Joana Santos - Psicóloga Clínica

Joana Santos - Psicóloga Clínica Consultas de psicologia clínica e neuropsicologia presencial e online, nas mais diversas situações

31/08/2026

Quando pensamos no regresso às aulas, preocupamo-nos em comprar tudo o que está na lista. 🎒✏️

Mas há coisas que nunca aparecem no material escolar… e são, muitas vezes, as mais importantes.

👉 A confiança para entrar numa sala nova.
👉 A coragem para conhecer outras crianças.
👉 A segurança para se despedir dos pais.
👉 A capacidade de lidar com um desafio ou de recuperar depois de um dia menos bom.

E essas não se compram.

Constroem-se todos os dias, nas pequenas coisas que parecem tão simples: uma gargalhada em família, uma cabana feita na sala, uma corrida no jardim, uma história antes de dormir, um adulto verdadeiramente presente. 🤍

É na brincadeira que as crianças desenvolvem competências que nenhum caderno consegue ensinar.

Por isso, antes de setembro chegar, talvez a melhor preparação não seja fazer mais.

Talvez seja abrandar. Brincar mais. Olhar mais nos olhos. Rir mais alto. Criar memórias que façam a criança sentir: "Estou segura. Eu consigo."

Porque uma infância vivida com tempo, presença e ligação é a melhor base para enfrentar qualquer novo começo. ❤️

Que "coisas invisíveis" gostavas de colocar na mochila do teu filho este ano? 💬 Partilha nos comentários.

Uma boa adaptação à escola não é aquela em que a criança não chora! ⚠️🤚É aquela em que a criança sabe que, mesmo chorand...
26/08/2026

Uma boa adaptação à escola não é aquela em que a criança não chora! ⚠️🤚

É aquela em que a criança sabe que, mesmo chorando, há adultos que a compreendem, a acolhem e lhe transmitem segurança. 🤗

Todos os anos acompanho famílias que chegam até mim com as mesmas dúvidas:

"E se ele não quiser ficar?"
"E se chorar todos os dias?"
"Será que vai pensar que o abandonei?"

Se estas perguntas também vivem dentro de ti, quero que saibas uma coisa: és um pai. És uma mãe. E estás a preparar uma das maiores mudanças da vida do teu filho.

É natural que sintas medo. Mas a adaptação não começa quando a porta da sala se fecha. Começa muito antes. 🤔

Começa na forma como falas sobre a escola.
Na confiança que consegues transmitir.
Na forma como acolhes as emoções do teu filho... e também as tuas.

Porque as crianças precisam de pais que sejam uma base segura e que lhes digam, com palavras e com gestos: "Eu acredito que és capaz. E, quando precisares, eu volto para ti." ❤️

As lágrimas podem fazer parte da adaptação. O sofrimento prolongado não. E é precisamente por isso que vale a pena preparar esta etapa com conhecimento, sensibilidade e respeito pelo ritmo de cada criança.

No fim, o objetivo nunca é que o teu filho deixe de precisar de ti.

É que leve um bocadinho da segurança que construiu contigo para enfrentar o mundo.

A proibição dos telemóveis nas escolas parece uma boa notícia. E, na verdade, acredito que pode ser um passo importante....
20/08/2026

A proibição dos telemóveis nas escolas parece uma boa notícia. E, na verdade, acredito que pode ser um passo importante. 📵

Mas tenho feito a mim própria uma pergunta… será que o verdadeiro problema estava apenas dentro da escola?

Porque, quando a campainha toca e os nossos filhos chegam a casa, os algoritmos continuam à espera deles. 📲

E esses algoritmos não são inocentes.

Foram desenhados para captar atenção, prolongar o tempo de utilização e tornar cada vez mais difícil desligar. 👀

Como explica Jonathan Haidt, no livro A Geração Ansiosa, não estamos apenas a pedir às crianças que tenham mais autocontrolo. Estamos a colocá-las perante tecnologias desenvolvidas precisamente para competir com essa capacidade.

