Domingos Gomes & Associado, lda

Domingos Gomes & Associado, lda Gabinete de Psicologia com serviços de Consulta Psicológica de Crianças, Jovens e Adultos

A sociedade actual movimenta-se a um ritmo alucinante e sabendo que a maturidade psicológica dos indivíduos é um factor importante no sucesso e realização pessoal e profissional, esse investimento deve passar inevitavelmente pela promoção no desenvolvimento dos indivíduos e grupos, no sentido de promover competências para lidar com a constante mudança. A sua missão é a promoção do desenvolvimento

pessoal dos indivíduos e dos grupos. A estratégia para o conseguir passa pela prestação de serviços no âmbito da intervenção psicológica, que se traduz no desenvolvimento, implementação e avaliação de programas de intervenção psicológica, individual ou em grupo, sob a forma de trabalho directo ou indirecto (consultadoria), com finalidades de tipo remediativo, preventivo ou desenvolvimental. A procura da inovação na concepção dos serviços, na qualidade na sua prestação e na proximidade às pessoas são as directrizes deste projecto.

É sempre bom lembrar que o futuro se faz com as nossas escolhas. Há coisas que sendo verdades universais é sempre bom le...
07/08/2026

É sempre bom lembrar que o futuro se faz com as nossas escolhas.

Há coisas que sendo verdades universais é sempre bom lembrar. Por exemplo, é sempre bom lembrar que temos sempre a possibilidade de recomeçar. O que se fez ontem, a semana passada, o que se fez no passado, faz parte de nós, mas não determina de todo o nosso futuro. Cometemos erros, fizemos asneiras, se calhar até fizemos mal a alguém, coisas que a nossa mente por vezes faz questão de lembrar e de cada vez que o faz reaviva o nosso sofrimento fazendo-nos sentir mal balançando entre o que foi e o que poderia ter sido. Esses actos dos quais não nos orgulhamos, pela intensidade da carga emocional ou afectiva, com certeza que deixaram marcas bem sérias. Contudo, eles não nos definem nem determinam o resto das nossas vidas. Cada momento oferece-nos a oportunidade de melhorarmos a pessoa que somos, a cada momento podemos fazer diferente, sentindo-nos a fazer o que nos preenche de sentido. Nunca é tarde para fazer novas escolhas, mudar de opinião, envolver-se na relação com os outros e com o mundo que nos rodeia, assumir riscos ou, simplesmente, tentar ser feliz de forma genuína. Nunca é demasiado tarde para deixarmos de lado aquilo que não interessa e nos faz mal, de deixarmos de nos focar no que nos foi tirado e passarmos, finalmente, a reconhecer e agradecer as oportunidades que nos são dadas para aprender e colocar em prática a sabedoria que confiantemente fomos aprendendo com a Vida.

Se é tarefa fácil? Não, não é.

Se é tarefa para todos? Não, também não é.

É para aqueles que se dispõem a conhecer-se melhor, num processo sem fim, procurando conhecer os seus sentimentos, pensamentos, padrões de comportamento, mecanismos de defesa ou de autossabotagem, e seguir em frente enfrentando medos, limites e crenças. Conhecer-se a si mesmo é a pedra angular que nos permite ser fiéis a nós mesmos, aos nossos compromissos e sonhos, ao mesmo tempo que deixamos a nossa alma abrir-se ao mundo para que a Vida se concretize dentro de nós.

Sem essa consciência, confiança e abertura à Vida, o mais certo é nos sentirmos sempre desconectados e em sofrimento.

O que sei é que com consciência, esperança e amor é possível construir um futuro melhor.

Bom dia a todos!

P.S.: PARTILHE para que outros possam beneficiar destas palavras!

Porquê tanta raiva? Porquê tanto mal?De cada vez que abrimos um jornal ou abrimos as redes sociais somos confrontados co...
29/07/2026

Porquê tanta raiva? Porquê tanto mal?

