Filipa Jardim da Silva - Psicóloga Clínica

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Filipa Jardim da Silva - Psicóloga Clínica Psicóloga Clínica, Autora e Formadora. Fundadora e CEO da Academia Transformar www.transformar.pt Porque para gerar mudança há que ousar também mudar.

De uma paixão em promover mais saúde e bem-estar, nasce este projecto. Se é particular aqui poderá encontrar serviços de Psicoterapia Individual (presencial ou online), Avaliação Psicológica, Coaching, Intervenção em Grupo e Cursos Formativos (presenciais e online). Se integra uma empresa poderá interessar-lhe o portfólio de serviços na área de Coaching, Formação e Consultoria. Sendo cada pessoa única, são propostas soluções personalizadas e actualizadas cientificamente para se potenciar a mudança pretendida. Considerando que empresas com bons programas de saúde aumentam a produtividade e saúde dos seus colaboradores, tendo assim menos custos médicos e maiores lucros, são desenhadas intervenções tailor made ajustadas às realidades específicas de cada organização. Comece a potenciar hoje a sua mudança comigo.

08/10/2026

“Não tenho motivação.”
Quantas coisas importantes da sua vida ficaram à espera desta frase?
O exercício físico que nunca começou.
A conversa difícil que continua a adiar.
O projeto que ficou na gaveta.
A mudança que sabe que precisa de fazer.
A decisão que empurra para a próxima segunda-feira.

Aprendemos a acreditar que primeiro temos de sentir vontade, confiança, entusiasmo ou inspiração. E só depois podemos agir.
Mas há uma armadilha nesta lógica: se esperarmos sempre por nos sentirmos preparados, podemos passar a vida à espera porque a motivação não é constante.
Há dias em que aparece antes da ação, mas há muitos outros em que só surge depois de começarmos.
E aqui está uma distinção importante: não ter vontade não é o mesmo que não ter capacidade.
Tal como descansar por necessidade não é o mesmo que evitar por medo.
Precisamos de aprender a reconhecer a diferença entre estar verdadeiramente esgotado e estar apenas desconfortável perante aquilo que importa fazer.
A primeira situação pode pedir descanso, apoio e recuperação. A segunda pode pedir um primeiro passo.
Pequeno, imperfeito, possível.
Porque, muitas vezes, precisamos dar esse primeiro passo para criar condições para que a motivação apareça.

Neste 6.º episódio de Ferramentas Emocionais para a Vida Real, partilho 3 estratégias práticas para agir quando a vontade não aparece, sem cair na armadilha da produtividade a qualquer custo.

💬 E agora quero saber: qual é aquela coisa que anda a adiar à espera de ter mais motivação?
Talvez escrever nos comentários seja já o seu primeiro pequeno passo.

🔖 Guarde este reel para aquele dia em que sabe o que é importante fazer, mas não lhe apetece começar.
↗️ E partilhe com alguém que esteja à espera do momento perfeito

01/10/2026

“Estás a falar como o Chat GPT.”
Disseram-me isto no 4º episódio desta série e mexeu comigo. Se há força que considero ter, é a minha capacidade de oratória e comunicação. Então, um comentário não solicitado, de alguém que se tem em boa conta, numa semana de vulnerabilidade resultou numa reativação de uma ferida e num bloqueio.
Não foi a crítica que me calou, mas sim o que aconteceu dentro de mim a seguir: o bloqueio, a confusão mental e dúvida, o modo carapaça. Aquilo que noutra altura não teria sido um tema, foi desta vez o que mostra que não existem super heróis.

Se te reconheces, deixo-te 3 estratégias para esses momentos:
1) Acalmar o corpo antes de responder
2) Nomear a emoção e separar o que fizeste de quem és
3) Fazer triagem: quem diz, com que intenção, e se há aqui algo que possa usar

Dar uma opinião respeitadora e quando solicitado é uma coisa, opinar como se fossemos donos da razão sem sensibilidade é outra.
👉 Guarda este reel para o próximo dia em que ficares sem palavras e partilha com alguém que precise de o ouvir. Sem culpas nem vergonhas porque somos todos humanos.
Qual destas estratégias vais experimentar primeiro? Conta-me nos comentários.

Porque regular emoções é uma competência, não um talento.

Quando ouvi estes dias o presidente da Câmara de Lisboa dizer que a cidade vive “um drama social sem precedentes” gerado...
18/09/2026

Quando ouvi estes dias o presidente da Câmara de Lisboa dizer que a cidade vive “um drama social sem precedentes” gerado pelo sistema Volta lembrei-me desta frase que tenho dito tanto:
“Os problemas humanos raramente se resolvem onde aparecem. Resolvem-se onde se formam.”

O nosso cérebro tem uma tendência natural para os atalhos. Chama-se necessidade de fecho cognitivo, um conceito estudado pelo psicólogo Arie Kruglanski que descreve a nossa preferência por respostas rápidas e definitivas em vez de tolerarmos a ambiguidade e incerteza. Uma conclusão fechada dá-nos previsibilidade e sensação de controlo, mesmo quando essa conclusão está errada.
É esse mecanismo que nos leva a confundir sintoma com causa. Vemos apenas a ponta do icebergue, o comportamento mais explícito, o conflito, a crise pontual, e tratamos essa ponta como se fosse o problema completo. Sentimo-nos bem com isso, dá-nos uma percepção de competência, inteligência e poder.
É assim que, de resto, funcionam os vieses cognitivos como o filtro mental ou foco seletivo, quando isolamos um aspeto e ignoramos tudo o resto que lhe dá contexto.
É muito tentador dizer: “Se extinguirmos o recente sistema Volta as pessoas deixam de mergulhar em lixo para recuperar garrafas em troca de dinheiro que depois usam em droga.” Ou seja, há a sensação de que o problema é o sistema Volta e que se isso for extinto tudo volta a decorrer em normalidade.
Problemas desta reflexão: ninguém passou a mergulhar em lixo e a se drogar porque criaram um sistema novo chamado Volta, as pessoas já mergulhavam em lixo por desespero e doença. A precariedade, a toxicodependencia e o viver na rua não são condições novas infelizmente, e tem tido respostas inconsistentes e insuficientes ao longo do tempo.
Quando queremos tratar apenas um sintoma o problema mantém-se, porque o que o formou continua intacto.

É tentador simplificar condições complexas, tomar um comprimido para apagar uma dor, culpar alguém por um mau resultado. O nosso cérebro vai procurar isso num mundo com tanta imprevisibilidade e frustração. Mas esses atalhos simplistas, do absolutismo e de filtros mentais, nunca nos trarão mudança real.

O que pensas sobre isto?

10/09/2026

Neste Dia Mundial da Prevenção do Suicídio importa novamente recordar a importância da conexão social. Importa nos treinarmos para nos vermos realmente e não só nos cruzarmos uns com os outros em piloto automático. Importa nos ligarmos uns com os outros e nao só estabelecermos ligações superficiais. Na escola, no trabalho, na família, no desporto.

O Príncipe William, juntamente com atletas britânicos, lançou a campanha “On Your Side” para fortalecer o papel do setor desportivo na prevenção do suicídio. Esta iniciativa visa promover ambientes onde discussões abertas sobre saúde mental sejam normalizadas, incentivando o apoio e a conscientização, diminuindo o estigma e solidão.

Na dúvida conversa. O silêncio gera muito mais perdas do que qualquer pergunta desconfortável.

Nos anos 80 não havia menos ansiedade, menos depressão, menos trauma ou menos mães a sofrer depois do parto.Havia menos ...
08/09/2026

Nos anos 80 não havia menos ansiedade, menos depressão, menos trauma ou menos mães a sofrer depois do parto.
Havia menos palavras para compreender o sofrimento.
Menos investigação, ainda menos acesso a cuidados psicológicos, mais internamentos prolongados, mais vergonha e estigma, mais silêncio.
Muitas pessoas não recebiam um diagnóstico, recebiam um rótulo.
Eram fracas, instáveis, perigosas, loucas, preguiçosas, difíceis, dramáticas, histéricas. Eram casos perdidos e uma falha da sociedade que deveria ser escondida.
Pedir ajuda estava longe de ser encarado como um ato de responsabilidade e muito sofrimento permanecia escondido dentro das casas, das famílias, dos locais de trabalho e das instituições que viviam com muros altos separando os “loucos” do mundo lá fora.

Entretanto, a ciência evoluiu. Os cuidados evoluíram. A nossa linguagem evoluiu.
Hoje sabemos que uma crise de pânico não é drama, que o trauma não desaparece apenas porque o perigo terminou, que uma criança difícil pode ser uma criança que precisa de ser compreendida, que ninguém recupera de um esgotamento aprendendo simplesmente a suportar mais.
Mas há uma pergunta desconfortável que esta viagem aos anos 80 nos obriga a fazer: quanto do passado ainda vive na forma como olhamos para quem sofre? Quanto do passado ainda vive na maneira como os cuidados de saúde estão organizados e no lugar secundário que os profissionais de saúde mental tem?
Talvez já não usemos os mesmos diagnósticos mas continuamos, muitas vezes, a chamar exagero à ansiedade, ingratidão à depressão, indisciplina à diferença e fraqueza ao esgotamento.
Não havia menos sofrimento nos anos 80. Havia menos linguagem, menos ajuda e mais razões para o esconder.

