Vera Xavier

Vera Xavier Life Coaching, Desenvolvimento Pessoal e Espiritual

28/05/2026

📣 LEGENDA 📣
Este é um padrão antigo que tem origem no tempo em que para sobrevivermos precisamos ter descendência e a proteção de um homem. Caso contrário, seríamos ostracizadas e isso representava fome ou… prostituição. Porque acha que é a mais velha profissão do mundo? Que alternativas tínhamos?

Tinhas esta consciência, Irmã?
Partilha nos comentários 🤍
Homens,shhhhhh! 🤐



26/05/2026

Obrigada! 🙏🏻🙏🏾🙏🏿
Foi tão bom conhecer tantas Mulheres incríveis. Indelével 🤍

⚜️ Três mulheres. ⚜️ Três séculos diferentes. O mesmo castigo: serem MULHERES COMPETENTES que assustam homens inseguros....
26/05/2026

⚜️ Três mulheres.
⚜️ Três séculos diferentes.
O mesmo castigo: serem MULHERES COMPETENTES que assustam homens inseguros.

Lilith disse “não” e fizeram-na demónio. Hipátia ensinou em voz alta e mataram-na cruel e publicamente.

Hildegarda desafiou Papas, chamaram-lhe santa para não terem de lhe chamar genial.
E nós? Nós não fomos demonizadas nem assassinadas, dizes. Tens a certeza? Ainda nos tentam calar. Ainda pedimos desculpa por existirmos. Fazem-nos pequenas… ou tentam! E nem percebemos que estamos a repetir um padrão com milhares de anos.

📣A boa notícia: padrões quebram-se. Eu sei porque é o que faço — com PNL, TLT, ferramentas de desenvolvimento pessoal e consciência espiritual — e porque tenho vindo a partir os meus.

Se leste isto e sentiste qualquer coisa apertar no peito, vamos trabalhar.
É o momento certo para iniciar o processo alquímico — chumbo ao Ouro?
Soa bem?

🧰 Guarda isto.
💌 Partilha com a uma mulher que anda a pedir desculpa por existir. E se estás pronta para deixar de repetir histórias que nem são tuas — o link no primeiro comentário é o teu próximo passo.

🥂 Hoje é o dia, e confesso que estou feliz e honrada, mas também com aquele frio na barriga bom, o que me diz que estou ...
25/05/2026

🥂 Hoje é o dia, e confesso que estou feliz e honrada, mas também com aquele frio na barriga bom, o que me diz que estou viva e a arriscar.

Vou estar no Casino Estoril para os Prémios Embaixadores, rodeada de pessoas que fazem a diferença, que constroem, que ousam, e percebo que o meu lugar sempre foi este: entre quem se recusa a curvar, entre quem lidera a própria mudança em vez de sobreviver a ela.

Não sei o que vai acontecer hoje, mas sei que vou aparecer, vou estar presente, vou conectar com quem precisa ouvir que soberania feminina não é rebeldia — é regresso a casa.

Obrigada a quem acreditou, obrigada a quem me desafiou, obrigada a quem me viu antes de eu me ver.

Hoje é dia de mimo! 🥰

⚜️ A crónica de hoje! Antes de um Deus barbudo, havia uma Deusa. E ela era magníf**a.De Inanna à Virgem Maria: o maior a...
24/05/2026

⚜️ A crónica de hoje!

Antes de um Deus barbudo, havia uma Deusa. E ela era magníf**a.
De Inanna à Virgem Maria: o maior apagamento da história e o que não conseguiram destruir.
Imagina que durante dezenas de milhares de anos — dezenas de milhares, não dois mil, não cinco mil — a humanidade prostrou-se perante uma figura feminina. Que o sagrado tinha seios, anquinhas largas e o poder de dar vida. Que os primeiros templos não foram construídos para um Deus iracundo com barba e agenda política, mas para Ela — a Grande Mãe, a que fazia nascer o trigo, a que comandava as marés, a que ensinava os humanos a semear e a colher.
Agora imagina que essa história foi quase completamente apagada. Quase. Estamos aqui para a homenagear e fazer vibrar em nós, mulheres.
Há cerca de trinta mil anos, as nossas ancestrais já esculpiam figuras femininas em pedra e argila. A Vénus de Willendorf, com as suas ancas anafadinhas, data de há vinte e cinco mil anos. E não é pornografia paleolítica, como alguns académicos masculinos do século XIX preferiram sugerir, com uma criatividade interpretativa que diz muito mais sobre eles do que sobre Ela. É devoção. O divino tinha forma de mulher.
A primeira divindade com nome próprio documentada na história humana não é Zeus nem Javé. É Inanna — deusa suméria do Amor, da guerra, do céu e da terra. Os seus hinos foram escritos há quatro mil anos pela sacerdotisa Enheduanna — a primeira autora com nome assinado da história… Uma mulher, claro. Uma raridade, como não tivesse havido outras. Escrito por uma mulher, para uma deusa, quatro mil anos antes de alguém ter inventado as clarabóias. Está tudo dito, certo?
Na Índia, a Shakti é a energia primordial sem a qual Shiva, o Senhor do Cosmos, é apenas um mono elegante. Posso dizê-lo com autoridade pessoal — estive em Chennai e fui até Tiruvannamalai, onde fiquei no ashram de Ramana Maharshi, esse sábio extraordinário que abandonou tudo aos dezasseis anos para passar o resto da vida a fazer uma única pergunta: Quem sou eu? Uma pergunta que qualquer mulher que já atravessou uma ruptura ou uma noite escura da alma conhece de cor.
O ashram tem aquele silêncio denso e o incendo é hipnótico. E ali ao lado, erguido aos pés da mesma montanha sagrada de Arunachala, está o Templo Annamalaiyar — com uma torre de sessenta e seis metros coberta de milhares de esculturas, deuses e deusas empilhados em pedra até ao céu. No sanctum interior, Shiva e a Deusa Unnamulai Amman habitam juntos. Não um sem o outro. Ele é o fogo. Ela é o princípio feminino sagrado sem o qual o fogo não tem onde arder. Fiquei ali parada, com o calor de Tamil Nadu nos ombros e aquela arquitectura na alma, a pensar: como foi possível convencer o Ocidente de que o divino é exclusivamente masculino? E foi ali que tudo cedeu. No meio daquele templo majestoso, um homem que eu nunca vira entoou um lamento, grave, lento, vindo de um lugar anterior às palavras, anterior ao tempo. Entrou pela minha alma dentro como quem conhece o caminho de outras vidas e despertou uma dor que eu não sabia que ainda carregava. Uma dor antiga. Uma dor cristalizada. A dor de todas as que vieram antes de mim que não puderam expressar. Foi indelével…
Em Canaã — onde talvez Jesus tenha casado —, havia Asherah, a Grande Mãe, esposa do deus principal. Havia estátuas dela nos templos, árvores sagradas em sua honra. Sabes o que o Antigo Testamento faz com Asherah? Manda apagar. Agradeçamos a rei Josias.
Versículo após versículo: destrói os seus símbolos, queima os seus locais de culto, não a menciona. Porém, Asherah, teimosa como toda a gente que foi mandada calar, continua a aparecer nas escavações arqueológicas de Israel com um sorriso de terracota que diz: tentaram, toinos!
Depois há Maria. A Virgem Maria, que entrou pela porta detrás e ficou. Sim, hoje fazemos uma ode à mãe do mestre Jesus. Os santuários marianos foram construídos, não por acaso, nos mesmos lugares onde antes havia santuários da Deusa (à Deusa negra). Fátima. Lourdes. Guadalupe. A Grande Mãe mudou de nome, curvou-se um pouco para entrar pela porta, e ficou, felizmente. Sem a energia dela talvez o mundo estivesse um pouco mais dark..
Não a conseguiram matar. Nunca vão conseguir. Porque não se mata o que é arquétipo. Não se destrói o que está inscrito na memória mais profunda da nossa espécie, anterior à linguagem, anterior à religião, anterior à ideia de que o poder tem de ter barba e traços humanos.
A Deusa não foi derrotada! Foi para debaixo da terra, como as sementes fazem no Inverno. E as sementes, como toda a boa jardineira sabe, não morrem quando desaparecem. Estão a preparar-se.
Tu, eu, nós somos a continuação de uma linhagem com trinta mil anos, de mulheres que seguraram o sagrado nas mãos, que plantaram e colheram. Somos as heroínas, valquirias, amazonas que souberam que a Vida tem forma de mulher antes de qualquer doutrina dizer o contrário. Ninguém nos roubou isso. Apenas tentaram fazer-nos esquecer.
Já te lembraste?
Agora semeia.

By Vera Xavier Academia da Nova Mulher, by Vera Xavier

Bom domingo, Almas generosas!✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨
24/05/2026

Bom domingo, Almas generosas!
✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨

21/05/2026

Quais são os deveres da Mulher?

Obrigada por esta conversa boa, Morivaldo. 🙏🏻🙏🏾🙏🏿



19/05/2026

☯️ Gostas destes temas de religião & espiritualidade?
E de Empoderamento Feminino?
Estás no perfil certo ☺️

A Culpa como Ferramenta de Controlo Sobre quem inventou a tua consciência culpada, porque foi tão conveniente e o que fa...
17/05/2026

A Culpa como Ferramenta de Controlo
Sobre quem inventou a tua consciência culpada, porque foi tão conveniente e o que fazer com isso agora.
Era uma vez um jardim. Uma mulher. Uma serpente, um fruto e uma escolha. Entraram todos num bar e… Vera, não comeces.
Bom, desde esse momento fundador, que a culpa entrou no mundo com uma força devastadora e com um rosto, o da Eva, e ficou. Instalou-se confortavelmente. Durante milénios foi o instrumento mais ef**az de controlo social que a humanidade alguma vez produziu, mais poderoso do que qualquer exército, mais duradouro do que qualquer lei, porque opera de dentro para fora e não precisa de vigilância exterior. A pessoa vigia-se a si própria. Hum, é elegante, convenhamos.
Não foi invenção exclusiva do Cristianismo, perdão, do Catolicismo, embora ele a tenha aperfeiçoado com uma mestria notável. Todas as grandes tradições religiosas têm o seu mecanismo de culpa, o karma mal interpretado que pune, o pecado original que mancha, a impureza ritual que exclui, a desonra familiar que persegue. São geografias diferentes do mesmo território, porém, com o mesmo intuito, a consciência humana transforma-se em tribunal permanente, em sessão non-stop, sem direito a advogado e com sentença já decidida à partida. Culpada. Sempre culpada. De alguma coisa. Tantas vezes nem sabemos do quê, mas ela faz-se sentir. São muitos milénios de retórica…
A Teosofia, que esteve na ordem do dia cá por casa (estive a ver o documentário On Fire, no Youtube. Recomendo), oferece uma perspectiva radicalmente diferente e muito mais generosa para a natureza humana. Helena Blavatsky, que já aqui aflorámos noutras crónicas, argumentava que a alma humana não nasce manchada nem defeituosa, nasce em aprendizagem. A diferença é imensa: num caso és um ser caído que precisa de redenção exterior, no outro és um ser em evolução que precisa de consciência interior. Num caso dependes de um intermediário que te absolva. No outro és a tua própria autoridade espiritual e salvação. É fácil perceber qual das duas versões convinha mais a quem queria manter o poder.
Krishnamurti, esse senhor que ouvi em voz própria (em documentários, claro está) e que tem uma cadência que por si só já é um ensinamento, dizia que a culpa é uma forma de violência que exercemos sobre nós próprios. Não é humildade, não é consciência moral, não é crescimento espiritual. É auto-flagelação com uma capinha de falso moralismo. E acrescentava, com aquela precisão cirúrgica que lhe era própria, que uma mente culpada é uma mente controlada, porque uma pessoa que se sente permanentemente em falta não tem energia nem clareza para questionar o sistema que a fez sentir assim. É um mecanismo perfeito de controlo!
Pensa um momento em quantas vezes por dia sentes culpa. Pela fatia de bolo. Por não teres ligado à mãe. Por teres dito não. Por teres dito sim. Por quereres mais. Por teres menos paciência do que achas que devias ter. Por não seres a profissional, a mãe, a filha, a amiga, a companheira, a nora, a enfermeira, a assistente social que o guião sempre vigente estipula. A culpa está em todo o lado, tão omnipresente que já nem damos por ela, como o ruído de fundo de uma cidade que deixámos de ouvir porque nunca pára.
E aqui está o busílis que ninguém nos ensina: há uma diferença fundamental entre culpa e responsabilidade. A responsabilidade diz 'fiz algo que não estava alinhado com os meus valores, vou corrigir e aprender e ’não repetir.' É construtiva, é breve, aponta para a frente. A culpa diz 'sou má pessoa, não valho um caracol, nunca vou conseguir chegar lá.' É destrutiva, é crónica, aponta para a 3a dimensão. Uma edif**a. A outra paralisa. E o sistema, seja ele religioso, cultural ou familiar, tem todo o interesse em que vivamos na segunda e nunca cheguemos à primeira. Ou, tenho uma explicação ainda melhor: A responsabilidade é o GPS que te diz 'recalculando' quando erras a estrada. A culpa é o GPS que te manda parar o carro, sair, sentar no passeio e chorar o percurso que não fizeste. É possível ainda que uma gaivota te brinde. Inútil e com mau sinal. Não disperses, Vera.
Ora bem, a culpa familiar merece um parágrafo próprio porque é a mais sofisticada de todas. Não há leis nem decretos, é mesmo herdada. Vem em forma de suspiro. De olhar. De 'não faz mal, eu fico bem’, dito com uma entoação que claramente diz que faz muito mal e que não f**a nada bem. Vem da frase 'depois de tudo o que fiz por ti', que é menos uma frase e mais uma divida emocional com juros compostos. É transmitida de geração em geração com o cuidado e a regularidade com que se transmitem a receita de bolo de limão de família, e é tão naturalizada que raramente conseguimos ver de onde vem e a quem serve.
Nas relações íntimas, o controlo raramente chega com cara de controlo. Não se apresenta com um pin a dizer ’Vim dominar-te’. Chega com expressão de amor, de preocupação, de "faço isto porque me importo contigo, meu bombom”, que é uma das frases mais perigosas da língua portuguesa. Chega no ciúme apresentado como prova de amor, quando ciúme não é amor coisíssima nenhuma! É medo; é insegurança; são traumas de infância que levam à necessidade patológica de posse. Chega no parceir@ que vasculha o teu telemóvel, na amiga que se ofende quando tens planos sem ela, na mãe que adoece sempre que decides algo por ti própria. É um controlo que usa as tuas emoções como alavanca e a tua culpa como um poderoso combustível. E o mais corrosivo de tudo? O controlador raramente sabe que controla. Acredita genuinamente que ama. Retorcido, não é? O que torna impossível acusá-l@ de má-fé e muito fácil continuares a ceder, a aceitar, a convencer-te de que és tu que estás errada. ’As relações são todas assim.’ Não, não são! Repara que só nos fecham as más notícias. As boas não são divulgadas, já pensaste nisso?
Mais, o teu corpo sabe onde está a linha limite. A tua cabeça é que insiste em negociá-la. E não ouças o coração porque ele quer é amar. Ele não tem critério e acredita que eles podem mudar. Outra forma de controlo.
A linha entre amar alguém e ser controlado por alguém é mais ténue do que gostaríamos. Mas a boa notícia é que existe e senão a vês cria-a!
A pergunta que Krishnamurti nos deixaria, e que eu te deixo, não é 'como me livro da culpa'. É 'a quem serve a minha culpa?' Porque quando conseguires responder a isso com honestidade, vais perceber que a maior parte da culpa que carregas não é sequer tua. Nunca foi. Foi-te entregue com muito cuidado por pessoas que também a receberam com muito cuidado de quem veio antes delas. É um legado que não pediste e que tens o direito, e talvez a responsabilidade, de não transmitir. Pára esta roda.
A consciência moral existe e é necessária. É o que nos permite viver em comunidade, respeitar o outro, crescer como seres humanos e divinos. Mas consciência moral não é culpa crónica. É pode ser uma bússola, mas nunca uma prisão.
Deixo-te uma sugestão de trabalho: nas próximas semanas quando sentires a danada, pára, faz aquela pergunta e substitui esse pensamento por outro que te faça sorrir e sentir bem. Aceitas?
Larga o chicote. Já não precisas dele para saberes quem és.
Então, de quem é afinal a culpa que carregas há tanto tempo?
By Vera Xavier

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