Medicina Chinesa e Naturopatia Prof.Dr Victor Varela Martins

Medicina Chinesa e Naturopatia Prof.Dr Victor Varela Martins Medicina Chinesa & Naturopatia
Especialização: Acupunctura e técnicas complementares, Tui-Ná, Re

Há poucos dias escrevi que “tempo perdido é vida perdida” e defendi a necessidade de uma Força Internacional de Resposta...
26/08/2026

Há poucos dias escrevi que “tempo perdido é vida perdida” e defendi a necessidade de uma Força Internacional de Resposta Imediata às Catástrofes, permanentemente preparada, treinada e capaz de ser projectada em poucas horas para qualquer ponto do planeta.

Hoje, infelizmente, o Nepal volta a demonstrar que esta discussão não é teórica.

Uma gigantesca cheia súbita atingiu o norte daquele país, na região do Bhotekoshi, junto à fronteira com o Tibete. Com povoações atingidas, estradas e pontes destruídas, comunicações interrompidas e centenas de pessoas dadas como desaparecidas. Entre elas encontram-se cidadãos de numerosas nacionalidades.

A dimensão exacta da tragédia ainda está a ser determinada. E justamente por isso devemos retirar dela uma primeira conclusão:

— Nenhuma catástrofe espera que o Mundo se organize para responder. Somente acontece. E, a partir desse instante, começa uma corrida contra o tempo.

Nas primeiras horas são necessários meios de busca e salvamento, helicópteros, equipas médicas, comunicações de emergência, engenharia, logística, drones, meios cinotécnicos, hospitais de campanha, abastecimento de água, energia, transporte e capacidade de evacuação.

Mas existe uma diferença fundamental entre ter esses meios espalhados pelo Mundo e ter esses meios organizados para responder como uma única capacidade internacional.

É exactamente aí que reside o problema.

O Mundo possui bombeiros, militares com capacidade logística., equipas médicas de emergência, aeronaves de transporte estratégico, hospitais de campanha, equipas internacionais de busca e salvamento, redes de comunicações, satélites, drones e toda a tecnologia capaz de localizar vítimas e cartografar uma região devastada em poucas horas.

Portanto, o problema fundamental já não é a inexistência dos meios. O problema é sim o tempo necessário para transformar milhares de capacidades dispersas numa resposta internacional coordenada.

É aqui que acontecimentos como o de hoje no Nepal deveriam obrigar-nos a repensar profundamente o modelo internacional de Protecção Civil.

NÃO PRECISAMOS DE INVENTAR MAIS MEIOS. PRECISAMOS DE OS ORGANIZAR ANTES DA CATÁSTROFE.

Imagine-se que cada Estado-Membro das Nações Unidas designava previamente uma pequena parcela das suas capacidades nacionais para uma reserva internacional permanente.

Não seria necessário retirar esses meios aos respectivos países.

Continuariam nos seus quartéis, hospitais, bases aéreas, unidades de Protecção Civil e organizações de emergência. Profissionais treinados e identif**ados, certif**ados, meios inventariados, cadeias de comando estabelecidas, protocolos definidos, meios de activação e de mobilização ultra-rápida agilizados.

As autorizações diplomáticas preparadas é uma via-verde global activada em permanência.

E os exercícios internacionais seriam realizados regularmente.

Quando acontecesse uma catástrofe desta dimensão, não começaríamos então a perguntar por quem pode ajudar, pois saberíamos antecipadamente quem pode ajudar.

Essa diferença pode representar centenas ou milhares de vidas.

O NEPAL REVELA OUTRO PROBLEMA

As grandes catástrofes modernas deixaram de ser acontecimentos exclusivamente nacionais.

Quando centenas de cidadãos de diferentes países se encontram numa região atingida, quando rios atravessam fronteiras, quando sistemas meteorológicos abrangem vários Estados e quando infra-estruturas estratégicas são partilhadas, a emergência torna-se imediatamente trans-nacional.

A catástrofe pode acontecer dentro das fronteiras de um Estado mas as suas consequências, porém, podem deixar de caber dentro dessas mesmas fronteiras.

É precisamente nestes acontecimentos que a comunidade internacional necessita de uma doutrina previamente estabelecida; não para retirar soberania aos Estados, como o disse anteriormente, mas para impedir que a soberania se transforme involuntariamente numa demora operacional.

Defender uma capacidade internacional de resposta imediata não signif**a defender o direito de qualquer organização entrar arbitrariamente no território de outro Estado.

Essa solução seria juridicamente perigosa e politicamente inaceitável.

A solução deverá ser mais inteligente, em que os Estados poderiam aderir previamente a um Protocolo Internacional de Assistência Automática em Grandes Catástrofes, estabelecendo antecipadamente as condições em que determinada classif**ação de emergência permitiria desencadear mecanismos simplif**ados de auxílio internacional.