É uma luta desigual. Por isso, talvez a conversa não deva começar em ""quantas horas por dia?"". Talvez deva começar em que infância queremos construir? 🤔

Porque cada hora longe de um ecrã não é apenas uma hora sem telemóvel.

É uma hora com mais brincadeira.
Mais criatividade.
Mais aborrecimento (sim, o aborrecimento também faz crescer).
Mais conversas à mesa.
Mais gargalhadas.
Mais relações reais.

A escola pode ajudar. E ainda bem que o faz. Mas a verdadeira educação digital continua a acontecer em casa.

Não através de regras impostas apenas às crianças, mas através do exemplo, das rotinas e da qualidade do tempo que construímos em família. 🤍

19/08/2026

Todos os verões recebo mensagens de pais preocupados porque, de um dia para o outro, o bebé começou a acordar mais vezes durante a noite. 🌛🤯

E, muitas vezes, a resposta não está numa "regressão do sono" (isto nem sequer existe). Está… na temperatura. ☀️

Os bebés ainda não regulam a temperatura corporal como nós. Basta uma noite mais quente ou roupa a mais para que o sono se torne mais agitado, com mais despertares e maior dificuldade em voltar a adormecer.

Mas há um detalhe de que quase nunca se fala. 🤔

Durante os primeiros meses de vida, os bebés passam uma grande parte do sono em sono REM (sono ativo). Nesta fase, é completamente normal mexerem os braços, as pernas, esticarem-se e mudarem de posição. E estes movimentos não são "tiques" nem significam que estejam a dormir mal.

Pelo contrário. 👀

A investigação sugere que estes pequenos movimentos espontâneos desempenham um papel importante na organização dos circuitos sensório-motores e no desenvolvimento do cérebro. 🧠 Motivo pelo qual também não sou a favor do swadle.

Por isso, além de garantir que o bebé não sobreaquece, escolhe roupa leve e confortável, que lhe permita mover-se livremente durante o sono.

Às vezes, procuramos explicações muito complexas… quando basta olhar para duas coisas muito simples:
✅ a temperatura do quarto.
✅ a roupa que o bebé tem vestida.

Pequenos ajustes podem fazer uma enorme diferença.

Porque dormir bem também é dar ao corpo as condições de que ele precisa para descansar… e crescer. 🤍

Há dias em que saio das consultas e penso como sou privilegiada.Privilegiada por poder assistir ao início de tantas hist...
13/08/2026

Há dias em que saio das consultas e penso como sou privilegiada.

Privilegiada por poder assistir ao início de tantas histórias.

Ao momento em que uma mãe respira de alívio porque percebe que o seu bebé "não está estragado".
Ao brilho nos olhos de um pai quando finalmente compreende aquilo que o filho lhe estava a tentar comunicar através do comportamento.

São momentos pequenos. Mas que mudam vidas.

Quando escolhi ser psicóloga, nunca imaginei o quanto os bebés me iam ensinar.

Ensinaram-me que o desenvolvimento não acontece à pressa.
Que o vínculo é o lugar mais seguro onde uma criança pode crescer.
Que, muitas vezes, o que um bebé mais precisa não é de mais estímulos... é de um adulto disponível para o compreender.

E também me ensinaram outra coisa.

Por detrás de cada bebé há sempre uma mãe e um pai a fazer o melhor que conseguem, mesmo quando duvidam de si próprios.

Talvez seja por isso que nunca sinto que trabalho apenas com crianças.

Eu trabalho com relações. Com histórias. Com primeiras experiências que ficam gravadas muito para além da infância.

E é impossível não me emocionar quando penso que, de alguma forma, faço parte de um bocadinho da história de tantas famílias.

Obrigada a todas as que confiam em mim para vos acompanhar nos momentos mais bonitos... e também nos mais difíceis.

