Joana Lopes, Psicóloga

Joana Lopes, Psicóloga Consulta Psicologia
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Desenvolvimento Pessoal

Na consulta, muitas vezes o que fazemos é isto: sentar, respirar e perceber o que é realmente importante para ti — não o...
05/08/2026

Na consulta, muitas vezes o que fazemos é isto: sentar, respirar e perceber o que é realmente importante para ti — não o que deveria ser.
Cumprir objetivos começa em saber porquê os escolheste. E às vezes, ter um espaço seguro para isso muda tudo.

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#ᴀᴜᴛᴏᴄᴏɴʜᴇᴄɪᴍᴇɴᴛᴏ

"Há quem diga que a terapia é só conversar."Esta tela nasceu sem plano nem projeto.  Uma cor primeiro (azul). Depois um ...
31/07/2026

"Há quem diga que a terapia é só conversar."

Esta tela nasceu sem plano nem projeto. Uma cor primeiro (azul). Depois um bocado de tinta branca seca que me espantou. Outra amarela que do nada surgiu. Um coração com pintas, porque o amor também salpica de irregular que é.

Hoje, como canta Jorge Palma, "Sentei à minha mesa Os meus demónios interiores Falei-lhes com franqueza Dos meus piores temores Tratei-os com carinho Pus jarra de flores"

Cada pormenor que possas ver aqui é um estado interno que pediu forma.

E tu, quando as palavras não chegam, como deixas o teu estado interno respirar?

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28/07/2026
Quando o corpo muda, tudo o que está à volta também mudar. Entre o 4º e o 6º mês, a transformação torna-se mais evidente...
11/06/2026

Quando o corpo muda, tudo o que está à volta também mudar.

Entre o 4º e o 6º mês, a transformação torna-se mais evidente e mais complexa. A auto-observação passa a ser peça fundamental do percurso bariátrico.

O peso, esse continua a diminuir — e a satisfação/euforia reaparece. Exige mais consciência.
As alterações na líbido podem fazer parte desta fase. A autoestima e a autoconfiança reaparecem e podem crescer — um crescimento real e legítimo. Com a minha experiência profissional neste contexto, atrevo-me a dizer que raramente se fala no que isto traz consigo: um corpo diferente, um desejo diferente, uma presença diferente no mundo.

Quando se muda, as relações também se reorganizam ou devem reorganizar-se. Os conflitos relacionais não significam que algo correu mal — são sinais de que a mudança está a ser real (é necessário, quase que imperativo, um diálogo com base na verdade entre ti e o mundo).

E há ainda o trabalho da imagem corporal: um dos processos mais exigentes de todo o caminho bariátrico. O corpo está a transformar-se. A imagem interna que tem de si próprio demora muito mais a acompanhar essa transformação. O que se sente e o que se visualiza, é um trabalho que é merecedor de espaço e tempo.

É exatamente para estes temas que o grupo terapêutico pós-cirúrgico existe. É o encontro onde a verdade e a confidencialidade se vestem de reconhecimento.

Acreditar que há um super-homem ou uma mulher maravilha dentro de nós. A mudança é real. É tempo de testar limites, temp...
05/06/2026

Acreditar que há um super-homem ou uma mulher maravilha dentro de nós. A mudança é real. É tempo de testar limites, tempo esse em que o grupo terapêutico pode fazer a real diferença.
No 2º e 3º mês, abraça-se o mundo real. O regresso ao dia-a-dia relembra que o mundo continuou e a introdução alimentar exige atenção.
A exposição traz consigo 'os outros' e com eles, comentários, olhares, opiniões de quem não sabe o que custou chegar aqui. Com a perda de peso evidente, o medo, a ansiedade e a frustração vestem-se de outra forma, NÃO DESAPARECEM.
O caminho da saúde traça na euforia evidente o impulso de testar o que o corpo aguenta, de acreditar que o mais difícil já passou.
É aqui…é aqui que GRUPO PSICOBARIÁtTRICO marca a diferença. É suporte. É espaço acolhedor onde se fala do que não se diz aos outros, onde os limites testados são reconhecidos sem julgamento. Quem partilha, processa e integra melhor.
O processo bariátrico reconhece assim os passos da Saúde e Qualidade de Vida.

Dizer a quem se gosta, que se gosta, é imperativo.Abrir as portas do coração e abraçar a emoção. Comover com alegria e a...
31/05/2026

Dizer a quem se gosta, que se gosta, é imperativo.

Abrir as portas do coração e abraçar a emoção. Comover com alegria e assentar a verdade. Eu gosto de ti. Esta frase é compromisso, é entrelaço, é respeitar o caminho da vida. É colocar a vergonha de lado e aceitar o ser humano que és. É pôr de lado o "sem jeito" e aceitar o néctar da vida.

Hoje convido-te a dizer sem receio, sem medo, sem vergonha: eu gosto de ti.

Abraça com orgulho interno a capacidade de reconhecer todos os que para ti são importantes, e em ti fazem a diferença.