Assim, aquilo que hoje necessita de ser negociado depois da tragédia passaria a estar acordado antes da tragédia. E essa é talvez a verdadeira mudança de paradigma que tão necessariamente se tem demonstrado ao longo dos anos.

A DIPLOMACIA DA EMERGÊNCIA TEM DE EXISTIR ANTES DA EMERGÊNCIA

Actualmente preparamo-nos operacionalmente para as catástrofes, mas continuamos demasiadas vezes a negociar politicamente depois de elas virem a acontecer. Quantas vezes tudo f**a na mesma.

Deveríamos inverter essa lógica. Negociar antes. Treinar antes. Autorizar antes. Inventariar antes. Criar corredores humanitários antes. Definir procedimentos aduaneiros antes. Estabelecer frequências e sistemas de comunicação antes. Preparar capacidade aérea antes. Criar equipas multinacionais antes.

E então, quando a tragédia acontecesse somente seria, será, necessário e emergente, partir.

Porque existe uma enorme diferença entre uma força que pode ser constituída e uma força que já existe e está pronta.

Falo de uma espécie de “112 DA HUMANIDADE”

Talvez seja esta a imagem mais simples para explicar aquilo que defendo.

Quando alguém telefona para o 112 não começa naquele instante a constituir-se um corpo de bombeiros. Os bombeiros já existem. As ambulâncias já existem. Os hospitais já existem. Os protocolos já existem. O comando já existe. Tudo foi preparado antes de alguém precisar. A emergência apenas activa o sistema.

Por que razão não podemos aplicar, à escala internacional, o mesmo princípio?

Uma grande catástrofe deveria desencadear um mecanismo semelhante:
alerta → avaliação imediata → activação → projecção → intervenção.

Não dias nem semanas. Não intermináveis consultas diplomáticas. Não sucessivas conferências entre governos.

Horas. Idealmente, as primeiras equipas internacionais deveriam poder estar em movimento no próprio dia e em poucas, mesmo poucas horas.

E HÁ AINDA UMA SEGUNDA LIÇÃO DO NEPAL

A tragédia de hoje ocorre numa região extraordinariamente vulnerável a fenómenos naturais extremos.

Isto recorda-nos que a Protecção Civil do futuro não poderá limitar-se à resposta. Terá necessariamente três dimensões — prever, preparar e responder.

A mesma estrutura internacional deveria possuir capacidade permanente de análise de risco através de satélites, meteorologia, hidrologia, sismologia, observação de glaciares, inteligência geo-espacial e sistemas de alerta precoce.

Porque salvar alguém dos escombros é extraordinário, mas conseguir que essa pessoa não esteja debaixo dos escombros quando a catástrofe acontece é ainda melhor.

DA SOLIDARIEDADE ESPONTÂNEA À SOLIDARIEDADE ORGANIZADA

Quando acontecem tragédias desta dimensão, o Mundo manifesta geralmente uma enorme solidariedade.

Os Governos oferecem ajuda. As Organizações mobilizam equipas. Imensos Voluntários apresentam-se. As Populações recolhem bens. Profissionais preparados disponibilizam-se. Mas a solidariedade espontânea tem limites.

A solidariedade verdadeiramente ef**az precisa de organização. Precisa de comando. Precisa de treino. Precisa de logística. Precisa de comunicações, de interoperabilidade, de regras previamente estabelecidas. E precisa, sobretudo, de estar pronta antes de ser necessária.

É por isso que continuo a defender uma verdadeira capacidade internacional permanente de Protecção Civil e Assistência Humanitária, constituída pelos Estados e coordenada internacionalmente pela ONU, exclusivamente destinada às grandes catástrofes.

E, acima de tudo, sem finalidade militar, nem política, sem ingerência ideológica, sem ocupação territorial. Mas com uma única missão, de chegar, salvar, estabilizar e retirar-se.

HOJE É O NEPAL. AMANHÃ NÃO SABEMOS ONDE SERÁ.

Esta talvez seja a maior razão para avançarmos, pois nenhum país está completamente protegido.

Pode ser um terramoto no Mediterrâneo.
Um tsunami no Pacífico.
Um grande incêndio na Europa.
Uma erupção vulcânica.
Uma cheia na Ásia.
Um ciclone.
Um acidente industrial de enorme dimensão.
Ou uma catástrofe que ainda nem sequer imaginámos.

Não sabemos onde. Não sabemos quando. Mas sabemos uma coisa, tudo aquilo que pode ocorrer, vai voltar a acontecer.

Se sabemos que acontecerá, se possuímos os meios e se conhecemos a importância das primeiras horas, então continuar a improvisar a coordenação internacional depois de cada catástrofe deixa de ser apenas uma deficiência administrativa.

Passa a ser uma responsabilidade política e moral. Uma irresponsabilidade, diria.

Por isso acrescentaria hoje uma segunda formulação àquilo que escrevi anteriormente:

— A soberania deve proteger os povos mas nunca deve impedir que estes sejam protegidos.

