João Miguel Freitas, Médico

João Miguel Freitas, Médico Esta é a minha única página profissional, onde procuro manter um contacto diário com todos vós. Se:
. Tem queixas múltiplas e variadas,
.

Através do meu conhecimento, posso avaliar o doente adulto no seu todo, tendo em conta a complexidade do organismo humano e a interação dos vários distúrbios que podem afetar o indivíduo. A especialidade que exerço, originou a maioria das outras especialidades médicas (como a Cardiologia, Endocrinologia, Pneumologia, etc.). Atendendo a minha formação contínua, estou habilitado a diagnosticar e tra

tar desde as doenças mais frequentes (nomeadamente em doentes crónicos, polimedicados, com patologia cardíaca ou do foro respiratório, urinário, entre outros) até às doenças raras ou mais complexas e com maior dificuldade diagnóstica. Não sabe atribuir as suas queixas a nenhum órgão/sistema específico,
. Sofre de várias doenças,
. É polimedicado,
. Já procurou outras consultas sem sucesso no diagnóstico

Recomendo que me procure!

17/08/2026

Há uma limitação importante que poucas pessoas conhecem: a análise do magnésio no sangue tem limitações significativas porque a maior parte do magnésio do organismo não está presente no sangue mas no interior das células. Um valor normal nas análises não exclui um défice intracelular.

E mais não significa melhor. Doses excessivas de magnésio podem causar diarreia e outros efeitos adversos. Em pessoas com doença renal, a acumulação de magnésio pode tornar-se perigosa.

Antes de tomar qualquer suplemento, a pergunta certa é: o que é que estou realmente a tentar corrigir? Uma deficiência precisa de correção. Um suplemento à procura de uma solução nem sempre chega lá da mesma forma.

Qual o próximo suplemento sobre o qual queres que fale? Creatina, ómega-3, vitamina D, colagénio? Escreve nos comentários.

Vê a parte 1 se ainda não viste e partilha com alguém que toma magnésio sem saber bem porquê.

A melhor medicina é a que acontece antes do aparecimento de qualquer doença.

17/08/2026

O magnésio serve para tudo? É o que as redes sociais querem que acredites. A realidade é mais complexa.

O magnésio é um mineral essencial que participa em mais de 300 reações enzimáticas do organismo. Tem funções importantes na contração muscular, no sistema nervoso, no metabolismo e na qualidade do sono. Não é um mito, é um nutriente real com evidência científica sólida.

Mas não significa que toda a gente precise de o suplementar.

O magnésio pode ser obtido através da alimentação, especialmente em frutos secos, sementes, leguminosas e vegetais de folha verde escura. A suplementação faz sentido quando existe um défice real, em pessoas com atividade física intensa diária, em determinadas doenças crónicas ou em quem toma medicamentos que aumentam a sua perda pelo organismo.

Tomar magnésio porque estás cansado, dormes mal ou tens ansiedade não significa que o problema seja falta de magnésio. Pode ser, mas pode não ser.

Continua na parte 2 para perceberes as limitações da análise do magnésio e quando realmente faz sentido suplementar.

O metabolismo não abranda tanto quanto pensamos. O que muda é o músculo que fomos perdendo.É uma das frases mais ouvidas...
16/08/2026

O metabolismo não abranda tanto quanto pensamos. O que muda é o músculo que fomos perdendo.

É uma das frases mais ouvidas em consulta: "O meu metabolismo está mais lento." E embora seja compreensível chegar a esta conclusão, a realidade biológica é mais precisa.

Um estudo publicado na revista Science analisou a taxa metabólica de milhares de pessoas entre os 8 dias e os 95 anos e chegou a uma conclusão surpreendente: a taxa metabólica basal mantém-se relativamente estável entre os 20 e os 60 anos, ajustando para a massa corporal.

