Dos zero aos três

Dos zero aos três Projeto de apoio à relação entre e pais e bebés dos zero aos três anos

Ser mãe, por si só, é o papel mais difícil e exigente que existe.Mas ser mãe rodeada de colo e amor ou rodeada de crític...
02/05/2021

Ser mãe, por si só, é o papel mais difícil e exigente que existe.

Mas ser mãe rodeada de colo e amor ou rodeada de crítica e desvalorização faz toda a diferença na forma como se vive essa maternidade.

Hoje, dia da mãe, gostava que pudéssemos parar para repensar a forma como se tem vindo a olhar para as mães porque se hoje são as melhores do mundo, nos outros dias do ano parecem ser os alvos preferidos para as críticas.

Não sei se sentem o mesmo mas tenho vindo a observar uma tendência para “policiar” as mães. Qualquer que seja a decisão que tomem, haverá sempre alguém pronto para as criticar e/ou desvalorizar, como se conhecidos e desconhecidos se achassem no direito de fiscalizar tudo o que as mães fazem com os seus bebés.

E por vezes não é algo tão óbvio assim. Pode ser feito de forma mais ou menos subtil e facilmente pode ser justificado como sendo “apenas” um comentário, uma opinião ou um conselho. Pode até existir uma boa intenção por detrás de quem o faz mas agora imaginem o que é receber um palpite por cada pessoa que se cruze no seu caminho.

Ser mãe já é viver num mar de dúvidas, medos e inseguranças. Não precisam que as façam sentir ainda mais perdidas nas suas escolhas. Até porque, no limite, se tivermos uma mãe a precisar de ajuda, não me parece que a queiram pedir a quem sempre as olhou de lado.

Tudo o que hoje desejo às mães é que recebam menos críticas e mais compreensão; menos palpites e mais colo; menos olhares de lado e mais braços estendidos.

Feliz dia da mãe ❤

Hoje é o dia mundial da consciencialização do autismo e não queria deixar passar este dia sem vos falar de autismo e beb...
02/04/2021

Hoje é o dia mundial da consciencialização do autismo e não queria deixar passar este dia sem vos falar de autismo e bebés.

Em Portugal ainda não existe uma grande consciencialização para sinais de alerta nos bebés que podem indicar um maior risco de desevolver uma perturbação do espectro do autismo. Estes sinais precoces são muitas vezes ignorados ou desvalorizados.

Vários são os estudos e investigações internacionais, nomeadamente em França, Itália, Brasil e Reino Unido e que contam com a participação de médicos, psicólogos, psicanalistas, psicomotricistas, osteopatas e outros profissionais de saúde, que têm relacionado vários sinais precoces de sofrimento em bebés - inclusive nos primeiros meses de vida - com um maior risco para desenvolver alguma perturbação, entre elas, do espectro do autismo.

A identificação desses sinais e a intervenção multidisciplinar precoce quando indicada podem ter um papel determinante no desenvolvimento destas perturbações.

Se é verdade que cada bebé tem o seu ritmo e o seu tempo, também é verdade que não existe uma idade mínima para se pedir uma opinião profissional. Nunca é cedo demais se sentem que há algo que pode não estar bem com o vosso bebé.

Saibam mais no artigo ❤

Hoje, dia 2 de Abril, é o dia mundial da conscientização do autismo. As perturbações do espectro do autismo são perturbações do neurodesenvolvimento geralmente caracterizadas por dificuldades na comunicação e interação social, existência de comportamentos repetitivos ou estereotipados, ...

COLODar colo é muito mais do que segurar um bebé nos braços.Dar colo é sobre parar e escutar.É sobre sintonizar, acolher...
28/02/2021

COLO

Dar colo é muito mais do que segurar um bebé nos braços.
Dar colo é sobre parar e escutar.
É sobre sintonizar, acolher, amparar.
É sobre conter, sustentar, regular.
É sobre receber um bebé nos braços mas também suportar os seus medos e as suas angústias (e por vezes as nossas também).