E reafirmo o princípio que então propus:

— Perante uma grande catástrofe, a primeira soberania pertence à vida humana.

Talvez o Nepal nos esteja hoje, dolorosamente, a recordar precisamente isso.

A Humanidade não necessita apenas de ser solidária, necessita de estar preparada para exercer essa solidariedade a tempo. Porque uma ajuda extraordinária que chega três dias depois pode ser humanitariamente importante.

Mas uma equipa de salvamento que chega três horas depois pode signif**ar algo incomparavelmente maior, pode signif**ar a vida.

E é por essa vida que todo o sistema deveria começar.

Por uma Humanidade que importa.

Victor Varela Martins
Especialista em Medicina Natura Integrativa

A Auriculoterapia como Coadjuvante nos Cuidados de Saúde: Síntese da Evidência Científ**a(Martins, Victor V.; 2026)A Aur...
26/08/2026

A Auriculoterapia como Coadjuvante nos Cuidados de Saúde: Síntese da Evidência Científ**a
(Martins, Victor V.; 2026)

A Auriculoterapia tem vindo a assumir um lugar crescente entre as intervenções não farmacológicas utilizadas de forma complementar nos cuidados de saúde. O seu interesse contemporâneo decorre não apenas da tradição clínica, mas também da acumulação progressiva de ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e meta-análises que procuram avaliar a sua eficácia em diferentes condições. A evidência actualmente disponível não permite apresentar a Auriculoterapia como terapêutica universal ou substitutiva dos tratamentos convencionais, mas sustenta a sua utilização como intervenção coadjuvante em determinadas áreas clínicas muito estudadas, particularmente na dor, sono e ansiedade.

Na área da dor, a evidência é particularmente relevante. Zhang et al. (2025), numa revisão sistemática e meta-análise de 24 estudos envolvendo 2131 doentes submetidos a cirurgia, observaram que a Auriculoterapia esteve associada à redução da intensidade da dor pós-operatória e, de forma especialmente relevante, à diminuição do consumo total de opióides. Os autores classif**aram a evidência relativa à redução do consumo de opióides como de qualidade moderada, embora salientem a heterogeneidade entre estudos. (PubMed⁠) Estes dados justif**am considerar a Auriculoterapia sobretudo no contexto de analgesia multimodal e não como substituição da analgesia farmacológica.

Resultados igualmente favoráveis têm sido encontrados na dor músculo-esquelética crónica. Lee et al. (2025), numa revisão sistemática e meta-análise de ensaios randomizados, verif**aram benefícios da acupressão auricular sobre a intensidade dolorosa, incapacidade funcional e limiar de dor à pressão. Os autores, contudo, salientam que a certeza da evidência varia consoante o outcome analisado e que são necessários estudos metodologicamente mais robustos. (PubMed⁠) Assim, a aplicação clínica tem boa evidência enquanto complemento de estratégias de reabilitação, exercício terapêutico, educação e tratamento dirigido e apropriado.

A insónia e as perturbações do sono constituem outro domínio promissor. Jun et al. (2024), numa meta-análise envolvendo 23 ensaios randomizados e 1689 participantes, encontraram redução signif**ativa do índice Pittsburgh Sleep Quality Index com acupressão auricular. Quando associada aos cuidados habituais, a intervenção apresentou resultados superiores aos cuidados habituais isoladamente e sem relatos de eventos adversos. (PubMed⁠) Mais recentemente, uma network meta-analysis publicada em 2026, incluindo 25 estudos e 2106 doentes com insónia primária, encontrou resultados favoráveis para várias modalidades de Auriculoterapia. (PubMed⁠)

Também na ansiedade existe evidência clínica relevante. Hu et al. (2024) analisaram 25 estudos, envolvendo 1909 participantes, e encontraram uma redução signif**ativa dos níveis de ansiedade associada à acupressão auricular. Os autores concluem que a acupressão auricular pode ser considerada uma intervenção suplementar. (PubMed⁠)

Em populações clínicas mais complexas, a Auriculoterapia tem igualmente sido investigada como complemento dos cuidados convencionais. Por exemplo, uma meta-análise de 2025 envolvendo 1073 doentes oncológicos submetidos a quimioterapia encontrou melhoria da insónia, ansiedade, depressão e fadiga com acupressão auricular, quando comparada com cuidados habituais ou estimulação simulada. (PubMed⁠)

Este tipo de resultado reforça o potencial da Auriculoterapia em cuidados integrativos.

Do ponto de vista científico, um dos aspectos mais interessantes reside na crescente investigação dos mecanismos de neuromodulação auricular. A inervação do pavilhão auricular por ramos do trigémio, plexo cervical e ramo auricular do nervo vago permite formular mecanismos plausíveis envolvendo modulação nociceptiva, sistema nervoso autónomo, tronco cerebral e redes centrais relacionadas com o stress e o sono.