De cada vez que abrimos um jornal ou abrimos as redes sociais somos confrontados com um cenário muito comum: inúmeras manifestações de raiva, da discussão com aquele que está ao nosso lado que degenera para a violência, aos conflitos entre grupos e mesmo entre países. Porquê tanta raiva num mundo que é suposto ser o melhor já construído? Como é que ela se desenvolve? E há remédio para a raiva?
Como muitas outras coisas humanas a raiva é hoje simplesmente mais visível. Como paixão humana atravessa a história nas suas diferentes épocas. Contudo, a expressão actual da raiva tem as suas especificidades, fruto, nomeadamente, das redes sociais onde a raiva se mostra é cada vez mais desinibida e descomplexada, ainda que individualmente seja muito pouco assumida. Apesar da sua expressão e desinibição actual, apesar da facilidade com que encontra grupos que lhe conferem força e legitimidade, a raiva dificilmente se confessa, porque, basicamente se tem a consciência que ela é má, que ela é uma expressão do mal. A raiva, porque deseja e procura fazer o mal a alguém, dificilmente se pode confessar ou assumir. A pessoa que a sente vai sempre procurar formas de a negar, vai inclusivamente tentar convencer outros que aquilo sente e expressa não é raiva, que se trata de algo como uma grande indignação, como a expressão de um grande desgosto ou de um grande sentimento de desprezo, mas nunca a vai assumir, porque isso signif**a admitir que deseja o mal a alguém. Assumir tal desejo de morte e aniquilação do outro não é coisa simples e pode ser muito desestruturante.
Em termos individuais a raiva é antes de mais o reflexo dum sofrimento causado por um sentimento de que a pessoa se sente lesada naquilo que é o centro do seu ser, da sua identidade. Sentimo-nos lesados porque nos sentimos humilhados, com o sentimento duma profunda injustiça, mas também porque nos podemos sentir profundamente incompreendidos. Sofremos e procuramos uma resposta para este sofrimento que acreditamos encontrar designando uma causa exterior, única, que vai concentrar todo o nosso sentir, e é uma causa intencionalmente má de alguém que nos quis intencionalmente mal, pelo que, consequentemente, nos sentimos autorizados a querer-lhe também mal. O certo é que o pior sofrimento é aquele que não encontra forma de ser expresso.
A raiva não é uma emoção como a cólera. Quando a sentimos há um desequilíbrio e teremos alguma dificuldade em voltar a encontrar a harmonia, mas a cólera não durará, porque tentamos fugir dela como fazemos com o medo. Com a raiva é diferente. A raiva é uma paixão, ela dura, não temos vontade que ela passe e vamos procurar todos os meios para a alimentar, tal como o fazemos com o amor, nem que para isso tenhamos de distorcer a realidade dos factos, desconsiderar os argumentos, não querendo ouvir nada que a contradiga. A raiva é uma rejeição e um desejo de aniquilar alguém com quem se tem um laço negativo muito forte. É uma rejeição integral da pessoa pouco importando as suas qualidades ou feitos.

E como saímos disto?
Se pudéssemos encontrar uma solução para a raiva talvez o perdão para a pessoa que nos fez mal deveria ser levado em conta. Contudo, quando se crê firmemente que alguém nos fez mal, que todos os males vêm dela, fechamo-nos numa crença da qual dificilmente se consegue sair. Na raiva parte-se dum contexto de vitimização, em que a pessoa se sente vítima, sem qualquer responsabilidade e com o desejo de denunciar o culpado, numa tentativa de partilhar o seu ponto de vista e encontrar um meio favorável para se sentir mais forte no número. Nesse sentido é vingativa, procura justiça de uma injustiça.
Mas, basicamente, a raiva não é saudável e não quer perdoar. Nenhuma reparação será suficiente e esse é o drama. A partir de certa altura já não se quer discutir, argumentar, ou reparar e nada estará à altura do que se sofreu, portanto, não há perdão, não há reparação, não há equivalência face ao que se crê ter sofrido. O passo seguinte é desejar a eliminação desse alguém que nos magoou no mais íntimo de nós mesmos.
A raiva, como paixão, é um turbilhão interior que nos anima. Se queremos sair dela não é com argumentos exteriores, com um discurso de lógica ou sensato, que se muda alguma coisa. Na raiva estamos no registo da afectividade e é porque a pessoa sofre muito que sente que se asfixia a si própria. E aí há uma pequena luz em que a pessoa se vê a funcionar e se pode dar conta do quanto “isso” é louco. Aproveitando este momento de lucidez a pessoa pode interrogar-se se será uma pura vítima ou que esse alguém que se detesta será o único culpado. E talvez que aí o perdão faça sentido, não tanto a pensar no outro que supostamente fez mal, mas em si própria, para poder seguir em frente sem pesos desnecessários e sem venenos. Naquelas raivas mais fortes, que roçam o patológico, a pessoa precisa de ajuda para se compreender a si própria e livrar-se dessa paixão.

E sim, com consciência, esperança e amor é possível construir um futuro mais harmonioso.

Bom dia a todos!

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O esgotamento: o que nos diz a pessoa esgotadaSentir-se cansado pelo trabalho, pelo companheiro ou companheira, pela vid...
15/07/2026

O esgotamento: o que nos diz a pessoa esgotada

Sentir-se cansado pelo trabalho, pelo companheiro ou companheira, pela vida, por tudo. Às vezes o cansaço é tão grande que as pessoas até pensam em desaparecer para tentar fugir dele. E, no entanto, quando nos dispomos a escutá-las reparamos que as pessoas esgotadas levam dentro de si um poder enorme de transformação do mundo.
O esgotamento quotidiano é antes de mais uma perda de vitalidade e uma forma de desencorajamento, uma incapacidade de espera do que quer que seja da vida de todos os dias, e também uma incapacidade de assumir um conjunto de tarefas quotidianas. O esgotamento é, então, por um lado uma perda de vitalidade e, por outro, uma separação radical com o mundo onde a pessoa já não se consegue situar e reconhecer. Não é tanto o esgotamento físico, mas antes um esgotamento psicológico, no sentido em que nos sentimos cada vez mais afastados do quotidiano, numa vida que parece cada vez mais estranha e na qual nos sentimos incapacitados para realizar os actos concretos que a vida de todos os dias exige. A solidão que se segue é uma solidão na vida de todos os dias. E as pessoas sofrem, num sofrimento ordinário que não se exprime, mas que pode ser escutado se nos predispusermos a escutar. E podemos escutar as histórias individuais e também o quanto elas nos podem mostrar da vida, de como a vida poderia ser e, mais ainda, apontar alguns caminhos estreitos por onde podemos perspectivar um futuro colectivo: uma nova forma de pensar a família, de pensar o trabalho, de pensar as relações sentimentais. No fundo pensar todo um conjunto de situações que fazem parte da normalidade da vida.
Todos nós num ou noutro momento das nossas vidas somos confrontados com a situação de ajudar alguém, de acolher a palavra de alguém que se encontra em sofrimento. E apercebemo-nos que quando não temos mais nada para dizer, quando não sabemos mais o que dizer, voltamos sempre ao mesmo: já pensaste em consultar um profissional? Agindo assim olhamos para o esgotamento apenas como um fruto duma história pessoal, em que o discurso psicológico ajuda a compreender o que nos acontece. Contudo, é necessário ter presente que o sofrimento pode vir da forma como a sociedade se organiza e dinamiza e a compreensão do sofrimento exige uma leitura mais alargada. Talvez que se possa abrir a nossa percepção do esgotamento interrogando a relação entre o eu e o mundo. Talvez que a psicologia e a psiquiatria possam ser utilizadas para compreender a experiência interna mais rapidamente, mas há outras disciplinas que também consolam. Para os esgotados a psicologia é uma abertura necessária e importante para que se possam encontrar, mas interrogar a sociedade também pode consolar pelo saber, pelo conhecimento, pela interrogação do que é e como funciona a sociedade. E nem sempre ela funciona a favor das pessoas.
Há pessoas que simplesmente já não podem mais e têm uma dificuldade fundamental em existir. Na pessoa esgotada há algo a tirar de crítica do mundo, da brutalidade do mundo, do de hoje e do de outros tempos, mas essa visão não entra hoje no espaço público. Ora porque nem sempre os esgotados falam, o sofrimento é tal que se sentem privados da linguagem, não sendo capazes de elaborar mentalmente o que se sente e a narrar isso aos outros. Ora porque a palavra dos esgotados está confinada, f**a no interior dos espaços terapêuticos ou de partilha e nunca chegam ao espaço público a não ser por interposta pessoa. Fala-se das coisas, mas f**a-se muitas vezes pelos dados estatísticos, sem colocar muito em questão o funcionamento da sociedade.
E temos hoje muitas ferramentas de comunicação para que essas vozes possam emergir. Mas o importante não é só que esta palavra fale, que se constitua e fale, mas que esta palavra passe a ser levada em conta, que se escute efectivamente o que ela nos diz, que se questione no que essa palavra nos interroga como comunidade e não apenas ser tomada como a história individual duma pessoa onde talvez nos reconheçamos. É uma história que diz qualquer coisa da nossa sociedade e nos apela a uma transformação da sociedade.
Acontece que a forma como damos a palavra aos esgotados é quase e apenas para contar a história individual e o mundo não é interrogado. É claro que falar do esgotamento é falar da biografia, dos afectos, dos sentimentos, mas também é falar da ligação, ou falta dela, do contacto com o mundo. Será que se poderia escutar ou trabalhar sobre a normalidade rotineira, isto é, sobre o que as pessoas podem esperar da vida, esperar do mundo, para que elas possam atingir uma realização mais plena das suas vidas? Escutar esta palavra pode ajudar a reflectir e a formular colectivamente expectativas na construção de um outro futuro.
Com consciência, esperança e amor é sempre possível construir um futuro melhor.

