21/07/2026
Há pessoas que trabalham muito… e continuam a sentir que nunca é suficiente.
Há outras que sabem o seu valor… mas continuam a cobrar menos do que gostariam.
E há aquelas que adiam decisões importantes.
Que dizem: “Ainda não estou preparada.”
Que sentem que existe alguma coisa a travá-las… mesmo quando mais ninguém consegue perceber o quê.
À superfície, parecem problemas diferentes.
Foi exatamente isso que a Clara pensou quando chegou à sessão.
Achava que o problema era dinheiro e queria conseguir cobrar mais sem sentir culpa.
Mas, poucos minutos depois, percebeu que o verdadeiro desafio não o era o dinheiro, ou os preços ou a estratégia. Era sim, uma estrutura invisível que fazia com que, sempre que ela tentava crescer, alguma parte sua a puxasse na direção contrária.
Começámos pelo dinheiro, depois apareceu a legitimidade e a seguir a responsabilidade.
Até chegarmos ao que realmente sustentava tudo aquilo.
Uma crença silenciosa:
“Se eu ocupar este lugar… deixo de ter uma casa emocional para onde voltar.”
Foi nesse momento que tudo começou a fazer sentido, afinal sua "procrastinação" de adiar a decisão, estava a protege-la uma necessidade muito mais profunda.
É por isso que tantas tentativas de mudança falham.
Porque tentamos mudar um comportamento, quando muitas vezes ele é apenas um mecanismo estratégico de defesa que a nossa mente encontrou para nos manter seguros.
E ninguém abandona uma estratégia, dessa importância, enquanto acredita que ela lhe está "a salvar a vida."
Quando a Clara conseguiu ver esta estrutura, percebeu que já não precisava de provar, todos os dias, que merecia cobrar aquele valor. Na semana seguinte, atualizou os valores com que trabalhava, enviou a tal proposta.
Deixou de passar dias a justificar-se ou a perguntar-se se tinha pedido demasiado.
Não porque o medo tivesse desaparecido, mas porque deixou de ser ele a decidir.
Porque, quando a estrutura muda… aquilo que antes parecia uma batalha, as decisões que antes pareciam impossíveis começam a tornar-se mais leves
✨ E tu?
Tens algum comportamento que tentas mudar há anos… mas que continua sempre a voltar?
Conta-me tudo,
Rosália