Drª Wilsa

Drª Wilsa Médica de Longevidade & Prevenção
Fundadora
Viver mais com saúde e independência
Algarve•Porto
Parcerias•Midia•Podcasts
📧[email protected]

09/09/2026

Eu sou médica… e esses homens que fazem reposição de testosterona…

Hum. Eu só quero ver onde é que isso vai dar.

Estão sempre a controlar a testosterona, o PSA, o hematócrito, o estradiol, a massa muscular, a energia e a libido.

Meu Deus… não conseguem simplesmente aceitar o cansaço, a perda de força e a diminuição da vitalidade como “coisas da idade”?

Eu quero mesmo vê-los daqui a alguns anos.

Quero ver os homens com testosterona baixa, devidamente diagnosticada, que iniciaram terapêutica de reposição hormonal com indicação e acompanhamento médico.

Quero vê-los com mais energia.
Mais força e massa muscular.
Melhor função sexual.
Melhor composição corporal.
E mais qualidade de vida.

Mas aqui está o plot twist: nem todo o cansaço no homem signif**a testosterona baixa.

Esta semana, um paciente chegou à consulta convencido de que precisava de testosterona. No entanto, o resultado que mais me chamou a atenção foi o DHEA-S baixo.

O DHEA é produzido sobretudo pelas glândulas suprarrenais e funciona como precursor de outras hormonas. Os seus níveis diminuem naturalmente com a idade, mas um valor baixo não signif**a automaticamente que seja necessário suplementar.

Sintomas como cansaço, perda de energia, menor libido e dificuldade em recuperar podem envolver testosterona, DHEA, tiroide, vitamina D, sono, stress e outros fatores metabólicos.

Por isso, uma avaliação hormonal masculina completa é muito mais do que medir apenas a testosterona.

A reposição de testosterona pode trazer benefícios quando existe indicação clínica. Mas não é uma solução para todos os homens e exige avaliação e monitorização médica.

Na medicina de precisão, não tratamos porque suspeitamos. Tratamos porque medimos e interpretamos.

Evidência científ**a:
DOI: 10.1056/NEJMoa054629
DOI: 10.1210/jcem-59-3-551

08/09/2026

Os péptidos não são moda. São medicina.

Em 1921, em Toronto, Frederick Banting e Charles Best começaram a testar extratos pancreáticos, com o apoio de John Macleod e James Collip.

Em 1922, Leonard Thompson, de 14 anos e a morrer com diabetes tipo 1, recebeu insulina. Aquele tratamento experimental mudou o destino da diabetes e a história da Medicina.

Hoje, fala-se de péptidos para emagrecimento, recuperação e longevidade. Mas alguns têm evidência científ**a, outros continuam em investigação e muitos são apenas marketing.

O problema não são os péptidos.
É utilizá-los sem compreender a fisiologia, a indicação e os riscos.

Segue esta página para mais conteúdos sobre péptidos, longevidade e medicina preventiva.

DOI:
10.3389/fendo.2018.00613
10.1172/JCI142239

07/09/2026

O que acontece aos seus ossos depois da menopausa pode não ser visível hoje. Mas pode fazer toda a diferença aos 70.

A queda dos estrogénios acelera a perda de densidade mineral óssea e altera a microarquitetura do osso: as trabéculas tornam-se mais finas, perdem conectividade e o osso f**a progressivamente mais frágil.

O estudo SWAN mostrou que esta perda acelera durante a transição para a menopausa, sobretudo perto da última menstruação.

Mas o osso responde ao estímulo.

No estudo LIFTMOR, 8 meses de treino de força de alta intensidade, associado a exercícios de impacto, melhoraram a densidade mineral óssea da coluna lombar e ajudaram a preservar a do colo do fémur em mulheres pós-menopáusicas com baixa massa óssea.

A terapêutica hormonal da menopausa, quando clinicamente indicada e individualizada, também pode ajudar a prevenir a perda óssea e a reduzir o risco de fraturas. Não é indicada para todas as mulheres e deve ser discutida com o médico.

Não espere por uma fratura para começar a pensar nos seus ossos.

Avalie a sua saúde óssea. Treine força. Inclua exercícios de impacto quando forem adequados à sua condição física. E converse com o seu médico sobre as opções disponíveis.

Porque o osso que queremos ter aos 70 começa a ser protegido muito antes.

Prevenção é uma das chaves da longevidade.

Referências:
Greendale GA et al. J Bone Miner Res. 2012. DOI: 10.1002/jbmr.534
Watson SL et al. J Bone Miner Res. 2018. DOI: 10.1002/jbmr.3284

Imagens ilustrativas da microarquitetura óssea; não correspondem a pacientes específ**as.

06/09/2026

Esperar pelos sintomas não é prevenção.

