Ana Lopes - Psicóloga

Ana Lopes - Psicóloga Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Ana Lopes - Psicóloga, Serviço de saúde mental, Praça 8 de Maio, n°39, 1° andar, Sala 1, Figueira da Foz.

Mãe de 3 | Psicóloga | Autora 🇵🇹🇬🇧
Psicologia Clínica e da Saúde - Crianças e Famílias
📖 Novo Livro: Bons Sonhos
Mais informações no link 👇🏼
https://linktr.ee/analopes_psicologia

Muitos pais chegam à consulta cansados, preocupados e sem saber o que fazer perante determinados comportamentos dos filh...
17/06/2026

Muitos pais chegam à consulta cansados, preocupados e sem saber o que fazer perante determinados comportamentos dos filhos.

Birras frequentes, crises de choro, agressividade, dificuldades em dormir, alterações no apetite ou um isolamento cada vez maior são, muitas vezes, vistos apenas como má educação, manipulação ou falta de limites.

Mas e se esses comportamentos forem, na verdade, uma forma de pedir ajuda?

As crianças nem sempre conseguem explicar o que sentem através das palavras. Quando estão ansiosas, tristes, assustadas, inseguras ou emocionalmente sobrecarregadas, comunicam muitas vezes através do comportamento.

Por detrás de uma birra pode existir frustração. Por detrás da agressividade pode existir sofrimento. Por detrás do silêncio pode existir ansiedade ou tristeza.

A criança não está a tentar dificultar a vida aos pais. Está a tentar mostrar que algo não está bem no seu mundo emocional.

Por isso, antes de reagir ao comportamento, vale a pena parar e perguntar:

O que estará o meu filho a sentir?
O que estará a tentar comunicar?
De que forma posso ajudá-lo neste momento?

Quando uma criança se sente ouvida, compreendida e segura, torna-se mais fácil ajudá-la a desenvolver estratégias saudáveis para lidar com as suas emoções.

E quando os comportamentos persistem ou começam a afetar o bem-estar da criança e da família, procurar ajuda psicológica não é um sinal de falha parental. É um ato de amor, cuidado e responsabilidade.

A psicoterapia infantil ajuda a compreender aquilo que a criança ainda não consegue dizer por palavras e oferece ferramentas para promover o seu desenvolvimento emocional.

Por vezes, o comportamento é apenas a ponta do icebergue. O mais importante é compreender o que está por baixo da superfície.

Muitos pais chegam até mim preocupados porque sentem que os seus filhos "não obedecem". Pedidos simples são ignorados, h...
15/06/2026

Muitos pais chegam até mim preocupados porque sentem que os seus filhos "não obedecem". Pedidos simples são ignorados, há respostas negativas constantes, resistência às regras ou comportamentos que parecem desafiantes.

Mas antes de olharmos para isto apenas como desobediência, vale a pena fazer uma pergunta importante: o que estará esta criança a tentar comunicar?

As crianças não nascem a saber obedecer. A cooperação constrói-se ao longo do tempo através da relação, da segurança emocional e do exemplo dos adultos que as rodeiam. Quando uma criança se sente compreendida, respeitada e acolhida, é mais provável que colabore. Pelo contrário, quando vive num ambiente marcado por tensão, críticas constantes, gritos ou pouca disponibilidade emocional, pode responder com resistência como forma de se proteger.

Além disso, muitos comportamentos que interpretamos como desobediência são, na verdade, sinais de emoções difíceis de gerir. Frustração, ansiedade, cansaço, insegurança, tristeza ou necessidade de atenção podem manifestar-se através de atitudes que desafiam os adultos. Afinal, as crianças ainda estão a aprender a identificar e expressar aquilo que sentem.

Também é importante refletirmos sobre a consistência das regras. Quando as expetativas mudam frequentemente, existem demasiadas ordens ou pouca escuta, a criança pode sentir-se confusa e insegura. As crianças precisam de previsibilidade, limites claros e adultos que sejam modelos coerentes.

Olhar para além do comportamento é o primeiro passo para compreender verdadeiramente o seu filho. Com paciência, empatia e estratégias adequadas, é possível fortalecer a relação e promover uma convivência mais tranquila e harmoniosa.

Se sente que está a enfrentar dificuldades nesta área, a ajuda psicológica pode fazer a diferença. Juntos, podemos compreender melhor o que está por trás destes comportamentos e encontrar formas mais saudáveis de responder às necessidades da criança.

Se é pai ou mãe de uma criança com PHDA, provavelmente já sentiu aquele aperto no peito quando precisa de impor um limit...
12/06/2026

Se é pai ou mãe de uma criança com PHDA, provavelmente já sentiu aquele aperto no peito quando precisa de impor um limite.

O "não" pode ser recebido com lágrimas, gritos, discussões intensas ou uma explosão emocional que parece desproporcional à situação. E, por vezes, para evitar o conflito, é tentador ceder.

Mas aqui está algo importante que não podemos esquecer: As crianças com PHDA precisam de limites tanto quanto qualquer outra criança.

Na verdade, muitas vezes precisam ainda mais de adultos consistentes que lhes mostrem, com calma e firmeza, onde estão os limites.

Dizer "não" não é ser duro.
Dizer "não" não é falta de empatia.
Dizer "não" não prejudica a autoestima da criança.

A diferença está em como esse "não" é dito.

Validar a emoção sem ceder ao comportamento.
Manter a calma quando a criança perde o controlo.
Explicar de forma simples e clara.
Ser consistente nas regras.

Por exemplo:

❌ "Não porque eu disse que não."

✅ "Eu sei que estás zangado porque querias continuar a jogar. É difícil parar quando estamos a divertir-nos. Mas o tempo de ecrã terminou por hoje."

