30/06/2026
🌬️A sua climatização pode estar a cumprir a temperatura exigida por lei e, ainda assim, estar a afetar o bem-estar das suas equipas.
Quando pensamos em climatização laboral, focamo-nos na temperatura e nas correntes de ar. No entanto, existem outros fatores que podem influenciar a qualidade do ambiente de trabalho e que muitas vezes passam despercebidos.
A legislação impõe regras claras:
▫️ Os locais fechados devem dispor de um caudal médio de ar puro entre 30 e 50 m³ por trabalhador/hora (Portaria n.º 987/93, de 6 de outubro);
▫️ Os estabelecimentos comerciais devem manter a temperatura entre 18°C e 22°C e humidade entre 50% e 70% (Decreto-Lei n.º 243/86, de 20 de agosto).
Sem uma climatização natural, os sistemas mecânicos de ventilação e ar condicionado tornam-se essenciais. Contudo, um dimensionamento inadequado ou a falta de manutenção podem aumentar a emissão de vibrações, infrassons e ruído de baixa frequência (IRBF), os chamados "riscos silenciosos".
Embora o trabalhador não se queixe de "barulho", o corpo reage a esta energia contínua, podendo, em casos mais críticos (como na indústria ou transportes), associar-se à Doença Vibroacústica (DVA).
Por isso, a prevenção cabe às empresas e aos profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho que devem começar a atuar na fase de projeto e continuar através de uma manutenção regular dos equipamentos.
Investir na qualidade do ambiente interior não é apenas uma questão de conformidade legal. É também uma forma de promover condições de trabalho mais seguras, saudáveis e produtivas.
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