Cláudia Graça - Psicóloga Clínica

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Há escolhas que não são difíceis porque não sabemos o que queremos.São difíceis porque sabemos que alguém pode não gosta...
20/08/2026

Há escolhas que não são difíceis porque não sabemos o que queremos.

São difíceis porque sabemos que alguém pode não gostar daquilo que queremos.

Então cedemos.
Adiamos.
Explicamos demasiado.
Dizemos “não faz mal” quando faz.
Ou escolhemos aquilo que mantém tudo tranquilo à nossa volta.

E, sem percebermos, fazemos uma troca:

Evitamos o desconforto do outro à custa do nosso.

Considerar o outro faz parte das relações.
Mas isso não significa sermos responsáveis por evitar todas as suas reações às nossas escolhas.

Porque escolher-te pode implicar tolerar que alguém fique desiludido.
Que discorde.
Que não compreenda.
Ou até que preferisse que tivesses escolhido diferente.

E talvez esta seja uma das partes mais difíceis de começar a escolher-te:

Perceber que o desconforto do outro nem sempre significa que fizeste algo errado. 🤍

🦋 Quebra o padrão.

Há momentos em que já não precisas de perceber melhor o que queres.Tu já sabes.Sabes que aquele limite precisava de ser ...
18/08/2026

Há momentos em que já não precisas de perceber melhor o que queres.

Tu já sabes.

Sabes que aquele limite precisava de ser colocado.
Que há um lugar onde já não queres continuar.
Que gostavas de experimentar outra coisa.
Que há uma escolha que, no fundo, já fizeste dentro de ti.

E, ainda assim, não consegues avançar.

Porque escolher o que queremos nem sempre traz apenas alívio.

Às vezes traz culpa.
Medo de desiludir.
Receio de perder segurança.
A sensação de que estamos a ser egoístas.
Ou a dúvida de quem passou tanto tempo a corresponder e que estranha quando começa a escolher-se.

Por isso, talvez a pergunta já não seja apenas:

“O que é que eu quero?”

Talvez seja também:

🔸O que é que eu temo que aconteça se me permitir escolhê-lo?

Há escolhas certas que continuam a ser desconfortáveis.

🧡 E talvez crescer também seja aprender a não interpretar esse desconforto como um sinal para voltar atrás.

🦋 Quebra o padrão.

saúdemental

05/08/2026

É comum pensarmos que sentir é imediato.

Que as emoções aparecem naturalmente e que as reconhecemos no momento em que surgem.

Mas nem sempre.

Há quem só perceba que ficou magoada, zangada ou triste… dias depois.

Há quem só consiga chorar quando o momento já passou.

Há quem só descubra que estava em sobrecarga… quando finalmente abranda.

Não porque sinta menos.

Mas porque, durante muito tempo, foi mais importante continuar do que perceber o que estava a acontecer por dentro.

Para algumas pessoas, sentir tornou-se incompatível com seguir em frente.

Como se parar para sentir significasse deixar de conseguir reagir.
Como se reconhecer a dor ameaçasse a capacidade de continuar.

Então, o cérebro aprendeu primeiro a funcionar.
A resolver.
A adaptar-se.

E só depois… a sentir.

Talvez não tenhas dificuldade em sentir.

Talvez o teu sistema nervoso só tenha aprendido que havia coisas mais urgentes do que escutar aquilo que sentias.

🦋 Quebra o padrão.

🦋

Há momentos em que acreditamos que já ultrapassámos determinada fase.Afinal… já não pensamos nisso todos os dias.Já cons...
15/07/2026

Há momentos em que acreditamos que já ultrapassámos determinada fase.

Afinal… já não pensamos nisso todos os dias.
Já conseguimos continuar.
Já aprendemos a funcionar.

E, ainda assim, o corpo continua a reagir.

Não porque esteja preso ao passado.
Mas porque há experiências que não se resolvem apenas quando deixam de ocupar a mente.

Integram-se quando deixam de precisar de ser carregadas pelo corpo.

Talvez seja por isso que, às vezes, o cansaço aparece sem motivo.
Que descansar inquieta.
Que um dia feliz termina em lágrimas.

Não são sinais de fraqueza.

São, muitas vezes, a linguagem de um corpo que ainda está a tentar terminar uma história que a mente aprendeu a ignorar.

E tu…
O que o teu corpo tem tentado dizer-te…
e há quanto tempo a tua mente aprendeu a ignorá-lo?

🦋 Quebra o padrão.

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Junho marca o início dos meus 40.Levo comigo a menina que fui, a mulher que me tornei e tudo o que ainda quero viver.E f...
02/07/2026

Junho marca o início dos meus 40.

Levo comigo a menina que fui, a mulher que me tornei e tudo o que ainda quero viver.

