Jorge Marques-Psicólogo Clínico

Jorge Marques-Psicólogo Clínico Deixar de viver sem Ansiedade e ataques de pânico é possível. Há ferramentas que ajudam a mudar Há ferramentas que ajudam a mudar e a voltar sentir-se seguro.

Talvez, mais seguro ainda.

O arrependimento muitas vezes vem mascarado de luto pelo tempo. Sentimos que investimos meses ou anos da nossa vida num ...
28/07/2026

O arrependimento muitas vezes vem mascarado de luto pelo tempo. Sentimos que investimos meses ou anos da nossa vida num "projeto falhado" e que não há forma de recuperar esse tempo.
Vamos mudar esta perspetiva: o tempo que passou não foi um desperdício. Foi vida vivida, com todos os seus altos, baixos e, sobretudo, aprendizagens. O facto de algo ter terminado não apaga a sua capacidades, a resiliência por ter tentado, nem o crescimento pessoal que se retirou dessa jornada.
Não encare o tempo passado como uma perda, mas como a "mensalidade" que pagou para se conhecer melhor, para saber exatamente o que não quer repetir no futuro e para aprender a estabelecer limites.
A sua vida não está em pausa nem o seu tempo acabou. O capítulo mais consciente da sua história pode começar exatamente agora.

Um dos arrependimentos mais dolorosos num fim de ciclo é a sensação de que traímos a nossa própria intuição. Quando esta...
19/07/2026

Um dos arrependimentos mais dolorosos num fim de ciclo é a sensação de que traímos a nossa própria intuição. Quando estamos imersos na confusão emocional de uma crise, é profundamente humano e natural procurarmos validação externa. Procuramos o conselho de amigos e familiares porque duvidamos da nossa própria clareza.
Se cedeu aos argumentos de quem estava de fora, compreenda isto: fê-lo porque confiava nessas pessoas e porque uma parte de si queria que eles tivessem razão. Queria que a relação tivesse salvação.
O objetivo agora não é culpar os seus amigos, e muito menos culpar-se a si por os ter ouvido. O objetivo é usar esta dor como um ponto de viragem.

Julgar as nossas escolhas passadas com a informação que temos apenas no presente é uma armadilha dolorosa da nossa mente...
14/07/2026

Julgar as nossas escolhas passadas com a informação que temos apenas no presente é uma armadilha dolorosa da nossa mente (na psicologia chamamos-lhe viés retrospetivo).

Quando olhamos para trás, é fácil pensar que os sinais estavam todos lá. Mas no passado, tomamos a decisão de f**ar e tentar com base na esperança, nos conselhos de quem nos rodeava e no afeto que sentíamos. Isto não foi uma falha de caráter; foi uma tentativa de preservar algo em que se acreditava.

Seja gentil com o seu "eu" do passado. Ele fez o melhor que sabia com as ferramentas e a bagagem emocional que tinha na altura.

"Será que o que eu sinto é normal ou devo procurar um psicólogo?" Esta é uma das perguntas que mais ouço. É natural ter ...
04/06/2026

"Será que o que eu sinto é normal ou devo procurar um psicólogo?"

Esta é uma das perguntas que mais ouço. É natural ter momentos de stress, mas o desespero constante não deve ser o seu "normal". Considere procurar terapia se:

✔️ A ansiedade está a interferir no seu sono e apetite.
✔️ Tem dificuldades em concentrar-se no trabalho/estudos.
✔️ Evita situações sociais por medo de não saber como lidar.
✔️ Sente um aperto no peito e vontade de chorar sem motivo aparente.
✔️ O sentimento de "não vou aguentar" é uma visita diária.

A terapia é o espaço seguro onde não precisa de "dar conta de tudo". Marque a sua consulta e comece a esvaziar essa mochila pesada.

A indecisão não é preguiça. É um sintoma. Um dos aspetos mais frustrantes da ansiedade permanente é a incapacidade de to...
31/05/2026

A indecisão não é preguiça. É um sintoma.

Um dos aspetos mais frustrantes da ansiedade permanente é a incapacidade de tomar decisões—desde escolhas de vida importantes até ao simples "o que vou fazer para o jantar?".

Quando o desespero diário toma conta, o cérebro f**a saturado. Qualquer escolha parece uma ameaça enorme ou um erro fatal. Se está a sentir dificuldade em tomar decisões, não se exija ainda mais. Simplifique as suas rotinas, delegue o que puder e dê tempo ao seu sistema nervoso para acalmar.

A clareza só regressa quando a tempestade interior passa.

A ansiedade é o excesso de futuro num presente que já nos sobrecarrega. O que causa esse desespero constante não é apena...
27/05/2026

A ansiedade é o excesso de futuro num presente que já nos sobrecarrega.

O que causa esse desespero constante não é apenas o que está a acontecer agora, mas a antecipação de que amanhã vai ser igualmente difícil e que, mais uma vez, não saberemos como lidar.

É o cérebro a tentar prever todos os cenários possíveis para nos proteger, mas que acaba por nos paralisar.

Hoje, desafio-o a reduzir a sua janela de preocupação. Não pense na próxima semana, no próximo mês ou ano. Foque-se apenas em atravessar a próxima hora. Um passo de cada vez.

Como se a ansiedade já não fosse difícil o suficiente, ainda carregamos a culpa por nos sentirmos assim. "Eu deveria ser...
23/05/2026

Como se a ansiedade já não fosse difícil o suficiente, ainda carregamos a culpa por nos sentirmos assim.

"Eu deveria ser mais forte", "Eu tenho tudo para ser feliz, por que estou assim?", "Toda a gente lida bem com isto, menos eu."

Estas frases soam-lhe familiares? O desespero diário alimenta-se da comparação. A verdade é que não vemos os bastidores dos outros. Culpar-se pela sua ansiedade é como culpar-se por ter febre: não resolve o problema e só traz mais sofrimento.
Substitua a crítica por compaixão. Está a fazer o melhor que pode com os recursos emocionais que tem hoje.

Guarde este post para quando a ansiedade bater forte e não souber o que fazer. Quando o desespero diário aperta e a ment...
21/05/2026

Guarde este post para quando a ansiedade bater forte e não souber o que fazer.

Quando o desespero diário aperta e a mente acelera rumo ao futuro, precisamos de trazer o cérebro de volta ao aqui e agora. Experimente a técnica 5-4-3-2-1. Olhe à sua volta e encontre:

5 coisas que pode ver (ex: uma caneta, uma árvore, uma caneca)
4 coisas que pode tocar (ex: a textura da sua roupa, a mesa)
3 coisas que pode ouvir (ex: o som do vento, os carros lá fora)
2 coisas que pode cheirar (ex: perfume, café)
1 coisa que pode saborear (ex: uma pastilha, o gosto da água)

Esta técnica simples interrompe o ciclo de ansiedade no cérebro. Já conhecia este exercício? Deixe nos comentários! 👇

Está a viver ou apenas em "modo sobrevivência"? Quando vivemos no limiar do desespero diário, o nosso foco reduz-se apen...
17/05/2026

Está a viver ou apenas em "modo sobrevivência"?

Quando vivemos no limiar do desespero diário, o nosso foco reduz-se apenas a passar para o próximo minuto, a próxima hora, o próximo dia. A ansiedade diz-nos que o perigo é constante e iminente.

Viver assim é exaustivo. Custa-nos a nossa alegria, a nossa presença nas relações e a nossa paz de espírito.

Sair do modo sobrevivência não acontece de um dia para o outro, nem com "pensamento positivo". Exige desconstruir medos, criar segurança interna e, muitas vezes, apoio profissional. Merece mais do que apenas sobreviver. Merece viver.

“Nem todos os olhares são julgadores — alguns apenas veem.”A ansiedade social amplif**a o medo de ser observado.A terapi...
08/11/2025

“Nem todos os olhares são julgadores — alguns apenas veem.”

A ansiedade social amplif**a o medo de ser observado.
A terapia ajuda a desmontar interpretações distorcidas e a ganhar conforto em situações sociais.
A liberdade começa quando deixa de temer o olhar alheio

Endereço

Avenida Capitão Salgueiro Maia, 4/loja 1
Lisbon
1885-091

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