Bom dia a todos!
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Os psicólogos não fazem milagres, ajudam a despertarOs psicólogos realizam uma actividade importante e necessária, mas a...
30/06/2026

Os psicólogos não fazem milagres, ajudam a despertar

Os psicólogos realizam uma actividade importante e necessária, mas a sua prática ainda está rodeada de algumas crenças e expectativas irrealistas que obscurecem o verdadeiro objectivo que leva as pessoas a consultar estes profissionais e que leva algumas delas a sentirem-se decepcionadas depois de os consultarem.
Quando alguém decide procurar um psicólogo deve ter em conta que esta sua decisão exige de si, desde o início, um papel activo. Começa logo na procura do profissional que melhor lhe convém e da terapia que melhor corresponde às suas necessidades, mantendo a necessária abertura de espírito e a vontade de trabalhar em si próprio.
Não basta fazer uma consulta para que os problemas desaparecem e não há anestesias para aliviar a dor e, muito menos receitas milagrosas que tudo resolvem. O processo psicoterapêutico exige compromisso e participação da pessoa. Os psicólogos desassossegam, colocam questões incómodas, pedem a formulação de outros pontos de vista, podem mostrar que parte da situação desagradável ou sofredora a que a pessoa chega também é da sua responsabilidade, ao mesmo tempo que lhe devolve parte da responsabilidade das decisões a tomar para a ultrapassar. Com estas exigências não admira que, por vezes, a consulta psicológica se possa tornar numa experiência que não se quer repetir.
Não são raras as pessoas que entram no consultório queixando-se e sentindo-se vítimas e quando se dão conta que o psicólogo não está a valorizar e validar o que trazem na medida em que o desejam e, pelo contrário, reparam que o psicólogo procura que olhem a situação por outro prisma para que possam formular outras alternativas, diferentes do que esperavam, podem sentir que o terapeuta lhes quer retirar aquilo que acreditam que é a sua protecção e o passo seguinte é concluírem que ele não as está a ajudar.
O psicólogo está lá para ajudar a pessoa a reflectir sobre as suas experiências e o que elas despoletam em si de sentimentos, pensamentos e comportamentos; está lá para ajudar a encontrar alternativas de pensamento e acção; está lá apoiar na tomada de decisão consciente. Quando estas não coincidem com os seus desejos ou quando a constatação da realidade é dolorosa é bem possível que a pessoa demostre rejeição pela terapia. Sinal que ainda não está preparada para a mudança que diz querer.
Por exemplo, alguém consulta o psicólogo porque o seu cônjuge lhe é infiel e o terapeuta pergunta: “e porque continua na relação? A maior parte das vezes a resposta é um “porque o(a) amo”, como se tal fosse uma evidência e inevitabilidade. E perguntamos então o que procura no psicólogo: que lhe apresente uma fórmula para que o cônjuge deixe de ser infiel? Que valide o seu comportamento reforçando a inércia? Que apresente uma esponja para que possa apagar o sucedido e continuar como se nada tivesse acontecido? Como isso não vai acontecer, com o desenrolar da terapia no espírito da pessoa começará a formular-se uma alternativa mais realista, que o melhor é romper com a relação. Nesse momento de tomada de consciência da realidade nua e crua, potencialmente geradora de frustração e raiva, a exigir de si uma decisão radical, é muito provável que a pessoa descarregue no psicólogo toda a sua frustração e recusa face a este desfecho.
Para quem consulta um psicólogo talvez seja importante ter algumas ideias claras sobre o papel do psicólogo, mas também sobre o seu próprio papel no processo terapêutico. Os psicólogos não fazem milagres. No processo terapêutico estão lá para ouvir, ajudar a conhecer melhor as suas capacidades e recurso, mas também as suas fragilidades, fornecer ferramentas e abrir o campo de possibilidades quando este é reduzido.
Os psicólogos não vão dizer o que fazer nem decidir pela pessoa. No entanto, vão trabalhar sobre a sua auto-estima, sobre as suas crenças, a lidar com alguns medos ou a encontrar forma de desbloquear uma situação. Fornecerão as ferramentas necessárias para que a pessoa se sinta melhor com ela própria, se sinta mais confiante em si mesma, que goste um pouco mais de si, que enfrente os seus medos, que melhore o relacionamento com os outros e consigo própria. Ajudarão a esclarecer ideias, definir prioridades, aprofundar as situações, gerar alternativas, intervindo no sentido de possibilitar à pessoa a escolha consciente da decisão a tomar.
E apoiar não é fazer pela pessoa, pois o caminho é sempre único e pessoal e faz-se de passos que cada um deve tomar, seja na resolução duma situação problemática, seja na procura da felicidade, na consciência que é o caminhante que faz o caminho e para o caminhante tudo é caminho.

