Centro de Psicologia e Osteopatia Integradas

Centro de Psicologia e Osteopatia Integradas *ERS registos E179463, E179339, E179462
*Psicóloga Dra Susana Melo (CédulaOPP022821)
*Osteopata Dr RuiMelo (CédulaACSS0032656)

Consulta presencial ou Online
04/08/2026

Consulta presencial ou Online

Com a terapia aprendemos que se não podemos mudar o buraco, podemos mudar a forma como lidamos com ele.Contato Psicóloga...
04/08/2026

Com a terapia aprendemos que se não podemos mudar o buraco, podemos mudar a forma como lidamos com ele.

Contato Psicóloga Dra. Susana Melo - Centro de Psicologia e Osteopatia Integradas 939 636 716. Presencial ou online.

24/07/2026
24/07/2026
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23/07/2026

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O que era o Asperger?
(E por que agora se chama “Espectro do Autismo”?)
Durante anos, muitas pessoas foram diagnosticadas com o que se chamava síndrome de Asperger: inteligência normal ou alta, dificuldades sociais, interesses restritos, rotinas rígidas.
Hoje esse termo caiu em desuso médico, não por desrespeito, mas porque se entendeu que não há autismos separados. Há um espectro. Um contínuo.
Por isso, aquilo a que chamavam Asperger, agora chama-se TEA , Transtorno do Espectro do Autismo, nível 1.
E é aqui que entra o Henrique.
O meu filho. Um cérebro brilhante. Uma alma única.
E alguém que, durante anos, foi só “diferente” aos olhos do mundo. Quando na verdade era autista. Funcional, mas autista.
Como se manifesta o autismo funcional?
(E por que tantos adultos só hoje têm esse diagnóstico)
Quem está neste lado do espectro: – Tem inteligência normal ou superior,
– Pode falar fluentemente (muitas vezes até cedo demais!),
– Mas, não entende códigos sociais subtis: ironias, duplos sentidos, expressões faciais...
– Leva tudo à letra, o que pode gerar mal-entendidos.
– Tem hiperfoco: mergulha em temas com uma profundidade rara.
– Gosta de rotina, previsibilidade, repete frases, sons, ideias.
– E sim, tem maneirismos , movimentos repetitivos que fazem parte da forma como o cérebro se auto-regula.
Maneirismos e estereotipias porquê?
É comum vermos pessoas no espectro com gestos repetitivos:
– Abanar as mãos,
– Balançar o corpo,
– Andar de um lado para o outro,
– Repetir frases em loop,
– Falar sozinhas.
O Henrique fazia isso.
Andava de um lado para o outro sem parar. Falava consigo mesmo, em voz alta, durante horas.
Não era distracção. Era processamento.
Era o cérebro dele a organizar o mundo , à maneira dele.
E isso, para mim, nunca foi um problema.
Foi só o modo dele de estar vivo.
A ciência chama-lhes estereotipias motoras.
São formas que o cérebro encontra para descarregar excesso de estímulo, stress, excitação ou simplesmente manter o equilíbrio emocional.
Não são “tiques”, nem más-criações. São estratégias naturais de autorregulação neurológica.
Mas por que razão tantos adultos só agora estão a descobrir que são autistas?
Porque a maioria cresceu a ouvir frases como: “És muito sensível”
“Falas demais”
“Não sabes brincar com os outros”
“Estás sempre no teu mundo”
“És estranho/a”
“Pareces um velho com esse vocabulário”
E cresceu a tentar parecer “normal”.
A mascarar os gestos. A repetir o que os outros faziam. A decorar regras sociais sem as entender.
Só que esse esforço tem um preço: ansiedade, depressão, burnout, sensação de não-pertencer.
Hoje, muitos adultos olham para dentro e percebem:
nunca foram desajustados , foram mal compreendidos.
E o cérebro? O que diz a neurociência?
O cérebro autista: Tem hiperconectividade sináptica em certas áreas (memória, sensorial, detalhe);
Filtra menos estímulos (por isso o barulho, luz ou toque pode ser avassalador);
Tem mais actividade em zonas ligadas à lógica e menos em zonas ligadas à intuição social;
Funciona com base em padrões, regras internas e previsibilidade.
Isto não é defeito.
É estrutura neurológica distinta.
E o Henrique?
Nunca estudou à maneira convencional.
Não fazia resumos, não sublinhava nada.
Mas era sempre o melhor aluno.
Porque o cérebro dele absorvia não decorava, nem memorizava: assimilava.
Tinha dificuldades em grupos, evitava confusões, falava consigo próprio durante horas como quem ensaia o mundo.
E foi crescendo. E foi brilhando.
Mesmo sem o mundo o ter percebido logo.
Hoje sei: o Henrique não é menos nada.
É mais.
Mais focado, mais sensível, mais puro, mais honesto, mais literal, mais ele.
E se este texto puder ajudar alguém a olhar para o seu filho, sobrinho, amigo ou para si próprio e reconhecer estes sinais já valeu tudo.
Porque o autismo não é uma doença.
É uma forma rara de ver o mundo.
E quem tem a sorte de amar um autista... vê o mundo com outros olhos também.