Levo um pouco de cada bebé comigo. E acredito, todos os dias, que cuidar dos primeiros anos de vida é uma das formas mais bonitas de mudar o futuro. 🤍

Há uma ideia que gostava que todas as pessoas levassem consigo nesta Semana Mundial da Amamentação. 🤍🤱O sucesso da amame...
05/08/2026

Há uma ideia que gostava que todas as pessoas levassem consigo nesta Semana Mundial da Amamentação. 🤍🤱

O sucesso da amamentação não depende apenas da mãe.

Depende de quem a ouve quando ela diz que está cansada.
De quem a ajuda sem julgar.
De quem lhe oferece informação baseada na evidência, em vez de opiniões.
De quem lhe pergunta primeiro: "Como estás?"

Durante o pós-parto, é muito fácil que toda a atenção se centre no bebé.

Mas quando nos esquecemos da mãe... esquecemo-nos de quem também precisa de ser cuidada. ❤️‍🩹

Uma mãe apoiada sente-se mais segura.
Uma mãe segura consegue responder com maior tranquilidade às necessidades do seu bebé.
E um bebé que cresce numa relação segura leva esse impacto consigo durante toda a vida.

É por isso que, nesta semana, mais do que celebrar a amamentação, gostava que celebrássemos as mães.

As que amamentam há dias.
As que amamentam há meses.
As que terminaram mais cedo do que desejavam.
As que, por diferentes razões, escolheram ou precisaram de seguir outro caminho.

Nenhuma mãe deve medir o seu valor pela forma como alimenta o seu filho.

Porque o que alimenta verdadeiramente um bebé não é apenas o leite.

É o amor. É a presença. É o colo. É uma mãe que também se sente cuidada. 💛

Se conheces uma mãe que precisava de ler estas palavras hoje, envia-lhe este post. Talvez seja exatamente o abraço que ela precisava de receber. 🤍

O problema nunca foi o telemóvel. O problema é aquilo que ele nos faz perder sem nos apercebermos. 🤍📱Vivemos numa época ...
28/07/2026

O problema nunca foi o telemóvel. O problema é aquilo que ele nos faz perder sem nos apercebermos. 🤍📱

Vivemos numa época em que estamos constantemente ligados. Uma notificação, uma mensagem, um vídeo... "Vou só responder a isto." E, sem dar por isso, passaram-se 10 minutos. ⌛🤯

Se és mãe ou pai, provavelmente isto já te aconteceu enquanto amamentavas, embalavas o teu bebé ou estavas simplesmente sentada ao lado dele à espera que adormecesse.

E quero que saibas uma coisa importante: este post não é para te fazer sentir culpa. É para nos lembrar de algo que o ritmo acelerado da vida nos faz esquecer.

O cérebro de um bebé desenvolve-se através da relação. 🧠

Cada olhar que troca contigo.
Cada sorriso que recebe de volta.
Cada "gugu" ao qual respondes.
Cada vez que procura o teu rosto para confirmar que estás ali.

A ciência chama-lhe "serve and return": uma dança de pequenas interações entre o bebé e o adulto que constrói ligações neuronais fundamentais para o seu desenvolvimento. E o mais curioso é que estas interações duram apenas segundos.

O problema é que... uma notificação também. E, às vezes, enquanto olhamos para um ecrã, passa um olhar que não vimos, um sorriso que não devolvemos ou uma tentativa de comunicação que ficou sem resposta.

Não porque não amamos os nossos filhos. Mas porque estes pequenos ecrãs foram desenhados precisamente para captar a nossa atenção. 📱👀

Talvez a solução não seja deixar de usar o telemóvel. Talvez seja voltar a decidir quem merece a nossa atenção em cada momento.

Experimenta criar pequenas regras aí em casa:

👉 Guardar o telemóvel durante a ma**da.
👉 Pousá-lo enquanto brincam.
👉 Criar momentos do dia em que a prioridade é apenas estarem juntos.

