Psicologia e Psicanálise

Psicologia e Psicanálise Psicoterapia/Psicanálise, Avaliação Psicológica, Orientação Parental, Formação e Supervisão de Psicólogos

Às vezes coisas muito bonitas nascem dos lugares mais improváveis. Ainda podes florescer, mesmo que não te tenham sido p...
25/05/2026

Às vezes coisas muito bonitas nascem dos lugares mais improváveis. Ainda podes florescer, mesmo que não te tenham sido providenciadas no teu percurso inicial, as condições ideiais.

Coragem 🌷

21/05/2026
Ser mãe é navegar à vista"Ensinar" autonomia, ou "ensinar" resiliência? Ajudar é tirar-lhes a possibilidade de aprendere...
04/05/2026

Ser mãe é navegar à vista

"Ensinar" autonomia, ou "ensinar" resiliência? Ajudar é tirar-lhes a possibilidade de aprenderem a resolver problemas sozinhos? Não ajudar é fazê-los sentir uma espécie de desamparo?

Quais são as "batalhas" que vale a pena travar, quais são os assuntos que devemos deixar cair? Que impacto terão neles, as ações que levamos a cabo, dentro e fora da relação? 

O que é verdade hoje, será verdade amanhã? O que serve para um filho, serve para o outro? Qual o grau de espontaneidade requerido para esta "função"? Contamos o que se passa conosco e corremos o risco de lhes "pesar"? Não contamos e corremos o risco de deixar aquele silêncio no ar?

Perguntar é invadir? Não perguntar é ser ausente? Quando escolhemos dar um berro, fazemo-lo porque é necessário e importante naquele momento e naquela relação? Ou fazemo-lo porque estamos zangadas, com raiva? Quando pedimos desculpas, faze-lo porque é necessário e importante naquele contexto, ou por sentimos culpa?

O que é nosso? O que é deles? Que cenários repetimos - ou repetimos pelo oposto - mesmo após anos e anos de terapia?

Dois filhos que são completamente diferentes (como o sol e a lua)....ele, um amor tranquilo e uma cumplicidade que não passa por palavras... ela, alguém que mostra ao que vem desde o primeiro som que emite neste mundo e que obriga todos confrontarem-se com aquilo que não estão a querer olhar...E os outros que não chegaram a nascer mas que têm lugar.

Não estou só nesta missão. Há um padrasto, cheio de generosidade, afeto e presença com quem pela primeira vez tive a experiência de uma parentalidade partilhada.

O quanto nos ensina e nos desafia a maternidade. Acho que até acerto algumas vezes, se houvesse uma "entidade reguladora das mães" e nos viesse fazer uma avaliação de desempenho, acho que passaria. Porque, não acertando sempre, penso e sinto sobre o que faço e cuido de mim para estar inteira neste papel (e não só).

Mas ainda estou a confiar na vida e tenho muito mas certezas sobre os vossos filhos que sobre os meus 😅

Maternidade e Psicoterapia... duas áreas onde não há manual, e tudo é um fato à medida. Corajoso e meio louco, quem se mete nisto 💕

29/04/2026

💫 Para Winnicott "A psique e o soma […] não se iniciam como uma unidade. Eles formam uma unidade se tudo corre bem no desenvolvimento desse indivíduo, mas isso é uma conquista" (1969);

💫 Isto significa que habitarmos o próprio corpo não é um dado adquirido. É uma tarefa do amadurecimento, que é conquistada quando tudo corre bem (integração psicossomática);

💫 Muitos de nós, adultos, andamos pela vida como se o nosso corpo não nos pertencesse. Como se fosse uma entidade estranha, externa e alheia a nossa identidade. Isto traz consequências para a nossa saúde mental, que dariam toda uma outra publicação;

💫 Desafio adicional, é o cérebro humano ter-se desenvolvido com uma forte ênfase no raciocínio e na análise: tarefas do neocórtex. Isso trouxe grandes vantagens, claro. Mas o preço que pagamos é que essa capacidade de pensar e interpretar pode sobrepor-se ao nosso recurso biológico mais precioso: a sabedoria do corpo. Tornámo-mos desligados do corpo, da sensopercepção e menos capazes de usar os nossos instintos a favor da saúde mental (Peter Levine, 1997);

💫 Para tratar dessa dissociação, existe a psicoterapia. Mas também existem pessoas como a Camila Delphin. Ela não é terapeuta, mas sabe intuitivamente que quem habita o próprio corpo, é mais saudável mentalmente. Ela diz que o mundo seria um lugar melhor se todos dançassem nem que fosse 1 hora por semana. E têm razão;

💫 E por isso, ela não é uma professora de dança do tik tok. É uma pessoa enraizada, que se apropriou do próprio corpo e que faz um trabalho energético e psicológico com grande responsabilidade, leveza e sentido de humor;

💫 Com ela aprendi a técnica de samba no pé. Mas também toda uma forma de relação com o corpo, com a exposição, com o direito a ocupar espaço, com o grupo (dar e receber sustentação), com o ser observada, com o outro e com as minhas raízes (cariocas) e ancestralidade. Que nenhuma psicoterapia me trouxe;

💫 Acredito que um terapeuta inteiro ocupa o espaço e habita o seu corpo. E há qualquer coisa do âmbito do nosso auto-cuidado que tem que passar por aqui . Não obrigatoriamente através

2000 seguidores 😅😉. Se alguma vez pensei que algum dia isto seria um fato relevante para mim. Avessa à exposição, sempre...
23/03/2026

2000 seguidores 😅😉. Se alguma vez pensei que algum dia isto seria um fato relevante para mim. Avessa à exposição, sempre fui daquelas que vem as redes sociais para cuscar, nunca para partilhar ou "aparecer".

