07/06/2026
Uma das apresentações do Congresso EMDR Europe 2026, em Oslo, foi a de Katharina Drexler, dedicada ao tema das feridas herdadas e à forma como o sofrimento pode ser transmitido de geração em geração.
A mensagem central foi simples, mas poderosa:
➡️ Só podemos reconhecer aquilo que conhecemos.
➡️ Só aquilo que reconhecemos pode ser tratado e sarado.
O trauma transgeracional não é transmitido apenas através das histórias que ouvimos. É também transmitido através das emoções, das expressões faciais, da postura, da voz, dos gestos, da forma como nos relacionamos e até das interações que são permitidas ou negadas. A investigação sugere ainda possíveis mecanismos epigenéticos envolvidos neste processo.
Um dos aspetos mais interessantes da apresentação foi a distinção entre feridas próprias e feridas herdadas. Ambas podem manifestar-se através de sofrimento emocional, pesadelos, hipervigilância ou crenças negativas sobre si próprio e sobre o mundo. No entanto, enquanto as feridas próprias estão ligadas às nossas próprias experiências, as feridas herdadas parecem refletir experiências traumáticas de figuras signif**ativas da família. Muitas vezes, o sofrimento associado a estas últimas é vivido como algo estranho, sem uma explicação clara na história pessoal.
Como Katharina Drexler nos recordou:
“Quando trabalhas o teu trauma, escolhes não o transmitir à geração seguinte.”
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