Que ideia sobre a saúde mental gostavas que tivesse ficado definitivamente no passado?
Partilha este carrossel. Algumas ideias só deixam de ser normais quando começamos a questioná-las e algumas realidades, como a acessibilidade a cuidados de saúde mental, só se alteram quando todos nos mobilizamos.

27/08/2026

Hoje celebra-se o dia mundial do Psicólogo, sendo que dia 4 de setembro celebraremos o dia nacional do psicólogo em Portugal.
Falamos muito do psicólogo como cuidador, falamos menos dos cuidados que um psicólogo deve ter consigo (de resto como qualquer outro profissional de saúde). Um dos maiores riscos de trabalharmos todos os dias com o sofrimento humano é começarmos a achar que o nosso nunca é suficientemente grave ou que somos uma fraude se não conseguimos dar conta dos nossos problemas.

Quem cuida precisa cuidar-se. Não pode ser só uma escolha pessoal mas sim uma responsabilidade profissional porque o estado psicológico de quem cuida interfere inevitavelmente na qualidade do cuidado que é prestado.
Podemos pensar no autocuidado ao nível pessoal (sono, alimentação, movimento, relações, tempo livre..), mas também precisamos pensar a nível profissional que assenta na supervisão e intervisao, na formação regular, na terapia pessoal em alguns momentos, na diversidade de casos, nas pausas entre consultas e nos limites de agenda. Numa 3a linha as organizações precisam de assegurar condições possíveis aos outros dois níveis de autocuidado. Quando um sistema de saúde depende do sacrifico continuado de quem cuida não é um sistema sustentável nem saudável.

Por isso, se és profissional de saúde, psicólogo de forma específica, lembra-te: pedir ajuda não te retira competência, só traduz humanidade e responsabilidade. Ter competências é uma coisa, ser super herói é outra.

➡️ marca nos comentários um psicólogo ou outro profissional de saúde que queres que veja esta mensagem.

Tenho acompanhado o julgamento de Lindsay Clancy com um desconforto crescente.Não acho que um diagnóstico possa, por si ...
24/08/2026

Tenho acompanhado o julgamento de Lindsay Clancy com um desconforto crescente.
Não acho que um diagnóstico possa, por si só, explicar uma tragédia desta dimensão nem diminuir o impacto do que aconteceu. Três vidas se perderam.
Contudo, enquanto psicóloga (e também como mãe e mulher), há uma pergunta da qual não consigo fugir: quantos sinais são necessários até percebermos que uma mulher não está bem?

Nos meses anteriores à morte dos seus três filhos, Lindsay procurou ajuda repetidamente.
Passou por diferentes profissionais e contextos de saúde. Recebeu mais de 30 prescrições de 13 psicofármacos diferentes. Teve 14 consultas online com uma das psiquiatras que a acompanhou. Foi às urgências, passou por cuidados hospitalares, ligou duas vezes para uma linha de prevenção do suicídio.
À sua volta existiam profissionais, família, amigos. E, ainda assim, houve fragmentação de informação, desarticulação entre profissionais, segregação da família, profissionais sem a experiência necessária.. Ter acesso a cuidados não é necessariamente o mesmo que ter cuidados integrados e competentes.
Depois continuamos perigosamente presos à ideia de que uma pessoa que funciona em alguns momentos não pode estar assim tão mal. Uma pessoa pode continuar a desempenhar papéis enquanto psicologicamente se desorganiza por dentro. E talvez isto seja particularmente perigoso na maternidade, onde aprendemos a normalizar exaustão, privação de sono, culpa, ansiedade e sofrimento com uma facilidade assustadora.

A psicose pós parto é rara. Supostamente, afeta aproximadamente 1 a 2 mulheres em cada 1000 partos. Mas é uma emergência psiquiátrica.
A depressão, ansiedade e outras perturbações perinatais são muito mais frequentes e podem deixar consequências profundas muito para além dos dois primeiros anos de vida de um bebé.

Não precisamos apenas de preparar as mulheres para dar à luz. Precisamos de preparar famílias para aquilo que pode acontecer depois.
Todas as famílias deveriam ter um plano de parto e também deveriam ter um plano de saúde mental perinatal.
Porque cuidar de um bebé também é cuidar da mente de quem cuida dele. Não deveríamos precisar de outra tragédia para nos lembrarmos disso.

De coração apertado. Lindsay Clancy, Hayden Panettiere, uma mãe de 40 anos em Lisboa. Podemos dizer que são casos raros,...
22/08/2026

De coração apertado. Lindsay Clancy, Hayden Panettiere, uma mãe de 40 anos em Lisboa. Podemos dizer que são casos raros, graves, especiais. Podemos rapidamente apontar-lhes o dedo numa tentativa de separação entre nós e elas: isto nunca me aconteceria a mim. Aquela mulher é avariada, estragada. Aquela mulher não deveria ter sido mãe. Aquela mulher é um monstro.

