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“O sujeito de desempenho está livre da instância externa de domínio que o obriga a trabalhar ou que poderia explorá-lo. ...
15/08/2026

“O sujeito de desempenho está livre da instância externa de domínio que o obriga a trabalhar ou que poderia explorá-lo. É senhor e soberano de si mesmo. Assim, não está submisso a ninguém ou está submisso apenas a si mesmo. É nisso que ele se distingue do sujeito de obediência. A queda da instância dominadora não leva à liberdade. Ao contrário, faz com que liberdade e coação coincidam. Assim, o sujeito de desempenho se entrega à liberdade coercitiva ou à livre coerção de maximizar o desempenho. O excesso de trabalho e desempenho agudiza-se numa autoexploração. Essa é mais eficiente que uma exploração do outro, pois caminha de mãos dadas com o sentimento de liberdade. O explorador é ao mesmo tempo o explorado. Agressor e vítima não podem mais ser distinguidos. Essaautorreferencialidade gera uma liberdade paradoxal que, em virtude das estruturas coercitivas que lhe são inerentes, se transforma em violência. Os adoecimentos psíquicos da sociedade de desempenho são precisamente as manifestações patológicas dessa liberdade paradoxal.” HANBYUNG-CHUL HAN

Na psicanálise, viver não é seguir uma linha reta, mas atravessar caminhos que nos atravessam.Cada escolha, cada tropeço...
19/11/2025

Na psicanálise, viver não é seguir uma linha reta, mas atravessar caminhos que nos atravessam.
Cada escolha, cada tropeço, cada desejo sussurrado ou silenciado vai moldando aquilo que chamamos de trajeto subjetivo.

Não existe um “caminho certo”, mas existe o seu.
E ele é feito de marcas: algumas que doem, outras que despertam, outras que surpreendem.

Freud já dizia que o sujeito se constrói a partir de suas experiências e dos seus confrontos internos.
Lacan acrescenta: o desejo é o que nos movimenta, mesmo quando não sabemos exatamente para onde vamos.

Viver, então, é este exercício contínuo de escuta — do mundo, dos outros e de nós mesmos.
É permitir que o caminho não seja apenas percorrido, mas também interpretado.

E talvez o mais importante: não buscamos um destino final, mas um modo mais verdadeiro de caminhar.

Porque na psicanálise, viver não é chegar.
É se encontrar, se perder, se reinventar… e continuar.

Invernos que se tocamHá dias em que Lisboa e Curitiba (Brasil) se confundem.O céu veste o mesmo cinza gasto, um tecido d...
11/11/2025

Invernos que se tocam

Há dias em que Lisboa e Curitiba (Brasil) se confundem.
O céu veste o mesmo cinza gasto, um tecido de silêncio estendido sobre telhados e árvores molhadas.
Não há sol, mas há uma espécie de claridade branda — a luz cansada dos dias que não se explicam.

Em Lisboa, o Tejo respira lento, dissolvendo-se num horizonte que hesita.
Em Curitiba, as araucárias guardam o frio com a paciência dos que sabem esperar o tempo certo das coisas.
E entre uma cidade e outra, o vento parece o mesmo: frio, úmido, cheio de lembranças que não têm endereço.

Paulo Lemos escreveria que o inverno é o tempo em que o coração fala mais baixo —
mas fala mais fundo.
É quando as janelas se tornam espelhos, e cada um vê o que carrega por dentro.
Lisboa e Curitiba, então, são apenas nomes diferentes para o mesmo lugar:
o espaço íntimo onde o corpo se recolhe, e a alma, devagar, se revela.

E há beleza nisso — na chuva que insiste,
no nevoeiro que oculta,
na solidão que, de tão antiga, já aprendeu a ser companhia.

“Entrar em nossas histórias de mágoa é como entrar nacaverna do filme. Pode dar uma sensação de perigo e de que algo de ...
09/10/2025

“Entrar em nossas histórias de mágoa é como entrar na
caverna do filme. Pode dar uma sensação de perigo e de que algo de ruim vai acontecer, mas, em última análise, o que devemos confrontar somos nós mesmos. A parte mais difícil de nossas histórias muitas vezes consiste no que levamos para elas – no que inventamos sobre quem somos e como os outros nos veem. Sim, talvez tenhamos perdido um emprego ou enfiado os pés pelas mãos num projeto, mas o que torna a história tão dolorosa é o que dizemos a nós mesmos sobre nosso valor.
Assumir nossas histórias significa fazer um ajuste de contas com nossos sentimentos e descobrir nossas emoções sombrias
– medo, raiva, agressividade, vergonha e culpa. Não é fácil, mas a alternativa – negar nossas histórias e nos desligarmos da emoção – significa optar por permanecer a vida inteira no escuro.
Quando decidimos reconhecer nossa própria história e
viver segundo a nossa verdade, levamos nossa luz às trevas.
É hora de partir para a descoberta” do livro: “Mais Forte que Nunca”, Brené Brown

04/10/2025
“Cada ser humano é um altar, onde quer que esteja.”
17/06/2025

“Cada ser humano é um altar, onde quer que esteja.”

“Você, por acaso, já viu uma ansiedade andando pelos campos? Ou uma raiva navegando ao lado das nuvens? Ou um medo piand...
17/06/2025

“Você, por acaso, já viu uma ansiedade andando pelos campos? Ou uma raiva navegando ao lado das nuvens? Ou um medo piando como os pássaros? Não. Essas coisas não existem nos campos. Elas existem na cabeça. Assim, se os meus pensamentos fossem iguais ao que vejo, ouço, cheiro e sinto ao andar pelos campos, o meu interior seria igual ao mundo exterior, e a minha mente teria a simplicidade e a calma da natureza. Eu teria a mesma felicidade que têm os deuses, porque nos deuses o interior é igual ao exterior. Eles não possuem inconsciente.” Ruben Alves

“No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso não estranhe a minha maneira de sorrir, de te ...
10/11/2024

“No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem. É só assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver.”
Clarice Lispector

“A psicanálise surgiu numa época determinada, numa atmosfera cultural determinada, por obras de um homem determinado e a...
08/10/2024

“A psicanálise surgiu numa época determinada, numa atmosfera cultural determinada, por obras de um homem determinado e através da aventura mais solitária mais arriscada jamais compreendida por um ser humano: a descoberta do seu próprio inconsciente e a formulação das leis que regem não apenas este inconsciente individual, mas também o de todos nós..” do livro “Sigmund Freud a conquista do proibido”, Renato Mezan

“Todos os dias a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. A formiga era produtiva e feliz.formig...
01/10/2024

“Todos os dias a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. A formiga era produtiva e feliz.

formiga-feliz
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. E pensou:

– Se ela é tão produtiva sem supervisão, será ainda mais se for supervisionada.

E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma ar**ha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões. A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial…

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer uma pesquisa de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as finanças, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!

E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?

formiga-demitida

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.”

Autor desconhecido

Você já se viu em um ambiente como o descrito na parábola? Se identificou?

Então, vamos refletir sobre…

A formiga não precisava deixar de ser “produtiva e feliz” por causa da movimentação gerada na empresa, pois a situação pedia flexibilidade e paciência da profissional. Ela precisava se adaptar ao novo modelo de gestão e desenvolver habilidades para acompanhar o crescimento da empresa, independente do apoio da gerência.

O descontentamento da formiga pode ter sido desencadeado por ver que várias pessoas eram contratadas para chefia-la e controla-la ao invés de ser promovida e a empresa contratar subordinados a ela, situação muito comum em empresas com gestores despreparados para fazer gestão de talentos.

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