Porque o teu bebé não precisa de uma mãe perfeita. Precisa de uma mãe que, muitas vezes, consiga estar verdadeiramente presente.

E acredita... esses pequenos momentos de presença valem muito mais do que imaginamos. 🤍

23/07/2026

1ª EDIÇÃO QUASE A FECHAR! 🔥

O desfralde não se orienta por palpites. Orienta-se com conhecimento. 👶💛

Quando acompanhamos crianças, as palavras que usamos com as famílias importam... e muito!

Porque há processos que parecem simples, mas envolvem corpo, emoções, maturidade e desenvolvimento.

Esta formação nasce para ajudar profissionais a olhar para o desfralde e para as perturbações de eliminação com mais segurança, critério e respeito pela criança.

✨ Para orientar melhor.
✨ Para reconhecer sinais importantes.
✨ Para intervir sem pressão nem mitos.

Se trabalhas com crianças e famílias, esta formação é para ti 👉 sabe mais no link da bio.

"Não dói nada..." 💔💉 Quantas vezes dizemos esta frase na tentativa de proteger uma criança?Mas a verdade é que, muitas v...
21/07/2026

"Não dói nada..." 💔💉 Quantas vezes dizemos esta frase na tentativa de proteger uma criança?

Mas a verdade é que, muitas vezes, ela sabe que vai doer. E quando a dor aparece, pode sentir que aquilo que lhe disseram não correspondeu à realidade.

O que as crianças mais precisam nestes momentos não é que lhes escondamos a verdade.

Precisam de sentir que não vão enfrentar aquele momento sozinhas.

Um adulto que:
👉 lhes explique, com palavras simples, o que vai acontecer.
👉 valide o medo, em vez de o minimizar.
👉 permaneça presente, mesmo quando há lágrimas.

Hoje sabemos que a forma como uma criança é acompanhada durante um procedimento médico pode influenciar a forma como viverá experiências semelhantes no futuro.

Não porque conseguimos eliminar a dor. Mas porque conseguimos fazer com que ela se sinta segura apesar dela.

O nosso papel não é impedir que os nossos filhos passem por momentos difíceis. É mostrar-lhes que, quando esses momentos chegam, há sempre uma mão pronta para os acompanhar.

Como costuma reagir o teu filho às vacinas, análises ou outros procedimentos médicos? Que estratégias têm resultado convosco? 🤍

"O meu filho está a fazer birra!" 😤 À primeira vista... parece falta de limites. Mas será mesmo? 🤔No futebol, o VAR exis...
19/07/2026

"O meu filho está a fazer birra!" 😤 À primeira vista... parece falta de limites. Mas será mesmo? 🤔

No futebol, o VAR existe porque sabemos que o primeiro olhar pode enganar.

Na parentalidade... talvez também precisemos de aprender a rever alguns "lances".

Antes de tirarmos conclusões, vale a pena perguntar:

👉 Dormiu o suficiente?
👉 Está com fome?
👉 Está sobrecarregado de estímulos?
👉 Está a precisar de proximidade?

A verdade é que muitas vezes nos focamos no comportamento... quando devíamos procurar compreender a necessidade que está por trás dele.

E não, isto não significa que todas as birras tenham uma explicação "simples" ou que nunca seja preciso colocar limites.

Significa apenas que os limites são muito mais eficazes quando começam pela compreensão.

Tal como um árbitro não toma decisões apenas com base na primeira imagem, também nós, enquanto pais, educadores ou profissionais, ganhamos muito quando paramos alguns segundos antes de julgar o comportamento de uma criança.

Porque, muitas vezes, aquilo que parece desafio... é apenas um pedido de ajuda que ainda não sabe ser dito por palavras.

Agora quero saber: que outro "lance" gostavas de ver analisado pelo VAR da Parentalidade? 😄⚽

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