O que muda significativamente com a idade não é o metabolismo em si. É a massa muscular, que diminui progressivamente a partir dos 30 anos por falta de treino de força e ingestão proteica insuficiente. E como o músculo é o maior consumidor de energia em repouso, menos músculo significa menos gasto calórico ao longo do dia, mesmo sem fazer menos do que antes.

A solução não é comer menos. É preservar e aumentar a massa muscular através do treino de força e da proteína adequada.

O metabolismo não é o problema. O músculo é a solução.

Partilha com alguém que culpa o metabolismo por tudo.

16/08/2026

Qual é o melhor exercício para viver mais anos? A resposta honesta é: não existe um único.

Caminhar é extraordinário. Correr, andar de bicicleta, nadar, qualquer exercício que melhore a capacidade cardiorrespiratória é fundamental, porque a aptidão cardiorrespiratória é um dos marcadores físicos mais poderosos associados à longevidade.

Mas isto não chega. Porque à medida que envelhecemos, a massa muscular torna-se cada vez mais determinante para a qualidade de vida.

O treino de força não serve apenas para ter um corpo estético. Serve para manteres o equilíbrio, protegeres os ossos, preservares a independência e continuares a fazer aquilo que dá sentido à vida nas décadas seguintes.

A força muscular e a aptidão cardiorrespiratória são os dois marcadores físicos mais poderosos associados à longevidade.

Continua na parte 2 para perceberes qual a combinação ideal e qual o verdadeiro objetivo do exercício depois dos 40.

16/08/2026

Não escolheria entre força e cardio. Associaria os dois.

Para a maioria dos adultos, o ideal é ter atividade física diária moderada, como caminhar, e realizar treino de força pelo menos duas vezes por semana. À medida que envelhecemos, acrescentar equilíbrio e mobilidade a esta equação torna-se igualmente importante.

O objetivo do exercício depois dos 40 não é apenas viver mais anos. É chegar a esses anos com capacidade total de viver a vida que queres viver.

Longevidade é autonomia. É independência. É tempo de qualidade.

Se tivesses de escolher hoje entre força e cardio, qual escolherias? Escreve nos comentários e respondo no próximo vídeo.

Vê a parte 1 se ainda não viste e partilha com alguém que ainda não percebeu porque o treino de força é tão importante quanto o cardio.

A melhor medicina é a que acontece antes do aparecimento de qualquer doença.

O teu ADN tem um relógio. E o estilo de vida determina a que velocidade avança.Os telómeros são as extremidades protetor...
15/08/2026

O teu ADN tem um relógio. E o estilo de vida determina a que velocidade avança.

Os telómeros são as extremidades protetoras dos cromossomas, semelhantes às pontas plásticas dos atacadores de sapatos. A cada vez que uma célula se divide, os telómeros encurtam ligeiramente. Quando ficam demasiado curtos, a célula deixa de conseguir dividir-se corretamente e envelhece ou morre.

O comprimento dos telómeros é hoje considerado um dos marcadores mais precisos de envelhecimento biológico, e pode ser medido através de análises específicas.

O que acelera o seu encurtamento? O stress crónico, o sono insuficiente, o sedentarismo, o tabaco, a obesidade e a inflamação crónica de baixo grau são os principais aceleradores documentados pela investigação científica.

O que abranda o processo? O exercício físico regular, especialmente o aeróbico moderado, demonstrou em vários estudos ser capaz de preservar o comprimento dos telómeros e em alguns casos até aumentá-lo. O sono de qualidade, a gestão do stress, as relações sociais fortes e uma alimentação anti-inflamatória são os outros pilares com evidência.

A idade biológica e a idade cronológica não têm de ser a mesma coisa. E as escolhas que fazes hoje estão a escrever essa diferença ao nível do teu ADN.

Guarda este post. É um dos mais importantes que já partilhei.

15/08/2026

Em alguns casos analisamos também marcadores mais específicos como a apolipoproteína B e a lipoproteína A, que nos dão informação adicional sobre o risco real de cada pessoa.