Bom dia a todos!
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24/06/2026

Vaga: Educador(a)

Uma organização nossa parceira procura um(a) EDUCADOR(A) para integrar a equipa educativa da sua Casa de Acolhimento Residencial de Crianças e Jovens, no concelho de SANTA MARIA DA FEIRA. Um profissional com gosto em trabalhar com crianças e jovens, acompanhando-as nas dinâmicas diárias de uma CAR.

Compete ao Educador(a):
• Assegurar o bem-estar e a segurança das crianças.
• Gestão das rotinas, apoiando nas atividades diárias.
• Promoção de autonomia e lazer, auxiliando na organização e desenvolvimento de atividades lúdicas.
• Colaborar na monitorização e registo dos comportamentos diários.
• Promoção de um espaço de escuta, de resolução de conflitos e construção de narrativas de vida.

Os/As candidatos/as devem reunir os seguintes requisitos:
• Capacidade de comunicação e relação interpessoal.
• Dinamismo, responsabilidade e espírito de equipa.
• Empatia e motivação.
• Experiência anterior em funções semelhantes será valorizada.
• Escolaridade obrigatória.
• Disponibilidade imediata e carta de condução

Horários:
• Horários da equipa educativa:
Manhã: 7.30h – 15.30h | Tarde: 15.30h – 23.30h | Noite: 23.30h – 7.30h
• Esta vaga destina-se ao turno da tarde (outro turno só em caso excecional)

A instituição oferece:
• Ambiente de trabalho positivo e colaborativo.
• Formação contínua.
• Condições salariais de acordo com as tabelas salariais da CNIS.

Se reúne os requisitos mencionados e está interessado em fazer parte desta equipa, envie o seu currículo atualizado para [email protected] .

Perguntas sérias que nunca farão parte dum currículo de ensino.Quem convive diariamente com crianças pequenas sabe que, ...
22/06/2026

Perguntas sérias que nunca farão parte dum currículo de ensino.

Quem convive diariamente com crianças pequenas sabe que, para além das muitas tarefas das rotinas diárias, é comum ser confrontado com questões muito específ**as sobre a vida, os seres humanos, o signif**ado das palavras e o funcionamento do mundo, às quais, vencido o espanto inicial, precisa responder o melhor que sabe e pode. Imaginemos uma criança de 4/5 anos a perguntar, por exemplo, "Onde é que eu estava antes de estar na tua barriga?", "Porque é que o sol f**a vermelho quando se afoga no mar?", "Todos os pais gostam dos seus filhos?", "Paramos de babar quando morremos?", “O tio levou as chaves de casa para o céu?”, "As joaninhas também têm dois rabos?"

Perguntas que surgem do nada, que nos apanham sempre desprevenidos e provocam espanto ao ouvi-las e atrapalhação na procura da melhor resposta. Às vezes, por presa ou vergonha da nossa ignorância, lá se tenta evitar a pergunta com um “porque é assim” ou “agora não dá para explicar”. E, no entanto, muitas das vezes não dá para disfarçar o quanto aquele deslumbramento infantil encanta e contagia, dando-nos a oportunidade de sentir um prazer enorme em tentar explicar àqueles seres em miniatura do que interpretamos da vida. Estas perguntas infantis e inocentes revelam algo de muito profundo: revelam uma abordagem observadora do mundo, ainda não contaminada pela lógica do consumo e da luta desenfreada tão típicas das nossas sociedades desencantadas; revelam uma abertura ao mundo, ao mesmo tempo poética, cósmica e científ**a, que logo a educação escolar tratará de fazer mirrar.

Todas as perguntas devem ser feitas, e estas, mais que todas as outras, merecem a nossa melhor resposta, pois todos temos consciência de que elas nunca farão parte dum currículo de ensino, nem validarão qualquer habilidade. E, no entanto, é precisamente este tipo de questões, que combina uma observação meticulosa e uma imaginação alegre, que constitui a base da inteligência humana, que só a curiosidade absoluta – aquela que questiona onde estávamos antes do nascimento, o que o sol sente quando está imerso, ou se o amor dos pais é universal - convida o indivíduo a uma totalidade onde pode encontrar o seu lugar e da qual, por sua vez, pode cuidar.

E que respostas dar se um desses dias nos deparamos com uma criança que nos faça questões assim? Talvez começar por não ter medo do embaraço; saber que a resposta será sempre incompleta; encarar a pergunta com toda a seriedade que o perguntador exige; depois falar a verdade numa linguagem que a criança entenda; e, finalmente, deixar nas nossas palavras um rasgo de confiança na vida.

A criança pode não te ouvir até ao fim, e isso não interessa. O que o interessa é fazer perguntas e garantir que se está atento. E, já agora, o melhor é pegar numa lupa e juntos dar uma vista de olhos às joaninhas…

Bom dia a todos!

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Um tributo às Mães. Por muito tempo que passe, por muito que se avance no conhecimento e tecnologia, há coisas no mundo ...
31/05/2026

Um tributo às Mães.

Por muito tempo que passe, por muito que se avance no conhecimento e tecnologia, há coisas no mundo que continuam e continuarão a ser um mistério. As Mães são uma delas. Como alguém dizia são mulheres fora do tempo e do espaço, anteriores ao Céu e ao Inferno. Elas andam por aí, dando-se todas, a tecer o mundo e os sonhadores de quem ele é feito. É pena os filhos só se darem conta da profundidade das raízes do seu amor quando elas se vão.

Vem isto a propósito de um texto que circula na net e da imagem da estátua da “mulher que não faz nada” de Zaragoza. E porque estamos em Maio, porque não espalhar as suas mensagens. O original do texto é em francês e a tradução é livre. Aqui f**a ele:

“O destino de uma mãe é esperar pelos seus filhos.
Espera por eles quando está grávida.
Espera por eles quando saem da escola no final do dia.
Espera que eles voltem para casa depois de uma saída à noite.
Espera-os quando eles começam as suas próprias vidas.
Espera-os quando chegam do trabalho para uma boa refeição.
Espera-os com amor, com ansiedade e, por vezes, com raiva, que desaparece logo quando os vê e os pode abraçar.
Por isso, a si que nos lê, certifique-se de que a sua velha mãe não tem de esperar mais.
Visite-a, ame-a.
Abrace aquela pessoa que o amou como nunca mais ninguém o amará.
Não a faça esperar, ela está à sua espera.
O corpo envelhece, mas o coração de uma mãe nunca envelhece.
Ame-a o melhor que puder. Nunca ninguém o amará como a sua mãe.”

E não deixe isso para amanhã que já pode ser tarde. Faça-o hoje, agora, porque se é tão bom amar e sentir-se amado, porquê esperar?

Com consciência, esperança e amor é sempre possível fazer da vida algo de que vale a pena viver.

