Psicóloga Maria Pascoal

Psicóloga Maria Pascoal Dra. Maria Pascoal, psicóloga clínica e psicoterapeuta ced. prof. 9277. 22 anos de experiência - Ansiedade . Ataques de pânico . Tristeza . problemas do sono .

Maria Pascoal
Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta desde 1999 - experiência consolidada nas seguintes áreas:
Ansiedade, Depressão, Perturbações do Sono, Bullying, Inseguranças, Medos, Desmotivação, Tristeza, Relacionamento, Autoestima.

📞 966 125 713 autoestima . relacionamentos tóxicos . As consultas são realizadas em Lisboa ou online e destinam-se a crianças, adolescentes e adultos. Temos acordos com várias entidades. Cuide de si!

09/08/2026

Dizem que perder os pais faz parte da ordem natural da vida. É verdade. Mas saber isso não torna a dor mais pequena.

Por muito doente que a tua mãe ou o teu pai estivessem, por muito que a idade já pesasse nos seus ombros, continuavam a ser o teu porto seguro, a tua história, uma parte de quem tu és. E quando partem, leva tempo a perceber que o mundo continua a girar sem a sua presença.

Muitas pessoas dizem que devemos encontrar co***lo no facto de já não sofrerem. E é verdade que existe alguma paz em saber que descansaram. Mas o amor não desaparece quando a dor acaba. O amor f**a. E é por isso que a ausência dói tanto.

Há um vazio que ninguém consegue preencher. Nenhuma palavra, nenhum abraço, nenhum gesto consegue ocupar exatamente o lugar de quem amámos. E não há problema nisso. O objetivo nunca é substituir quem partiu. O objetivo é aprender, pouco a pouco, a caminhar com a sua memória ao nosso lado.

Nos dias mais difíceis, lembra-te de que o luto não é um sinal de fraqueza. É a continuação do amor. A saudade existe porque existiu uma ligação profunda, verdadeira e única.

Permite-te chorar quando for preciso. Permite-te sentir revolta, tristeza ou até momentos de paz sem culpa. Não existe uma forma certa de viver o luto. Existe apenas o teu caminho, percorrido um dia de cada vez.

E mesmo que agora pareça impossível acreditar, chegará o momento em que as lágrimas darão lugar às recordações. O momento em que, ao pensares nessa pessoa, sentirás mais gratidão por tudo o que viveram do que dor pela sua ausência.

Quem amamos nunca deixa verdadeiramente de viver dentro de nós. Continua presente nas memórias, nos ensinamentos, nos gestos que repetimos sem dar conta, nas histórias que contamos e no amor que carregamos para sempre.

A dor muda com o tempo. O amor, esse, f**a.

Espero que estas palavras possam trazer algum conforto a quem está a passar por uma perda tão difícil.

11/07/2026

O desejo não desaparece do nada. A maioria dos afastamentos conjugais começa com meses ou anos sem toque verdadeiro, sem desejo partilhado.

No início são pequenos sinais.
Menos beijos demorados.
Menos abraços espontâneos.
O toque passa a ser funcional.
O s**o começa a exigir “momento certo”, energia certa, contexto perfeito.

Depois vem a fase das justif**ações internas.
Cansaço. Stress. Falta de tempo. Rotina. Filhos. Trabalho.

Tudo parece plausível.
E por isso ninguém entra em alerta.

Com o tempo, o desejo deixa de ser ausência pontual e passa a ser ausência estrutural.

O corpo habitua-se a não desejar.
O silêncio instala-se na cama.
A iniciativa desaparece.
O desconforto de falar sobre o tema cresce.

Muitos casais entram então no acordo invisível.

Não discutem a falta de s**o.
Não confrontam a distância física.
Não nomeiam a frustração.

Vivem bem. Funcionam bem.
Mas deixam de se encontrar no lugar onde o casal realmente existe.

Porque a intimidade sexual não é apenas sobre ato físico.
É sobre validação.
É sobre sentir-se escolhido.
É sobre sentir que ainda existe espaço de desejo entre dois adultos.

Quando essa dimensão desaparece, o casal pode manter amor, respeito e história… mas perde a energia que transforma parceria em vínculo vivo.

