Ana Raquel Marinho - Nutricionista

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6 snacks com baixo teor de   para levar para a praia!Se tens intolerância à histamina e estás sem ideias do que levar, g...
15/08/2026

6 snacks com baixo teor de para levar para a praia!

Se tens intolerância à histamina e estás sem ideias do que levar, guarda estas sugestões:

🍉 Melancia
🫘Grão-de-bico crocante
🥕 Muffins de aveia e cenoura
🥣 Iogurte vegetal com sementes de chia
🥕 Húmus com cenoura em palitos
🥥 Bolinhas energéticas de coco

São opções simples, práticas e fáceis de preparar em casa.

⚠️ Na intolerância à histamina, a frescura e a conservação dos alimentos também são importantes. Se preparares os snacks com antecedência, mantém-nos refrigerados e utiliza uma geleira térmica para os transportar para a praia.

Qual destes levarias para a praia? 👇🏻

Nem todas as decisões que tomo em consulta ficam escritas num plano alimentar.Às vezes, a melhor estratégia é não começa...
13/08/2026

Nem todas as decisões que tomo em consulta ficam escritas num plano alimentar.

Às vezes, a melhor estratégia é não começar já um protocolo, não acrescentar mais um suplemento ou não retirar mais alimentos.

E estes são alguns exemplos reais das minhas consultas nas últimas semanas.

Porque individualizar também é isto: perceber o que faz sentido para aquela pessoa, naquele momento. 🤍

09/08/2026

Nas últimas semanas, há uma pergunta que se repete quase todos os dias na consulta:

❓Vou de férias. O que faço?

A maioria das pessoas acha que a resposta vai ser uma lista de alimentos a evitar, mas raramente é por aí que começamos.

Porque, na maioria das vezes, a verdadeira preocupação é outra:

❓E se os sintomas me estragarem a viagem?

Porque quem vive com sintomas sabe que o problema não é apenas o que vai comer. É não saber como o corpo vai reagir, é recear passar uma tarde com dor abdominal, procurar constantemente uma casa de banho, ou simplesmente deixar de aproveitar uma refeição, um passeio ou um momento em família por causa dos sintomas.

É por isso que a consulta antes das férias raramente é sobre comida.

É sobre perceber o que faz sentido manter, o que pode ser ajustado durante alguns dias e como reduzir o risco de sintomas sem transformar as férias num conjunto de regras.

Cada pessoa tem gatilhos diferentes. Por isso, não existe uma estratégia igual para todos. Existe um plano pensado para a realidade, os sintomas e os objetivos de quem está à minha frente.

E, no final da consulta, a maioria das pessoas não leva uma lista de restrições.

Leva um plano, porque as férias não são apenas uma pausa na rotina.

São experiências, memórias e, muitas vezes, uma oportunidade para conhecer a cultura de um lugar, e a gastronomia faz parte disso.

Uma estratégia alimentar bem construída não deve impedir essas experiências. Deve dar-te a confiança para as viver com mais liberdade, segurança e tranquilidade. 🤍

Muitas pessoas acreditam que um protocolo  de eliminação só é eficaz se for seguido de forma rígida, independentemente d...
06/08/2026

Muitas pessoas acreditam que um protocolo de eliminação só é eficaz se for seguido de forma rígida, independentemente do contexto.

Eu não vejo a prática clínica dessa forma.

Um protocolo existe para orientar decisões, não para substituir o raciocínio clínico.

Adaptar uma estratégia não significa desvalorizá-la. Significa perceber quando faz sentido aplicá-la, quando faz sentido interrompê-la temporariamente e quando faz sentido retomá-la.

Porque, se uma estratégia alimentar faz com que alguém passe as férias mais preocupado com a alimentação do que com a viagem, também preciso de questionar se essa estratégia está a cumprir o objetivo para o qual foi pensada.

Os protocolos são importantes.

Mas tão importante quanto saber aplicá-los...