Há uma ideia fundamental que importa compreender: o colesterol não interessa apenas em termos de quantidade. Interessa também durante quanto tempo as artérias estiveram expostas a esse valor. É uma questão de densidade e de tempo.

Não trato apenas o valor do LDL. Trato o risco cardiovascular da pessoa que tem aquele LDL.

O colesterol é um número. O risco cardiovascular é uma história completa com vários intervenientes.

É por isso que duas pessoas com exatamente o mesmo valor de colesterol podem receber recomendações completamente diferentes. Uma pode não precisar de qualquer intervenção farmacológica. Outra pode ter indicação clara para iniciar medicação.

Se quiseres que fale sobre como o colesterol se relaciona com outras análises importantes num checkup cardiovascular, escreve nos comentários.

Vê a parte 1 se ainda não viste e partilha com alguém que ficou preocupado com o valor do colesterol nas análises.

A melhor medicina é a que acontece antes do aparecimento de qualquer doença.

15/08/2026

Tens o colesterol alto. Vais ter um infarto? A resposta não está apenas no número.

O colesterol LDL é um dos fatores de risco cardiovascular mais estudados e um dos principais impulsionadores da aterosclerose. Mas o risco não é determinado apenas pelo valor isolado.

Imagina duas pessoas com exatamente o mesmo LDL de 160. A primeira tem 35 anos, não fuma, tem tensão arterial normal e não é diabética. A segunda tem 60 anos, é hipertensa, já teve um infarto e é diabética. O valor do colesterol é igual. O risco cardiovascular é completamente diferente.

É por isso que a avaliação do risco cardiovascular nunca se faz apenas com um número. Avaliamos em conjunto a idade, a tensão arterial, o tabagismo, a diabetes, a função renal, a história familiar de doença cardiovascular e a presença de doença prévia.

Continua na parte 2 para perceberes o que realmente determina o teu risco cardiovascular.

O teu aperto de mão prevê os últimos 10 anos da tua vida. Não é metáfora. É ciência.Um estudo com 139.691 pessoas conclu...
14/08/2026

O teu aperto de mão prevê os últimos 10 anos da tua vida. Não é metáfora. É ciência.

Um estudo com 139.691 pessoas concluiu que a força de preensão é um preditor de mortalidade mais poderoso do que a pressão arterial. Por cada 5 kg mais fraco, o risco de morte aumenta 16%.

Não é o aperto que salva. É o que ele representa: força muscular global, reserva funcional e capacidade do organismo para resistir ao envelhecimento.

Desliza, testa os teus valores e percebe onde estás.

A força que preservas hoje é a autonomia que garantes amanhã.

Partilha com alguém que ainda acha que caminhar chega.

14/08/2026

Qual é a melhor análise para saber se estás saudável? A resposta vai surpreender-te.

Não existe uma análise que diga se estás realmente saudável.

Podes ter todas as análises dentro dos valores de referência e ter hipertensão, apneia do sono, baixa capacidade física e até uma doença cardiovascular silenciosa em desenvolvimento. E podes ter um valor ligeiramente fora do intervalo de referência sem que isso signifique qualquer doença.

O intervalo de referência de um laboratório não é a fronteira entre saúde e doença. É uma referência estatística que precisa de ser interpretada sempre no contexto clínico de cada pessoa.

O que realmente importa avaliar não aparece num papel de análises. É o sono, a alimentação, o exercício, a medicação, os sintomas, a história familiar e o estilo de vida. São estas perguntas que permitem perceber o risco real de cada pessoa, não apenas um valor isolado num relatório.

As análises são uma ferramenta valiosa. Mas uma análise perfeita num papel não é sinónimo de saúde. É um dado que precisa de ser interpretado por alguém que conhece a pessoa na sua globalidade.

Não procuro a análise perfeita. Procuro perceber qual é o risco real daquela pessoa com base em tudo o que apresenta.

Se queres saber quais são as análises realmente importantes num checkup depois dos 40 anos, comenta aqui em baixo e preparo esse conteúdo para ti.

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