Em síntese, a literatura contemporânea permite considerar a Auriculoterapia uma intervenção complementar plausível em clínica e geralmente de baixo risco quando adequadamente utilizada e apoiada por evidência clínica crescente em algumas áreas específ**as. A sua validade como coadjuvante parece actualmente mais consistente na analgesia, particularmente peri-operatória e músculo-esquelética, nas perturbações do sono e na redução de determinados estados de ansiedade. O posicionamento cientif**amente mais adequado não consiste em substituir os cuidados médicos convencionais, mas em integrar a Auriculoterapia, quando indicada, em modelos de tratamento multimodal e centrados no doente.

Referências essenciais:
Hu N, Soh KL, Japar S, Li T. Ear-Marking Relief: A Meta-Analysis on the Eff**acy of Auricular Acupressure in Alleviating Anxiety Disorders. Complement Med Res. 2024;31(3):266–277. doi:10.1159/000537734. (PubMed⁠)

Jun L, Xiong L, Wen Y, Yongxiang W. Effectiveness of applying auricular acupressure to treat insomnia: a systematic review and meta-analysis. Front Sleep. 2024;3:1323967. doi:10.3389/frsle.2024.1323967. (PubMed⁠)

Lee TKW, Chang JR, Hao D, Fu SN, Wong AYL. The Effectiveness of Auricular Acupressure on Chronic Musculoskeletal Pain: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. J Integr Complement Med. 2025;31(1):25–35. doi:10.1089/jicm.2023.0630. (PubMed⁠)

Zhang G, Xu G, Tang Y, et al. The analgesic effectiveness of auriculotherapy for acute postoperative pain: A systematic review and meta-analysis. Complement Ther Med. 2025;88:103112. doi:10.1016/j.ctim.2024.103112. (PubMed⁠)

Eff**acy of auriculotherapies for primary insomnia: a systematic review and network meta-analysis. 2026. Análise de 25 estudos e 2106 participantes. (PubMed⁠)

A revisão sistemática publicada por Lee et al., PubMed, envolvendo 496 participantes, encontrou melhoria da intensidade ...
14/08/2026

A revisão sistemática publicada por Lee et al., PubMed, envolvendo 496 participantes, encontrou melhoria da intensidade dolorosa, limiar de dor à pressão e incapacidade funcional por via do tratamento de Auriculoterapia.

É particularmente interessante estudar a Auriculoterapia em:
* lombalgia;
* cervicalgia;
* gonalgia;
* dor do ombro;
* artrose;
* dor miofascial.

Neste grupo, o conceito de ponto auricular reactivo poderá ser clinicamente tão ou mais interessante do que a aplicação automática de terapêutica anti-algica padrão.

Pois a estimulação periférica vai interferir com:

nocicepção periférica → tronco cerebral → vias descendentes inibitórias → modulação espinal da dor.

É plausível ainda a participação de mecanismos endógenos opioides, autonómicos e de controlo descendente da nocicepção, embora os mecanismos exactos dependam da técnica utilizada - i.e., o raciocínio clínico e a respectiva decisão terapêutica vão influenciar o grau de resultado do respectivo tratamento de Auriculoterapia.

Os meus pacientes conhecem bem este recurso terapêutico coadjuvante nos seus tratamentos, sempre que tal se justifique.

E você? Já conhece ou já experimentou receber tratamento de Acupunctura Auricular?

Contacte-nos: 93.840.12.77

Uma revisão sistemática e meta-análise dedicada especif**amente à Auriculoterapia encontrou resultados muito superiores ...
14/08/2026

Uma revisão sistemática e meta-análise dedicada especif**amente à Auriculoterapia encontrou resultados muito superiores na aplicação da Auriculoterapia em relação a terapêuticas de controlo em índices subjectivos de stress e em alguns parâmetros fisiológicos. (PubMed⁠; 2026)

Esta área é particularmente importante porque pode ligar o:
stress → actividade simpática → sono → tensão muscular → dor → percepção emocional

Surge, assim, um modelo integrativo no qual a Auriculoterapia pode actuar sobre redes regulatórias, em vez de se procurar necessariamente uma correspondência “órgão-ponto”.

Os meus pacientes conhecem bem, pois muitos deles, a maioria, também beneficia de tratamento complementar pela Auriculoterapia durante os tratamentos de Acupunctura.