É saber quando e como adaptá-los.

Na minha consulta, o tratamento deve adaptar-se à vida, sempre que isso seja clinicamente possível, não o contrário.

❓N esta altura do ano, é frequente surgirem dúvidas sobre o que fazer com o tratamento durante as férias.Uma das mais co...
04/08/2026

❓N esta altura do ano, é frequente surgirem dúvidas sobre o que fazer com o tratamento durante as férias.

Uma das mais comuns é esta:

“Se vou comer de forma diferente durante alguns dias, será melhor interromper o ou o ?”

Na maioria das situações, não.

As férias mudam os horários, as refeições e a rotina, mas não mudam a forma como estes medicamentos continuam a atuar. É precisamente por isso que, na maioria das vezes, faz mais sentido adaptar algumas estratégias do que interromper o tratamento por iniciativa própria.

Também é importante ajustar as expectativas.

Quando sabes que dificilmente vais conseguir provar tudo, deixas de pensar:

“Quanto é que consigo comer?”

E passas a perguntar:

“O que é que quero mesmo experimentar?”

Pode parecer apenas uma mudança de perspetiva, mas não é.

Quando tentamos comer muito mais do que aquilo que o corpo já consegue tolerar, é mais provável que surjam náuseas, enfartamento e outros sintomas gastrointestinais.

⚠️ Nunca alteres ou interrompas a medicação sem falares primeiro com o profissional que acompanha o teu tratamento.

Nos últimos meses começou a surgir uma hipótese na investigação sobre os agonistas do GLP-1, que tem entusiasmado quem t...
31/07/2026

Nos últimos meses começou a surgir uma hipótese na investigação sobre os agonistas do GLP-1, que tem entusiasmado quem trabalha diariamente com pessoas com intolerância à , como eu.

Alguns estudos preliminares descreveram melhorias em sintomas associados à libertação de histamina em pessoas medicadas com semaglutida ou tirzepatida.

Isto significa que estes medicamentos tratam a intolerância à histamina? Não.

Neste momento, os dados são limitados e não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito.

E o que mais me entusiasma não é apenas ler estas hipóteses nos estudos. É começar a observá-las também em consulta.

Uma das minhas pacientes, com défice de DAO confirmado, encontrava-se já na fase 3 da intervenção nutricional. Os sintomas estavam globalmente controlados, mas continuava a apresentar uma baixa tolerância à acumulação de histamina.

Após iniciar Mounjaro, por indicação médica e por motivos completamente independentes da intolerância à histamina, contou-me na consulta seguinte que estava a sentir uma melhoria evidente, sobretudo dos sintomas extraintestinais. Além disso, conseguia tolerar alimentos e combinações de alimentos que, até então, quase sempre lhe provocavam sintomas.

Naturalmente, um único caso não nos permite tirar conclusões. Não partilho esta experiência como uma prova, mas como uma observação clínica que me despertou ainda mais curiosidade sobre aquilo que a investigação começa agora a explorar.
Enquanto nutricionista dedicada à saúde gastrointestinal, é um privilégio poder acompanhar em consulta questões que a ciência começa agora a investigar.

Espero sinceramente que esta linha de investigação continue a crescer. Se estas hipóteses se confirmarem, poderão ajudar-nos a compreender melhor estas condições e, acima de tudo, abrir caminho para novas estratégias terapêuticas que melhorem a vida de quem convive diariamente com elas.

Gostavas que fosse partilhando por aqui aquilo que a ciência nos vai mostrando sobre este tema? Diz-me nos comentários 🤍

Ref.: PMID40675372 | PMID41535531 | PMID:40281304

O GLP-1 (glucagon-like peptide-1) é uma hormona produzida naturalmente pelo intestino após as refeições. Entre as suas p...
29/07/2026

O GLP-1 (glucagon-like peptide-1) é uma hormona produzida naturalmente pelo intestino após as refeições. Entre as suas principais funções estão aumentar a sensação de saciedade, estimular a libertação de insulina quando a glicemia aumenta, reduzir a produção de glucagon e atrasar o esvaziamento do estômago.