Hoje, num domingo igual a tantos outros, honra com veemência a verdade que te habita dizendo "Eu gosto de ti!"

Há a mala que se faz. E há a outra — a que ninguém vê entrar no hospital.Quando chega a data da cirurgia bariátrica, o m...
26/05/2026

Há a mala que se faz. E há a outra — a que ninguém vê entrar no hospital.

Quando chega a data da cirurgia bariátrica, o movimento é duplo. Para fora, há coisas concretas a tratar: o pijama, a garrafa de água, os produtos de higiene, o que não pode faltar. Para dentro, carrega-se outra coisa — o medo, a excitação, a dúvida, a imagem de uma vida diferente que ainda é só isso: uma imagem.

Chega o dia. Entrada no hospital, cama atribuída, última consulta, exames feitos. E depois — a espera. Deitado/a, a olhar para o teto, enquanto o hospital continua a funcionar à volta.

É nesse silêncio que chegam as perguntas.

Será que vai correr bem?

Será que consigo?

Para que é que me meti nisto?

São perguntas reais. Surgem porque a mudança é real — e porque comprometer-se com ela, de verdade, tem peso. O medo e a excitação não se excluem. Estão lá os dois, juntos, à espera do mesmo momento.

Há barulho de quem trabalha e de quem está doente. Há a incerteza de uma qualidade de vida que se apresenta — e que ainda não pode ter voz.

Este é também um momento do processo. E reconhecê-lo como tal faz parte da mudança.

Ontem assinalou-se o Dia Nacional da Luta contra a Obesidade.A obesidade está presente em todos eles.É uma doença crónic...
24/05/2026

Ontem assinalou-se o Dia Nacional da Luta contra a Obesidade.
A obesidade está presente em todos eles.
É uma doença crónica, multifatorial, neurobiológica.
A obesidade está presente em todos os dias.
Faz-se sentir ao acordar, ao respirar, ao comer, ao andar, ao sentar, ao deitar, ao trabalhar, ao pensar.
Nas coisas mais pequenas. Nas mais essenciais.
Esta semana foi lançado o guia "As palavras pesam — Como falar de obesidade", da SPEO e da ADEXO. Um documento que lembra o que devia ser óbvio: a forma como nomeamos uma doença também faz parte do tratamento.
"Pessoa obesa" ou "pessoa que vive com obesidade" não é apenas semântica. É a diferença entre reduzir alguém a um diagnóstico ou reconhecer que há uma vida inteira por trás dele.

📎
Tonin et al. (2025). Obesity Reviews.
Friedman (2019). Nature Metabolism.
SPEO & ADEXO (2026). As palavras pesam.

Mudar não começa na cirurgia. Começa muito antes — e exige muito mais.Num grupo de psicoeducação pré-operatória bariátri...
19/05/2026

Mudar não começa na cirurgia. Começa muito antes — e exige muito mais.
Num grupo de psicoeducação pré-operatória bariátrica não se fala só de peso, de metabolismo ou de hábitos alimentares. Fala-se das dimensões que a mudança real implica — e que raramente alguém nomeia antes de entrar num bloco operatório.
Fala-se da vergonha que leva a faltar às consultas.
Da euforia do início e da motivação que desaparece sem avisar.
Dos avanços que animam e dos retrocessos que assustam.
Das expetativas que pesam e das desistências que acontecem.
Fala-se de comportamento, de estilo de vida, de compromisso. Do que sustenta a mudança quando a determinação inicial já não chega.
Porque o processo real não é linear — e reconhecer isso antes, dar-lhe nome e espaço, é parte do trabalho.
Alterar o metabolismo é uma alavanca poderosa. Mas a mudança que dura não vive num procedimento. Vive nas escolhas feitas todos os dias, na consciência do processo, na responsabilidade pela própria vida.
É isso que se trabalha no grupo. É isso que faz a diferença depois.

Consegues reconhecer em ti algo que já está a mudar — mesmo que ainda não tenhas palavras para lhe chamar?Este desenho n...
17/05/2026

Consegues reconhecer em ti algo que já está a mudar — mesmo que ainda não tenhas palavras para lhe chamar?

Este desenho não foi planeado.
A mão moveu-se, as cores foram surgindo, e eu fui apenas observando — com uma admiração que não era orgulho, era reconhecimento.
É assim que a mudança verdadeira acontece.
Não nasce de uma decisão tomada numa qualquer manhã. Nasce de qualquer coisa que já estava a mover-se por baixo — na intuição, no corpo, naquilo que sentimos antes de conseguirmos nomear.

Existe um estado em que o pensamento se afasta e algo mais fundo toma a palavra. Os psicólogos chamam-lhe acesso ao inconsciente. Os artistas chamam-lhe inspiração. É o mesmo território.

Jung observou que a psique tem uma sabedoria própria — que se expressa em imagens, em símbolos, em formas que emergem antes das palavras. Este desenho saiu desse lugar.
E é precisamente aí — nesse espaço pré-verbal, pré-racional — que os processos de mudança mais genuínos têm origem.

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