Consultório de Psicologia e Psicoterapia Ana Cabete

Consultório de Psicologia e Psicoterapia Ana Cabete Saúde mental através de uma abordagem integrativa. Psicologia Clínica, Psicoterapia, EMDR, Brainspotting e Hipnose Clínica.

Consultas presenciais na Figueira da Foz e online. Workshops, recursos e conteúdos de psicoeducação.

Hoje assinala-se o Dia Nacional do Psicólogo.Há 17 anos que ser psicóloga faz parte da minha vida. E, mesmo depois de to...
04/09/2026

Hoje assinala-se o Dia Nacional do Psicólogo.

Há 17 anos que ser psicóloga faz parte da minha vida. E, mesmo depois de todo este tempo, continuo a reconhecer o privilégio - e a responsabilidade - que é alguém sentar-se à minha frente e confiar-me partes da sua história que, por vezes, nunca disse em voz alta.

Ser psicóloga é, para mim, muito mais do que conhecer teorias, técnicas ou saber fazer as perguntas certas. É entrar, todos os dias, em contacto com histórias de vida complexas, tantas vezes carregadas de dor e sofrimento, e receber a confiança de quem escolhe partilhá-las comigo. É estar presente perante aquilo que, tantas vezes, é difícil de dizer. É escutar sem pressa de preencher os silêncios. É ajudar a dar nome ao que parece confuso, a compreender padrões, a descobrir recursos e a construir novas formas de olhar para si e para aquilo que se vive.

E é também saber que não me cabe dar respostas para a vida de quem está à minha frente. Cabe-me acompanhar, questionar, ajudar a compreender e criar um espaço suficientemente seguro para que cada pessoa possa encontrar as suas próprias respostas.

Ao longo destes 17 anos, tenho aprendido também que aquilo que vemos numa pessoa nem sempre nos conta tudo sobre aquilo que ela é. Muitas vezes, encontramos armaduras construídas ao longo de uma vida - formas de proteção, adaptação ou sobrevivência que foram essenciais em determinados momentos e que, com o tempo, se tornaram tão presentes que pode ser difícil distingui-las da própria identidade.

Parte do processo pode passar precisamente por começar a olhar para além dessa armadura: compreender porque foi necessária, reconhecer aquilo que protegeu e, aos poucos, descobrir quem existe para além dela.

Talvez seja também por isso que a psicologia me continua a lembrar, todos os dias, que não existem duas histórias iguais e que, por detrás daquilo que vemos numa pessoa, existe sempre muito mais por conhecer.

Neste Dia Nacional do Psicólogo, celebro uma profissão que me desafia, me responsabiliza e que, depois de tantos anos, continua a fazer sentido para mim.

E agradeço, sobretudo, a todas as pessoas que me permitem fazer parte das suas histórias, mesmo que apenas durante um período das suas vidas.

Hoje é o nosso dia. 🤍

Há uma diferença entre regular uma emoção e tentar eliminá-la.Quando surge tristeza, ansiedade, zanga, medo ou frustraçã...
28/08/2026

Há uma diferença entre regular uma emoção e tentar eliminá-la.

Quando surge tristeza, ansiedade, zanga, medo ou frustração, é compreensível que a primeira vontade seja procurar uma forma de deixar de sentir aquilo que incomoda.

Mas as emoções fazem parte da forma como respondemos às nossas experiências e podem trazer informação importante sobre aquilo que estamos a viver.

Em acompanhamento psicoterapêutico, o objetivo não passa por aprender a estar sempre calmo, feliz ou emocionalmente confortável. Passa também por desenvolver capacidade para reconhecer, compreender e tolerar diferentes estados emocionais, encontrando formas mais ajustadas de responder a eles.

Por vezes, antes de perguntar “como faço isto passar?”, pode ser útil começar por perguntar:

“O que estou a sentir - e o que preciso neste momento?”

Quantas vezes sentimos que precisamos de uma boa razão para dizer não?Explicamos, justificamos, antecipamos possíveis re...
17/08/2026

Quantas vezes sentimos que precisamos de uma boa razão para dizer não?

Explicamos, justificamos, antecipamos possíveis reações… como se a nossa decisão só fosse válida se a outra pessoa a compreender ou aprovar.

Mas estabelecer um limite não é uma negociação. E escolher diferente do que alguém esperava não faz de nós egoístas.

Aprender a dizer “não quero”, “não posso” ou simplesmente “decidi que não” sem sentir que temos de construir uma defesa à volta da nossa escolha pode levar tempo.

E, muitas vezes, esse é precisamente o trabalho: perceber porque sentimos tanta necessidade de ser compreendidos antes de nos permitirmos escolher.

💬E consigo? Sente que tem de explicar demasiado as suas decisões?

Ao longo do acompanhamento psicoterapêutico, é frequente acontecer algo curioso: começamos a ligar pontos que, até então...
02/08/2026

Ao longo do acompanhamento psicoterapêutico, é frequente acontecer algo curioso: começamos a ligar pontos que, até então, pareciam completamente separados.

O que sentimos, a forma como reagimos, as experiências que vivemos e até aquilo que acontece no nosso corpo deixam de ser acontecimentos isolados e passam a fazer parte de uma mesma história.

É muitas vezes nesse momento que, com espanto, percebemos:

“Isto é mesmo engraçado... afinal está tudo ligado. Faz todo o sentido.”



Frase partilhada de forma anónima, com respeito absoluto pela confidencialidade.

Começámos com uma pergunta: “Como cheguei aqui hoje?”E foi um privilégio assistir à forma como, ao longo da tarde, essa ...
18/07/2026

Começámos com uma pergunta: “Como cheguei aqui hoje?”

E foi um privilégio assistir à forma como, ao longo da tarde, essa resposta se foi transformando.