A criança pode continuar frustrada. E isso é normal.

O nosso objetivo não é evitar que os nossos filhos sintam emoções desagradáveis. O nosso objetivo é ajudá-los a aprender a lidar com elas.

Porque crescer também implica aprender que nem sempre conseguimos aquilo que queremos... e que conseguimos sobreviver a essa desilusão.

Um limite dado com carinho continua a ser um ato de amor.

Mas é só fazer.És demasiado sensível.Toda a gente tem um bocadinho de PHDA.À primeira vista, estas frases podem parecer ...
11/06/2026

Mas é só fazer.
És demasiado sensível.
Toda a gente tem um bocadinho de PHDA.

À primeira vista, estas frases podem parecer inofensivas. Muitas vezes são ditas sem intenção de magoar.

Mas para quem vive com PHDA, ouvir estas mensagens repetidamente pode gerar culpa, vergonha, incompreensão e a sensação de que as suas dificuldades não são levadas a sério.

A PHDA não é apenas distração ou agitação. É uma condição que afeta a atenção, as funções executivas, a regulação emocional, a organização, a gestão do tempo e muitas outras áreas da vida.

Por trás de comportamentos que os outros veem, existe frequentemente um esforço invisível que quase ninguém reconhece.

Talvez a pergunta não deva ser: Porque é que não consegues simplesmente fazer?

Talvez deva ser: O que está a tornar isto tão difícil para ti?

A compreensão não resolve tudo, mas pode fazer uma enorme diferença.

Qual destas frases já ouviste mais vezes?

PHDA e Ecrãs: uma combinação que merece atençãoMuitos pais dizem-me:Quando o meu filho está ao telemóvel ou no tablet, c...
10/06/2026

PHDA e Ecrãs: uma combinação que merece atenção

Muitos pais dizem-me:

Quando o meu filho está ao telemóvel ou no tablet, consegue estar concentrado durante horas. Então porque é que não consegue estar atento na escola?

A resposta está na forma como o cérebro com PHDA funciona.

O cérebro de uma criança com PHDA procura constantemente estímulos novos, rápidos e altamente recompensadores. Os ecrãs, especialmente vídeos curtos, jogos e redes sociais, oferecem exatamente isso: novidade constante, gratificação imediata e muita estimulação visual e sonora.

Quando uma criança passa muito tempo exposta a este tipo de estímulos, atividades do dia a dia como estudar, fazer os trabalhos de casa, ler um livro ou até brincar de forma mais tranquila podem parecer muito menos interessantes.

Isto não significa que os ecrãs causam PHDA. No entanto, um uso excessivo pode agravar algumas dificuldades já existentes, como:

🔹 Desatenção
🔹 Impulsividade
🔹 Dificuldade em esperar
🔹 Frustração quando algo não acontece imediatamente
🔹 Problemas de sono
🔹 Dificuldades na autorregulação emocional

O objetivo não é eliminar completamente os ecrãs, mas sim encontrar um equilíbrio saudável.

Algumas estratégias que podem ajudar:
✔️ Definir horários claros para utilização dos ecrãs
✔️ Evitar ecrãs antes de dormir
✔️ Incentivar brincadeiras ao ar livre e atividade física
✔️ Criar momentos de ligação familiar sem tecnologia
✔️ Dar o exemplo através dos hábitos dos adultos

Lembre-se: muitas vezes, quando uma criança procura constantemente um ecrã, não está a ser "preguiçosa" ou "viciada". Está a procurar uma fonte rápida de estimulação para um cérebro que funciona de forma diferente.

Com compreensão, estrutura e apoio adequado, é possível criar uma relação mais saudável com a tecnologia.

Como é a relação do seu filho com os ecrãs? Já notou alguma diferença no comportamento quando passa mais tempo ao telemóvel, tablet ou consola?

09/06/2026
Muitas vezes, os pais chegam à consulta e dizem-me: 'Não sei se isto é uma birra ou se o meu filho está mesmo a sofrer.'...
08/06/2026

Muitas vezes, os pais chegam à consulta e dizem-me: 'Não sei se isto é uma birra ou se o meu filho está mesmo a sofrer.'

E a verdade é que, embora possam parecer semelhantes à primeira vista, há diferenças importantes entre uma birra e uma crise emocional.

Numa birra, a criança procura normalmente alcançar algo que deseja. Pode chorar, gritar ou protestar porque quer um brinquedo, mais tempo de ecrã ou porque não aceita um limite. Faz parte do desenvolvimento e da aprendizagem dos limites.

Já numa crise emocional, a situação é diferente. A criança está tão sobrecarregada pelas emoções que perde a capacidade de se autorregular. Não está a tentar manipular nem a desafiar os adultos. Está simplesmente a precisar de ajuda para lidar com aquilo que está a sentir.

Quando uma criança está em crise, não precisa de castigos nem de sermões. Precisa de um adulto que a ajude a sentir-se segura, compreendida e apoiada até conseguir recuperar o controlo das suas emoções.

Perceber esta diferença pode transformar a forma como respondemos aos momentos mais difíceis dos nossos filhos. E, muitas vezes, é nessa mudança de olhar que começa a verdadeira ajuda.

Se sente que estas situações acontecem com frequência ou que o seu filho está a ter dificuldades em gerir as emoções, procurar apoio especializado pode fazer toda a diferença.

02/06/2026

Endereço

Praça 8 De Maio, N°39, 1° Andar, Sala 1
Figueira Da Foz
3080-054

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:30 - 15:30
Terça-feira 10:30 - 15:30
Quarta-feira 10:30 - 15:30
Quinta-feira 10:30 - 15:30
Sexta-feira 10:30 - 15:30
Sábado 14:00 - 18:00

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Ana Lopes - Psicóloga publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar