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Perder um animal de estimação pode ser mais difícil do que muitas pessoas esperam e, muitas vezes, mais intenso do que a...
26/05/2026

Perder um animal de estimação pode ser mais difícil do que muitas pessoas esperam e, muitas vezes, mais intenso do que a própria pessoa imagina antes de viver essa experiência.

É o silêncio em casa, os horários que f**am estranhos, os momentos em que, sem pensar, ainda se espera que ele venha ou responda. Isso cria uma sensação de vazio muito concreta, difícil de explicar a quem nunca passou por isto.

O mais duro, muitas vezes, não é só a perda em si, é o ouvir que era só um animal, ou sentir que não há espaço para falar da dor sem ser minimizada. E isso faz com que muita gente guarde tudo para si.

Mas a verdade é simples, quando há vínculo, há luto. E esse luto merece ser levado a sério.
Não há uma forma certa de o viver, nem um tempo certo para passar. Há apenas o processo de ir aprendendo a viver com a ausência de alguém que fazia parte da vida todos os dias.

Se este processo estiver a ser difícil ou pesado, e sentir que precisa de apoio para o atravessar, estamos disponíveis para ajudar.

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Sobretudo em relações longas, há um momento em que deixamos de olhar para o outro com curiosidade.Não é algo que aconteç...
06/05/2026

Sobretudo em relações longas, há um momento em que deixamos de olhar para o outro com curiosidade.

Não é algo que aconteça de forma brusca. Vai acontecendo devagar, quase sem darmos por isso.

Começamos a saber como o outro reage, o que vai dizer, como vai estar.

A relação torna-se mais estável, mais íntima, mais segura.

Ao mesmo tempo, sem ser uma mudança evidente, a forma como o vemos vai f**ando mais definida. Menos aberta ao inesperado, mais ancorada no que já conhecemos.

E, muitas vezes, não é a relação que muda primeiro. É a forma como deixamos de olhar para ela com curiosidade.

Porque o desejo vive muitas vezes no que ainda não consegues antecipar no outro.

Se "relaxar" engravidasse, não precisávamos de médicos, precisávamos de férias!Quantas vezes já ouviste (ou disseste) qu...
15/04/2026

Se "relaxar" engravidasse, não precisávamos de médicos, precisávamos de férias!

Quantas vezes já ouviste (ou disseste) que o segredo para engravidar é "parar de pensar no assunto"? Embora pareça um conselho carinhoso, a Psicologia da Saúde revela uma realidade muito diferente.

Vamos a factos (com ciência, sem filtros):

1. O mito: "Estás muito tensa, por isso é que não acontece."
A realidade: A infertilidade é uma condição médica. Dizer a alguém para relaxar é inverter a lógica: o stress não é a causa da infertilidade, é a consequência de meses ou anos de esperança e luto repetido. Estudos mostram que o stress de quem tenta conceber sem sucesso é um dos mais altos registados na psicologia clínica.

2. O mito: "A fulana desistiu e engravidou logo."
A realidade: Casos isolados não são ciência. A biologia não espera que tu "desistas" para funcionar. O que acontece é que, ao "desistir", o casal muitas vezes reduz o stress social, mas o sucesso biológico deve-se a múltiplos fatores que nada têm a ver com "parar de querer".

3. O mito: "Tens de ser positiva, a tua mente controla o teu corpo." A realidade: Isto chama-se Positivismo Tóxico. Ninguém cura uma obstrução nas trompas ou uma baixa contagem de espermatozoides com "pensamento positivo". O que a ciência prova é que a validação da dor (aceitar que é difícil e que está tudo bem não estar bem) é muito mais saudável para a mente do que forçar um sorriso.

Então, como podemos ser humanos de verdade para estas mulheres?
A ciência do suporte social é simples: menos conselhos, mais escuta. Em vez de tentares ser o médico ou o "guru" do relaxamento, tenta ser apenas o amigo.

- "Lamento que estejas a passar por isto."

- "Estou aqui para te ouvir, sem julgamentos e sem receitas mágicas."

- "Como te posso apoiar hoje?"

Às vezes, a maior ajuda que podes dar é validar que a luta dela é real, legítima e que ela não tem de a carregar com um sorriso forçado.

A conversa já acabou mas tu ainda lá estás.Voltas a pensar no que aconteceu.Dás voltas à conversa.No que disseste.No que...
26/03/2026

A conversa já acabou mas tu ainda lá estás.

Voltas a pensar no que aconteceu.
Dás voltas à conversa.
No que disseste.
No que devias ter dito.

E quanto mais pensas…
mais te custa sair daí.

Na ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), trabalhamos de outra forma.

Em vez de tentar parar ou controlar o que te passa pela cabeça,
aprendes a lidar com isso de outra maneira.

A ideia não é “pensar positivo”
nem deixar de ter estes pensamentos.

