28/07/2026
Eu sei, mas deixem-me explicar.
Li esta frase no livro da Ana Cláudia Arantes que recomendei aqui na página e esta foi uma das frases que mereceu uma maior reflexão e por isso decidi partilhar com vocês.
A autoestima é um autoconceito daquilo que somos, do valor que temos, da forma como nos vemos e às nossas capacidades.
Desta forma é natural que ter uma baixa autoestima é, para muitos, sinónimo de um grande sofrimento. Acham-se incapazes, inferiores e pequenos quando se comparam e aos seus feitos com os dos outros. Por ser assim, repetem coisas para si mesmos como "ninguém gosta realmente de mim" e, por isso, em vez de procurarem amor, procuram aprovação.
É aqui que as coisas se complicam.
O facto de alguém ter uma baixa autoestima, implica, paradoxalmente, viver como se toda a gente estivesse a olhar para si e a julgar os seus fracassos e a forma como sente as suas emoções. Por outras palavras, essa pessoa vive de uma forma em que parece que o mundo gira completamente à sua volta.
Este é o paradoxo: quanto mais a pessoa acredita que toda a gente ao seu redor a julga, quanto mais inferior se sente mas, ironicamente, mais se coloca como o centro das atenções, implicando um foco excessivo em si mesmo.
“Não somos tão especiais ao ponto de todos pensarem que não somos bons o suficiente. O mundo não está a girar em torno do nosso umbigo, ou apesar dele” (Arantes, 2019).
No fim de contas, resume-se a isto. Na tentativa de mostrar o seu valor, alguém com baixa autoestima age como se o mundo estivesse sempre contra ela, como se ela fosse o centro de tudo.
Felizmente, mesmo não sendo perfeitos, todos somos capazes de mudar, rever as nossas crenças e desafiarmo-nos a viver de outra forma, crescendo com as nossas limitações ao mesmo tempo que aprendemos a colocar de lado esta maneira de viver que, verdadeiramente, não nos ajuda em nada em adaptar à realidade em que vivemos.
Espero que vos tenha feito sentido de alguma coisa maneira.