E falando na menina que fui… só queria dizer-lhe: conseguimos miúda 🤍

Às vezes as pessoas estranham isto.“Mas eu tive um dia bom.”“Correu tudo bem.”“Estive com pessoas de quem gosto.”“Porque...
16/06/2026

Às vezes as pessoas estranham isto.

“Mas eu tive um dia bom.”

“Correu tudo bem.”

“Estive com pessoas de quem gosto.”

“Porque é que agora me sinto assim?”

Porque nem sempre choramos quando estamos em perigo.

Às vezes choramos quando o perigo passa.

Quando já não é preciso ser forte.

Quando já não é preciso resolver mais nada.

Quando o corpo finalmente percebe que pode baixar a guarda.

Há emoções que não conseguem aparecer enquanto estamos ocupados a sobreviver.

Precisam de espaço.

Precisam de silêncio.

Precisam de segurança.

E talvez por isso algumas lágrimas não sejam sinal de que algo está errado.

Talvez sejam sinal de que, por alguns momentos, algo finalmente se sentiu suficientemente seguro para ser sentido.

🦋 Quebra o padrão

🦋

11/06/2026

Às vezes acreditamos que descansar deveria trazer alívio imediato.

Mas nem sempre é assim.

Quando passamos muito tempo em alerta, ocupados a resolver, antecipar ou simplesmente aguentar, o corpo habitua-se a esse ritmo.

E quando finalmente paramos…

aquilo que surge nem sempre é calma.

Pode surgir inquietação.
Pode surgir culpa.
Pode surgir a sensação de que deveríamos estar a fazer qualquer outra coisa.

Não porque haja algo errado connosco.

Mas porque, durante muito tempo, o movimento pareceu mais seguro do que a pausa.

E talvez o descanso não seja apenas aprender a parar.

Talvez seja aprender, pouco a pouco, que também estamos seguros quando não estamos a fazer nada.

🦋 Quebra o padrão

Há pessoas que passam anos a acreditar que o problema é não conseguirem parar.Mas, muitas vezes, o problema nunca foi es...
09/06/2026

Há pessoas que passam anos a acreditar que o problema é não conseguirem parar.

Mas, muitas vezes, o problema nunca foi esse.

O problema foi terem aprendido a viver em constante adaptação.

A resolver antes que algo aconteça.
A antecipar necessidades.
A cuidar de todos.
A estar sempre disponíveis.
A continuar, mesmo quando estavam cansadas.

Com o tempo, o movimento deixa de ser apenas um comportamento.

Transforma-se numa sensação de segurança.

E é por isso que, quando finalmente existe espaço para descansar, nem sempre surge alívio.

Por vezes surge inquietação.
Culpa.
Vazio.
Ou uma estranha sensação de que devíamos estar a fazer alguma coisa.

Não porque exista algo de errado connosco.

Mas porque o corpo e a mente precisam de tempo para aprender aquilo que nunca lhes foi verdadeiramente ensinado:

Que nem tudo é urgente.
Que nem tudo depende de nós.
Que parar não é falhar.
E que o descanso também pode ser um lugar seguro.

Talvez o descanso não seja algo que precisas de conquistar.

Talvez seja algo que estás, lentamente, a reaprender.

🦋 Quebra o padrão

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Maio em fragmentos.Algumas fotografias.Alguns quilómetros.Algumas pausas.Nada de extraordinário.Mas, olhando para trás,t...
29/05/2026

Maio em fragmentos.

Algumas fotografias.
Alguns quilómetros.
Algumas pausas.

Nada de extraordinário.

Mas, olhando para trás,
talvez seja exatamente isto que torna a vida bonita de viver.

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Desde o princípio do ano que senti que a direção precisava de ser diferente.Comecei por falar-vos de exaustão.De burnout...
26/05/2026

Desde o princípio do ano que senti que a direção precisava de ser diferente.

Comecei por falar-vos de exaustão.
De burnout.
De cansaços profundos.

Mas ao aproximarmo-nos do meio do ano…
sinto que fomos crescendo numa direção diferente.

A de percebermos que muitas vezes não é só o excesso que nos esgota.

São também as versões que criámos para sobreviver a ele.

A forte.
A independente.
A que aguenta.
A que antecipa.
A que cuida de tudo.

E talvez o mais difícil seja perceber quando esses mecanismos deixam de ser apenas proteção…
e começam lentamente a tornar-se identidade.

Talvez os próximos meses já não sejam apenas sobre reconhecer essas versões.

Mas sobre perceber como elas vivem no corpo,
nas relações,
na forma como descansamos,
nos aproximamos
e existimos no mundo.

Não apenas sobreviver.
Mas viver de forma mais integrada, consciente e humana.

E talvez,
com tempo,
olharmos com mais empatia para quem somos…
por baixo de tudo aquilo que tivemos de construir para sobreviver.

Vens continuar a quebrar o padrão comigo?

🦋

🦋

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