29/05/2026
Racionalismo vs. Empirismo: a Sabedoria
Racionalismo e Empirismo são duas correntes filosóficas que procuram explicar a origem do conhecimento.
A primeira, representada por pensadores como Descartes, defende que o conhecimento deriva da razão. Assim, o Ser Humano (SH), enquanto ser racional, possuiria estruturas ou princípios que não dependem exclusivamente da experiência.
A segunda, representada por autores como Locke, defende precisamente o contrário, isto é, que o conhecimento é adquirido. Para este autor, ao nascer, o SH é uma "tábua rasa", sobre a qual as experiências vão sendo inscritas. O conhecimento surge, assim, da experiência de cada indivíduo. Tal poderá também ajudar a explicar a diversidade humana, uma vez que cada pessoa vivencia a realidade de forma única.
Autores mais recentes, como Erikson e Piaget, defenderam igualmente que o desenvolvimento humano ocorre através de sucessivos estádios. À medida que evolui ao longo do ciclo vital, o indivíduo experimenta, vivencia e constrói o seu próprio conhecimento.
Contudo, este processo tem limites.
Segundo estes autores, a progressão entre estádios encontra-se naturalmente condicionada pelas competências cognitivas e intelectuais de cada pessoa. Em consequência, apenas uma minoria parece alcançar o estádio último do desenvolvimento, aquilo que Erikson designou por integridade.
Na minha opinião, esta perspetiva levanta uma questão pouco debatida nas sociedades modernas, frequentemente mais preocupadas com a massificação, incluindo a intelectual:
O que é ser sábio?
Saber tudo acerca de algo, ou saber algo acerca de tudo?
Obviamente, tenho a minha própria resposta, mas cada um terá a sua, igualmente válida (Araújo, 2022).