E você, também já fez? Caso pretenda, encontra-nos em Lagos: NaturBoticae - Medicina Natural Integrativa
Ou numa de várias Clínicas da Região do Algarve.
📞 93.840.12.77

> - disse-o Confúcio. Depois completou:
13/08/2026

> - disse-o Confúcio. Depois completou:

 # Esclarecimento Técnico e ClínicoNos últimos dias chegou ao meu conhecimento que alguns utilizadores de ferramentas de...
05/08/2026

# Esclarecimento Técnico e Clínico

Nos últimos dias chegou ao meu conhecimento que alguns utilizadores de ferramentas de “Inteligência Artificial” receberam respostas segundo as quais seria “proibida” a utilização de pontos de Acupunctura ou de determinadas formulações fitoterapeuticas…

Desculpem, mas andamos a roçar o absurdo com esta vertigem de tudo fazer depender da decisão de um algoritmo que somente responde “certo” ou “errado” se a pergunta for “bem” ou “mal” formulada.

Tal como submeter avaliações clínicas suportadas em perguntas, observação, palpação, auscultação, história clínica e familiar, queixas e sintomas, correlação de dados, avaliação de exames complementares ao juízo inquisitório de um qualquer GPT que, sabe-se lá que tipo ou qualidade de pergunta se lhe foi feita. E , coitada da máquina, terá de responder ao que lhe foi perguntado com o viés apresentado.

A pesquisa não é errada. O erro está na iliteracia no acto de pesquisar erradamente ou na má interpretação do dados por si só já enviesados.

Dou como exemplo a afirmação intransigente de que o GPT proíbe realizar Acupunctura na cabeça e na face em doentes com patologia oftalmológica, bem como afirmações de que determinadas fórmulas da Medicina Chinesa seriam prejudiciais em pessoas com arritmias.

Considero importante prestar um esclarecimento público, sustentado na prática clínica, na literatura científ**a, na Ciência e nos princípios da Medicina Chinesa:

— A Inteligência Artificial constitui actualmente uma ferramenta extraordinária de apoio à pesquisa, ao estudo e à organização da informação. E reconhecendo-lhe um enorme potencial. Contudo, como qualquer instrumento de apoio à decisão, apresenta limitações, sobretudo quando lhe é solicitado emitir recomendações clínicas individualizadas.

Os modelos de linguagem não efectuam um diagnóstico médico nem um diagnóstico segundo a Medicina Chinesa. Produzem respostas probabilísticas (hipóteses) frequentemente orientadas por critérios de prudência. Em consequência, tendem por vezes a transformar recomendações de precaução em aparentes contra-indicações absolutas ou, pior, a más formulações da pergunta, em respostas totalmente fora do contexto inicial que o utilizador pretendia e que, sem critério nem filtro, aceita tudo o que lhe seja apresentado.

Na Medicina Chinesa, porém, não existem tratamentos universais nem proibições generalizadas. Existe sempre um princípio fundamental: tratar o doente e não apenas a doença.

A selecção de pontos de Acupunctura depende do diagnóstico energético, da constituição do indivíduo, da evolução clínica, das patologias associadas, da terapêutica convencional em curso e da experiência do profissional.

Assim, afirmar genericamente que um doente com patologia oftalmológica não pode receber pontos na cabeça ou na face não corresponde ao ensino clássico nem à prática clínica contemporânea.

Idêntico raciocínio se aplica à fitoterapia chinesa.

As fórmulas, tal como qualquer outra prescrição fitoterápica, não podem ser classif**adas como “boas” ou “más”.

Algumas plantas podem exigir precauções ou vigilância devido a possíveis interacções medicamentosas ou a determinadas condições clínicas, sim. Mas na prática clínica responsável, distinguimos claramente três conceitos distintos:

- Indicação terapêutica, quando existe benefício expectável para determinado padrão clínico.
- Precaução, quando determinados factores aconselham adaptação da terapêutica ou maior vigilância.
- Contra-indicação absoluta, quando existe um risco claramente estabelecido que impede a utilização da técnica ou da substância.

Confundir estes três conceitos conduz inevitavelmente a conclusões erradas e vai privar os doentes de intervenções potencialmente benéf**as.

Ao longo de mais de duas décadas de actividade clínica, docente e científ**a, aprendi que nenhuma resposta pode substituir o raciocínio clínico. A Medicina Chinesa é, por natureza, uma medicina profundamente individualizada. Dois doentes com o mesmo diagnóstico biomédico podem necessitar de tratamentos completamente diferentes.

É precisamente esta individualização que distingue a verdadeira prática clínica da simples aplicação de protocolos genéricos (e como estes as tão tão em voga nas redes, não é? na boca dos influênciadores tudo é preto ou branco, que pena).

Por esse motivo, recomendo que qualquer informação obtida através de sistemas de Inteligência Artificial seja encarada como um ponto de partida para reflexão e nunca como um diagnóstico ou uma decisão terapêutica definitiva. As decisões clínicas devem permanecer fundamentadas na avaliação directa, no exame objectivo, no conhecimento científico actualizado e na experiência do profissional habilitado.

A Inteligência Artificial representa um extraordinário avanço tecnológico. Todavia, continua a ser um instrumento de apoio ao conhecimento humano e não um substituto do juízo clínico.

