Clínica Ver Crescer

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Este é o grande desafio que decidimos assumir. Com atenção, proteção e sustentabilidade.

Somos uma equipa médica multidisciplinar, com diversas valências pediátricas que está totalmente disponível para ti e para os teus papás. Queremos acompanhar-te desde a gravidez da tua mamã até à tua chegada, para que cresças harmoniosamente saudável. Tudo faremos para mimar os teus primeiros acordes de natalidade até à tua adolescência. Queremos ir ao vosso encontro, da vossa realidade, procurand

o responder às vossas crescentes necessidades. Venha conhecer-nos, juntos iremos VER CRESCER! Clínica Médica Vera Santos, NIPC 504332651 | Rua Dr. Francisco Robalo Guedes, Lote D7, Loja 1, 6000-212 Castelo Branco
Nº Registo do estabelecimento: E121668 | Licença de Funcionamento nº 7972/2014. Em caso de marcação ou dúvida, entre contacto:
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A osteoporose é uma doença músculo-esquelética crónica caracterizada pela diminuição da resistência óssea e pelo consequ...
05/09/2026

A osteoporose é uma doença músculo-esquelética crónica caracterizada pela diminuição da resistência óssea e pelo consequente aumento do risco de fratura. Apesar de frequentemente permanecer silenciosa até ocorrer uma fratura de fragilidade, as suas consequências podem ser importantes, condicionando dor, perda de mobilidade, redução da autonomia e deterioração da qualidade de vida.

Na prática reumatológica, é fundamental identificar precocemente as pessoas com maior risco de fratura, considerando fatores como idade, fraturas prévias, terapêutica com glucocorticoides, história familiar, baixo peso e outras doenças associadas. Uma fratura por fragilidade deve ser encarada como um sinal de alerta para uma avaliação especializada e não como um acontecimento isolado.

A investigação recente tem reforçado a importância de estratégias terapêuticas dirigidas aos doentes de maior risco. Uma meta-análise publicada em 2025, que reuniu 10 ensaios clínicos aleatorizados e 15 476 participantes, mostrou que o romosozumab, um tratamento com efeito simultaneamente anabólico e antirreabsortivo, proporcionou ganhos superiores de densidade mineral óssea relativamente a várias terapêuticas comparadoras. Face ao placebo, observou-se ainda uma redução significativa do risco de novas fraturas vertebrais.
Estes dados reforçam uma abordagem cada vez mais individualizada, em que a escolha do tratamento deve ter em conta não apenas a densidade óssea, mas sobretudo o risco absoluto de fratura e o perfil clínico de cada doente.

A prevenção continua, contudo, a ser fundamental: exercício físico adaptado, adequada ingestão de cálcio e vitamina D, prevenção de quedas, cessação tabágica e redução do consumo de álcool são componentes essenciais da estratégia global.

Conte com o Dr. José Marona, especialista no Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira.
Céd. Prof. nº 58527 - ERS.

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A Direção-Geral da Saúde (DGS) alerta para um episódio de fraca qualidade do ar associado à presença de poeiras provenie...
04/09/2026

A Direção-Geral da Saúde (DGS) alerta para um episódio de fraca qualidade do ar associado à presença de poeiras provenientes do Norte de África, transportadas por uma massa de ar que atravessa Portugal Continental. O fenómeno, com maior expressão nas regiões Centro e Sul, traduz-se num aumento da concentração de partículas inaláveis, nomeadamente PM10, na atmosfera.

A exposição a concentrações elevadas de partículas em suspensão pode provocar irritação das vias aéreas e agravar sintomas respiratórios, sobretudo em pessoas com doença pulmonar pré-existente. Os doentes com asma, doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) ou outras doenças respiratórias crónicas constituem grupos particularmente vulneráveis, a par das crianças e dos idosos.

A inalação destas partículas pode desencadear tosse, pieira, sensação de falta de ar e aumento da expetoração, podendo contribuir para exacerbações de doenças respiratórias. O risco tende a ser maior durante períodos de exercício físico ao ar livre, uma vez que o aumento da ventilação pulmonar favorece a entrada de maior quantidade de partículas nas vias respiratórias.

Neste contexto, recomenda-se que os grupos mais vulneráveis reduzam a exposição ao ar exterior, evitem exercício físico intenso ao ar livre e permaneçam, sempre que possível, em espaços interiores com as janelas fechadas durante os períodos de maior concentração de poeiras. É igualmente importante evitar outros irritantes respiratórios, como o fumo do tabaco.

Os doentes respiratórios crónicos devem manter a sua medicação habitual, não devendo interromper os tratamentos prescritos. Perante um agravamento significativo da falta de ar, pieira ou outros sintomas respiratórios, deverá ser procurada avaliação médica.

Este episódio recorda-nos que a qualidade do ar ambiente constitui um determinante importante da saúde pulmonar e que a proteção dos grupos mais vulneráveis é fundamental para reduzir o risco de descompensação da doença respiratória.

Conte com a Dr.ª Carolina Cabo.
Céd. Prof. 56147 - ERS.

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Um estudo realizado analisou os possíveis efeitos dos cominhos no controlo da glicemia, onde os resultados apresentados,...
01/09/2026

Um estudo realizado analisou os possíveis efeitos dos cominhos no controlo da glicemia, onde os resultados apresentados, quer através da especiaria utilizada na alimentação, quer sob a forma de suplementos, poderá estar associado a melhorias na glicemia em jejum, na hemoglobina glicada (HbA1c) e na sensibilidade à insulina. Foram também sugeridos possíveis efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, que poderão influenciar a forma como o organismo processa os hidratos de carbono.

Estes resultados despertam interesse na área da diabetologia, uma vez que demonstram como determinados componentes da alimentação poderão ter influência no metabolismo da glicose. No entanto, é importante interpretar estas conclusões com precaução. A evidência disponível ainda não é suficiente para considerar os cominhos um tratamento para a diabetes, sendo necessários mais estudos para confirmar os seus efeitos e perceber a sua verdadeira relevância clínica.

Assim, os cominhos podem ser incluídos numa alimentação equilibrada, mas não devem substituir a medicação, a orientação nutricional ou outras medidas recomendadas pelos profissionais de saúde.
Este estudo demonstra ainda a importância da investigação na área da diabetologia, permitindo compreender melhor a relação entre alimentação, metabolismo e controlo da diabetes.
O controlo dos níveis de glicose no sangue é um dos principais objetivos da diabetologia, sendo a alimentação, a atividade física e a terapêutica fatores fundamentais para a gestão da doença.

Conte com a Dr.ª Mónica Reis, especialista na nossa clínica e coordenadora do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).
Céd. Prof. nº40188 - ERS.

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Hoje abordamos a integração sensorial, uma intervenção terapêutica com o objetivo de desenvolver a capacidade de o céreb...
30/08/2026

Hoje abordamos a integração sensorial, uma intervenção terapêutica com o objetivo de desenvolver a capacidade de o cérebro interpretar, organizar e utilizar adequadamente a informação que recebe através do corpo e do ambiente. No caso das crianças, esta intervenção recorre sobretudo ao brincar, proporcionando experiências sensoriais e oportunidades para desenvolver respostas e ações adaptativas.

A terapia ocupacional atua no sentido de conhecer os interesses e motivações da criança, promovendo assim, a sua participação ativa ao longo de todo o processo. O objetivo é capacitá-la para realizar as suas ocupações e atividades do dia a dia, contribuindo para a sua saúde, bem-estar, autonomia e qualidade de vida.

O processo é iniciado com uma avaliação, que inclui a recolha de informação sobre a criança e os seus diferentes contextos, permitindo identificar competências ou funções que apresentem dificuldades. Posteriormente, são definidos objetivos em conjunto com a família, que assume um papel importante no acompanhamento da intervenção. Durante as sessões, através do jogo e do brincar, são desenvolvidas atividades adaptadas às necessidades e aos objetivos estabelecidos.

A terapia ocupacional pode intervir em diversas áreas, nomeadamente nas alterações do processamento sensorial, dificuldades de aprendizagem, hiperatividade e défice de atenção, perturbação do espetro do autismo, atrasos do desenvolvimento, dificuldades de coordenação e equilíbrio, grafomotricidade, regulação emocional, competências sociais e autonomia.

Esta intervenção pode contribuir para melhorias na perceção, atenção, memória, linguagem, regulação emocional, competências sociais, motricidade, coordenação, equilíbrio e autonomia, podendo também ter impacto positivo no sono e na alimentação.

Conte com a ajuda da nossa terapeuta ocupacional, Dr.ª Ana Vitório.
Céd. Prof. nº C-043166180.

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Foi desenvolvida uma vacina de nanopartículas na universidade de Michigan nos Estados Unidos, que protege ratos contra t...
27/08/2026

Foi desenvolvida uma vacina de nanopartículas na universidade de Michigan nos Estados Unidos, que protege ratos contra três estirpes do vírus da gripe. O estudo, apresentado numa conferência da Sociedade Americana de Química, poderá abrir caminho a uma vacina humana mais eficaz e de proteção mais duradoura.

O objetivo é criar uma vacina contra a gripe que não exija uma nova dose todos os anos. Atualmente, as vacinas existentes combinam três ou quatro variantes do vírus e a sua eficácia oscila entre os 30% e os 60%, uma vez que os vírus da gripe sofrem mutações constantes.

Em vez de se concentrarem na hemaglutinina, a proteína que cobre a maior parte da superfície do vírus e que tende a alterar-se rapidamente, os investigadores direcionaram a resposta imunitária para a proteína M2, que é geneticamente mais estável.

A vacina é composta por partículas microscópicas com dimensões semelhantes às do vírus da gripe, revestidas pela proteína M2. Para a produzir, os cientistas recorreram a fermento de padeiro geneticamente modificado, conseguindo obter grandes quantidades da proteína num mês.
A investigação irá ainda avaliar durante quanto tempo os ratos permanecem imunes à gripe após a vacinação.

Conte com os nossos especialistas e esclareça as suas dúvidas:

Dr.ª Ana Correia
Céd. prof. nº 26410 - ERS.

Dr.ª Catarina Silva
Céd. Prof. nº 61702 - ERS.

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A acupuntura volta a mostrar eficácia na redução da dor, agora no alívio das enxaquecas, segundo um estudo da Federação ...
25/08/2026

A acupuntura volta a mostrar eficácia na redução da dor, agora no alívio das enxaquecas, segundo um estudo da Federação das Sociedades de Neurociência (FENS).

A enxaqueca é uma condição complexa, com alterações neurovasculares, autónomas e neuroinflamatórias. A orelha está ligada a redes nervosas, incluindo os nervos vago, trigémio e cervicais, que regulam a dor, a atividade autónoma e as respostas inflamatórias.

A auriculoterapia pode atuar no eixo neuroimune, a comunicação bidirecional entre o sistema nervoso e o imunitário, modulando a sensibilização à dor e a inflamação.

Num ensaio clínico randomizado, a auriculoterapia reduziu ligeiramente a intensidade das enxaquecas, quer imediatamente após o tratamento, quer 30 dias depois.

O estudo incluiu 68 mulheres com diagnóstico de enxaqueca há mais de um ano e com 15 ou mais dias de episódios por mês.

A enxaqueca traduz-se por dores de cabeça recorrentes, de intensidade moderada a grave, podendo ainda ocorrer náuseas, sensibilidade a odores, luz ou som.

A auriculoterapia utiliza agulhas semipermanentes para estimular pontos específicos da orelha. Também se usaram sementes de mostarda nesses pontos e agulhas noutros pontos não diretamente relacionados com a enxaqueca, como joelhos, braços, ombro, pulmão, membros inferiores e coluna vertebral.

