Sílvia Dias

Sílvia Dias Eu sou a Sílvia Dias e sou uma pessoa apaixonada pelas pessoas e pela Vida.

Ainda era muito jovem quando senti que o meu propósito de Vida era acompanhar outras pessoas em momentos de vulnerabilidade e desenvolvimento profundo, o que me levou a estudar o comportamento e o desenvolvimento do Ser humano. Actualmente sou Psicóloga, Psicoterapeuta e Formadora e, nos últimos anos, tenho-me dedicado em especial ao trabalho com mulheres e com casais.

Julho1. Cantos do 🤍2. Pôr do sol 3. Amo partilhar/palestrar4. Família 5. Love this big One6. Paraíso 7. Olhar8. Azul9. P...
02/08/2026

Julho
1. Cantos do 🤍
2. Pôr do sol
3. Amo partilhar/palestrar
4. Família
5. Love this big One
6. Paraíso
7. Olhar
8. Azul
9. Pontão
10. Ritmo do meu 🤍
11. Eu
12. No meio da natureza
13. Tradição
14. Espreitar
15. Felicidade
16. Avós
17. Avós
18. Memórias boas
19. Lembrete
20. Mano 🫂🤍

Há uma frase que muitas mulheres dizem em consulta: "Já não tenho vontade."E, quase sempre, essa frase vem acompanhada d...
29/07/2026

Há uma frase que muitas mulheres dizem em consulta: "Já não tenho vontade."

E, quase sempre, essa frase vem acompanhada de culpa. Culpa por sentir que alguma coisa mudou. Culpa por pensar que há algo de errado consigo. Culpa por não conseguir corresponder às expectativas do outro ou até às suas próprias.

Mas, muitas vezes, o problema não é falta de desejo, é falta de descanso.

Vivemos num ritmo em que muitas mulheres passam o dia inteiro a cuidar de tudo e de todos. Trabalho, filhos, casa, preocupações, decisões, listas intermináveis de tarefas. O corpo passa horas em alerta, a responder ao stress e à pressão constantes, sem verdadeiros momentos de pausa.

E um corpo que está constantemente em modo sobrevivência dificilmente consegue entrar em modo de prazer.

Na abordagem focada nas emoções, olhamos para o desejo de uma forma muito mais ampla. O desejo não vive isolado da vida que levamos. Vive na forma como o nosso sistema nervoso se sente, na qualidade da relação, na segurança emocional e na disponibilidade que temos para estar presentes.

Por isso, quando uma mulher diz "já não tenho vontade", muitas vezes o que o corpo está realmente a comunicar é:

"Estou cansada."

"Preciso de parar."

"Já não sei como voltar a sentir-me presente."

Talvez o teu corpo não esteja a falhar.

Talvez esteja apenas a pedir aquilo que há muito tempo lhe falta: descanso, segurança, presença e espaço para voltar a respirar.

Porque o desejo não desaparece de um dia para o outro. Muitas vezes, f**a apenas escondido debaixo do peso de tudo aquilo que tens carregado.

Por amor. Por ti. Por nós. ✨

Há uma geração que não tinha todas as respostas sobre o amor.Mas tinha uma coisa de que, às vezes, nos esquecemos: a cap...
26/07/2026

Há uma geração que não tinha todas as respostas sobre o amor.

Mas tinha uma coisa de que, às vezes, nos esquecemos: a capacidade de cuidar da relação todos os dias.

Lembro-me de ouvir histórias dos meus avós e de perceber que aquilo que fazia durar o casamento não era a ausência de dificuldades. Era a forma como escolhiam atravessá-las juntos.

Respeitavam-se, mesmo quando pensavam de forma diferente.

Falavam sobre o que sentiam, porque sabiam que o silêncio prolongado cria distância.

Encontravam tempo um para o outro, mesmo no meio da rotina, e nunca deixavam de rir juntos. O humor era uma forma de aliviar o peso dos dias e de lembrar que continuavam a ser uma equipa.

