31/03/2026
Mês de Março - em síntese (😴💤🛏️)
O Sono constitui um problema relevante de saúde pública em Portugal, dada a elevada prevalência de queixas e o seu impacto na saúde mental, cardiovascular e metabólica.
As diferenças de género são evidentes, pois as mulheres apresentam maior prevalência de insónia, sono de baixa qualidade, fragmentado e curto, bem como maior vulnerabilidade a ansiedade e depressão, reforçando a relação bidirecional entre sono e saúde mental.
Nos homens, a maior prevalência é a apneia obstrutiva do sono, com cerca de 1,47% dos casos diagnosticados, aumentando após os 55 anos.
Nos idosos, verifica-se maior fragmentação do sono, maior prevalência de sono curto e aumento da apneia, sobretudo entre os 65 e os 74 anos, sendo a polimedicação um fator agravante.
As recomendações internacionais da European Sleep Research Society e da American Academy of Sleep Medicine destacam a Terapia Cognitivo-Comportamental para a Insónia como primeira linha de tratamento, com melhorias entre 60% e 80%.
A higiene do sono, as técnicas de relaxamento, o exercício físico regular e a perda de peso na apneia complementam a abordagem.
Torna-se prioritário reforçar a literacia em saúde do sono, melhorar o diagnóstico e integrar o sono nas estratégias de saúde pública.