05/09/2026
A osteoporose é uma doença músculo-esquelética crónica caracterizada pela diminuição da resistência óssea e pelo consequente aumento do risco de fratura. Apesar de frequentemente permanecer silenciosa até ocorrer uma fratura de fragilidade, as suas consequências podem ser importantes, condicionando dor, perda de mobilidade, redução da autonomia e deterioração da qualidade de vida.
Na prática reumatológica, é fundamental identificar precocemente as pessoas com maior risco de fratura, considerando fatores como idade, fraturas prévias, terapêutica com glucocorticoides, história familiar, baixo peso e outras doenças associadas. Uma fratura por fragilidade deve ser encarada como um sinal de alerta para uma avaliação especializada e não como um acontecimento isolado.
A investigação recente tem reforçado a importância de estratégias terapêuticas dirigidas aos doentes de maior risco. Uma meta-análise publicada em 2025, que reuniu 10 ensaios clínicos aleatorizados e 15 476 participantes, mostrou que o romosozumab, um tratamento com efeito simultaneamente anabólico e antirreabsortivo, proporcionou ganhos superiores de densidade mineral óssea relativamente a várias terapêuticas comparadoras. Face ao placebo, observou-se ainda uma redução significativa do risco de novas fraturas vertebrais.
Estes dados reforçam uma abordagem cada vez mais individualizada, em que a escolha do tratamento deve ter em conta não apenas a densidade óssea, mas sobretudo o risco absoluto de fratura e o perfil clínico de cada doente.
A prevenção continua, contudo, a ser fundamental: exercício físico adaptado, adequada ingestão de cálcio e vitamina D, prevenção de quedas, cessação tabágica e redução do consumo de álcool são componentes essenciais da estratégia global.
Conte com o Dr. José Marona, especialista no Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira.
Céd. Prof. nº 58527 - ERS.
Contactos:
☎️ 272 326 057 (chamada para rede fixa nacional)
📱 961 622 747 (chamada para rede móvel nacional)
📧 [email protected]
🔗 www.vercrescer.pt