Ana Silva Psicologia

Ana Silva Psicologia O Espaço ideal é o Espaço Vital

29/08/2026

Olá a todas.

Hoje partilho isto não só como profissional, mas como alguém que vos ouve e acompanha, deste lado do ecrã, todos os dias.

Este espaço nasceu para acolher mulheres e mães em momentos de grande vulnerabilidade. Já aqui falámos da dor da perda ou doença de um filho, da solidão do ninho vazio, e do processo de desconstrução e aceitação quando um filho se assume LGBTI+.

Há semanas que leio as vossas mensagens e os vossos desabafos, e percebi uma coisa: por trás de histórias tão diferentes, há um fio comum. Chama se luto.

Não falo só do luto que o dicionário define. Falo de um luto mais alargado.

A mãe que vê os filhos saírem de casa pode estar, sem lhe dar esse nome, a viver o luto da rotina antiga e da casa cheia.

A mãe de um filho LGBTI+ muitas vezes precisa de fazer o luto do futuro que tinha idealizado, para conseguir amar e aceitar o filho real que tem à frente.

E quem enfrenta a doença ou a perda de um filho vive uma dor imensa, que ninguém deveria ter de medir ou comparar com outra.

Por isso decidi ajustar a comunicação desta página.

O que não muda: continuo aqui, todos os dias, com o mesmo cuidado de sempre. As conversas sobre doença ou perda de um filho, ninho vazio e aceitação de filhos LGBTI+ continuam a ter espaço, tal como sempre tiveram.

O que muda: a partir de agora vou também trazer conteúdo sobre outros lutos que atravessamos ao longo da vida (lutos visíveis e lutos invisíveis) porque percebi que todas estas dores (perdas de pessoas, de animais, de emprego, o fim de relações (sejam elas amorosas ou de amizades), mudanças de fase, etc.) partilham o mesmo processo, e podemos aprender e curar em conjunto.

Este continua a ser o vosso porto seguro. Só ganhou um abraço maior.

Este caminho faz sentido para vocês? Gostava muito de ler o que pensam nos comentários.

25/08/2026

Hoje é um dia muito especial

Já sentiste que a tua família deixou de funcionar como antes?Não houve um momento único. Foi acumulando, um diagnóstico,...
23/08/2026

Já sentiste que a tua família deixou de funcionar como antes?
Não houve um momento único. Foi acumulando, um diagnóstico, um coming out, uma perda, um filho que saiu de casa. E de repente percebeste que a família que imaginavas já não existe.
Trabalho com famílias nesse ponto há 6 anos. Não para dar conselhos, mas para ajudar a ter as conversas que nunca conseguiram ter e a construir uma nova forma de ser família.
Se isto é onde estás, guarda este carrossel ou envia-me mensagem.

Evitar resulta.Mas só hoje.Quando adias uma conversa difícil, cancelas um compromisso, não atendes um telefonema ou deix...
21/08/2026

Evitar resulta.
Mas só hoje.
Quando adias uma conversa difícil, cancelas um compromisso, não atendes um telefonema ou deixas uma decisão para depois, a ansiedade desce imediatamente.
O cérebro aprende depressa:
“afastar-me = alívio”.
O problema é o que acontece a seguir.
Como não enfrentaste a situação, ela continua por resolver.
Volta a aparecer.
E, entretanto, passa a parecer mais ameaçadora do que era.
Da próxima vez a ansiedade surge mais cedo e mais intensa.
E a vontade de evitar também.
Isto chama-se ciclo de manutenção da ansiedade.
O alívio imediato funciona como reforço: ensina o cérebro a repetir a fuga.
Não é fraqueza nem falta de coragem.
É aprendizagem.
Só que esta aprendizagem prende-te.
Porque quanto mais evitas, menos oportunidade tens de o cérebro descobrir que conseguirias lidar.

A maioria das pessoas não procura ajuda quando começa a sentir ansiedade, bloqueio ou desgaste mental.Procura quando per...
19/08/2026

A maioria das pessoas não procura ajuda quando começa a sentir ansiedade, bloqueio ou desgaste mental.
Procura quando percebe que já não consegue continuar a funcionar da mesma forma.
Entretanto passaram meses, às vezes anos, a tentar resolver sozinha.
A psicologia não é só para crises.
É para quando algo começa a ocupar espaço a mais na tua cabeça, no descanso ou nas relações.
Se sentes que entraste nesse ponto, podes pedir informações

O presente mais importante para a tua filha não está numa loja. Que gesto pequeno já fizeste que mostrou aceitação sem p...
17/08/2026

O presente mais importante para a tua filha não está numa loja. Que gesto pequeno já fizeste que mostrou aceitação sem precisar de grandes discursos? Partilha nos comentários.

A casa ficou mais silenciosa e o meu corpo sentiu isso antes da minha cabeça.A proximidade física não desaparece quando ...
15/08/2026

A casa ficou mais silenciosa e o meu corpo sentiu isso antes da minha cabeça.

A proximidade física não desaparece quando os filhos saem de casa, muda de forma. Um abraço demorado na despedida de cada visita. Dar as boas noites com um gesto de carinho por videochamada, mesmo que pareça estranho no início.
A literatura sobre a fase do ninho vazio mostra efeitos mistos, para algumas mães há perda de propósito e solidão, para outras há espaço para redescobrir a relação com o próprio corpo e com o parceiro. Manter alguma forma de proximidade física com os filhos, mesmo à distância, pode suavizar esta transição.

Se esta fase te está a pesar mais do que esperavas, não precisas de a atravessar sozinha. Marca uma conversa comigo.
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No luto parental, decidir o que se precisa exige uma energia que muitas vezes não existe. A investigação sobre luto pare...
13/08/2026

No luto parental, decidir o que se precisa exige uma energia que muitas vezes não existe. A investigação sobre luto parental aponta o apoio social ativo, e não apenas disponível, como um dos fatores mais associados a uma adaptação menos dolorosa.

A ajuda concreta, nesta fase, não precisa de ser um grande gesto. É levar uma refeição sem perguntar. Tratar de uma questão burocrática. Ficar com um filho mais novo por uma tarde. Fazer, sem pedir instruções.

Se conheces uma mãe enlutada, não esperes que ela peça ajuda. Se és tu que estás a atravessar isto, tens aqui um espaço para seres acompanhada, sem pressa.

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