10/08/2026
Agosto vai ser um mês cheio de eventos naturais. E nem todos são inofensivos para os olhos.
São três em duas semanas.
12 de agosto, eclipse solar. Em Coimbra, a Lua vai ocultar cerca de 98% do Sol entre as 18h35 e as 20h25, com o máximo às 19h32. O último eclipse solar total em Portugal continental aconteceu em 1912.
Noite de 12 para 13, chuva de estrelas. São as Perseidas, os detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle. Este ano coincidem com a Lua nova, o que garante céu escuro, com até 100 meteoros por hora entre as 2h e as 5h da madrugada.
28 de agosto, eclipse lunar parcial. De madrugada, com mais de 90% da Lua dentro da sombra da Terra por volta das 5h12.
Verdadeiras obras de arte da natureza. A diferença está no que cada uma exige de quem observa.
A chuva de estrelas e o eclipse lunar veem-se a olho nu, sem qualquer risco. O eclipse solar não. Mesmo com 98% do disco tapado, os 2% que sobram continuam a emitir radiação suficiente para lesionar a retina. E a retina não tem recetores de dor: a lesão acontece sem aviso e os sinais e sintomas costumam surgir apenas horas depois.
Óculos de sol, radiografias, vidros fumados, CDs e a câmara do telemóvel não protegem. Só filtros com certificação ISO 12312-2.
No blog explicamos a diferença entre os três fenómenos, o que realmente protege e que sinais justificam procurar aconselhamento nos dias seguintes. Link na biografia.