Conhecer os teus fatores de risco, controlar a tensão arterial, o colesterol e a glicemia e cumprir os rastreios adequados à idade e ao risco pode permitir agir mais cedo.

Não fazemos check-ups porque queremos encontrar doenças.
Fazemo-los porque queremos ter a oportunidade de evitá-las ou identificá-las cedo.

A medicina do futuro começa antes da doença.
Partilha com aquela pessoa “exagerada” que faz os check-ups todos os anos.

E segue esta página, aqui falamos de prevenção, saúde e longevidade sem filtros.

Visseren FLJ, et al. European Heart Journal, 2021.
DOI: 10.1093/eurheartj/ehab484

Livingston G, et al. The Lancet, 2024.
DOI: 10.1016/S0140-6736(24)01296-0

05/09/2026

Não queremos esperar pela doença para começar a cuidar da saúde.

Queremos conhecer os riscos.
Perceber o que podemos modif**ar.
E agir enquanto ainda há tempo.
Não podemos escolher os nossos genes.

Mas podemos atuar sobre muitos dos fatores que influenciam a forma como envelhecemos.

Para nós, isto é Medicina Proativa é a filosofia da
Não queremos apenas viver mais.
Queremos chegar aos 90 e continuar a ser nós mesmo.

Livingston G, et al. The Lancet, 2024.
DOI: 10.1016/S0140-6736(24)01296-0

Lourida I, et al. JAMA, 2019.
DOI: 10.1001/jama.2019.9879

04/09/2026

Esperar pelos sintomas não é a única forma de cuidar da saúde.

A medicina preventiva e de precisão procura conhecer o risco antes da doença, acompanhar marcadores ao longo do tempo e identif**ar aquilo em que podemos intervir mais cedo.

A genética, por exemplo, pode acrescentar informação à avaliação de risco para determinadas doenças mas não é uma sentença nem substitui os restantes fatores clínicos. Deve ser interpretada em conjunto com história pessoal e familiar, estilo de vida, exames e outros marcadores.

Porque existe uma diferença entre procurar doença em todo o lado e fazer prevenção de forma individualizada, baseada no risco e na evidência.

Na acreditamos que , longevidade não é chegar aos 100.
É chegar aos 70, 80 ou 90 com saúde, autonomia e capacidade para continuar a viver a nossa própria vida.
Não precisamos de esperar que o corpo grite para começar a ouvi-lo.

Referências científ**as:
Kullo IJ. Clinical use of polygenic risk scores: current status, barriers and future directions. Nature Reviews Genetics. 2026.
DOI: 10.1038/s41576-025-00900-8

Klarin D, Natarajan P. Clinical utility of polygenic risk scores for coronary artery disease. Nature Reviews Cardiology. 2022;19:291–301.

Polygenic Risk Score Task Force of the International Common Disease Alliance. Responsible use of polygenic risk scores in the clinic: potential benefits, risks and gaps. Nature Medicine. 2021;27:1876–1884.

03/09/2026

O álcool faz parte da nossa cultura de uma forma tão normalizada que, muitas vezes, quem decide não beber é que parece ter de justif**ar a escolha.

Mas o corpo não sabe que é “só um copo”. O etanol é uma substância psicoativa e o álcool está classif**ado como carcinogénico do Grupo 1 pela IARC.

O consumo de álcool está associado a maior risco de doença hepática, hipertensão, fibrilhação auricular, AVC e vários tipos de cancro. Também pode interferir com o sono e, em consumos elevados e prolongados, comprometer a estrutura e função cerebral.

E talvez a verdadeira pergunta sobre longevidade não seja apenas:
“Quantos anos quero viver?”
Mas sim:
“Como quero chegar aos 80?”
Lúcida.
Independente.
Capaz de tomar as minhas próprias decisões.
E com saúde para continuar a viver a minha vida.
Não beber álcool não signif**a deixar de viver.
Pode signif**ar proteger os anos em que ainda queremos estar cá para viver.

Referências científ**as:

Bagnardi V, et al. Alcohol consumption and site-specific cancer risk: a comprehensive dose-response meta-analysis. Br J Cancer. 2015.
DOI: 10.1038/bjc.2014.579

Larsson SC, et al. Differing association of alcohol consumption with different stroke types: a systematic review and meta-analysis. BMC Med. 2016.
DOI: 10.1186/s12916-016-0721-4

Samokhvalov AV, et al. Alcohol consumption as a risk factor for atrial fibrillation: a systematic review and meta-analysis. Eur J Cardiovasc Prev Rehabil. 2010.
DOI: 10.1097/HJR.0b013e32833a1947

Rehm J, et al. Global burden of disease and injury and economic cost attributable to alcohol use and alcohol-use disorders. Lancet. 2009.
DOI: 10.1016/S0140-6736(09)60746-7

02/09/2026

Dormir não é perder tempo. É investir no cérebro e no corpo que queres ter daqui a 30 anos.

