10/08/2026
Dia Internacional da Sobredotação
De uma forma muito simples, a Sobredotação é definida como capacidade muito acima da média numa área específ**a ou em múltiplas áreas (as chamadas múltiplas inteligências). Uma pessoa sobredotada pode destacar-se em diferentes capacidades: cognitiva, criativa, artística, psicomotora/física... Caracteriza-se, essencialmente, por uma grande aptidão para a aprendizagem, raciocínio precoce, vocabulário rico, curiosidade intensa (por vezes em temáticas específ**as), autonomia, perfeccionismo, espírito crítico e elevada exigência pessoal.
A Sobredotação pode, também, manifestar-se por tédio escolar, desinteresse perante rotinas ou aprendizagens repetitivas e pouco estimulantes. Nem sempre a Sobredotação é sinónimo de bons resultados escolares. Muitas vezes, o desinteresse transforma-se em desmotivação e em desinvestimento.
A Sobredotação é uma Necessidade Educativa Específ**a (ao abrigo do Decreto-Lei nº 54/2018), mas nem sempre lhe é dada a devida atenção. É importante quebrar estigmas, barreiras e, sobretudo, garantir que cada criança ou jovem aprende à sua medida e com a implementação das estratégias necessárias ao seu sucesso escolar.
As crianças, jovens e adultos sobredotados sofrem, muitas vezes, com o julgamento social relativamente às suas habilidades, gosto pela aprendizagem, interesses específicos. O sofrimento, não raras vezes, é tanto que leva à depressão, ao isolamento social, ao sentimento de "não pertencer a lugar algum".
Falo-vos na primeira pessoa, agora... Ser Sobredotado não é uma sentença, mas é um caminho, por vezes, solitário e doloroso. Seria tão bom que os olhos que vêem valor em taças e medalhas desportivas fossem os mesmos que olham para as taças e medalhas académicas.
(Anos mais tarde... Surge um mini me na minha vida e nunca fui tão compreendida! Cada vez mais... E as nossas "nerdices" são espetaculares! 🥰)
Para mim, a Sobredotação é uma borracha pelikan de duas cores, poderíamos usá-la para apagar, mas se apagarmos estragamos a folha... O melhor é continuar a escrever, a escrever e a escrever...
Ana Pão Trigo
Psicóloga Clínica e da Saúde
Psicóloga do Desporto