Durante duas horas e meia, um grupo intimista escolheu oferecer a si próprio aquilo que tantas vezes adia: tempo para parar, escutar e cuidar de si.
Houve espaço para aprender, refletir, respirar, rir e partilhar, num ambiente seguro onde cada pessoa pôde simplesmente estar presente.

A tranquilidade da Quinta do Marnoto, o pôr do sol, as pausas entre conversas, as águas aromatizadas e os pequenos momentos de descontração criaram o cenário perfeito para desacelerar e recordar a importância de cuidar da nossa saúde emocional.

Obrigada a todos os que estiveram connosco pela confiança, pela entrega e pela generosidade das vossas partilhas.

Saímos deste primeiro encontro com a certeza de que vale a pena criar espaços como este. As próximas edições já estão a ser preparadas e esperamos voltar a encontrar-vos em breve. 🤍

Vivemos num ritmo tão acelerado que, muitas vezes, só percebemos o impacto quando o corpo começa a dar sinais.Neste enco...
13/07/2026

Vivemos num ritmo tão acelerado que, muitas vezes, só percebemos o impacto quando o corpo começa a dar sinais.

Neste encontro vamos falar precisamente sobre isso: porque é que, mesmo quando paramos, continuamos “ligados”?

Um final de tarde de aprendizagem, reflexão e ferramentas práticas para compreender melhor o stress, a ansiedade e a importância do descanso.

📅 17 de julho
📍 Quinta do Marnoto | Salinas da Figueira da Foz

Últimas vagas.
Inscrições através do link na bio.

Quando foi a última vez que conseguiu desligar verdadeiramente?Não apenas fechar o computador ou pousar o telemóvel. Mas...
26/06/2026

Quando foi a última vez que conseguiu desligar verdadeiramente?

Não apenas fechar o computador ou pousar o telemóvel. Mas sentir que a mente abrandou, que o corpo relaxou e que, por momentos, deixou de estar em constante estado de alerta.

Foi precisamente a pensar nesta realidade, tão comum entre quem vive ao ritmo das exigências do dia a dia, que nasceu o primeiro Encontro de Saúde Emocional do Consultório Ana Cabete.

Ao longo de duas horas, iremos explorar de forma prática o impacto do stress, da ansiedade e da dificuldade em desligar, combinando conhecimento, reflexão e experiências que poderá integrar no seu quotidiano.

Um encontro pensado para quem sente que está sempre “ligado”.
Um espaço seguro para parar, compreender e cuidar de si.

📍 Quinta do Marnoto | Salinas da Figueira da Foz
📅 17 de julho de 2026
🕕 18h00–20h00
👥 Vagas limitadas

As inscrições já se encontram abertas.

🔗 Mais informações e inscrições em https://www.anacabete.com/porque-e-tao-dificil-desligar

Muito se fala sobre aproveitar as férias para descansar.Mas nem sempre é assim tão simples.Para algumas pessoas, abranda...
18/06/2026

Muito se fala sobre aproveitar as férias para descansar.
Mas nem sempre é assim tão simples.

Para algumas pessoas, abrandar traz desconforto. Surgem pensamentos de culpa, inquietação ou a sensação de que deveriam estar a fazer algo mais útil.

Por vezes, estas dificuldades não estão relacionadas com as férias em si, mas com padrões que fomos construindo ao longo da vida: a necessidade de estar sempre disponível, produtivo ou em controlo.

Descansar também pode ser uma aprendizagem.

Há momentos em terapia em que algo muda.Não porque surge uma informação nova, mas porque passamos a olhar para uma exper...
12/06/2026

Há momentos em terapia em que algo muda.

Não porque surge uma informação nova, mas porque passamos a olhar para uma experiência antiga de forma diferente.
Por vezes, construímos determinadas narrativas sobre nós próprios, sobre os outros ou sobre aquilo que vivemos. Narrativas que tiveram uma função importante: proteger, dar sentido ou ajudar-nos a suportar o que, naquele momento, era demasiado difícil.

Mas à medida que o processo terapêutico avança, pode surgir espaço para uma compreensão mais ampla e integrada. E é aí que aparecem frases como esta: “Afinal, isto não era bem assim.”

Não como uma negação do passado, mas como o reconhecimento do que efetivamente aconteceu.

E, muitas vezes, é nesse momento que começa uma nova forma de olhar para si próprio e para a sua história.



Frase partilhada de forma anónima, com respeito absoluto pela confidencialidade.

As experiências que vivemos nos primeiros anos de vida influenciam profundamente a forma como pensamos, sentimos e nos r...
01/06/2026

As experiências que vivemos nos primeiros anos de vida influenciam profundamente a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos.

Nem sempre aquilo que aprendemos em criança foi ensinado através de palavras. Muitas vezes, aprendemos através do que vivemos, observámos ou sentimos.

Quando crescemos em contextos onde tivemos de agradar para receber amor, esconder emoções para sermos aceites ou aparentar estar sempre bem para não preocupar os outros, desenvolvemos estratégias que nos ajudaram a adaptar e sobreviver.

O desafio é que algumas dessas estratégias podem continuar presentes na vida adulta, mesmo quando já não precisamos delas.

Por isso, quando determinadas situações despertam emoções muito intensas ou reações que não compreendemos totalmente, pode ser importante perguntar:
O que é que esta situação me faz sentir?
Em que outros momentos me senti assim?
E de onde poderá vir essa sensação?

Compreender a nossa história não serve para procurar culpados.
Serve para criar consciência, desenvolver novos recursos e construir uma relação mais segura e compassiva connosco próprios.

Que a tua criança interior possa ser cuidada com todo o carinho que merece.

No blog, partilho uma reflexão mais aprofundada sobre este tema. (Link na bio)

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