Foi precisamente por se conhecer estes mecanismos que foram desenvolvidos medicamentos como a semaglutida e a tirzepatida, capazes de atuar diretamente no recetor GLP-1 (e, no caso da tirzepatida, também no recetor GIP), com benefícios demonstrados em ensaios clínicos robustos.

Nos últimos tempos, têm surgido cada vez mais suplementos e produtos comercializados como “ ou naturais”, prometendo estimular o GLP-1 e produzir resultados semelhantes.

Mas aqui é importante fazer uma distinção.

É verdade que alguns nutrientes, alimentos e compostos parecem influenciar a produção natural de GLP-1. No entanto, isso não significa que consigam reproduzir os efeitos de um medicamento desenvolvido especificamente para ativar o seu recetor.

São mecanismos diferentes e, até ao momento, não existe evidência científica de qualidade que demonstre que estes produtos permitam obter perdas de peso ou benefícios metabólicos comparáveis aos observados com os agonistas do recetor GLP-1.

Isto não significa que a alimentação não seja importante. Pelo contrário. Uma alimentação rica em fibra, um aporte adequado de proteína e padrões alimentares saudáveis podem influenciar favoravelmente esta hormona e trazer inúmeros benefícios para a saúde.

Mas uma teoria que faz sentido não é suficiente.

Na ciência, não basta que uma ideia pareça lógica. É preciso demonstrar, em estudos bem conduzidos, que a intervenção funciona, é segura e traz benefícios reais.

Com esta publicaçaão queremos esclarecer a diferença entre uma hipótese promissora e uma intervenção comprovada.

PMID: 41547366; PMID: 39289339; PMID: 34981502; PMID: 41480958.

26/07/2026

Salada de Grão Crocante, Beterraba Assada e Pêssego Grelhado
📍 4 porções | Baixa em

Uma das dificuldades mais comuns de quem precisa de adaptar a alimentação por intolerância à histamina é a sensação de que as refeições passam a ser pouco variadas. Esta receita é um bom exemplo de que isso não tem de ser assim!

✏️ Ingredientes:

Grão crocante
- 400 g de grão-de-bico cozido
- 1 colher de sopa de azeite
- 1 colher de chá de curcuma
- 1 colher de chá de paprika fumada
- 1 colher de chá de alho em pó
- ½ colher de chá de gengibre em pó
- Sal q.b.

Salada
- 2 beterrabas médias
- 2 pêssegos firmes
- 80 g de rúcula
- ½ pimento vermelho
- 110 g de rebentos de soja em conserva (peso escorrido)
- 2 colheres de sopa de coentros frescos picados
- Azeite q.b.
- Sal q.b.

Molho
- 125 g de iogurte vegetal natural sem açúcar
- 1 dente de alho picado
- 1 colher de sopa de hortelã fresca picada
- 1 colher de sopa de salsa fresca picada
- Sal e pimenta-preta q.b.

👩🏻‍🍳 Modo de preparação:
1. Assa a beterraba: corta em gomos, envolve com um fio de azeite e uma pitada de sal e leva ao forno a 200 °C durante 35–40 minutos.
2. Mistura o grão-de-bico com o azeite, a curcuma, a paprika fumada, o alho em pó, o gengibre e o sal. Leva ao forno ou à air fryer até ficar dourado e crocante.
3. Corta os pêssegos em quartos e grelha durante cerca de 2–3 minutos de cada lado.
4. À parte, mistura o iogurte vegetal, o alho, a hortelã, a salsa, o sal e a pimenta até obteres um molho homogéneo.
5. Numa travessa ou saladeira, dispõe a rúcula, junta a beterraba assada, o pimento vermelho cortado em cubos, os rebentos de soja e os gomos de pêssego grelhado.
6. Finaliza com o grão crocante, os coentros frescos e o molho de iogurte.