A prudência nunca deverá ser confundida com proibição, nem a existência de uma precaução transformada numa contra-indicação absoluta.

É esta distinção que preserva o rigor científico, protege os doentes e honra a boa prática clínica.

Consultas o vosso Naturopata, confiem no vosso Acupunctura e no Especialista em Medicina Chinesa, no vosso Médico de Família, no Homeopata e no Osteopata. Vão às Ervanárias. É pelos frutos que se reconhece a árvore, nunca o oposto.

Pensem nisto.

Victor Varela Martins, PhD MC
Especialista em Medicina Natural Integrativa

Vivemos numa época em que a saúde parece depender, cada vez mais, de máquinas, de algoritmos e de análises laboratoriais...
30/07/2026

Vivemos numa época em que a saúde parece depender, cada vez mais, de máquinas, de algoritmos e de análises laboratoriais. Não nego aqui o seu valor, muito pelo contrário; além de que considero-os instrumentos preciosos da Medicina contemporânea.

Porém, inquieta-me que, em nome dessa tecnologia, estejamos a perder uma das mais antigas capacidades do profissional clínico:
- a nobre arte de observar, de escutar, de empatizar e de dialogar.

Durante séculos, o médico iniciava a consulta antes mesmo de formular a primeira pergunta. Pois observava o modo como a pessoa caminhava, respirava, se sentava, falava, olhava e se movia. O rosto, a pele, os olhos, as unhas e a língua constituíam um verdadeiro tratado de fisiologia e de fisio-patologia. Hoje, demasiadas vezes, o doente desaparece atrás de uma folha de análises.

Entre todos estes sinais, a língua ocupa um lugar singular. Não porque seja um oráculo, nem porque permita adivinhar doenças, mas porque representa um extraordinário espelho funcional do organismo. A Medicina Chinesa compreendeu-o há milhares de anos, desenvolvendo uma semiologia extremamente refinada que continua, ainda hoje, a revelar uma notável coerência clínica quando correctamente aplicada.

Infelizmente, também aqui encontramos dois extremos igualmente perigosos. De um lado, quem rejeita esta observação por a considerar “não científ**a”; do outro, quem acredita que basta olhar para uma fotografia da língua para diagnosticar qualquer doença.

Ambos os extremos falham pelo mesmo motivo:
- substituem o pensamento clínico por preconceitos.

A observação da língua não é um diagnóstico. É um sinal. Um dado semiológico. Tal como um sopro cardíaco não é uma cardiopatia ou uma febre não é uma infecção específ**a. A língua fornece pistas que devem ser integradas na história clínica, na palpação, na pulsologia, nos sintomas e, sempre que necessário, em exames complementares. É precisamente esta integração que distingue a Medicina séria da mera especulação.

Ao longo de mais de duas décadas de prática clínica, aprendi que a maioria das patologias não surge de um dia para o outro. O organismo vai revelando pequenos desvios do equilíbrio muito antes de aparecerem alterações laboratoriais signif**ativas.

A Medicina Natural Integrativa procura precisamente reconhecer esses estados funcionais precoces, actuando antes que a desorganização se transforme em doença estabelecida.

É aqui que reside uma diferença filosóf**a importante. Enquanto grande parte da medicina moderna foi construída para identif**ar lesões, a tradição médica procurou compreender funções. Uma questiona-se pela estrutura; a outra pelo comportamento. Mas ambas são necessárias. Ambas complementam-se. O erro está em considerar que uma exclui a outra.

Quando observo uma língua, não procuro descobrir doenças escondidas. Procuro compreender como aquela pessoa está a adaptar-se. Como digere. Como recupera. Como responde ao stress. Como nela circula a energia, o sangue e os fluidos. Procuro perceber onde começa a perder capacidade de adaptação. É essa capacidade — e não apenas a ausência de doença — que verdadeiramente define a saúde.

Curiosamente, muitos dos sinais descritos pela Medicina Chinesa encontram hoje paralelos na investigação sobre microbiota intestinal, inflamação crónica de baixo grau, metabolismo energético, disfunção autonómica e imunologia. Não signif**a que os modelos sejam idênticos, pois não o são. Mas mostra-nos que diferentes linguagens podem estar a descrever a mesma realidade biológica sob perspectivas distintas. Isso sim.

Defendo, por isso, uma Medicina sem dogmas. Uma Medicina suficientemente humilde para reconhecer que a Tradição acumulou conhecimento empírico, conhecimento baseado na evidência, valioso e suficientemente rigorosa para o submeter ao escrutínio científico.

Não precisamos de escolher entre Hipócrates e a biologia molecular, entre Huang Di e a medicina baseada na evidência. Precisamos, antes, de aprender a colocá-los em diálogo.

A língua continua a falar. A questão é saber se ainda existem profissionais capazes de a escutar.