IA ou Psicólogo?
10/07/2026

IA ou Psicólogo?

Today, half of all new therapy patients have been to AI first. And ...

25/06/2026

Na clínica psicanalítica é muito comum o cliente dizer: eu acabo repetindo a mesma fala ou acho que já contei isso ?!

A REPETIÇÃO faz parte do processo terapêutico e acontece exatamente como uma tentativa do inconsciente de contar novamente a história na tentativa de encontrar um final feliz.

O inconsciente é ATEMPORAL portanto algo que ocorreu há 30 ou 40 anos atrás (tempo cronológico) não representa nada pois o que conta é o quanto o evento está presente na vida da pessoa.

O processo de manejo terapêutico pelas vias da análise é tornar consciente este evento para que o sujeito possa fazer a resignificação.
"Enquanto o inconsciente ficar como sombra ele vai dirigir sua vida e você vai chamar ele de destino" é uma premissa da psicanálise.

Colocar luz sobre a sombra para que uma nova elaboração possa ser feita, esse é o grande desafio.
É espinhoso mas é LIBERTADOR.
Repost : Psicanalista Evaldo Rodrigues

🧠 Afirmações da Abordagem Cognitiva(Mahoney, 1977)A abordagem cognitiva parte da ideia de que não reagimos diretamente a...
10/06/2026

🧠 Afirmações da Abordagem Cognitiva
(Mahoney, 1977)

A abordagem cognitiva parte da ideia de que não reagimos diretamente aos acontecimentos, mas sim à forma como os interpretamos.

📌 O organismo humano responde primordialmente às suas representações cognitivas sobre o meio.

📌 Estas representações encontram-se relacionadas com os processos e parâmetros de aprendizagem.

📌 A maior parte da aprendizagem humana é mediada cognitivamente, ou seja, envolve a forma como percebemos, organizamos e atribuímos significado às experiências.

📌 Pensamentos, sentimentos e comportamentos influenciam-se mutuamente, num processo contínuo de interação.

✨ Esta perspetiva recorda-nos que compreender a forma como pensamos é fundamental para compreender como sentimos e agimos.

Que significado atribuímos às situações que vivemos? Muitas vezes, a resposta a esta questão ajuda-nos a compreender melhor as nossas emoções e os nossos comportamentos.

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10/06/2026

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Segundo dados divulgados pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, as crianças com menos de 3 anos passam quase 37 horas por semana na creche. Entre os 3 e os 6, 38 horas no infantário. E entre os 6 e os 11 anos, 38 horas por semana na escola (o valor mais elevado da comunidade europeia!). Se acrescentarmos a estas horas os compromissos extra-curriculares e a prática desportiva, elas saem de casa às 8 e regressam às 20, tendo tido 12 horas de actividade num único dia. Sem direito a tempos livres. Sem espaços para brincarem. Sem oportunidades para descansarem. Não contando com o trabalho ao fim de semana, em que muitas têm explicações ou preparam a escola para os dias seguintes. Se a isto juntarmos os recreios de 5 ou de 10 minutos (que acabam por ter) e os trabalhos de casa, que quase todas não deixam de trazer, será exagerado afirmar que a escola se tornou no trabalho infantil do século XXI, que a infância parece estar à beira da extinção (considerando o volume de trabalho das crianças ser tão “igual” ao dos pais) e que é inadiável que o brincar ascenda a património imaterial da Humanidade?

Juntando-se a isto tudo a exigência de bons resultados, como se pode esperar que elas não tenham défices de atenção, baixa auto-estima e uma relação medrosa ou ansiosa com a escola? Serão o stress e o cansaço dos seus dias verdadeiros facilitadores duma relação de amor com a escola e com o conhecimento? Mais escola será sempre melhor escola?

E fará sentido que os melhores pais que a Humanidade já produziu se resignem a este estado de coisas? Será razoável que não considerem que brincar ajuda a aprender? E que mais corpo, mais movimento e mais relação faz com que as crianças pensem melhor? Será exagerado que se espere de todas as escolas que os espaços de recreio sejam mais sérios, que as crianças não sejam proibidas de chutar uma bola e que possam correr ou, até, sujar-se? Será sumptuoso imaginar que com aulas mais curtas elas sejam mais atentas e aprendam melhor? Será que diante de tanta distracção da nossa parte ainda será razoável esperar que elas estejam quietas, caladas e atentas, e tenham sempre bons resultados, se não lhes damos sequer tempo para serem crianças?

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09/06/2026

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Tradução

"Quando a parentalidade parece complicada e muito pesada, tento colocar a cabeça no lugar e voltar para esse pensamento. Somos pessoas diferentes de nossos filhos e nós/eles podemos não precisar de coisas idênticas, mas no nível mais básico, todo ser humano deseja ser visto e ouvido de uma forma compassiva e sem julgamento." 💗

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