Alexandra Barros- Psicologia

Alexandra Barros- Psicologia Psicologia Clínica, Psicoterapia, Psicanálise
Lisboa Sintra Online
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Psicóloga Clínica
Psicoterapeuta Especializada em Clínica do Bebé e da Criança Mestre em Psicologia Clínica
Pós-Graduação em Neuropsicologia de Intervenção
Pós-Graduação em Neuropsicologia Pediátrica
Pós-Graduação em Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica
Psicoterapeuta- Psicanalítica (Crianças, Adolescentes e Adultos)
Psicóloga Especialista em Avaliação Psicológica
Membro da Associação Ser Beb

é, representante portuguesa da WAIHM

Diretora do Departamento da Infância na Psicronos
Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos

A revogação da legislação que concedia e protegia o direito à autodeterminação e expressão de género representa um enorm...
21/03/2026

A revogação da legislação que concedia e protegia o direito à autodeterminação e expressão de género representa um enorme retrocesso e contraria as orientações dos médicos, psicólogos e sociólogos que são quem mais tem estudado e cuidado das pessoas trans.

Adiar os direitos para depois da maioridade é pressupor que a transidentidade é uma fase passageira da adolescência.

É natural rejeitarmos o que não compreendemos. Aconteceu o mesmo com a homossexualidade. Mas não é natural que quem não percebe do assunto contrarie, de forma unilateral, tudo o que se tem aprendido à custa do sofrimento das pessoas, conduzindo a um enorme retrocesso.

Não é um retrocesso meramente burocrático. É voltar a patologizar e criminalizar algo que comprovadamente não é um desvio.

Ninguém muda de nome de ânimo leve, ninguém faz transição de género só porque sim. Os profissionais de saúde não procedem a terapêuticas hormonais ou cirúrgicas levianamente. É um processo longo e doloroso, assim como toda a existência não reconhecida.

Se a premissa desta revogação fosse realmente proteger os adolescentes trans, estes teriam sido ouvidos, assim como os especialistas que reconhecem e cuidam desta população desprotegida. A lei da autodeterminação não incentiva à transição de género, ap***s a reconhece externamente, porque a identidade é interna.

A identidade de género não se pega, não é contagiosa. Mas o preconceito, a discriminação e a ignorância, sim.

Pergunto eu, para quando a discussão das p***s a aplicadas nos casos de abūso s€xüal e violência doméstica?

10 de setembroQuem pensa em suicídio não deseja morrer, mas sim acabar com o sofrimento.A dificuldade em lidar com o sof...
10/09/2022

10 de setembro

Quem pensa em suicídio não deseja morrer, mas sim acabar com o sofrimento.

A dificuldade em lidar com o sofrimento, leva algumas pessoas a relativizar as queixas de alguém que as procura para falar de como se sente mal.

O positivismo tóxico contribui para que muitas pessoas evitem ou desistam de pedir ajuda.

Mais e melhores recursos de saúde mental no SNS contribuiriam certamente para reduzir a estatística.

A prevenção do suicídio não pode resumir-se a um dia, a um mês, a um laço amarelo ao peito. Somos todos agentes responsáveis pela promoção da saúde mental.

O que acham que está ao vosso alcance fazer neste sentido?

Neste livro,  salienta que as doenças físicas podem ser a expressão de feridas psicológicas, que se desenvolvem a partir...
15/03/2022

Neste livro, salienta que as doenças físicas podem ser a expressão de feridas psicológicas, que se desenvolvem a partir das defesas emocionais que construímos para evitar a dor.

A repressão é um mecanismo primitivo que nos protege da consciência avassaladora da nossa vulnerabilidade, que é simplesmente uma condição da nossa vida.

A repressão emocional parece ser comum a várias condições crónicas, desde a artrite ao cancro, passando pela fadiga crónica, pelas enxaquecas, pela diabetes, pela esclerose múltipla e pela doença crónica, entre outras.

Obviamente que a genética, o ambiente e alimentação continuam a ser variáveis importantes na manifestação da doença, mas a atividade do sistema nervoso, a regulação hormonal e a função imunitária são significativamente afetadas pela repressão emocional crónica.

É um livro conciso, sem romances nem floreados, que nos leva a refletir sobre o impacto das emoções na nossa saúde (ou falta dela) e que propõe alguns princípios para a prevenção dos danos causados pelo "stress invisível", nomeadamente a importância de, desde cedo, legitimarmos as emoções em vez de as engolir.

O que diz o vosso corpo quando engolem as emoções?

Falei há uns meses com a .psi no sentido de fazermos uma live sobre trauma, violência doméstica e infantil, mas entretan...
18/02/2022

Falei há uns meses com a .psi no sentido de fazermos uma live sobre trauma, violência doméstica e infantil, mas entretanto fomos adiando. Pensamos agora que seria uma boa altura para falarmos de relações abusivas, um tema que vocês já tantas vezes propuseram.

A Sofia é psicóloga e técnica de apoio à vítima, com muita experiência no trabalho com mulheres e crianças em situações de violência doméstica e sexual, e tem a capacidade incrível de escrever sobre estes terrores de uma forma poética, ao ponto de quase sentirmos na pele cada experiência.

Não vamos comentar nenhuma situação particular, mas vamos trazer ao debate o que faz com que se mantenham e/ou repitam relações abusivas, perceber o que é abuso ou violência, o impacto destes crimes nos adultos e nas crianças, sinais de alerta e formas de atuar.

Não será um tema leve, mas é uma discussão urgente. Mais um tema pouco instagramável, que precisa de mais vozes.

