do mundo, mas que ainda assim é amada e acolhida, mesmo quando suas vontades não são atendidas.

Se sente dificuldade em estabelecer limites ou percebe que seu filho tem reações muito intensas diante de frustrações, pode ser o momento de procurar apoio profissional.

O elogio tem um papel fundamental na construção da autoconfiança infantil, mas é preciso que ele seja feito da maneira c...
03/08/2026

O elogio tem um papel fundamental na construção da autoconfiança infantil, mas é preciso que ele seja feito da maneira certa.
Quando a criança é reconhecida sinceramente pelo seu esforço, pelas suas atitudes e conquistas, ela aprende a confiar em si mesma e a perceber que é capaz de enfrentar desafios. No entanto, elogios vazios ou exagerados podem ter o efeito contrário: gerar pressão, insegurança ou até desmotivação. O elogio saudável é aquele que valoriza o processo, não apenas o resultado. Dizer 'Esforçaste-te muito para terminar esse desenho' tem mais impacto do que simplesmente dizer 'que lindo!'. Isso porque o primeiro reforça a dedicação e a persistência, qualidades que a criança pode aplicar em várias áreas da vida. Elogiar apenas a inteligência ou o talento pode fazer com que a criança evite situações difíceis por medo de falhar e deixar de ser vista como 'boa'. O elogio ajuda a criança a construir uma imagem positiva de si mesma. Quando ela se sente reconhecida de forma verdadeira, aprende a valorizar as suas qualidades e a desenvolver uma autoestima mais sólida. Isso a torna mais resiliente diante de frustrações, mais aberta a aprendizagem e mais segura em suas relações. Mas é essencial que o elogio venha de um lugar de presença e conexão. A criança percebe quando é elogiada de forma automática ou sem atenção. Um olhar atento, um comentário sincero e uma escuta ativa valem muito mais do que frases prontas. Se você tem dúvidas sobre como fortalecer a autoconfiança do seu filho, ou percebe que ele é muito inseguro, se frustra com facilidade ou tem medo de errar, a psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse processo. Agende uma consulta e descubra como podemos ajudar seu filho a se sentir mais seguro, confiante e capaz.

A terapia é um espaço seguro e acolhedor que permite explorar e compreender os padrões de comportamento que moldam nossa...
03/08/2026

A terapia é um espaço seguro e acolhedor que permite explorar e compreender os padrões de comportamento que moldam nossas vidas. Muitas vezes, esses padrões são inconscientes e se desenvolvem ao longo do tempo, influenciando nossas escolhas e relacionamentos. A boa notícia é que, através da terapia, é possível identif**ar, refletir e transformar esses comportamentos.

O primeiro passo na terapia é a conscientização. Ao falar sobre suas experiências e sentimentos, você pode começar a reconhecer os padrões que estão impactando sua vida. Por exemplo, pode perceber que tende a se sabotar em momentos importantes ou a repetir relacionamentos que não são saudáveis. Esse reconhecimento é fundamental para o processo de mudança.

Uma vez que esses padrões são identif**ados, a terapia oferece ferramentas para questionar e reestruturar essas crenças. Técnicas como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajudam a entender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. Ao desafiar pensamentos negativos e distorcidos, você pode desenvolver novas maneiras de reagir às situações, o que leva a um comportamento mais saudável e construtivo.

A terapia também proporciona um ambiente de apoio emocional. Ter um profissional ao seu lado pode ajudar a trabalhar questões difíceis e a desenvolver habilidades de enfrentamento. Isso inclui aprender a regular emoções, melhorar a comunicação e estabelecer limites saudáveis. À medida que você se torna mais consciente de si mesmo e de suas necessidades, f**a mais fácil mudar comportamentos que não estão servindo ao seu bem-estar.

Por último, mudar padrões de comportamento é um processo que requer tempo e esforço. É normal enfrentar desafios ao longo do caminho, mas a terapia oferece a orientação necessária para seguir em frente. Lembre-se de que cada pequeno passo conta na jornada de transformação. Com paciência e dedicação, você pode não apenas mudar seus comportamentos, mas também criar uma vida mais alinhada com seus valores e objetivos. A terapia é um poderoso aliado nesse caminho de autodescoberta e mudança.

A ansiedade escolar é uma das queixas mais comuns entre pais e filhos, especialmente nos primeiros anos de adaptação ou ...
01/08/2026

A ansiedade escolar é uma das queixas mais comuns entre pais e filhos, especialmente nos primeiros anos de adaptação ou em momentos de transição, como mudança de escola, volta às aulas ou início da alfabetização. Para a criança, o ambiente escolar pode representar um mundo novo, com regras, cobranças e separações que ela ainda não compreende completamente. Quando esse processo não é bem acolhido, o medo pode tomar proporções maiores e se manifestar em forma de choro, resistência, dores físicas ou isolamento.

