Sociedade Portuguesa de Psicanálise

Sociedade Portuguesa de Psicanálise A Sociedade Portuguesa de Psicanálise é uma associação cientifica que tem por missão a investigação, a divulgação, a promoção da prática da psicanálise.

ALÉM DA COR ROSAAutora — Alice Cunha — PsicólogaFilme — My Life in Pink (1997)Realizador — Alain BerlinerA forma de apre...
24/08/2026

ALÉM DA COR ROSA

Autora — Alice Cunha — Psicóloga

Filme — My Life in Pink (1997)

Realizador — Alain Berliner

A forma de apresentação de Ludovic e seu lugar no romance familiar, são grandes norteadores da análise aqui em questão, pois serão remetidos a todo momento a uma questão pontual e marcante em suas características, por nos darem uma noção de como o personagem se reconhece e a sua dinâmica familiar.

Ludovic utiliza sua roupa íntima de forma contrária, rechaçando qualquer indício de masculinidade que possa contrariar a sua feminilidade, como é exibido em uma das cenas. Em “A cabeça da Medusa”, Freud (5) destaca o momento da descoberta da criança sobre os genitais, criando consciência e diferenciação; e um certo temor ao reconhecer nos pais tal acontecimento. Diante dessa perspectiva, podemos notar que Ludovic percebe e tenta negar a genitália ao colocar a cueca para trás e ficar com a frente lisa para não se confrontar com seu ge***al, tentando ocultar seu corpo.

Texto na íntegra em:  https://cinemapsicanalise.pt/2026/08/12/alem-da-cor-rosa-my-life-in-pink-1997/

LÁ FORA CÁ DENTROAnna Freud, Dorothy Burlingham e Grete Bibring em Walberswick, a casa de férias dos Freud em Suffolk, 1...
23/08/2026

LÁ FORA CÁ DENTRO

Anna Freud, Dorothy Burlingham e Grete Bibring em Walberswick, a casa de férias dos Freud em Suffolk, 1940, Freud Museum London, todos os direitos reservados.

LÁ FORA CÁ DENTROAlice Bálint na praia (sem data), bridge images, todos os direitos reservados.
16/08/2026

LÁ FORA CÁ DENTRO

Alice Bálint na praia (sem data), bridge images, todos os direitos reservados.

LÁ FORA CÁ DENTRO “A série de oito livros de Sharon Kivland, “Freud on Holiday”, é o relato de um projeto absorvente de ...
09/08/2026

LÁ FORA CÁ DENTRO

“A série de oito livros de Sharon Kivland, “Freud on Holiday”, é o relato de um projeto absorvente de compreensão daquilo que se pode saber sobre Sigmund Freud e daquilo que se pode pensar partindo das suas férias, reconstruídas com base na sua escrita psicanalítica, das cartas e biografias, e das memórias de outros.
Estes livros ágeis e eruditos assumem a forma de narrativas aparentemente ligeiras e objetivas, prendendo ao mesmo tempo o leitor em ironias e subtilezas quase impercetíveis. Kivland não apresenta as férias de Freud de forma cronológica, mas reconstrói-as em torno de estados de espírito de Freud em determinados lugares: um sonho de Roma, um sentimento de melancolia em Trieste, uma perturbação da memória em Atenas, e a navegação do “desfiladeiro cavernoso” (tanto de uma escalada de montanha real como do inconsciente em sonho). Nos locais onde Freud esteve várias vezes, incidentes distintos sobrepõem-se, à medida que um estado de confusão ou lapso de memória inflete outro, e à medida que Kivland faz coincidir a sua própria experiência — os seus Reisemalheurs, enxaquecas e “ocasional depressão ligeira” — com as de Freud. Isto aponta para as seguintes questões: com que autoridade se pode saber o que Freud sentiu ou o que quis dizer? Que possível revisitação ou reencenação poderia induzir um estado de espírito duplicado ou semelhante? E, em todo o caso, pode um estado de espírito ser modelado? Kivland modela, de forma leve mas intensa, os modos como Freud moldou de tal maneira a nossa compreensão do pensamento que Freud só pode ser pensado através de Freud, em termos freudianos.”

Elizabeth Ledge, 2025, “Not Getting There is Half the Fun: Holidays with Freud”, Art Journal, 74-1, New York.

Imagens: Sharon Kivland - “Freud on Holiday”, Vol 1 & 2 - Information as Material”, 2006/2007, Volume 1, “Freud Dreams on Rome”, 32p; Volume 2, “A Distrubance of Memory”, 181p, todos os diretos reservados.

LÁ FORA CÁ DENTRO “O sofrimento gerado pelo horror da Grande Guerra constituiu um dos alicerces da nossa compreensão do ...
02/08/2026

LÁ FORA CÁ DENTRO

“O sofrimento gerado pelo horror da Grande Guerra constituiu um dos alicerces da nossa compreensão do trauma. Produziu uma profusão de sintomas sobre os quais os primeiros psicanalistas puderam testar as suas hipóteses. A Segunda Guerra Mundial criou uma paisagem inteiramente nova na Europa e, durante algum tempo, procurou erradicar os direitos humanos e a liberdade de pensamento. A psicanálise sofreu profundamente, e muitos analistas — entre eles Freud — tornaram-se migrantes involuntários. Este contexto deu origem a uma nova era de reflexão sobre a estrutura da mente humana, desenvolvida nos orfanatos de guerra de Londres, bem como nas salas de aula e nas clínicas dos Estados Unidos. A partir desse momento, a psicanálise nunca mais seria a mesma. Hoje, uma nova vaga atravessa a Europa: refugiados em busca de asilo cruzam fronteiras e entram diretamente na nossa vida psíquica através das redes sociais e da nova prótese tecnológica que é o smartphone. Como poderemos integrar os imigrantes? E que nova forma de psicanálise emergirá para responder a este desafio? O que a psicanálise tem a dizer quando as fronteiras se desmoronam, quando é necessário instituir novas leis e quando se torna urgente a emergência de um Outro legislador, novo ou reformulado — uma urgência com a qual o inconsciente lida de um modo singularmente perverso? Talvez exista um lugar para um talento perverso, criativo e subversivo, capaz de desafiar aquilo que falha, aquilo que dá à costa nas praias da Europa. Deverá a psicanálise deixar-se arrastar pela maré, afogar-se nas águas pouco profundas ou aproveitar uma vaga favorável para repensar os laços sociais e responder aos encontros traumáticos?”

Gerard Moore, 2015, “Psychoanalysis in Times of Mass Migration”, Dublin, The Association for Psychoanalysis and Psychotherapy in Ireland.

Imagem: Nuno Ferreira Santos, 2026, “Em Ceuta, milhares de migrantes ainda enfrentam a fome, a falta de lugar para dormir e a incerteza sobre o futuro”, Jornal Público, 1 de agosto, todos os direitos reservados.

NOTÍCIA “Encontro COWAP – Terramotos na Venezuela”1 de agosto 2026 Os terramotos deixam marcas que vão muito além da des...
27/07/2026

NOTÍCIA “Encontro COWAP – Terramotos na Venezuela”

1 de agosto 2026

Os terramotos deixam marcas que vão muito além da destruição material. Eles rompem referências, despertam o desamparo e desafiam a capacidade de elaborar perdas, traumas e lutos.
Sob a coordenação Latino-americana, o comité da IPA Mulher e Psicanálise-COWAP organiza este evento propondo uma reflexão psicanalítica sobre os efeitos subjetivos dos terremotos na Venezuela, país com o qual Portugal tem laços profundos, explorando os impactos psíquicos, o cuidado emocional e os caminhos possíveis para a reconstrução da vida e dos vínculos.
Trata-se de um espaço de escuta, diálogo e solidariedade diante da crise humanitária que precipitou e, para além de palestrantes com fortes ligações com a região, conta com a intervenção da presidente da SPP, Conceição Tavares de Almeida, overall chair do COWAP.
As línguas faladas são o espanhol e o português.

Email para inscrição: mailto:[email protected]


LÁ FORA CÁ DENTRO “ -  O que continua a interessá-lo numa conversa que exige tempo, numa época dominada por respostas rá...
26/07/2026

LÁ FORA CÁ DENTRO

“ - O que continua a interessá-lo numa conversa que exige tempo, numa época dominada por respostas rápidas?
- Acho as outras pessoas infinitamente interessantes.
- Acha?
- Acho. Quando funciona, a psicanálise liberta-nos da fixação em nós próprios e permite-nos interessarmo-nos pelos outros e pelo mundo. Quando estamos ansiosos ou deprimidos, ficamos obcecados connosco próprios; não conseguimos evitá-lo. A psicanálise diz respeito à colaboração e à vida em comum, não ao solipsismo. Perante o estado do mundo, pode ser um dos últimos lugares onde as pessoas ainda conseguem dizer o que pensam e sentem. Espero que não se transforme numa fuga à política, mas que lhes permita regressar ao mundo com maior capacidade de agir.”

Isabel Lucas, 2026, Entevista ao psicanalista Adam Phillips, Ípsilon, Público, 24 de Julho de 2026.

Imagem: “Adam Phillips no seu estúdio, em Londres”, Ípsilon, Público, 24 de Julho de 2026, todos os direitos reservados.

Convite à leitura! “ESTADOS NÃO REPRESENTADOS E A NECESSIDADE DE UMA PSICANÁLISE TRANSFORMACIONAL“, um artigo de Marcelo...
25/07/2026

Convite à leitura! “ESTADOS NÃO REPRESENTADOS E A NECESSIDADE DE UMA PSICANÁLISE TRANSFORMACIONAL“, um artigo de Marcelo Gomes no último número da RPP

“Gadinni (1984) e Bolognini (2020) apontaram que houve mudanças significativas nas manifestações psicopatológicas desde a época de Freud. Ambos os autores indicam que os estados borderlines e narcisistas são componentes das mudanças observadas nas manifestações psicopatológicas contemporâneas. Essas mudanças não alteraram a psicanálise em seu método ou processo, mas continuaram a levar o trabalho analítico além dos elementos reprimidos do inconsciente para um nível mais profundo que enfatiza a transformação de estados não representados e, portanto, mais sobre a criação de estrutura psíquica do que o acesso ao conteúdo reprimido. O processo transformacional enfatiza o trabalho com o paciente para criar novas estruturas psíquicas em áreas caracterizadas por vazios, reforçar estruturas psíquicas fracas que contribuem para distorções e, para que o aparato psíquico funcione de forma mais organizada. Este artigo tem como objetivo explorar o conceito de psicanálise transformacional como uma abordagem para trabalhar com estados não neuróticos em um contexto analítico pós-moderno, revisitando a ideia de representação de Freud e discutindo as perspetivas freudianas contemporâneas sobre estados não representados com um caso clínico. Além disso, o artigo propõe que, para se concentrar num modo mais transformacional, o analista precisa funcionar como o «Outro Operativo», conforme articulado por Freud na sua expressão «wirksamen anderen» (1916), seguido de um caso clínico.”

Vol 46 nº1 (2026)
Revista Portuguesa de Psicanálise 46(1) 11-38



https://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/299

NOTICIA XIV Colóquio do Porto - Psicanálise e Cultura “Ideais, Ideais eideologias”13 e 14 de novembro 2026 Fundação Eng....
22/07/2026

NOTICIA XIV Colóquio do Porto - Psicanálise e Cultura “Ideais, Ideais e
ideologias”

13 e 14 de novembro 2026

Fundação Eng. António de Almeida - Porto



Convidamos todos os interessados a participar no XIV Colóquio do Porto -
Psicanálise e Cultura “Ideias, Ideais e Ideologias: A Liberdade de Pensar”,
que terá lugar nos dias 13 e 14 de Novembro de 2026, na Fundação Eng.
António de Almeida - Porto. Iremos contar também com a Supervisão IPSO de
Christian Dunker (Exclusivo para membros IPSO), limitado a 25 vagas, indique
intenção de participar na inscrição.

Inscrições através do email:
mailto:[email protected]

Preço: 70€

NIB: 0010 0000 2205 8190 00120

Incluir nome, NIF e comprovativo de transferência para o Instituto de
Formação e Terapêutica Psicanalítica do Porto.

NOTICIA PÓS-EVENTOAssinatura de Protocolo de Cooperação SPP e Associação CEDROS30 de Junho 2026No passado dia 30 de junh...
21/07/2026

NOTICIA PÓS-EVENTO

Assinatura de Protocolo de Cooperação SPP e Associação CEDROS

30 de Junho 2026

No passado dia 30 de junho, a Sociedade Portuguesa de Psicanálise (SPP) e a Associação CEDROS formalizaram um Protocolo de Cooperação, assinado pelos respetivos Presidentes.

Esta parceria reforça o compromisso das duas instituições com a divulgação da Psicanálise e da obra de João dos Santos, promovendo iniciativas conjuntas nas áreas da saúde mental, formação, investigação e pedagogia terapêutica.

Um passo importante para fortalecer a colaboração e desenvolver projetos que contribuam para a divulgação da psicanálise e para a valorização do importante legado de João dos Santos.

Endereço

Avenida Álvaro Pais, 15
Lisbon
1649-006

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