16/08/2026
𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐬𝐚𝐛𝐞𝐫 𝐬𝐞 𝐨𝐬 𝐞𝐬𝐪𝐮𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐧𝐡𝐨, 𝐨𝐮 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞𝐭𝐞𝐭𝐞𝐢 𝐧𝐮𝐦 𝐟𝐚𝐦𝐢𝐥𝐢𝐚𝐫, 𝐬ã𝐨 𝐧𝐨𝐫𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐨𝐮 𝐩𝐚𝐭𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜o𝐬?
Durante este mês, associo-me à campanha nacional de sensibilização promovida pelo 𝐌𝐢𝐧𝐢𝐬𝐭é𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐒𝐚ú𝐝𝐞, em articulação com a Comissão Executiva do 𝐏𝐥𝐚𝐧𝐨 𝐍𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐒𝐚ú𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐬 #𝐃𝐞𝐦ê𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬.
No último vídeo falámos sobre o facto de existirem alterações cognitivas normais no envelhecimento e alterações patológicas.
Ainda assim, ficou uma questão por responder: como saber se as alterações que tenho, ou que detetei num familiar, são normais ou patológicas?
A resposta não se encontra nas habituais listas de “sinais de alerta". Conhecer estes sinais é, de facto, absolutamente imprescindível para que, na presença dos mesmos, a pessoa possa reconhecer o risco e procurar ajuda. Mas digamos que a sua utilidade f**a à entrada do gabinete 😉
Isto porque a mesma queixa subjetiva pode estar presente numa pessoa cognitivamente saudável e numa pessoa que está a desenvolver uma demência numa fase inicial.
Tomemos como exemplo um dos principais sinais de alerta, “ter esquecimentos frequentes”.
A maioria das pessoas que chega ao consultório vem precisamente por sentir que tem “esquecimentos frequentes”. E a maioria verbaliza queixas subjetivas de memória como as seguintes:
📖 “Chego ao fim de uma página e não me lembro do que li.”
🔑 “Não me lembro onde coloquei as coisas.”
Estes esquecimentos são muito comuns em pessoas cognitivamente saudáveis, sem qualquer patologia cerebral, podendo estar relacionados, entre outros fatores, com o stress, cansaço, falta de atenção.
Mas estes mesmos esquecimentos também podem ocorrer em pessoas que estão a desenvolver uma doença neurodegenerativa.
Então, como sabemos se os esquecimentos que a pessoa tem são clinicamente relevantes?
Simples. É necessário realizar uma 𝐀𝐯𝐚𝐥𝐢𝐚çã𝐨 𝐍𝐞𝐮𝐫𝐨𝐩𝐬𝐢𝐜𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐚.
E em que consiste uma avaliação neuropsicológica? Isso é o que que explico neste vídeo (em menos de um minuto e meio), e que o convido a assistir ▶️😉
https://linktr.ee/vera.fialho.martins