Na terapia de casal, vejo muitas vezes pessoas à procura de uma solução rápida para recuperar a relação, mas a verdade é que uma relação segura não se constrói num grande gesto.

Constrói-se em pequenas escolhas repetidas ao longo do tempo.

Na forma como ouvimos, na forma como respondemos, na forma como reparamos depois de um conflito e na forma como continuamos a escolher o outro, mesmo nos dias mais difíceis.

É isso que fortalece a conexão emocional.

E talvez seja essa a maior herança que as gerações mais antigas nos podem deixar: lembrar-nos de que o amor não vive apenas do que sentimos. Vive, sobretudo, da forma como cuidamos dele.

E tu, há algum ensinamento dos teus avós sobre o amor ou os relacionamentos que ainda hoje guardas contigo? Partilha comigo nos comentários. 🤍

Por amor. Por ti. Por nós. ✨

24/07/2026

Durante muito tempo, ensinaram-nos que ser uma boa pessoa era estar sempre disponível.

Dizer sempre "sim".

Colocar as necessidades dos outros à frente das nossas.

Não desiludir ninguém.

Mas, muitas vezes, nesta tentativa de cuidar de todos, acabamos por nos abandonar a nós próprios.

E isso não é autocuidado. É exaustão.

Ser uma boa pessoa não signif**a dizer sempre "sim".

Não signif**a suportar tudo em silêncio, ignorar os próprios limites ou carregar responsabilidades que não são tuas.

Signif**a conseguir cuidar do outro sem deixares de cuidar de ti.

Porque só quando escutamos as nossas necessidades é que conseguimos estar verdadeiramente disponíveis para quem amamos.

É natural que, ao começares a colocar limites, apareçam a culpa, a insegurança ou o medo de desiludir alguém.

Mas sentir culpa não signif**a que estejas a fazer algo errado.

Muitas vezes, signif**a apenas que estás a fazer algo diferente daquilo que aprendeste.

Neste Dia Internacional do Autocuidado, lembra-te de que cuidar de ti não é um ato de egoísmo.

É um ato de respeito por ti e, também, pelas tuas relações.

Porque quando te tratas com mais gentileza, inspiras quem está ao teu lado a fazer o mesmo.

Por amor. Por ti. Por nós. ✨

Raramente são as grandes discussões que mais afastam um casal.Na maioria das vezes, é aquilo que f**a por dizer.A conver...
22/07/2026

Raramente são as grandes discussões que mais afastam um casal.

Na maioria das vezes, é aquilo que f**a por dizer.

A conversa adiada porque "este não é o momento".

A mágoa que se esconde atrás de um "não é nada".

O assunto que ambos sabem que existe, mas que ninguém volta a trazer.

No início, parece mais fácil evitar. Pensamos que o tempo vai resolver, que, se não falarmos sobre aquilo, a dor acaba por desaparecer.

Mas aquilo que não é conversado não desaparece, f**a entre os dois.

E, aos poucos, começa a ocupar cada vez mais espaço na relação.

Na terapia de casal, vemos isto muitas vezes.

Os casais chegam a acreditar que o problema começou há poucas semanas, quando, na verdade, existem assuntos que f**aram por reparar durante meses ou até anos.

Cada silêncio vai criando uma nova interpretação, cada tema evitado aumenta a distância, cada "depois falamos" vai deixando a sensação de que aquilo que sentimos já não tem lugar na relação.

Até que um dia existe um verdadeiro "elefante na sala", os dois sabem que ele está lá, os dois o veem mas já não sabem como falar sobre ele sem voltar a magoar-se.

É por isso que uma relação segura não é aquela onde não existem assuntos difíceis.

É aquela onde existe espaço para falar deles antes que se tornem demasiado grandes.

Porque aquilo que aproxima um casal não é evitar o conflito.

É saber que, mesmo nas conversas mais difíceis, continuam a encontrar um caminho de volta um para o outro.

Por amor. Por ti. Por nós. ✨

Quanto mais se fala de saúde mental, maior deve ser a responsabilidade de quem a comunica e de quem a pratica.Vivemos nu...
20/07/2026

Quanto mais se fala de saúde mental, maior deve ser a responsabilidade de quem a comunica e de quem a pratica.

