21/09/2026
A inovação na saúde digital não pode acontecer numa "caixa-preta".
À medida que a Inteligência Artificial e as plataformas digitais ganham espaço na fisioterapia e nos cuidados de saúde, surge uma questão fundamental: onde termina a propriedade intelectual e onde começa o dever de transparência científica?
Elaborei e submeti uma Exposição Técnica e Pedido de Apreciação Regulatória a entidades reguladoras da saúde, instâncias de certificação de dispositivos médicos e ordens profissionais.
Neste documento, a**liso criticamente:
🔹 Falta de Reprodutibilidade: Estudos publicados sem a descrição detalhada dos algoritmos e dos protocolos de tratamento, inviabilizando a sua replicação independente por outros investigadores (conforme exigido pelas diretrizes internacionais TIDieR e ICMJE).
🔹 Divergências de Diretrizes: Desvios não justificadas em relação a referenciais clínicos internacionais (como as orientações do NICE) no que toca à dosagem, duração e uso de biofeedback.
🔹 Responsabilidade Técnica e Escala: O impacto do uso de machine learning na supervisão clínica, no raciocínio diagnóstico e na escala de pacientes por profissional.
🔹 Escrutínio de Dispositivos Médicos: A necessidade de auditoria e validação rigorosa do software e tecnologia que suportam estas intervenções.
A tecnologia é um meio excelente, mas a segurança do doente e a prática baseada em evidências exigem rigor, clareza e responsabilidade deontológica.
📄 Quer ler a análise completa?
O link para o artigo e para o documento na íntegra está na bio (ou aceda diretamente no LinkedIn).
https://www.linkedin.com/pulse/methodological-transparency-regulation-clinical-practice-laira-ramos-eulcf