Bom dia a todos!

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Tomar consciência do que em nós precisa ser conhecido, solto ou aprendidoHá pessoas que decepcionadas com os outros não ...
20/05/2026

Tomar consciência do que em nós precisa ser conhecido, solto ou aprendido

Há pessoas que decepcionadas com os outros não querem que ninguém mais entre nas suas vidas. Outras lamentam-se que os outros se apresentam sempre com uma bela imagem, mas assim que os conhecem melhor, descobrem que afinal boa parte deles está cheia de desequilíbrios e cujo convívio só vai trazer problemas e consumições. Outras pessoas ainda, não entendem porque parecem atrair sempre o mesmo género de pessoas que só lhes causam desgaste: na amizade, no amor, no trabalho.
É certo que somos muitos nesse mundo e o mais certo é encontrarmos de tudo um pouco, da pessoa boa e generosa à narcisista e perversa. Mas quando os encontros com estas pessoas se repetem e se tornam um padrão é preciso olhar um pouco mais de perto. Quando olhamos um pouco com mais objectividade reparamos que nas situações acima descritas existe, apesar de tudo, um denominador comum: a pessoa. O sujeito, aquele que julga o outro porque o decepcionou, porque não foi sincero ou simplesmente porque o irrita. Acontece que enquanto continuamos a alicerçar a relação com o outro na base do julgamento, no ganho ou interesse, na falta de confiança e amor, estaremos bloqueados ao nível de um ego ignorante de si mesmo, orgulhoso, desmedido ou, simplesmente, em desequilíbrio.
E, no entanto, talvez que todas as pessoas que encontramos pela vida fora sejam, de alguma forma, atraídas por uma parte de nós cuja energia está em sintonia com a delas. Se atraímos pessoas tóxicas, talvez a pergunta a fazer seja qual é a parte de nós que vibra na mesma frequência, qual é a parte tóxica de nós que precisamos descobrir e conhecer para curar? Se atraímos pessoas que não são autênticas e isso nos incomoda, qual é a parte de nós a que falta autenticidade que esforçamos por esconder? Se atraímos pessoas que nos irritam ou para quem tudo é sempre complicado, qual é a parte de nós complicada e de irritação fácil que recusamos ver?
Existimos na dimensão do real onde as coisas e os seres são, onde construímos a nossa realidade, mas onde, por essa coisa que se chama livre arbítrio, o outro nunca é responsável pelo nosso estado interior. Nunca é responsável pelo nosso aborrecimento, pela nossa irritação ou pelo fechar do nosso coração. Somos nós. Somos nós que decidimos isso, boa parte das vezes porque nos recusamos a ver em nós o que nos impede de nos amarmos e de amar os outros, o que nos afasta deles e o que nos faz acreditar que estamos separados.
Quando a Vida coloca no nosso caminho pessoas que, de uma forma ou de outra, nos incomodam e mexem connosco, talvez que tal seja uma oportunidade que nos é dada para nos conhecermos melhor, para tomarmos consciência do que em nós precisa de ser solto e do que precisa ser aprendido e apreendido. Talvez seja uma oportunidade para despertar e sabermo-nos conscientes de nós no mundo. E talvez que confiando em nós próprios e na sabedoria da vida, aprendamos e apreendamos a linguagem do Amor, que nos permite fazer um crescer sem julgar, sem fugir, sem se fechar, numa abertura ao outro onde nos espelhamos, nos vemos e existimos.
Se é uma escolha fácil, isto de acreditar e amar com confiança a si mesmo e ao outro? Não, não é, mas talvez seja aquilo que nos falta fazer para construir um mundo melhor, na consciência, esperança e amor.

Bom dia a todos!

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O olhar que muda tudo.Tudo o que vivemos depende do nosso olhar sobre aquilo que nos acontece, os acontecimentos, as pes...
10/05/2026

O olhar que muda tudo.