O primeiro passo para ajudar seu filho é reconhecer que o medo é legítimo. Em vez de dizer “não tem motivo pra isso” ou “todo mundo vai”, acolha com frases como “entendo que está difícil pra você” ou “você quer me contar o que está sentindo?”. Validar o medo não signif**a reforçá-lo, mas mostrar que você está presente, disposto a escutar e ajudar.

Outra estratégia importante é manter uma rotina previsível. Quando a criança sabe o que vai acontecer antes, durante e depois da escola, sente-se mais segura. Também é importante que os pais estejam emocionalmente tranquilos. A ansiedade dos adultos costuma ser absorvida pelas crianças. Transmitir confiança no processo escolar ajuda seu filho a entender que ele está seguro e em boas mãos.

Evite ameaças ou recompensas exageradas para forçar a ida à escola. Isso pode gerar ainda mais resistência. Em vez disso, fortaleça o vínculo com conversas afetuosas, pequenas preparações para o dia seguinte e momentos de conexão em casa. Lembre-se: segurança emocional é construída nos detalhes.

Se a ansiedade persiste e começa a interferir na rotina, no sono ou no bem-estar da criança, a psicoterapia infantil pode ser um caminho importante. O acompanhamento profissional oferece suporte para que ela desenvolva recursos emocionais e enfrente os desafios com mais autonomia e confiança. Agende uma consulta e ajude seu filho a transformar esse medo em superação.

As mentiras infantis não devem ser vistas, de forma imediata, como sinais de mau-caráter ou desvio de conduta. Na verdad...
30/07/2026

As mentiras infantis não devem ser vistas, de forma imediata, como sinais de mau-caráter ou desvio de conduta. Na verdade, elas fazem parte do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Entender o que está por trás desse comportamento é essencial para lidar com ele com empatia e sabedoria.

Nos primeiros anos de vida, a imaginação da criança é muito ativa. Ela pode inventar histórias como parte do seu brincar simbólico, sem ter ainda a noção clara da diferença entre fantasia e realidade. Nesses casos, não se trata exatamente de mentir, mas de explorar o mundo à sua maneira.

Com o passar do tempo, a criança começa a mentir por outros motivos: evitar punições, conseguir algo que deseja, agradar os adultos ou até proteger alguém. Quando ela mente para fugir de castigos, por exemplo, é sinal de que pode estar com medo das reações que costuma receber ao errar. Isso aponta para a necessidade de repensar como os adultos lidam com falhas e correções.

Em algumas situações, a mentira pode ser uma forma de pedir atenção ou expressar um desconforto emocional. Crianças que se sentem inseguras, sobrecarregadas ou pouco escutadas podem utilizar a mentira como uma maneira de ter controlo sobre alguma situação.

O importante é não rotular a criança como “mentirosa”. Isso só reforça o comportamento e afeta a sua autoestima. O ideal é conversar com calma, mostrar que a confiança é construída com a verdade e criar um ambiente seguro, onde o erro seja visto como parte do crescimento.

Conhecer as causas do burnout é o primeiro passo para preveni-lo e cuidar da sua saúde mental.Vamos explorar algumas das...
24/07/2026

Conhecer as causas do burnout é o primeiro passo para preveni-lo e cuidar da sua saúde mental.

Vamos explorar algumas das principais causas:

Carga de Trabalho Excessiva;

Falta de Controlo;

Ambiente de Trabalho Tóxico;

Falta de Reconhecimento;

Dificuldade em Estabelecer Limites;

Falta de Apoio Social;

Perfeccionismo;

Mudanças Organizacionais;

Falta de Desenvolvimento Pessoal;

Fatores Pessoais;

Reconhecer as causas do burnout é fundamental para a sua prevenção.

Se se identif**a com alguns desses fatores, é importante procurar apoio e implementar mudanças que promovam um ambiente de trabalho mais saudável. Lembre-se: cuidar da sua saúde mental é essencial para o seu bem-estar e produtividade!

🌟💪

Mudanças fazem parte da vida, mas para as crianças elas podem ser especialmente desafiadoras. Mudar de escola, a chegada...
23/07/2026

Mudanças fazem parte da vida, mas para as crianças elas podem ser especialmente desafiadoras. Mudar de escola, a chegada de um irmão, uma mudança de cidade ou até mesmo alterações na rotina podem gerar insegurança, medo e resistência. Isso acontece porque a criança ainda está a desenvolver e a sua capacidade de adaptação precisa se sentir segura para lidar com o novo.

Para ajudar seu filho em momentos de transição, o primeiro passo é oferecer acolhimento emocional. Permita que ele expresse o que está a sentir, mesmo que isso venha em forma de choro, irritação ou silêncio. Validar estes sentimentos é essencial para que ele entenda que não está sozinha. Evite minimizar o que ele sente com frases como “não é nada” ou “logo te habituas”. Em vez disso, converse, explique o que vai acontecer e prepare-o com antecedência.

Manter uma rotina estruturada durante esse período também ajuda a oferecer previsibilidade e segurança. Pequenos rituais, como a leitura antes de dormir ou um tempo exclusivo com os pais, fazem a diferença. Incentivar a criança a falar sobre as mudanças, criar histórias ou desenhos sobre o novo momento pode facilitar a compreensão emocional do que está a ser vivenciado.