As avaliações cerebrais foram feitas por HEG (hemoencefalografia), fixando pequenos sensores na cabeça para medir o fluxo sanguíneo e a oxigenação.

Os resultados mostraram que a dor diminuiu, em média, de 50,5 antes das sessões para 44,7 logo após e para 41 aos 30 dias. Isto representa uma redução de cerca de 11% após o tratamento e de 18% ao fim de 30 dias.

Consulte o Dr. Pedro Santos, disponível semanalmente.
Céd. Prof. nº 6782.

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Durante muitos anos, a endocrinologia foi encarada como uma especialidade relativamente pequena e pouco conhecida fora d...
22/08/2026

Durante muitos anos, a endocrinologia foi encarada como uma especialidade relativamente pequena e pouco conhecida fora do meio médico. Hoje, a realidade é bem diferente. O aumento de doenças como a obesidade, a diabetes e outras alterações metabólicas colocou a endocrinologia no centro de alguns dos principais desafios que a saúde enfrenta.

Esta é a especialidade que acompanha as doenças relacionadas com as hormonas e com as glândulas que as produzem. Falamos, entre outras, de patologias da tiroide, diabetes, obesidade, alterações do metabolismo, osteoporose e doenças da hipófise e das glândulas suprarrenais.

O crescimento da obesidade e da diabetes, muitas vezes associado ao envelhecimento da população e às mudanças nos estilos de vida, tem consequências que vão muito além do peso ou dos níveis de açúcar no sangue. Estas doenças aumentam o risco de problemas cardiovasculares, renais e outras complicações, tornando o diagnóstico e o acompanhamento precoces cada vez mais importantes.

Também a evolução da medicina tem trazido novas possibilidades de tratamento. Nos últimos anos surgiram terapêuticas que permitem controlar melhor várias doenças metabólicas e, em alguns casos, reduzir significativamente o risco de complicações.

É neste contexto que o papel do endocrinologista ganha uma importância crescente. Mais do que tratar uma doença quando ela já está instalada, esta especialidade procura compreender o doente como um todo, identificar fatores de risco e intervir atempadamente.

Num momento em que as chamadas “pandemias metabólicas” têm um peso cada vez maior na saúde das populações, a endocrinologia deixou de ser uma especialidade de nicho para assumir um papel fundamental na prevenção, no tratamento e na melhoria da qualidade de vida.

Conte com a Dr.ª Diana Catarino, especialista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.
Céd. Prof. nº 57382 - ERS.

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Um novo estudo clínico apresentou resultados promissores no combate ao melanoma, um dos tipos mais agressivos de cancro ...
20/08/2026

Um novo estudo clínico apresentou resultados promissores no combate ao melanoma, um dos tipos mais agressivos de cancro da pele. A Moderna e a Merck/MSD anunciaram que uma vacina personalizada baseada em ARN mensageiro conseguiu atingir os principais objetivos de um ensaio clínico de fase 3, realizado em 1137 doentes com melanoma de elevado risco que tinham sido submetidos à remoção cirúrgica do tumor.

O tratamento, denominado por "intismeran autogene", é desenvolvido especificamente para cada um dos doentes. A partir da análise genética do tumor, a vacina é concebida para ensinar o sistema imunitário a reconhecer determinadas características das células cancerígenas e a atacá-las. A terapia é administrada em conjunto com pembrolizumab (Keytruda), um medicamento de imunoterapia já utilizado no tratamento do melanoma.

Os resultados indicam que a combinação reduziu significativamente o risco de o melanoma voltar e de se espalhar para outros órgãos, em comparação com a utilização isolada de pembrolizumab. Estudos anteriores apontavam para uma redução de 49% no risco de recaída ou morte e de 59% no risco de desenvolvimento de metástases.

Apesar dos dados divulgados neste estudo, é importante referir que estes resultados ainda não significam que a vacina esteja disponível para os doentes. Os dados completos do ensaio ainda serão apresentados e terão de ser avaliados pelas autoridades reguladoras antes de uma eventual aprovação. Também será necessário acompanhar os doentes durante mais tempo para perceber o impacto do tratamento na sobrevivência global.