Tudo o que vivemos depende do nosso olhar sobre aquilo que nos acontece, os acontecimentos, as pessoas, sobre tudo o que nos rodeia. Mas atenção que não podemos confundir o “olhar” com a percepção dos olhos físicos, pois esta, como é limitada, condiciona negativamente o nosso discernimento.
Aquilo onde colocamos o nosso olhar, a nossa atenção, é o que criamos na nossa vida. Se nos focamos nos conflitos, nos medos, nas guerras, nas catástrofes, alimentamos isso em nós e, pior ainda, acabamos a atraí-las para nós. Da mesma forma se a nossa atenção se foca na beleza da natureza, na bondade das pessoas, na criatividade e nos pequenos milagres do quotidiano, é isso que construímos para o nosso mundo e os fazemos crescer.
Se nos concentramos na paz criamos um pouco mais de paz, mas se nos concentrarmos no conflito criamos um pouco mais de guerra no mundo. Simples. E o mundo não precisa de guerra, já tem tanta.
O real é como é. Ponto. A consciência de o saber como é e, apesar de tudo, saber a que a forma com o vivemos é algo nosso, é “olhar” o mundo numa perspectiva nova que engloba tudo, que ao mesmo tempo que nos coloca no centro nos dissolve pelos convins do universo. Agora com que humanidade queremos ver o mundo, queremos ver o outro? Pelo lado do mal ou do bem que ela leva dentro? “Olhar” pelo lado do mal é fácil, basta não fazer nada e deixar-se guiar apenas pelas necessidades e instintos básicos. “Olhar” pelo lado do bem exige mais de nós, exige que coloquemos o Amor em tudo o que fazemos e vê-lo reflectido em tudo o que nos rodeia.
Nesse sentido, despertar não deixa de ser uma mudança de olhar sobre tudo, é um olhar da consciência, é um olhar que se sabe criador, é um olhar que nos faz unos com a Vida. É saber que tudo o que acontece connosco e à nossa volta é visto numa perspectiva que lhes dá um sentido que espelha a essência mais profunda e que tudo devolve a nós próprios.
Se mudarmos o olhar sobre a Vida é a nossa vida que muda. O que nos incomoda deixa de ser um irritante e passa a ser um convite para ir um pouco mais além no conhecimento de nós mesmos, seres no mundo, naquilo que precisa ser visto, ser cuidado, ser amado. É perceber, enfim, que fomos feitos para responder positivamente ao que nos faz sentir e ser felizes, da mesma forma que fomos feitos para ultrapassar as dificuldades e desenvolver uma inteligência que nos permita continuar a desfrutar de cada experiência, de cada momento de nós mesmos com o mundo.
O que sei é que com consciência, esperança e amor podemos percorrer um caminho na procura da felicidade, ensaiar uma e outra vez como alcançá-la e aprender a confiar na Vida.

Bom dia a todos!

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A força verdadeira ou a capacidade de vencer as nossas fraquezas Força, na definição da física, é um qualquer agente ext...
21/04/2026

A força verdadeira ou a capacidade de vencer as nossas fraquezas

Força, na definição da física, é um qualquer agente externo que modif**a o movimento de um corpo livre ou causa deformação num corpo fixo. Força é também uma expressão a que se recorre muitas vezes para dar alento às pessoas, apelando a algo no seu interior que a faça aguentar a adversidade ou mudar de rumo. Em momentos de crise diz-se “é preciso ser forte”, em alturas de desafios é comum ouvir “força aí”.
A força é uma característica muito importante para os seres humanos. Ajuda-nos a sobreviver em condições extremamente difíceis e é fundamental para vencer os obstáculos e alcançarmos os nossos objectivos.
Mas que força é esta? Sinceramente não parece que seja aquela que impõe a vontade de uns sobre os outros, que cria distância entre as pessoas e cujo efeito é meramente temporário.
A verdadeira força é aquela que nos torna capazes de vencer as nossas fraquezas, é aquela que sabe cuidar da nossa fragilidade e da dos outros.
Ser forte não é esmagar os outros no peso das nossas certezas e ambições.
Ser forte é sermos capazes da compreensão, da compaixão e da bondade num mundo que não o é. É acolher o outro, a dúvida, o vazio, o silêncio e continuar a avançar, apesar de tudo, sem ceder ao desânimo, à amargura e à raiva.
A verdadeira força é invisível, vem lá do fundo da alma de cada um e revela-se nos gestos simples, nos olhares bondosos e na paciência dos dias.
O que sei é que com consciência, esperança e amor temos a força para vencer medos e mudar em nós o que precisa ser mudado.

Bom dia a todos!

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