Se perceber que o seu filho está com dificuldade para se adaptar ou apresenta mudanças comportamentais persistentes, procure apoio psicológico pode ser fundamental. Agende uma avaliação e ofereça esse cuidado.

Quando uma criança “não para quieta”, é comum que os adultos pensem logo em indisciplina ou em excesso de energia. No en...
22/07/2026

Quando uma criança “não para quieta”, é comum que os adultos pensem logo em indisciplina ou em excesso de energia.

No entanto, esse comportamento pode ter causas mais profundas e merece ser observado com atenção e sensibilidade. Nem sempre se trata de algo negativo ou de uma perturbação, mas entender o que está por trás dessa agitação é essencial para oferecer o suporte adequado.

Algumas crianças são naturalmente mais ativas, curiosas e têm maior necessidade de movimento para explorar o mundo ao seu redor. Em outros casos, a inquietação constante pode ser uma forma de expressar ansiedade, insegurança, dificuldade de concentração ou até mesmo uma forma de chamar atenção em um ambiente onde ela sente que não é ouvida.

A agitação também pode estar relacionada a estímulos em excesso, como uso prolongado de telas, rotinas desorganizadas, alimentação inadequada ou falta de sono. É importante lembrar que o comportamento é uma linguagem, e que, muitas vezes, por trás da agitação há um pedido silêncioso por acolhimento, orientação e limites saudáveis.

Ao invés de rotular ou repreender de forma constante, os pais podem procurar compreender os sinais e adaptar a rotina e o ambiente da criança. Se a agitação estiver a causar prejuízos à convivência, e à aprendizagem ou à autoestima, é importante procurar um psicólogo infantil. Agende uma avaliação e descubra como ajudar seu filho de forma acolhedora e ef**az.

⚠📌📌A depressão infantil é uma perturbação que passa muitas vezes passa despercebida por ser confundida com fases ou comp...
20/07/2026

⚠📌📌A depressão infantil é uma perturbação que passa muitas vezes passa despercebida por ser confundida com fases ou comportamentos considerados “normais” da infância. ⚠📌📌

No entanto, identif**ar os sinais precocemente é essencial para oferecer à criança o apoio necessário e evitar que o quadro se agrave com o tempo.
Diferente da tristeza comum, que tem uma causa clara e tende a passar com o tempo, a depressão infantil é persistente e interfere na rotina e no bem-estar da criança. Um dos principais sinais é a mudança no comportamento: uma criança antes ativa e comunicativa pode se tornar quieta, irritada ou desinteressada por atividades que antes gostava. Alterações no sono e no apetite também são comuns, assim como dificuldades de concentração e baixo rendimento escolar. Outros sinais incluem isolamento social, queixas físicas frequentes sem causa aparente (como dores de cabeça ou de barriga), baixa autoestima e sentimentos de culpa. Em crianças menores, a depressão pode se manifestar por meio de choro constante, apego excessivo aos pais ou comportamentos regressivos, como voltar a fazer xixi na cama.

É fundamental que os adultos estejam atentos e levem a sério essas manifestações. A depressão infantil quanto mais rápida for tratada, melhores são as possibilidades de recuperação.

Se identif**a alguns destes sinais no seu filho, procure um psicólogo para uma avaliação cuidadosa e um plano de acolhimento de intervenção adequado.

Lidar com a perda de um ente querido é desafiador para qualquer pessoa, e para as crianças, que ainda estão em processo ...
06/07/2026

Lidar com a perda de um ente querido é desafiador para qualquer pessoa, e para as crianças, que ainda estão em processo de entendimento emocional, o luto pode ser confuso e assustador. A forma como uma criança compreende a morte depende da sua idade, desenvolvimento e vínculo com a pessoa que partiu. Por isso, os pais e responsáveis desempenham um papel fundamental ao ajudar a criança a enfrentar esse momento de maneira saudável.

A honestidade é essencial. Quando a criança perde alguém, ela precisa entender o que aconteceu, e isso deve ser explicado de forma clara e adequada à sua idade. Usar eufemismos como “foi embora” ou “dormiu” pode gerar confusão. É melhor usar palavras diretas, como “morreu” ou “faleceu”, para que a criança compreenda a realidade da situação, mesmo que isso seja difícil.

Além disso, permitir que a criança expresse seus sentimentos é crucial. Ela pode demonstrar tristeza, raiva ou até culpa, pensando que poderia ter feito algo para evitar a perda. Validar esses sentimentos e criar um espaço seguro para que ela fale sobre suas emoções é fundamental. Isso ajuda a criança a lidar com o luto de forma mais tranquila.

Se, após um tempo, a criança continuar com dificuldades emocionais, como alterações de comportamento, medos intensos ou isolamento, é importante procurar a ajuda. O acompanhamento psicológico pode ser essencial para que a criança processe o luto e se recupere emocionalmente.

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Telefone

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