Porque a verdadeira Medicina começa muito antes da prescrição. Começa no olhar atento, na observação paciente e no respeito pela singularidade de cada pessoa. É nessa relação, entre ciência, experiência e humanidade, que continua a residir a essência do acto clínico.

Tenham Todos um excelente Verão.

Victor Varela Martins, PhD MC
Especialista em Medicina Natural Integrativa

Muitos pacientes nas Consultas referem estar a tomar diversos suplementos, muitos são adquiridos em Ervanária, outros de...
27/07/2026

Muitos pacientes nas Consultas referem estar a tomar diversos suplementos, muitos são adquiridos em Ervanária, outros de compra on-line, outros em grandes-superfícies, uns melhores e outros mais inconsequentes.

Na perspectiva da Medicina Integrativa, é igualmente importante considerar o momento do dia em que estes são tomados.

Por exemplo, as vitaminas do complexo B tendem a ser mais adequadas pela manhã, o magnésio pode ser mais útil ao final da tarde ou à noite (dependendo da formulação e do objectivo) e, as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), o ómega-3, a CoQ10 e a curcumina costumam beneficiar de serem ingeridos com a principal refeição que contenha, também, gordura.

O que resulta em:
— Combinação & Benefício: Ferro + vitamina C —↑ absorção Vitamina D + gordura —↑ absorção Vitamina D + magnésio — melhor activação metabólica Vitamina K2 + vitamina D — complementares no metabolismo do cálcio Curcumina + piperina —↑ biodisponibilidade CoQ10 + refeição gordurosa —↑ absorção Ómega-3 + refeição principal —↑ absorção

Façam um acompanhamento periódico com o vosso Naturopata ou o vosso Especialista em Medicina Chinesa - se integrar ambas as abordagens, melhor.

Recomendo e proponho algumas clínicas no Algarve
Informações: 93.840.12.77

 # O Rádio-Amadorismo não é um hobbyÉ frequente ouvir afirmar que o Rádio-Amadorismo é apenas um hobby. A afirmação pare...
14/07/2026

# O Rádio-Amadorismo não é um hobby

É frequente ouvir afirmar que o Rádio-Amadorismo é apenas um hobby. A afirmação parece inofensiva, mas revela um profundo desconhecimento daquilo que verdadeiramente representa esta actividade.

Pois um hobby é, por definição, uma ocupação recreativa, praticada exclusivamente por prazer, sem responsabilidade social associada. Como é o caso da jardinagem, do modelismo, da fotografia ou pesca lúdica, em que estas enquadram-se naturalmente nessa categoria.

O Rádio-Amadorismo, porém, transcende largamente esse conceito.

O primeiro equívoco começa na própria palavra "amador" que, na linguagem corrente, tende a associar-se "amador" a alguém sem preparação, sem rigor ou sem competência. Contudo, a origem do termo remete para “aquele que pratica determinada actividade por vocação e dedicação e não por remuneração” (aquele que ama o que faz).

O Rádio-Amador não é um improvisador; é alguém que estuda, aprende, experimenta e aperfeiçoa continuamente conhecimentos de electrónica, propagação radio-eléctrica, antenas, comunicações, meteorologia, informática, energia, legislação, serviço à Comunidade e procedimentos operacionais.

Para exercer legalmente esta actividade, não basta comprar um equipamento de rádio e falar ao microfone. É necessário obter uma licença atribuída pela Autoridade competente, mediante aprovação em exame técnico e regulamentar, conhecer normas internacionais de operação, respeitar planos de frequências, dominar procedimentos de emergência e actuar segundo princípios éticos rigorosos.

Poucos hobbies exigem semelhante preparação, não é?!

Historicamente, o Rádio-Amadorismo desempenhou um papel determinante na evolução das telecomunicações. Diversas técnicas hoje utilizadas nas comunicações modernas foram inicialmente desenvolvidas ou aperfeiçoadas por radio-amadores.

Desde experiências com comunicações em VHF e UHF até à utilização de satélites, modos digitais, redes de transmissão de dados, APRS, televisão amadora e comunicações de baixa potência, o espírito experimental dos radio-amadores contribuiu signif**ativamente para o avanço tecnológico.

Mas existe uma dimensão ainda mais importante: o serviço público.

Em praticamente todos os grandes desastres naturais das últimas décadas, quando as redes comerciais falharam, foram frequentemente os radio-amadores que restabeleceram as primeiras ligações entre populações isoladas, hospitais, bombeiros, protecção civil e autoridades. Sismos, incêndios florestais, ciclones, cheias ou apagões demonstram repetidamente uma realidade simples: as infra-estruturas modernas dependem de energia eléctrica, redes celulares, Internet e sistemas centralizados.

O Rádio-Amadorismo continua a possuir uma característica única: a capacidade de funcionar autonomamente, recorrendo apenas a uma antena, um emissor-receptor e uma fonte independente de energia; e, sempre, a uma enorme vocação, sensibilidade e capacidade de Todos os Amadores de Radio, homens e mulhres de todo o mundo, para os quais não existem cores de pele, raças, fronteiras, extractos sociais, políticas ou religiões que os separem.