No entanto, o anúncio representa um marco importante na oncologia, pois é a primeira vez que uma terapia personalizada de ARN mensageiro demonstra resultados positivos num ensaio de fase 3 contra o cancro. O sucesso deste estudo poderá abrir caminho ao desenvolvimento de vacinas semelhantes para outros tipos de tumores.

Conte com a Dr.ª Nélia Cunha.
Céd. Prof. nº 52765 - ERS.

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Um estudo clínico realizado em adultos que tinham recuperado recentemente de um episódio de lombalgia avaliou o efeito d...
17/08/2026

Um estudo clínico realizado em adultos que tinham recuperado recentemente de um episódio de lombalgia avaliou o efeito de um programa de caminhada progressiva, associado a educação e acompanhamento por fisioterapeutas. Os participantes foram orientados a aumentar gradualmente a duração e a frequência da caminhada, podendo atingir cerca de 30 minutos, cinco vezes por semana, de acordo com a sua capacidade individual.

Os resultados mostraram que esta intervenção prolongou significativamente o período até uma nova crise de dor lombar. O risco de recorrência com limitação da atividade foi reduzido em cerca de 28%. Mais expressiva foi a redução do risco de uma nova crise que levasse à procura de cuidados de saúde, que se aproximou dos 43%.

Estes resultados não significam que caminhar elimine a dor lombar ou que cure metade dos casos. Demonstram, sim, que a atividade física regular, progressiva e adaptada a cada pessoa pode desempenhar um papel importante na prevenção de novas crises.

Do ponto de vista da ortopedia, esta evidência reforça a importância de uma abordagem individualizada e multidisciplinar da lombalgia. Em muitos casos, sobretudo quando não existem alterações neurológicas ou outras situações de alarme, o exercício, a educação e a recuperação progressiva da atividade podem ser fundamentais, reservando os exames complementares e tratamentos invasivos para situações devidamente seleccionadas.

A caminhada apresenta ainda a vantagem de ser uma atividade simples, acessível e facilmente integrada no quotidiano. Uma prática que deve ser encarada como uma ferramenta de prevenção e recuperação, enquadrada num estilo de vida ativo.

Conte com a Dr.ª Nádia Oliveira, disponível para ajudar.
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A onicomicose é uma infeção fúngica que afeta as unhas, normalmente mais frequente nas unhas dos pés. Geralmente é encar...
14/08/2026

A onicomicose é uma infeção fúngica que afeta as unhas, normalmente mais frequente nas unhas dos pés. Geralmente é encarada como um problema meramente estético, pode provocar alterações significativas na estrutura e no crescimento da unha, dor e impacto na qualidade de vida. A sua identificação e acompanhamento constituem, por isso, uma área relevante da intervenção em Podologia.

A dimensão deste problema é demonstrada por uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2026, que analisou 219 estudos realizados entre 2013 e 2023. Os investigadores estimaram uma prevalência global de onicomicose de 22,91% entre as amostras testadas. A prevalência foi particularmente elevada em pessoas com doenças metabólicas (53,96%) e em indivíduos que utilizavam calçado oclusivo (44,17%). Os dermatófitos foram os agentes causais mais frequentes, representando 53,03% dos casos.

Estes resultados demonstram a importância de uma abordagem adequada desta patologia. O diagnóstico diferencial é essencial, uma vez que alterações como espessamento, alteração da coloração ou deformação da unha podem ter outras causas. A avaliação médica permite identificar estas alterações, prestar cuidados específicos e encaminhar o utente para confirmação de diagnóstico e tratamento médico mais adequado.

Assim, esta especialidade desempenha um papel importante na prevenção de complicações, na educação para os cuidados dos pés e no acompanhamento dos doentes. A elevada prevalência da onicomicose reforça a necessidade de uma intervenção baseada na evidência científica e de uma abordagem multidisciplinar.

Conte com a ajuda da Dr.ª Helena Antunes.
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