É por isso importante perceber que podemos nem sempre estar a dar colo quando seguramos um bebé nos braços.
Há bebés que podem ser carregados durante horas e ainda assim terem falta de colo.
Oiço muitas vezes: "Só quer colo, está o dia todo agarrado a mim e ainda assim só pede colo".
Talvez porque ter colo seja muito mais do que apenas ser carregado.

Normalmente os bebés gostam de ser carregados, gostam de estar junto dos pais e ver o mundo de outra perspectiva. Por isso pedem para ser carregados.
Mas quando pedem colo, não querem apenas ir para os braços de alguém. É mais do que isso, é um pedido de ajuda. E essa ajuda é para ser dada.

Por isso quando alguém diz que dar colo sempre que pedem é errado pois torna os bebés mal-habituados costumo pensar que o único erro é não permitir que os bebés se habituem ao colo.
Porque o colo é algo que não deve ser negado a ninguém.
Muito menos a um bebé.

❤️

São vários os sinais que nos podem indicar a existência de sofrimento psíquico e/ou físico no bebé. Mas e se o primeiro ...
09/01/2021

São vários os sinais que nos podem indicar a existência de sofrimento psíquico e/ou físico no bebé. Mas e se o primeiro sinal de alerta for "apenas" o que os pais sentem?

Sabem aquelas situações em que os pais simplesmente sentem que algo não está bem com o seu bebé?

Não me refiro aos medos e receios naturais da parentalidade: Será que está bem? Será que o entendo? Será que lhe estou a dar o que precisa? Será que se está a desenvolver bem?

Refiro-me àquelas situações em que aparentemente tudo está bem mas os pais continuam a sentir que há algo de errado com o seu bebé. Costumam ser eles os primeiros a dar o sinal de alarme, afinal de contas, há sinais que só um coração de uma mãe e de um pai consegue captar. E isso costuma acontecer muito antes de surgirem sinais que sejam óbvios para o resto das pessoas.

Por se tratarem de sinais tão subtis, as queixas dos pais são muitas vezes desvalorizadas sem realmente haver antes uma preocupação em entender a origem dessas suspeitas: Isso é do feitio dele. Com o tempo passa. É só uma fase. Não há nada de errado. São coisas da vossa cabeça.

Frequentemente os pais acabam por se sentir pressionados a silenciar o que os seus corações lhes dizem por não terem como justificar o que sentem ou por não encontrarem quem acredite neles. E o tempo passa mas a sensação não.

Lembrem-se que os pais são os verdadeiros especialistas daquele bebé e por isso, salvo raras exceções, são eles as pessoas mais sintonizadas com aquele pequeno ser. Se eles sentem que algo não está bem, o mais provável é estarem certos. Os sinais no bebé podem ser tão subtis e pouco óbvios (principalmente quanto mais pequenos forem) que muitas vezes só os pais conseguem dar-se conta que há algo que não está bem, mesmo nem sempre sabendo identificar o que os leva a terem essa sensação.

Fraldinhas, peluches, chuchas, mantas, almofadas... Vamos falar da importância dos objetos (e fenómenos) transicionais n...
07/12/2020

Fraldinhas, peluches, chuchas, mantas, almofadas... Vamos falar da importância dos objetos (e fenómenos) transicionais nos bebés?

Os objetos transicionais mais comuns são uma fraldinha, um peluche, uma almofada ou a chucha. Em alternativa a um objeto, alguns bebés podem preferir fenómenos transicionais, como balancear, chuchar no dedo, mexer no próprio cabelo, cantar músicas, etc. Quando costumam surgir a preferência por...

Já ouviram dizer que os bebés choram porque é a única forma que têm de comunicar?O choro é sem dúvida a forma mais efica...
26/11/2020

Já ouviram dizer que os bebés choram porque é a única forma que têm de comunicar?

O choro é sem dúvida a forma mais eficaz de ser atendido, simplesmente não dá para ignorar um bebé que chora, certo?

Mas será a única forma de comunicar?

Não nos podemos esquecer que chorar envolve um enorme gasto de energia que também é necessária para outras funções.

Podemos então pensar que os bebés quando choram é porque todos os seus esforços de comunicar de outras formas não surtiram efeito e/ou quando o que estão a sentir é simplesmente insuportável e precisam de apoio imediato para se regularem (esta é uma das razões pelas quais não se deve deixar sozinho um bebé que está a chorar).

Mas então que outras formas tem o bebé de comunicar para além do choro?

Através do olhar, sons, expressões faciais, gestos, movimentos, postura corporal, reações.

No início pode ser difícil identificar e traduzir a linguagem não verbal dos bebés. É preciso tempo para conhecer aquele bebé, a sua forma de comunicar, a sua tolerância, os seus recursos, o seu contexto.

Mas não se preocupem. Assim que tenham essa possibilidade, os bebés também vão aprimorando a sua forma de comunicar e expressar. Afinal de contas, eles só querem ser atendidos e entendidos.

Quando li este poema pela primeira vez imediatamente pensei nos bebés.Acabados de chegar a um mundo totalmente novo, há ...
26/11/2020

Quando li este poema pela primeira vez imediatamente pensei nos bebés.

Acabados de chegar a um mundo totalmente novo, há tanto por descobrir, tanto por decifrar, tanto por entender. E o tempo, esse, parece pouco para tanto.

Mas não é só uma questão de tempo pois não?

É também uma questão de imaturidade neurológica e emocional.

Em recém-nascidos passam pelo menos dois terços do dia a dormir. Apesar dos dias terem 24 horas, a vossa imaturidade só vos permite absorver o mundo em pequenas doses. Cada pequena dose de tempo acordados significa uma imensidão de sensações novas. Sensações que não conhecem, não entendem, não lhes encontram um significado. Sensações que por vezes são sentidas como insuportáveis e para as quais não têm uma explicação. É um mundo que ainda não tem sentido, não tem um tempo, não tem um espaço, não tem uma história. É apenas um mundo “estranho e louco” e não têm como o entender sozinhos.

Todas essas experiências sensoriais iniciais só podem começar a ganhar sentido se existir alguém que as acolha e, emprestando-vos a sua capacidade de pensar e entender este mundo, procure colocar hipóteses, traduzindo e legendando o que estão a sentir e respondendo de acordo com as vossas necessidades. Alguém que vos faça acreditar que não se vão perder num mundo sem sentido; alguém que vos proporcione uma sensação de continuidade, de previsibilidade, de estabilidade, de segurança; alguém que, mesmo não sabendo tudo, estará a fazer de tudo para vos entender e fazer-vos entender o mundo.

SONO DO BEBÉ: BIOLOGIA DO SONO E INFLUÊNCIA DOS ASPECTOS SÓCIO-HISTÓRICOSPartilho convosco um evento online que acontece...
13/11/2020

SONO DO BEBÉ: BIOLOGIA DO SONO E INFLUÊNCIA DOS ASPECTOS SÓCIO-HISTÓRICOS

Partilho convosco um evento online que aconteceu esta semana sobre o sono do bebé.
Helen Ball é professora de Antropologia na Universidade de Durham, diretora do Parent Infant Sleep Lab e investigadora há 25 anos sobre o sono dos bebés.
Podem saber mais no site da Infant Sleep Info Source.

Festival of Social Science 2020 Public Lecture

Olá!O meu nome é Teresa, sou psicóloga clínica e o meu especial interesse pela área da primeira infância levou-me a inve...
11/11/2020

Olá!
O meu nome é Teresa, sou psicóloga clínica e o meu especial interesse pela área da primeira infância levou-me a investir muito do meu tempo no estudo e trabalho com pais e bebés. Assim nasceu este projeto que hoje vos dou a conhecer. Espero que este possa ser um espaço de partilha e descoberta sobre tudo o que envolve a relação entre pais e bebés dos zero aos três anos.
Sejam bem-vindos!

Endereço

Lisbon

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Dos zero aos três publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Dos zero aos três:

Compartilhar