E a verdade que poucos dizem em voz alta é simples.

A maioria dos afastamentos conjugais não começa com traição.
Nem com conflito.
Nem com falta de valores.

Começa com meses ou anos sem toque verdadeiro, sem desejo partilhado, sem presença corporal.

Não é vulgar falar disto.
Mas é maturidade relacional reconhecer que a sexualidade do casal não é luxo. É um dos pilares da ligação emocional.

Quando uma pessoa começa a compreender de onde vêm os seus bloqueios, deixa de se sentir defeituosa.
Quando um casal consegue falar sem vergonha, a distância deixa de ser destino e passa a ser algo que pode ser trabalhado.

Porque o desejo não desaparece do nada.
Ele afasta-se quando o corpo deixou de se sentir seguro para estar inteiro na relação.

🙌 Uma das minhas competências é ajudar casais a compreender de onde vêm os bloqueios que os está a afastar.

05/07/2026

A motivação é ótima para começar. Os hábitos são essenciais para continuar.

Há dias em que vais acordar cheio de energia. Outros em que não vais ter vontade de fazer absolutamente nada.

A diferença entre quem desiste e quem alcança resultados não está na motivação. Está na capacidade de continuar mesmo quando ela desaparece.

O sucesso não é construído nos dias perfeitos.
É construído nos dias comuns.
Nos dias difíceis.
Nos dias em que ninguém está a ver.

Pequenas ações repetidas diariamente criam grandes transformações ao longo do tempo.

Não te perguntes se estás motivado.
Pergunta-te se estás comprometido.

Quando a motivação desaparecer, e ela vai desaparecer muitas vezes, serão os seus hábitos que continuarão a trabalhar por ti.

O futuro que desejas está escondido nos hábitos que repetes hoje.

Com carinho 🫶🏻
Maria Pascoal
Psicoterapeuta

07/06/2026

Há cenas que deveriam envergonhar uma casa inteira.
Um cão na chuva, preso por uma corrente curta, olhando para a janela acesa como quem pergunta, sem voz, se ainda pertence.

Do lado de dentro, calor.
Do lado de fora, frio.
E entre os dois mundos, um elo de metal dizendo aquilo que ninguém quer admitir, às vezes damos teto, mas negamos família.

Não é sobre luxo.
É sobre vínculo.

Animal não precisa de sofá caro para ser feliz,
mas precisa de presença, carinho, proteção, rotina, respeito.
Precisa sentir que não foi comprado para vigiar portão, foi acolhido para compartilhar vida.

Quem ama, aproxima.
Quem usa, prende.

A corrente, quando existe como regra, ensina medo.
Ensina solidão.
Ensina que o afeto é condicionado, que o toque vem quando sobra tempo, que a chuva pode cair sem que ninguém perceba o tremor do corpo pequeno.

E isso diz muito mais sobre nós do que sobre eles.

Um cão não sabe mentir gratidão.
Ele agradece com o olhar inteiro, com a festa no retorno, com a lealdade que não consulta conveniência.
Oferece tudo, mesmo quando recebe pouco.

Por isso, a frase dói porque é justa, se não vai fazer parte da família, não tenha.
Não transforme vida em objeto de quintal.
Não chame de cuidado o que é abandono organizado.

Família é abrir espaço no cotidiano.
É revisar hábitos.
É levantar para trocar água, mesmo cansado.
É levar ao veterinário.
É brincar no fim do dia.
É garantir abrigo quando o céu fecha.

Família é compromisso, não impulso.

Talvez hoje seja dia de olhar para dentro e perguntar,
tenho sido abrigo ou apenas dono?
Tenho dado presença ou só comida?
Tenho chamado de amor aquilo que é comodidade?

Sempre é tempo de mudar.
Desprender a corrente, física e emocional.
Trazer para perto.
Aprender a linguagem do cuidado real.

Porque quando um animal entra na nossa vida, a casa deixa de ser só parede e telhado.
Ela vira teste de humanidade.

E no fim, a medida do nosso caráter talvez esteja nisso,
na forma como tratamos quem depende de nós
e nos ama sem exigir máscara, discurso ou aplauso.

06/06/2026

A ansiedade de desempenho não é apenas querer fazer bem. É sentir que nunca se pode falhar.

