02/09/2026
Essa semana atendi uma mãe que chegou preocupada porque o seu bebê vinha comendo “cada vez menos” há alguns dias. Quando fomos olhar a rotina com calma, percebemos que ele não tinha parado de comer. Ele tinha parado de comer do jeito que ela esperava que comesse.
Isso acontece com muita frequência. A gente cresceu aprendendo a associar prato vazio com dever cumprido, e prato com sobra com alguma coisa que deu errado. Só que o apetite do bebê não é constante. Varia com a fase, com o sono da noite anterior, com quantos dentes estão nascendo, com o quanto ele já comeu no lanche de duas horas atrás.
Quando a mãe some o valor da refeição pela quantidade que sobrou no prato, ela está usando uma régua que não foi feita pra medir o que realmente importa ali. O que sustenta a alimentação de um bebê não é uma refeição perfeita isolada. É a repetição, a exposição, o vínculo que se constrói dia após dia, mesmo nos dias em que o prato volta quase intacto.
Se você também já mediu a alimentação do seu bebê só com a quantidade ingerida de um dia inteiro e com o quanto ficou no pratinho, talvez seja hora de mudar a régua.
Compartilha esse post com uma mãe que precisa ouvir isso hoje.