⚠️ Contém ingredientes altos em FODMAPs, pelo que não é adequada durante a fase de restrição do protocolo low FODMAP.

Os sintomas gastrointestinais são, de facto, os efeitos adversos mais frequentes dos medicamentos agonistas do recetor G...
24/07/2026

Os sintomas gastrointestinais são, de facto, os efeitos adversos mais frequentes dos medicamentos agonistas do recetor GLP-1/GIP, como a semaglutida (Ozempic®) e a tirzepatida (Mounjaro®).

Mas, quando esses sintomas persistem, se agravam ou continuam a limitar a alimentação e a qualidade de vida, vale a pena perguntar: será que a explicação é apenas o medicamento?

A resposta nem sempre é simples.

A redução da motilidade gastrointestinal faz parte do mecanismo de ação destes medicamentos. No entanto, alterações na alimentação, menor ingestão de fibra e água, obstipação, progressão da dose ou mesmo outras condições gastrointestinais também podem contribuir para o aparecimento ou manutenção dos sintomas.

É precisamente por isso que nem todas as pessoas com náuseas, distensão abdominal ou alterações do trânsito intestinal precisam da mesma abordagem.

O papel do nutricionista passa também por monitorizar a tolerância gastrointestinal, otimizar a alimentação à medida que o apetite diminui, prevenir défices nutricionais, preservar a massa muscular e identificar precocemente situações que justificam outras abordagens nutricionais.

Perder peso é apenas uma parte do tratamento. A forma como o faz, e o impacto que esse tratamento tem na sua saúde digestiva e nutricional, também importa.

Na nossa equipa, a Dra. Diana Teixeira acompanha pessoas em tratamento com agonistas do GLP-1, com uma abordagem individualizada e baseada na evidência científica.

Os sintomas gastrointestinais são, de facto, os efeitos adversos mais frequentes dos medicamentos agonistas do recetor G...
22/07/2026

Os sintomas gastrointestinais são, de facto, os efeitos adversos mais frequentes dos medicamentos agonistas do recetor GLP-1, como a semaglutida (Ozempic®) e a tirzepatida (Mounjaro®).

Náuseas, vómitos, diarreia e obstipação estão bem descritos na literatura científica. Surgem sobretudo no início do tratamento ou após um aumento da dose e, na maioria das pessoas, tendem a melhorar com o tempo.

Mas há uma situação que se observa com alguma frequência na consulta.

Pessoas que continuam com distensão abdominal, flatulência, desconforto abdominal, alterações persistentes do trânsito intestinal ou intolerância alimentar durante meses, mesmo depois de a dose estar estabilizada.

Nestes casos, atribuir todos os sintomas apenas ao medicamento pode significar perder a oportunidade de identificar outro problema que já existia, ou que merece uma investigação mais aprofundada.

Entre as hipóteses que podem justificar esta persistência encontram-se alterações da motilidade gastrointestinal, síndrome do intestino irritável, obstipação crónica, doença celíaca, deficiências enzimáticas (como por exemplo a intolerância à lactose ou défice de DAO), SIBO ou outras condições gastrointestinais que exigem uma avaliação individualizada.

O medicamento pode ser parte da explicação, mas nem sempre é toda a explicação.

É precisamente por isso que uma abordagem baseada apenas em “é normal, vai passar” nem sempre é a mais adequada.

O papel do nutricionista passa também por monitorizar a tolerância gastrointestinal, adaptar a alimentação à medida que o apetite diminui, prevenir défices nutricionais, preservar a massa muscular e identificar precocemente situações que justificam uma abordagem nutricional diferente.

Nem todos os sintomas devem ser ignorados, e nem todos exigem interromper o tratamento.

A diferença está, muitas vezes, em saber quando tranquilizar… e quando investigar.

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