Rendi-me a isto porque sim... porque se os outros fazem devem ter sentido... porque também preciso desenvolver o meu "negócio".

E agora que cá estou, deixo algumas reflexões pouco estruturadas:

✨️ Aprendi que não me consigo encaixar naquilo que esperam de nós (psicólogos no digital). Não consigo ter um feed visualmente alinhado. Não consigo ter a disciplina de um "criador de conteúdos digitais" porque às vezes apetece-me e outras não...

✨️ Continuo a pensar que quem realmente faz um bom trabalho não precisa de holofotes, mas reconheço que há muito bons terapeutas por aqui. Antes tinha um grande preconceito em relação a psicólogos nas redes sociais!

✨️ Também já levei "hate" e constatei/confirmei que as redes sociais são uma ferramenta de expressão para pessoas muito sombrias, adoecidas ou que apenas têm medo do confronto cara a cara (e que aqui se vêem protegidas atrás de um ecrã)...

✨️ Divirto-me (e preocupo-me) com os gurus da saúde mental que aparecem por aqui. Rio-me e irrito-me ao mesmo tempo!

✨️ Já não sou a mesma profissional que iniciou esta página e já nem concordo com algumas das coisas que escrevi, vejam só...

✨️ Já mudei de ideias muitas vezes sobre como queria fazer isto. Já gastei muito tempo com detalhes irrelevantes. Já aprendi que tenho de ser mais sintética e às vezes menos técnica. Às vezes acho imensa piada a esta parte do meu trabalho, outras nem por isso...

✨️ Continuo a não querer gravar videos mas já não entro em parafuso, se, pelo cantinho de uma foto minha, vocês percebem onde fui de fim de semana ou virem a alça do meu biquini 😅 (mas continua a ser um "não" categórico, a exposição da imagem - ou informação - dos meus filhos e a partilha de memes que enolvam crianças)

Enfim, gosto disto, e vou levando à minha maneira 😉 Não ambiciono ser o Dr Phil mas gosto de vós ter por cá. Aos que se tornaram meus clientes, aos que gostam de me ler e até aqueles que têm ranço à Psicanálise (e a mim 😅) ... o meu muito obrigada 💖

O que tenho guardado por ter achado interessante... ou divertido 😉
23/03/2026

O que tenho guardado por ter achado interessante... ou divertido 😉

A supervisão é um requisito obrigatório para a prática clínica, pelo menos nos primeiros anos de exercício da profissão....
13/03/2026

A supervisão é um requisito obrigatório para a prática clínica, pelo menos nos primeiros anos de exercício da profissão.

Além disso, é um gesto de cuidado e responsabilidade para com o cliente e para com o próprio terapeuta.

Se procuras um espaço seguro para partilhar tua experiência, consolidar a tua identidade clínica, obter apoio e insights de outros colegas e aprofundar conceitos teóricos da Psicanálise, esta pode ser a oportunidade certa para ti.

📚🔎

⏰ Por vezes, a frequência semanal da Psicoterapia que e geralmente sugerida pelos psicólogos (vs a frequência quinzenal)...
04/03/2026

⏰ Por vezes, a frequência semanal da Psicoterapia que e geralmente sugerida pelos psicólogos (vs a frequência quinzenal) não tem a ver com a gravidade da situação ("quem ter que vir todas as semanas está muito mal, e quem vem de 15 em 15 dias não está assim tão mal" - é uma ideia errada). Em certas situações, a estrutura de personalidade das pessoas, só nos deixa "chegar a elas" nos últimos 10 minutos da sessão. E quando estamos "lá", acabou o tempo... Isto não é bom nem mau em si, é o que é para alguns de nós. É o seu ritmo de algumas pessoas, é a sua história que a fez estar "dentro de muros". O problema é que se passam muitos dias, damos demasiado tempo às defesas do ego, para se reconstruírem. Voltamos ao início. E mais uma vez, nos últimos 10 minutos, quando algo de diferente começa a acontecer, lá vamos nós terminar...

⏰ Com isto não quero dizer que não se façam belíssimos processo psicoterapêuticos de frequência quinzenal (e outros de frequência semanal ou até bissemanal, com menos resultados). Mas isso não é possível para todas as pessoas. As contingências logísticas, financeiras ou mesmos as defesas psicológicas em si (que por vezes também motivam os pedidos de redução de frequência das sessões) são válidas e têm cabimento. Mas é importante que ajustes expetativas em relação ao teu processo psicoterapêutico, se tiveste a indicação por parte do terapeuta para ter sessões todas as semanas, e não podes ou não queres...

Faz sentido?

Endereço

Avenida De São Miguel Nº 296 Atelier 1
Carcavelos
2775-750

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Psicologia e Psicanálise publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Psicologia e Psicanálise:

Atalhos

Compartilhar