É viver com a sensação constante de que tem de corresponder às expectativas dos outros, ser competente o tempo todo, dizer sempre a coisa certa e evitar qualquer erro que possa gerar críticas ou desaprovação.

Por trás desta necessidade de perfeição existe, muitas vezes, um medo profundo de não ser suficiente.

Quem sofre de ansiedade de desempenho tende a ser extremamente exigente consigo próprio, a analisar excessivamente cada comportamento, a antecipar cenários negativos e a transformar pequenos erros em grandes fracassos.

Os sintomas podem manifestar-se de várias formas:

• Insegurança constante;
• Medo de dececionar os outros;
• Medo de errar ou ser humilhado;
• Necessidade de parecer perfeito;
• Preocupação excessiva com a opinião alheia;
• Pensamentos repetitivos e difíceis de controlar;
• Tremores, suor excessivo, aperto no peito, nó na garganta ou sensação de falta de ar.

Esta ansiedade pode surgir em diferentes áreas da vida: no trabalho, na escola, nos relacionamentos, em apresentações públicas e até na intimidade e sexualidade.

Com o tempo, a pessoa deixa de agir de forma espontânea e passa a viver sob uma pressão interna permanente.

Mas é importante lembrar: o seu valor não depende da sua performance.

Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza. É um ato de coragem e autocuidado. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender a origem desta cobrança interna, desenvolver estratégias mais saudáveis e aprender a viver com mais leveza, autenticidade e confiança.

✨ Cuide de si. Nem tudo precisa de ser perfeito para ser suficiente.

31/05/2026

A Síndrome do Impostor não é um reflexo da tua competência, mas sim da história que aprendeste a contar sobre ti.

O Síndrome do Impostor não é apenas “falta de confiança”. Trata-se de um padrão psicológico em que a pessoa duvida persistentemente das suas competências, interpreta os seus sucessos como “sorte” ou “coincidência”, e vive com receio de ser “descoberta” como uma fraude, apesar de existirem provas claras do seu mérito.

💫Os 8 sinais mais comuns

1. Mesmo após atingir objetivos importantes, a pessoa acredita que não foi suficiente, que “qualquer pessoa conseguiria”, ou que foi apenas sorte.

2. Autodepreciação - Existe uma intolerância profunda às próprias falhas e uma necessidade constante de agradar aos outros. Mesmo após receber elogios, a pessoa pensa que não é suficientemente boa ou que não merece o reconhecimento.

3. Medo de exposição - A pessoa evita situações em que possa ser avaliada ou julgada, prefere manter-se discreta e não chamar a atenção. Sofre em silêncio e raramente partilha as suas angústias, receando que os outros confirmem a imagem negativa que tem de si própria

4. Procrastinação - O receio de que o trabalho não seja perfeito ou que venha a ser criticado leva ao adiamento constante de tarefas e compromissos

5. Auto-sabotagem - Vê o fracasso como inevitável e, devido à ansiedade, acaba por adotar atitudes que prejudicam as suas próprias conquistas.

6 - Esforço exagerado nas tarefas - A pessoa sente que precisa de trabalhar mais do que todos os outros para provar que merece estar onde está.

7 - Comparação frequente- A pessoa avalia-se negativamente em quase todas as comparações com os outros.

8- Dificuldade em receber elogios

💫Tratamento - Psicoterapia que irá ajudar a reconhecer os seus pontos fortes e a aceitar melhor as falhas.
Permite que se aceite a si mesmo como é, sem ter necessidade de atingir a perfeição para ser merecedor do sucesso que alcançou. Além de aprender a aceitar elogios de modo sentido.

Com carinho,
Maria Pascoal



17/05/2026

A autoestima não se constrói para impressionar ninguém. Constrói-se em silêncio, dentro de nós, nas escolhas que fazemos quando ninguém está a ver.

Muita gente passa a vida a tentar parecer confiante: o corpo perfeito, a roupa certa, a imagem certa, a vida certa nas redes sociais. Mas por dentro continua a sentir-se insuficiente, insegura e dependente da aprovação dos outros.

Porque aquilo que vem de fora é frágil. O elogio sobe-te a autoestima… mas a crítica destrói-a. A validação dá-te segurança… até ao dia em que deixa de existir.