Irei abrir a caixa de perguntas e colocar também algumas questões para reflexão. Mas para já, podem deixar algumas sugestões nos comentários.

Espero tornar estas conversas mais frequentes e conto com a vossa participação. Conversamos?

"Se não estás a pagar pelo produto é porque tu és o produto."Há dias vi, finalmente, o documentário da Netflix "O dilema...
29/12/2021

"Se não estás a pagar pelo produto é porque tu és o produto."

Há dias vi, finalmente, o documentário da Netflix "O dilema das redes sociais" e esta é uma das frases mais marcantes.

Parece sempre hipocrisia utilizar as redes sociais para falar dos seus riscos, mais ainda quando estas são um instrumento de trabalho. Mas se há algo que faço aqui com frequência é alertar para o lado pouco real dos conteúdos mais consumidos neste mundo e para os perigos do excesso digital.

Este documentário é verdadeiramente assustador e mostra como somos manipulados para estarmos sempre online, agarrados a esta chucha digital que procura apaziguar a vulnerabilidade potenciada pela tecnologia que prometia juntar pessoas, mas que afinal as controla.

Os ganhos trazidos pela tecnologia e pelas redes sociais são indubitáveis, e têm sido essenciais durante a pandemia, mas o impacto negativo a nível individual, social, ambiental, económico, político é também inquestionável.

Agarrada ao seu telemóvel, cada pessoa, controlada pelo algoritmo, terá o seu mundo, sem contraditório e sem forma de distinguir a verdade da mentira, pelo que a distopia ocupará o lugar da utopia, levando-nos a acreditar que não temos escolha.

Desligar notificações, não seguir as recomendações de páginas e links, confirmar fontes, questionar e encontrar outras formas de prazer são sugestões dos próprios CEOs e diretores destes gigantes.

Este dilema daria pano para mangas aqui, pelo que tentando trazer algum sentido crítico, vos convido a deixarem a vossa opinião sobre o documentário. Se não viram recomendo muito que o vejam com urgência.

Depois de deixarem aqui a vossa reflexão, aproveitem para desligar um pouco!

Há despedidas que gostávamos que nunca tivessem de acontecer.Até sempre querido Professor Coimbra de Matos.Obrigada por ...
01/07/2021

Há despedidas que gostávamos que nunca tivessem de acontecer.

Até sempre querido Professor Coimbra de Matos.
Obrigada por todos os ensinamentos.

Linhas de apoio psicológico a que pode recorrer nestes tempos que põem à prova a saúde mental
26/01/2021

Linhas de apoio psicológico a que pode recorrer nestes tempos que põem à prova a saúde mental

O Expresso fez um levantamento das linhas de apoio psicológico e outras iniciativas na área da saúde mental. Criadas por todo o país por instituições públicas e sociedade civil, estão disponíveis para ouvir, esclarecer e ajudar a fazer frente à covid-19 e às suas consequências

Artigo da minha autoria sobre a relação com a comida
21/01/2021

Artigo da minha autoria sobre a relação com a comida

"Nunca tivemos tanta oferta de bens alimentícios, mas em vez de comerem melhor, as pessoas parecem comer pior, mesmo quando acham que comem bem". A opinião da psicóloga Alexandra Barros no Vida Ativa.

O que deixar em 2020?
31/12/2020

O que deixar em 2020?

Votos de um Feliz Natal, neste ano atípico que nos priva de abraços, mas não de afetos.Que haja amor, solidariedade, esp...
24/12/2020

Votos de um Feliz Natal, neste ano atípico que nos priva de abraços, mas não de afetos.

Que haja amor, solidariedade, esperança e união no sapatinho 🎄🌟🙏

Como lidamos com o elogio?É curioso como, com frequência, somos mais capazes de enunciar os nossos defeitos e as nossas ...
14/12/2020

Como lidamos com o elogio?

É curioso como, com frequência, somos mais capazes de enunciar os nossos defeitos e as nossas fragilidades, ao contrário do que acontece com as nossas qualidades.

Ficamos apoquentados com a crítica negativa, mas o elogio também parece que nos aflige. Quantas vezes respondemos ao elogio com um "não foi nada de especial" ou "não é nada de mais"?

Parece cultural não reconhecermos ou aceitarmos que realcem o nosso esforço e os nossos pontos fortes, como se este enaltecimento nos tornasse gabarolas ou convencidos. E grande distância vai até aí, não?

Há por aí uma moda que diz que não se deve elogiar os filhos, para que não dependam da opinião externa e da recompensa, de modo a que não se frustrem quando não há esse reconhecimento. Curiosamente os defensores desta moda são habitualmente os mesmos que defendem que não se deve frustrar as crianças, dizer não, ou fazer o quer que seja sem lhes pedir autorização e/ou apresentar uma longa lista de argumentos que apoie a decisão do adulto.

Na minha opinião, o elogio e a recompensa emocional do reconhecimento são um dos muitos alicerces da autoestima e da autoconfiança. É através desta valorização externa que construímos a valorização interna, para que possamos depois deixar de depender (tanto) da primeira. Mas são também as frustrações que nos ensinam que a realidade tem limites e que a perfeição não existe. Acreditar no contrário é autodestrutivo e cola-nos à ideia de que nunca somos suficientemente bons.

Então, esta semana elogiem-se mais, elogiem os outros e, principalmente, aceitem o elogio com um simples agradecimento, sem o desmerecimento que um "não foi nada de mais comporta".

E, já agora, deixem aqui o vosso auto-elogio!

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