É conseguir que estejam presentes
sem mandarem nas tuas decisões.

Mesmo com dúvida ou desconforto,
continuas, um passo de cada vez,
na direção do que é importante para ti.

Esses pensamentos podem continuar a aparecer.
Mas não têm de definir o que fazes a seguir.

E podes começar a avançar, mesmo assim.

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Hoje não vou falar da “força da mulher”.Porque há mulheres que hoje não se sentem fortes.Hoje abriste o telemóvel e enco...
08/03/2026

Hoje não vou falar da “força da mulher”.
Porque há mulheres que hoje não se sentem fortes.

Hoje abriste o telemóvel e encontraste fotografias de barrigas, bebés e frases bonitas sobre maternidade.
E, no meio disso tudo, voltou aquele aperto que só tu conheces.

Aquele medo silencioso de que talvez nunca aconteça.
A sensação de que pode haver algo de errado contigo.
E aquela comparação constante com os outros, como se para toda a gente fosse simples, menos para ti.

A infertilidade quase nunca aparece nas publicações do Dia da Mulher.
Mas ela está lá.
Nas consultas, nos exames, nas noites mal dormidas, nas perdas que quase ninguém vê e nas esperas que parecem não ter fim.

Hoje também penso em ti.

Em ti que continuas a tentar.
Em ti que já estás cansada de tentar.
Ou em ti que já nem sabes bem qual será o teu caminho.

Ser mulher não se mede pela capacidade de ter um filho.
Hoje também é para ti.

́demental

Hoje fala-se de amor.Na prática clínica, vejo muitas relações onde o sentimento existe, mas a convivência tornou-se difí...
14/02/2026

Hoje fala-se de amor.

Na prática clínica, vejo muitas relações onde o sentimento existe, mas a convivência tornou-se difícil.

Conversas que escalam rapidamente.
Silêncios prolongados.
Assuntos que nunca chegam a ser realmente resolvidos.

O problema aparece quando ninguém sabe como continuar a conversa sem magoar o outro.

A terapia de casal serve para pegar nessas conversas que nunca acabam bem e trabalhá-las com tempo, método e acompanhamento.

Não é para decidir quem tem razão, mas sim perceber o que está a acontecer entre os dois, porque é que reagem assim, e o que podem fazer diferente.

Com estrutura.
Com responsabilidade.
Sem atalhos.

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́demental ̧õessaudáveis

Nem tudo vai f**ar bem. E é importante dizê-lo.O que aconteceu na zona de Leiria (e o que está a acontecer em tantas out...
05/02/2026

Nem tudo vai f**ar bem. E é importante dizê-lo.
O que aconteceu na zona de Leiria (e o que está a acontecer em tantas outras zonas do país), não foi só uma tempestade.
Foram casas destruídas.
Memórias perdidas.
Negócios arruinados.
Pessoas que, num instante, perderam o chão. Pessoas que perderam a vida...
Para muita gente, isto não vai passar rápido.
Não se resolve com pensamento positivo.
Há quem vá f**ar com medo quando chove
e quando faz vento mais forte.
Há quem vá demorar meses a recuperar.
Há quem vá carregar isto no corpo e na mente.
É o que f**a depois.
Muitas pessoas estão agora mais tensas.
Mais cansadas.
Mais fechadas.
Com dificuldades em dormir.
Ninguém f**a igual depois disto.
Não é fingir que está tudo bem que ajuda.
É ter espaço para sentir.
Apoio real.
Tempo.
Comunidade.
E, quando necessário, ajuda profissional.
Se foste afetado(a), não tens de ser sempre forte.
Se não foste, não minimizes.
Empatia não é dizer “vai passar”.
É f**ar. Ouvir. Ajudar. Respeitar.

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Infertilidade é acordar com esperança e adormecer com medo.É viver por ciclos e aguentar muita coisa em silêncio.Na psic...
19/01/2026

Infertilidade é acordar com esperança e adormecer com medo.

É viver por ciclos e aguentar muita coisa em silêncio.

Na psicoterapia, não se pede “positividade”.
Trabalha-se a culpa, a ansiedade e a pressão à volta do processo, para que possas continuar a viver a tua vida sem f**ares reduzida ao diagnóstico.

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Infertilidade...É acordar com esperança e adormecer com medo. É sorrir por fora e sentir um peso difícil de explicar por...
19/01/2026

Infertilidade...
É acordar com esperança e adormecer com medo. É sorrir por fora e sentir um peso difícil de explicar por dentro.

Muitas mulheres descrevem esta experiência como viver “por ciclos”: expectativa, espera, desilusão.

No acompanhamento psicológico, o objetivo é ter um lugar onde podes falar sem filtros, perceber como a culpa e a ansiedade se instalam, e voltar a ter algum controlo sobre o teu dia-a-dia, mesmo quando o resultado não está nas tuas mãos.

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09/01/2026

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