É precisamente essa autonomia que faz do Rádio-Amador um elemento potencialmente estratégico na resiliência das comunidades.

Em muitos países, existem protocolos formais entre associações de radioamadores e organismos de protecção civil, forças armadas, serviços de emergência e autoridades locais.

Os radio-amadores treinam regularmente procedimentos de emergência, participam em exercícios nacionais e internacionais e mantêm uma capacidade operacional permanente, muitas vezes suportando integralmente os custos do seu próprio equipamento.

Também por isso não faz sentido reduzir esta actividade ao conceito de um mero passatempo.

Existe igualmente uma dimensão humana frequentemente esquecida: O Rádio-Amadorismo promove uma comunidade internacional assente na cooperação, no respeito mútuo, numa ética transversal e na partilha de conhecimento.

Dois operadores separados por milhares de quilómetros conseguem estabelecer contacto directo, sem recorrer a operadores comerciais, sem redes privadas e, em muitos casos, sem qualquer infra-estrutura intermédia.

É uma demonstração prática da universalidade da comunicação humana. São verdadeiras pontes que se edif**am pelo éter, são povos que se aproximam.

Ao contrário do consumo passivo característico de muitos entretenimentos actuais, o Rádio-Amadorismo exige estudo permanente. Quem nele permanece durante décadas continua a aprender continuamente.

Novos modos digitais, novas técnicas de propagação, construção de antenas, energias autónomas, comunicações por satélite, comunicações através da Lua (EME), meteor scatter, redes digitais, integração com informática e inteligência artificial fazem hoje parte do universo radio-amadoristico.

Poucas actividades recreativas obrigam os seus praticantes a manter um nível tão elevado de actualização técnica, concordam?!

Existe ainda uma dimensão ética particularmente relevante. O verdadeiro Rádio-Amador aprende disciplina operacional no uso da emissão rádio, respeito pelo espectro radio-eléctrico, utilização responsável de recursos comuns, cooperação internacional e disponibilidade para servir os outros. Muitos dedicam milhares de horas a apoiar eventos desportivos, peregrinações, operações de busca, exercícios de emergência e acções de solidariedade, sem qualquer remuneração.

Talvez seja precisamente aqui que reside a maior diferença relativamente a um hobby - Quem pratica jardinagem pode interromper a actividade quando desejar. Quem pesca pode guardar as canas e regressar a casa. O Rádio-Amador, porém, sabe que, a qualquer momento, poderá ser chamado a colocar os seus conhecimentos ao serviço da Comunidade.

A preparação não existe apenas para satisfação pessoal; existe para estar disponível quando a Sociedade mais necessita.

O Rádio-Amadorismo é, por isso, uma escola permanente de conhecimento, disciplina e serviço. É uma actividade científ**a, técnica, educativa e cívica. É um espaço privilegiado de experimentação tecnológica, de formação contínua e de cooperação internacional. É uma rede humana construída sobre competência, responsabilidade, espírito de missão e de consolidadção de princípios e valores, de moral e de ética tão em falta nos dias de hoje.

Classificá-lo simplesmente como um hobby é reduzir uma realidade muito mais vasta, pois o Rádio-Amadorismo é, acima de tudo, uma vocação de serviço sustentada pelo conhecimento técnico. É uma forma de cidadania activa que coloca a tecnologia ao serviço das pessoas. É uma reserva estratégica de competências que permanece disponível quando os sistemas convencionais, públicos ou comerciais, deixam de funcionar.

E talvez seja essa mesmo a melhor definição possível, já que o Rádio-Amador não comunica apenas porque gosta de radio, mas comunica porque sabe que, um dia, alguém poderá depender dessa comunicação para receber ajuda, transmitir esperança ou, simplesmente, salvar uma vida.

Deixo aqui o meu desafio pessoal a todos os Organismos Públicos, às Instituições Privadas, à Comunidade e às Famílias para que, sempre que passarem por um Rádio-Amador, o olhem com deferência!!! Com a deferência que somente temos por aqueles que nos acrescentam valor e que geram escala a nós e aos nossos!!!

E, por favor, senhores agentes politicos, dirigentes associativos, administradores de condomínios, nunca, mas nunca mais chamem o Rádio-Amadorismo de “hobby”, de “passatempo”, nem digam que um Rádio-Amador, homem ou mulher, perde tempo aos se dedicar de coração e intelecto a esta nobre e proficiente actividade-pública. E, já agora, às instâncias do Poder-Local, Regional e Central, apoiem mais as Associações de Rádio-Amadores, pois estas, tantas vezes, desenvolvem um real Serviço-Público tão mal acarinhado por vós.

Disse.

Victor Varela Martins
Profissional da Saúde e Rádio-Amador / CT1DRU

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