10/08/2026
É 𝐧𝐚 𝐢𝐧𝐟â𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐞ç𝐚𝐦 𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐛𝐞𝐥𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐨𝐬 𝐥𝐢𝐦𝐢𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐥𝐚çõ𝐞𝐬
Nem todas as amizades fazem bem. E aprender a perceber essa diferença também faz parte do desenvolvimento emocional das crianças.
Na infância, as relações com os pares são um contexto fundamental de aprendizagem: é nelas que se desenvolvem competências como a reciprocidade, a empatia, a cooperação, a gestão de conflitos e a capacidade de estabelecer limites.
Por isso, mais do que dizer às crianças “tens de ser amigo de todos”, importa ajudá-las a compreender como se sentem dentro de uma amizade.
Uma amizade saudável não exige que uma criança se diminua para pertencer. Não a obriga a fazer aquilo que não quer, não transforma a humilhação em “brincadeira”, não desrespeita repetidamente os seus limites e não faz depender o afeto da obediência.
E há uma diferença importante: um conflito pontual não transforma uma amizade numa má amizade. As crianças zangam-se, discordam, magoam-se e aprendem a reparar. O que merece atenção são padrões repetidos de controlo, exclusão, desvalorização, pressão ou desrespeito.
Podemos ensinar-lhes, desde cedo, que ter amigos não deve significar deixar de ser quem são para serem aceites.
Porque ajudá-las a reconhecer relações seguras hoje, é também dar-lhes ferramentas para as relações que irão construir ao longo da vida.
𝑂𝑓𝑖𝑐𝑖𝑛𝑎 𝑃𝑜𝑠𝑖𝑡𝑖𝑣𝑎, 𝑚𝑎𝑟𝑐𝑎 𝑛𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 𝑟𝑒𝑔𝑖𝑠𝑡𝑎𝑑𝑎, 𝑑𝑒𝑠𝑑𝑒 𝟸𝟶𝟸𝟶 𝑎𝑜 𝑠𝑒𝑟𝑣𝑖ç𝑜 𝑑𝑎 𝑆𝑎ú𝑑𝑒 𝑀𝑒𝑛𝑡𝑎𝑙.
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Psicóloga Inês Dimas
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