E é aí que percebes, se precisas constantemente que os outros confirmem o teu valor, então talvez ainda não acredites verdadeiramente nele.

Autoestima verdadeira é :

• Dizer “não” sem medo de desiludir• parar de implorar amor, atenção ou validação

• Escolher-te mesmo quando os outros não entendem

• Não precisar de provar constantemente quem és

• Sentir-te suficiente, mesmo sem aplausos

Trabalhar por fora pode chamar atenção. Mas trabalhar por dentro, muda a forma como te vês, como te permites ser amado e aquilo que aceitas na tua vida.

10/05/2026

A frustração faz parte. Não é um erro, não é fraqueza, não é algo que tenhas de evitar a todo o custo. É inevitável, sobretudo quando queres controlar tudo à tua volta.

Mas há algo que muda tudo: a forma como respondes.

Como psicóloga, vejo isto todos os dias. Não é a frustração que destrói a paz mental, é a luta constante contra aquilo que não controlamos. É o desgaste de tentar forçar a vida a seguir um guião que nem sempre depende de nós.

E é aqui que entra uma mudança simples, mas poderosa: a Dicotomia do Controlo.

Pára por um momento e pergunta-te:
Isto depende de mim ou não?

Se depende de ti, investe aí toda a tua energia. Nas tuas ações, nas tuas escolhas, na forma como pensas e reages.

Se não depende… solta.

O trânsito, a resposta de alguém, o timing das coisas, o resultado final de um projeto. Quanto mais tentas controlar isso, mais te desgastas. Quanto mais aceitas, mais leve te tornas.

Aceitar não é desistir. É inteligência emocional. É perceber onde faz sentido agir e onde só faz sentido deixar ir.

É como largar um peso que nem era teu para carregar.

Hoje, experimenta fazer diferente.
Em vez de reagires automaticamente, escolhe conscientemente.

Onde vais colocar a tua energia?

Porque a tua paz não vem de controlar tudo.
Vem de saber exatamente o que merece o teu controlo.

E, às vezes, tudo começa com uma decisão simples:
Fazer diferente para não viver sempre o mesmo.

Com carinho,
Maria Pascoal

03/05/2026

Dia da mãe são todos os dias, até ao dia em que somos filhos de uma mãe que já partiu… hoje por ser dia da mãe, sei que pode pesar mais.
Há dias em que a saudade aperta de forma diferente, mais funda, mais presente.
F**a um espaço que ninguém ocupa, um colo que faz falta, uma voz que ainda ecoa dentro de ti.

Mas o amor… esse não foi embora.
Ele continua em ti, na forma como sentes, na forma como cuidas, naquilo que te tornaste.
A tua mãe não desapareceu, transformou-se em memória, em força, em parte de quem és.

Se hoje sentes esse “buraquinho”… não lutes contra ele.
Ele existe porque houve (e há) amor verdadeiro.

Que este seja um abraço apertado para ti. 🤍
Com ternura, com compreensão… e com a certeza de que não estás sozinha.

Com carinho 🫶🏻
Maria Pascoal

29/03/2026

A automutilação em jovens continua a ser profundamente mal compreendida.

Não é “drama”.
Não é “falta de atenção”.
E muito menos uma tentativa de manipular.

É dor.

Uma dor interna tão intensa que, muitas vezes, não encontra palavras.
E quando não há palavras… o corpo fala.

Para alguns jovens, magoar o corpo torna-se uma forma de aliviar o que sentem por dentro.

Um momento de controlo no meio do caos.
Um silêncio temporário para pensamentos que não param.

Mas esse alívio é passageiro.
E a dor acaba sempre por voltar, muitas vezes ainda mais forte.

Por isso, não é apenas um comportamento.
É um sinal.

Um pedido de ajuda que nem sempre é dito em voz alta.

Se conheces alguém que esteja a passar por isto, não ignores. Escuta. Sem julgamento. Com presença.

E se és tu…
não tens de lidar com isso sozinho.

Pedir ajuda não é fraqueza.
É coragem.

Há caminhos mais seguros para cuidar da tua dor.

Com carinho,
Maria Pascoal

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