Mas enquanto julgamos a procura de culpados, seja em Portugal ou nos EUA, perdemos uma oportunidade de salvar vidas. Porque só com informação e literacia em saúde mental podemos procurar evitar que tragédias como estas se repitam. Só com mais conexão e atenção de qualidade ao outro e a nós podemos fazer a diferença. Só saindo do piloto automático dos nossos dias, no qual nem sabemos muitas vezes que estamos, é que conseguimos olhar para quem está ao nosso lado com atenção e foco.
A Lindsay durante meses pediu ajuda de forma concreta, ao marido, a mãe, a sogra, aos profissionais de saúde com os quais se cruzou, a linha SOS suicidio para a qual ligou duas vezes. Meses decorreram, barreiras multiplicaram-se, e no dia em que assassinou os três filhos e depois se atirou de um 2o piso tinha ficado sozinha com as três crianças.
A Hayden assumiu a sua depressão pós parto, aceitou a perda da guarda da filha mas perdeu contratos e trabalho, e mergulhou numa luta contra trauma e adições, que se revelou inglória.
Uma mãe de 40 anos, em Lisboa, mãe de 3 crianças. Privação de sono severa há um mês. Responsabilidades elevadas no trabalho e um ritmo que se manteve acelerado. Em mais uma manhã cheia de afazeres e em multitasking, deixou os dois filhos mais velhos na escola e regressou para casa, esquecendo-se da filha de 2 anos no banco de trás do carro. Não houve uma chamada do marido a confirmar que estava tudo bem na rotina da manhã. Não houve um outro familiar a fazer double check. Apercebeu-se do sucedido a tarde quando a creche ligou a perguntar pela criança. Mas já era tarde demais. A bebé morreu.

Enquanto continuarmos a fazer mais do que a ser e sentir, enquanto avaliarmos saúde mental pelo ar da pessoa, enquanto a desconexão aumentar, corremos riscos que tragédias destas se repitam.

20/08/2026

Uma das aprendizagens mais importantes da maturidade emocional é esta: tudo o que sentimos é real enquanto experiência interna mas nem tudo o que sentimos corresponde, de forma rigorosa, ao que aconteceu fora de nós.
Posso sentir-me rejeitada sem que alguém tenha querido rejeitar-me.
Posso sentir que algo é desagradável e não o ser para a grande maioria das pessoas.
Posso não gostar de uma ideia sem que isso a torne uma má ideia ou algo errado.

Isto não torna as nossas emoções menos legítimas mas torna mais necessária a reflexão e o sentido crítico.
Existe uma diferença entre aquilo que aconteceu, aquilo que interpretei e aquilo que senti a partir dessa interpretação.

O problema é que estamos a perder essa distinção.
Usamos conceitos da psicologia como veredictos. Transformamos emoções em provas, perceções em factos e versões pessoais em acusações. E, quando alguém tenta introduzir contexto ou complexidade, respondemos que está a invalidar o que sentimos e que isso é um desrespeito.
Mas validar uma emoção não significa confirmar automaticamente a interpretação que a acompanha.
Posso reconhecer uma dor sem concordar com a história construída.
Posso escutar uma experiência individual sem aceitar como facto tudo o que é afirmado a partir dela.
Posso respeitar o sentir subjetivo do outro e, ainda assim, defender a verdade concreta e factual.

A liberdade de expressão foi uma conquista demasiado importante para ser confundida com ausência de responsabilidade.

Já sentiste que alguém transformou uma perceção pessoal numa verdade absoluta, sem espaço para diálogo ou contraditório?

04/07/2026

Vivemos numa sociedade obcecada por resultados mas há derrotas que ensinam mais do que muitas vitórias.

Hoje, Cabo Verde perdeu e ainda assim, saiu maior.
Na primeira participação num Campeonato do Mundo, discutiu o jogo até ao prolongamento frente a uma das melhores seleções do mundo. No final, em vez de baixar a cabeça, o guarda-redes fez algo extraordinário: levantou os colegas do chão, porque o resultado final não apaga nem diminui tudo o que aconteceu antes.

Podemos perder um jogo e ganhar confiança.
Podemos falhar um objetivo e desenvolver competências.
Podemos não alcançar aquilo que esperávamos e, ainda assim, sair com mais valor do que quando entrámos.
É isto que chamamos de mentalidade de crescimento.
A capacidade de aprender, ajustar, persistir e reconhecer que um resultado não define quem somos.

Talvez precisemos de fazer mais vezes aquilo que o fez: levantar quem está ao nosso lado e lembrar-lhe que uma derrota nunca tem a última palavra quando existe coragem para continuar.
Nem todas as vitórias aparecem no marcador.
Algumas ficam para sempre na forma como escolhemos sair de campo.

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