Enquanto dormimos, o organismo está longe de estar “desligado”: o sono participa na consolidação da memória, regulação metabólica, função imunitária, recuperação física e saúde cardiovascular.

E quando falamos de envelhecimento cerebral, os dados são particularmente interessantes: estudos observacionais e meta-análises associam alterações na duração e qualidade do sono a maior risco de declínio cognitivo e demência. Uma meta-análise encontrou o menor risco de alterações cognitivas em torno das 7–8 horas de sono por noite.

Mais recentemente, uma meta-análise de 2025 encontrou ainda uma associação entre menor duração do sono e maior carga cerebral de beta-amiloide, um dos biomarcadores associados à doença de Alzheimer. Associação não signif**a causalidade mas é mais uma razão para não tratarmos o sono como algo secundário.

Por isso, talvez aquelas pessoas “obcecadas” em dormir cedo não estejam a desperdiçar a noite.
Talvez estejam a proteger o futuro.

Dormir bem também faz parte da medicina da longevidade.

Referências / DOI
• Fan L, et al. J Am Med Dir Assoc. 2019. DOI: 10.1016/j.jamda.2019.06.009
• Howard C, et al. Sleep. 2024. DOI: 10.1016/j.sleep.2024.10.022
• Chen CL, et al. Alzheimer’s & Dementia. 2025. DOI: 10.1002/alz.70096
• Wu L, et al. Sleep Breath. 2018. DOI: 10.1007/s11325-017-1527-0

01/09/2026

Bebes álcool? Então há coisas que precisas de saber.
O álcool é tão socialmente aceite que quase nos esquecemos de uma coisa: é uma substância tóxica e carcinogénica.

Está associado a pelo menos 7 tipos de cancro.

Está associado a alterações na estrutura do cérebro.

Interfere com o metabolismo das gorduras.

E o consumo excessivo está associado a doença, envelhecimento e morte prematura.
O mais assustador?

Não estamos a falar de uma substância rara ou proibida.
Estamos a falar de algo que compramos, oferecemos, celebramos e colocamos à mesa todas as semanas.
Pagamos para beber uma substância que o nosso próprio organismo tenta eliminar.

Se queres longevidade, talvez uma das perguntas mais importantes seja:
quanto da tua saúde estás disposta a trocar por um copo?

REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS

Álcool e cancro
DOI: 10.1016/S1470-2045(21)00279-5

Álcool e estrutura cerebral
DOI: 10.1038/s41467-022-28735-5

Álcool e envelhecimento biológico
DOI: 10.1038/s41380-022-01690-9

Álcool, mortalidade e carga global de doença
DOI: 10.1016/S0140-6736(18)31310-2

Partilha. Há factos que podem literalmente mudar decisões.

31/08/2026

Talvez não estejam obcecadas com o corpo.
Talvez estejam obcecadas com a ideia de continuar a ser independentes.

Treinar força hoje não é apenas sobre estética.
É sobre conseguires levantar-te sozinha amanhã.
Subir escadas. Carregar compras. Viajar. Sair de casa. Tomar banho. Brincar com os teus netos.
Porque envelhecer é inevitável.

Envelhecer sem força não tem de ser.
E sim… eu quero continuar a conseguir limpar o meu próprio rabo aos 80.

O músculo que estás a construir hoje pode ser a independência que vais agradecer daqui a 40 anos.

Treina para o corpo que queres ter aos 80, não apenas para o corpo que queres ter no verão.

Ciência:
• Roberts CE et al. J Aging Phys Act. 2017 atividade física e capacidade para realizar atividades da vida diária em adultos mais velhos.
DOI: 10.1123/japa.2016-0201

• Radaelli R et al. Sports Med. 2025 meta-análise de 151 ensaios: treino de resistência, função física, massa magra e força em adultos mais velhos.
DOI: 10.1007/s40279-024-02123-z

• Shailendra P et al. Am J Prev Med. 2022 treino de resistência e risco de mortalidade.
DOI: 10.1016/j.amepre.2022.03.020

• Gordon BR et al. JAMA Psychiatry. 2018 meta-análise sobre treino de resistência e redução de sintomas depressivos.
DOI: 10.1001/jamapsychiatry.2018.0572

• Paluch AE et al. Lancet Public Health. 2022 mais passos por dia associados a menor risco de mortalidade.
DOI: 10.1016/S2468-2667(21)00302-9

Endereço

Praceta Agostinho Ferreira Chaves, Urbanização Horta Das Figuras N5
Faro
8005-328

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 20:00
Terça-feira 08:00 - 20:00
Quarta-feira 08:00 - 20:00
Quinta-feira 08:00 - 20:00
Sexta-feira 08:00 - 20:00

Telefone

+351910144032

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Drª Wilsa publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar