Isa Silvestre - Psicóloga Clínica

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Isa Silvestre - Psicóloga Clínica http://www.isasilvestre.com/ Serviços de Psicoterapia, Consultoria e Orientação Vocacional. Intervenção individual ou grupo/familiar e personalizada.

Saúde mental também é o básico.É ter tempo para viver, não só para sobreviver. É chegar a casa sem estar exausta demais ...
10/10/2026

Saúde mental também é o básico.

É ter tempo para viver, não só para sobreviver.
É chegar a casa sem estar exausta demais para viver o resto do dia.
É comida na mesa sem peso no bolso.
É dormir as horas que o corpo pede.
É poder descansar sem sentir que se devia estar a fazer mais.

Falamos tanto de psicoterapia, meditação, autocuidado, e tudo isso importa, de verdade. Para mim, por exemplo, são inegociáveis… Mas nada disso substitui o que devia vir antes: tempo, descanso, segurança, dinheiro que chegue até o fim do mês.

Numa sociedade que não garante o básico, saúde mental é o privilégio de quem pode pagar por ela.
E não é nessa sociedade que eu quero viver!

Há coisas que fomos normalizando tanto, que deixámos de as questionar.O cansaço que nunca passa. A culpa depois de comer...
07/10/2026

Há coisas que fomos normalizando tanto, que deixámos de as questionar.

O cansaço que nunca passa. A culpa depois de comer. A necessidade de otimizar cada minuto. A ansiedade que já nem sentimos como ansiedade, porque se tornou o pano de fundo dos nossos dias…

Nenhum destes sinais, isolado, é um diagnóstico. Mas quando vários começam a fazer parte da rotina, merecem atenção.

Pedir ajuda não é admitir que falhaste, mas sim reconhecer que não precisas de aguentar tudo sozinho(a).

Se te revês em algum destes pontos, e, se sentires que é o momento, sabes onde me encontrar. 🤍

Quanto do teu desconforto vem da situação em si, e quanto vem da ideia de como ela "deveria" ter sido?É uma pergunta que...
05/10/2026

Quanto do teu desconforto vem da situação em si, e quanto vem da ideia de como ela "deveria" ter sido?

É uma pergunta que trago muitas vezes para a psicoterapia, porque a resposta costuma surpreender.

Grande parte do sofrimento que sentimos não nasce dos factos, mas sim da distância entre o que é e o que imaginávamos que devia ser. Continuamos a comparar a realidade com uma versão que só existe na nossa cabeça… e é nessa comparação que mora a dor.

Aceitar não significa deixar de desejar que as coisas sejam diferentes.
Significa parar de lutar contra o que já aconteceu, para conseguir agir sobre o que ainda está nas nossas mãos.

É por aqui que, muitas vezes, começa a mudança. 🙏🏼

Até que ponto um ídolo influencia as crianças e os adolescentes?A propósito da saída de Cristiano Ronaldo do estágio da ...
04/10/2026

Até que ponto um ídolo influencia as crianças e os adolescentes?

A propósito da saída de Cristiano Ronaldo do estágio da Seleção Nacional, conversei com a MAGG sobre o impacto que os comportamentos de uma figura tão admirada podem ter nos mais novos.

Sim, influencia. As crianças e os adolescentes aprendem muito através da observação. Mas o papel dos adultos continua a ser essencial: ajudar a interpretar o que veem, sem julgamentos precipitados e lembrando que as redes sociais mostram apenas fragmentos da vida de alguém.

Este episódio pode ser uma oportunidade para conversar sobre falhar, não ser escolhido, separar comportamento de identidade e admirar alguém sem esperar que faça tudo bem.

O artigo completo está disponível na .pt

Há relações que não parecem “violentas” à primeira vista...E isso pode tornar tudo mais difícil de reconhecer.Quando exi...
02/10/2026

Há relações que não parecem “violentas” à primeira vista...

E isso pode tornar tudo mais difícil de reconhecer.

Quando existe afeto, uma história partilhada, pedidos de desculpa, momentos bons e esperança de mudança, é possível permanecer durante muito tempo numa relação que também provoca medo, culpa, ansiedade e perda de autonomia.

A violência psicológica raramente começa com algo que parece claramente intolerável.

Muitas vezes, instala-se através de pequenas adaptações: ceder para evitar conflitos, explicar-se mais do que gostaria, começar a desconfiar da própria perceção ou normalizar comportamentos que antes causariam desconforto.

Com o tempo, pode acontecer uma mudança importante: a pessoa deixa de perguntar “Isto faz-me bem?” e começa a perguntar “O que tenho de fazer para isto não voltar a acontecer?”

Esta mudança merece atenção.

Uma relação emocionalmente segura não exige que alguém viva permanentemente em estado de vigilância, com medo da reação do outro ou a duvidar de si próprio e daquilo que sente.

E reconhecer que algo não está bem não significa ter de tomar imediatamente uma decisão.

Por vezes, o primeiro passo é simplesmente encontrar um espaço seguro onde seja possível falar com liberdade, compreender o que está a acontecer e recuperar a confiança nas próprias perceções.

O acompanhamento psicológico pode ser esse espaço. ✨

Se chegou até aqui e se reconheceu demasiado nestas palavras, não precisa de lidar com tudo isto sem apoio.

📩 Podemos ajudar. Envie-nos uma mensagem para marcação de consulta.

Há sinais de sobrecarga emocional que surgem muito antes de alguém sentir que chegou ao limite.Muitas vezes, começam qua...
30/09/2026

Há sinais de sobrecarga emocional que surgem muito antes de alguém sentir que chegou ao limite.

Muitas vezes, começam quando tudo passa a exigir mais esforço, o descanso já não parece suficiente para recuperar, a irritabilidade aumenta e os dias começam a ser vividos mais em esforço do que com disponibilidade.

É por isso que esperar por um “limite evidente” pode atrasar a procura de apoio.
Burnout, stress prolongado, ansiedade e depressão podem manifestar-se de formas diferentes. Mas há um sinal que merece atenção: quando manter o funcionamento habitual começa a exigir um esforço interno cada vez maior.

Esse desgaste também pode tornar-se visível nas relações: menos disponibilidade, menos paciência, maior tendência para o isolamento, mais conflitos ou a sensação de que qualquer pedido é “demais”.

Nem sempre é falta de vontade.

Às vezes, é sinal de que os recursos emocionais estão sobrecarregados.

E reconhecer isso mais cedo pode fazer diferença.

A psicoterapia pode ajudar a compreender o que está a sustentar essa sobrecarga, a diferenciar diferentes formas de sofrimento psicológico e a encontrar estratégias ajustadas à realidade e às necessidades de cada pessoa.

👉🏻 Procurar apoio não precisa de ser o último recurso.

Se sente que tem passado mais tempo a aguentar do que verdadeiramente a viver, podemos ajudar.

📩 Envie-nos uma mensagem privada.

28/09/2026

Qual é a diferença entre burnout e depressão?

Esta foi uma das perguntas que surgiu no Evento Inteligência Emocional: da teoria à prática, com o .jmoreira.

Burnout e depressão podem, à primeira vista, apresentar sinais semelhantes.
Cansaço, irritabilidade, dificuldades de concentração, falta de energia e a sensação de estar constantemente “no limite” podem surgir em ambos.

Mas há diferenças importantes.

👉🏻 No burnout, o sofrimento está relacionado com o contexto profissional e resulta de stress crónico no trabalho que não foi adequadamente gerido. Pode manifestar-se através de exaustão, maior distanciamento emocional ou negativismo em relação ao trabalho e uma diminuição da sensação de eficácia profissional.

A pessoa pode continuar a cumprir, responder e produzir, mas com um custo emocional e físico cada vez maior.

👉🏻 Na depressão, o sofrimento tende a estender-se a diferentes áreas da vida. Pode existir uma diminuição persistente do interesse ou do prazer, alterações do humor, da energia, do sono, da concentração e da autoestima, com impacto no funcionamento quotidiano.

Burnout e depressão não são, no entanto, realidades completamente separadas. Podem coexistir, e um quadro de exaustão prolongada merece atenção, sobretudo quando o sofrimento começa a ultrapassar o contexto profissional.

Por isso, quando “estou apenas cansado/a” deixa de explicar aquilo que está a sentir, pode ser importante procurar ajuda profissional para compreender o que está a acontecer.

🔖 Guarde este post para voltar a esta distinção sempre que precisar.

25/09/2026

Cuidar de tudo e de todos não pode significar esquecermo-nos de nós. 🤍

Nos dias 14 e 15 de maio, estarei no para falarmos sobre saúde mental, sobrecarga e a importância de cuidarmos de nós sem culpa.

Encontramo-nos lá?

Há uma fase da vida em que sonhar começa a parecer pouco prático.As responsabilidades aumentam. As escolhas tornam-se ma...
25/09/2026

Há uma fase da vida em que sonhar começa a parecer pouco prático.

As responsabilidades aumentam. As escolhas tornam-se mais concretas. E, aos poucos, começamos a substituir perguntas como “O que gostaria de viver?” por outras: “O que é realista?”, “O que faz sentido agora?”, “O que é suposto fazer?”.

Isso faz parte de crescer. Mas amadurecer não precisa de significar abandonar a capacidade de imaginar outras possibilidades.

Sonhar na vida adulta não é negar limites, ignorar responsabilidades ou viver à espera de uma vida perfeita.
Pode ser simplesmente manter o contacto com aquilo que ainda desperta curiosidade, vontade, sentido ou esperança.

E nem todos os sonhos precisam de se transformar imediatamente num plano.

👉🏻 Alguns ajudam-nos a perceber uma direção.
👉🏻 Outros mostram-nos que alguma coisa na vida atual já não nos representa da mesma forma.
👉🏻 E outros existem apenas para nos lembrar de que ainda somos capazes de desejar.

Para quem vive com muita autoexigência, isto pode ser particularmente importante: até um sonho pode transformar-se rapidamente em mais uma meta a cumprir, mais uma comparação ou mais uma razão para sentir que está atrasada.

Talvez seja possível fazer diferente.

Desejar sem cobrar.

Imaginar sem exigir garantias.

Permitir que uma possibilidade exista antes de decidir o que fazer com ela.

Neste Dia Mundial do Sonho, talvez valha a pena perguntar: “Há alguma coisa que ainda me permito desejar?”

📩 Envie este post a alguém que precise de se lembrar de que crescer não significa deixar de sonhar.

É possível ter uma vida aparentemente estável e, ainda assim, não se sentir bem.E isso pode ser particularmente confuso....
23/09/2026

É possível ter uma vida aparentemente estável e, ainda assim, não se sentir bem.

E isso pode ser particularmente confuso.

Porque, quando existe família, trabalho, segurança e pessoas importantes, torna-se fácil interpretar qualquer insatisfação como falta de gratidão.

👉🏻 Mas o bem-estar emocional não depende apenas daquilo que existe à nossa volta. Também depende da relação que temos connosco dentro dessa vida.

Há mulheres que passaram tanto tempo a responder a expectativas, responsabilidades e necessidades dos outros que já não sabem muito bem o que querem para si.

Não porque estejam perdidas.

Mas porque quase nunca tiveram espaço para fazer essa pergunta.

A psicoterapia pode ajudar a distinguir culpa de necessidade, obrigação de escolha e gratidão de conformismo.

Reconhecer que algo precisa de mudar não apaga tudo aquilo que já é bom.

Às vezes, é precisamente uma forma de cuidar melhor da vida que se construiu.

📩 Se esta sensação lhe é familiar, podemos ajudar. Envie-nos uma mensagem privada.

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