Vivemos numa época em que nunca foi tão fácil encontrar respostas.

Há podcasts, vídeos, aplicações, livros, programas e inúmeros profissionais a falar sobre saúde mental. E isso tem um lado muito positivo: hoje fala-se mais sobre emoções, relações e bem-estar do que alguma vez se falou.

Mas, precisamente por existir tanta informação, torna-se ainda mais importante saber quem escolhemos para nos acompanhar quando aquilo que está em causa é a nossa saúde mental.

Na Clínica Sílvia Dias, acreditamos que cuidar da saúde mental exige muito mais do que boas intenções. Exige formação científ**a, prática clínica, atualização contínua e um compromisso ético com cada pessoa que nos procura.

Sou Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com cédula profissional n.º 5041, integrada nos Colégios de Especialidade de Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia da Educação, e detenho ainda as Especialidades Avançadas em Psicoterapia, Coaching Psicológico e Psicologia Vocacional e Desenvolvimento da Carreira.

É por isso que valorizamos o novo selo da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Mais do que um identif**ador, é uma forma de reforçar a transparência, a confiança e a importância de procurar profissionais devidamente qualif**ados.

Na Clínica Sílvia Dias, este compromisso está presente em cada acompanhamento, em cada decisão clínica e na forma como acolhemos quem nos procura.

Porque cuidar da saúde mental é cuidar daquilo que temos de mais humano.

E isso merece ser feito com rigor, competência e respeito pela singularidade de cada pessoa. 🤍

17/07/2026

Há pessoas que mudam a forma como olhamos para o mundo e para nós, a Dra. Sue Johnson foi uma dessas pessoas.

Foi através do seu trabalho que comecei a compreender, ainda mais profundamente, que o amor não é apenas um sentimento, é uma necessidade humana.

Todos nós precisamos de sentir que existe alguém disponível para nós. Alguém que nos vê, que nos escuta e que permanece presente quando mais precisamos.

Quando essa segurança existe, o nosso sistema nervoso regula-se.

Quando ela falta, aparecem o medo, a crítica, o afastamento ou o silêncio. Não porque deixámos de amar, mas porque deixámos de nos sentir seguros na relação.

Este foi um dos maiores legados de Sue Johnson: mostrar-nos que, por trás de tantos conflitos, existe quase sempre uma pergunta silenciosa: "Estás aqui para mim?"

Esta forma de compreender as relações transformou profundamente a minha prática clínica e de toda a equipa continua, todos os dias, a inspirar a forma como acompanhamos pessoas e casais.

Porque acredito, tal como ela defendia, que as relações não precisam de ser perfeitas, precisam de ser emocionalmente seguras.

E quando existe essa segurança, torna-se possível reparar feridas, fortalecer vínculos e voltar a encontrar um ao outro, co-regulando-nos através da relação.

Obrigada, Sue Johnson, por nos teres ensinado que o amor não é uma fraqueza, é uma das maiores fontes de cura que podemos encontrar. 🤍

Por amor. Por ti. Por nós. ✨

Há perdas que todos reconhecem e há outras que acontecem em silêncio.O fim de uma relação, um projeto que nunca acontece...
15/07/2026

Há perdas que todos reconhecem e há outras que acontecem em silêncio.

O fim de uma relação, um projeto que nunca aconteceu, uma casa que ficou para trás, a pessoa que éramos antes de uma doença, de uma separação ou de uma mudança inesperada.

Nem sempre lhes chamamos luto, mas o coração sente-os da mesma forma.

Vivemos numa sociedade que nos ensina a seguir em frente rapidamente, a voltar ao trabalho, a sorrir, a responder "está tudo bem", mesmo quando ainda estamos a tentar perceber o que mudou dentro de nós.

Como se sentir tristeza durante demasiado tempo fosse um sinal de fraqueza, mas o luto não tem um prazo.

Não é uma etapa que se risca da lista para continuar a viver.

É um processo de adaptação a uma realidade que deixou de ser a mesma.

E, muitas vezes, aquilo que mais ajuda não é ouvir "tens de ser forte".

É ouvir: "Não precisas de passar por isto sozinho."

Ao longo da minha prática, tenho aprendido que o luto não desaparece porque o ignoramos, transforma-se quando lhe damos espaço.

Quando deixamos de lutar contra aquilo que sentimos e começamos, pouco a pouco, a integrar a ausência na nossa história, porque seguir em frente não signif**a esquecer.

Signif**a aprender a continuar a viver, levando connosco aquilo ou aqueles que fizeram parte de quem somos.

Se estás a viver uma perda neste momento, lembra-te: não há uma forma certa de fazer o luto, há apenas o teu tempo e esse tempo merece ser respeitado.

Por amor. Por ti. Por nós. ✨

Há momentos na vida em que não precisamos de alguém que tenha todas as respostas, precisamos apenas de alguém que fique....
13/07/2026

Há momentos na vida em que não precisamos de alguém que tenha todas as respostas, precisamos apenas de alguém que fique...

Fico muitas vezes a pensar nisto quando acompanho casais em consulta.

Chegam a acreditar que o problema da relação é a discussão da noite anterior, as tarefas por fazer, a falta de tempo ou as diferenças de opinião.

Mas, quando começamos a aprofundar a conversa, percebemos que a dor é outra.

É a sensação de que, naquele momento difícil, estavam sozinhos.

Porque aquilo que mais fere uma relação nem sempre é o conflito.

É olhar para o lado e sentir que já não há uma equipa.

Que cada um está a tentar sobreviver à sua maneira.

E, no entanto, é precisamente nos momentos mais difíceis que uma relação pode fortalecer-se.

Não porque o problema desaparece.

Mas porque um dos dois estende a mão e diz: "Não sei como vamos resolver isto... mas não te vou deixar enfrentá-lo sozinho."

É esta disponibilidade emocional que transforma uma relação.

Não é ter sempre a palavra certa.

Não é saber exatamente o que fazer.

É conseguir transmitir ao outro:

"A tua dor também importa para mim."

No fundo, é isso que todos procuramos quando amamos alguém, não alguém que nos salve, mas alguém que permaneça ao nosso lado enquanto encontramos, juntos, o caminho para sair do meio do caos.

Porque, muitas vezes, o maior ato de amor não é resolver o problema.

É fazer o outro sentir que já não está sozinho dentro dele.

Por amor. Por ti. Por nós. ✨

Há uma frase que ouço muitas vezes em consulta."Se ele (ou ela) me amasse de verdade, aceitava-me exatamente como eu sou...
10/07/2026

Há uma frase que ouço muitas vezes em consulta.

"Se ele (ou ela) me amasse de verdade, aceitava-me exatamente como eu sou."

À primeira vista, parece fazer sentido mas, quando a exploramos melhor, percebemos que, muitas vezes, essa frase serve para evitar uma conversa difícil, um pedido de desculpa ou a responsabilidade de mudar um comportamento que continua a magoar o outro.

Porque uma relação saudável nunca nos pede para deixarmos de ser quem somos.

Mas convida-nos, todos os dias, a sermos uma versão mais consciente de nós próprios.

A reparar quando erramos, a perguntar: "Como é que aquilo que eu fiz impactou quem amo?", a crescer, não por obrigação, mas porque a relação importa.

É curioso...os casais que conseguem manter uma ligação segura ao longo dos anos não são aqueles que nunca discutem ou que nunca falham.

São aqueles que conseguem transformar os conflitos em oportunidades para se conhecerem melhor, que deixam de lutar um contra o outro e começam a lutar pela relação. Porque o amor não é encontrar alguém que nunca nos desafie.

É encontrar alguém com quem nos sintamos suficientemente seguros para crescer e isso muda tudo.

Uma relação saudável não te pede perfeição. Pede apenas que não uses o amor como desculpa para deixares de evoluir.

Por amor. Por ti. Por nós. ✨

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