Psicóloga Elisabete Santos Pereira

Psicóloga Elisabete Santos Pereira Psicóloga Clínica. Mudar pensamentos, transformar a vida e descobrir como pequenos pensamentos geram grandes mudanças.

O meu objetivo concretizou-se ao tornar-me numa psicóloga eficiente e sempre pronta para atuar. Continuar a sentir-me feliz e realizada e manter a minha evolução como pessoa...Por onde andei a trabalhar na área foram mais valias para o meu futuro enquanto profissional de saúde. Ajudou-me a consolidar itens já aprendidos e poder juntar valências ás já adquiridas. Ensinaram-me profundamente como li

dar na intervenção em crise, com o luto e com perturbações a nível da personalidade e ansiedade. Apta a trabalhar com grupos terapêuticos com patologias especificas ou generalizadas.

"A diferença entre ajudar e salvar"Existe uma diferença muito grande entre ajudar alguém e precisar de ser o salvador de...
26/07/2026

"A diferença entre ajudar e salvar"

Existe uma diferença muito grande entre ajudar alguém e precisar de ser o salvador de alguém.

Há pessoas que, com boas intenções, acreditam que estão sempre a ajudar. Dão conselhos, procuram soluções e tentam resolver a vida dos outros.

Mas ajudar não é fazer pelo outro aquilo que ele precisa de aprender a fazer por si.

Por vezes, aquilo que parece ajuda é apenas a nossa dificuldade em ver alguém sofrer. E, sem perceber, podemos transformar cuidado em controlo e presença em invasão.

Nem sempre o outro precisa que lhe mostremos o caminho. Às vezes, precisa apenas que alguém caminhe ao seu lado, que o escute e que acredite na sua capacidade de encontrar as próprias respostas.

A verdadeira ajuda começa quando deixamos de querer ser o salvador de alguém e aprendemos a respeitar o processo do outro.

Porque nem sempre quem mais faz é quem mais ajuda.

Às vezes, a maior ajuda está em fazer o outro sentir que é capaz.

Elisabete Santos Pereira
Psicóloga Clínica

24/07/2026

"Doutora, eu já sei o que tenho. Fiz uma pesquisa no Google… e o ChatGPT confirmou."

Bem-vindos à nova era da psicologia:

A consulta começa antes da consulta.

A pessoa chega com o diagnóstico feito, a conclusão tirada e, por vezes, até o tratamento escolhido.

"Eu tenho trauma."
"Ele é narcisista."
"A minha colega é tóxica."
"Tenho ansiedade porque pensei demasiado."
"Sou assim porque a minha infância explica tudo."

E eu fico a pensar…

O Google e o ChatGPT estão a fazer horas extraordinárias. Só falta mesmo pedirem a cédula profissional e abrirem agenda.

Aliás, talvez tenha de arranjar lugar para eles no meu consultório…

Problema: eu não tenho secretária.

A minha secretária sou eu.
A minha agenda sou eu.
E, pelos vistos, agora também tenho de reservar uma cadeira para os meus novos "colegas" digitais. 😉

Mas existe uma diferença enorme:

A informação pode ser uma excelente ferramenta.
O problema começa quando transformamos informação em sentença.

Porque um sintoma não é uma identidade.
Uma dificuldade não é uma condenação.
Uma característica da nossa personalidade não é automaticamente uma perturbação.

Nem tudo o que sentimos precisa de um rótulo.
Nem tudo o que lemos precisa de nos definir.

A mente humana não cabe numa pesquisa.
Não somos um conjunto de palavras-chave escolhido por um algoritmo.

Somos histórias complexas, contraditórias, únicas.

E essa parte… felizmente, ainda precisa de ser escutada por outro ser humano.

Elisabete Santos Pereira
Psicóloga Clínica

O cérebro muda. A Neurociência prova-o. A coragem torna-o possível.Hoje celebra-se o Dia Mundial do Cérebro. E há algo q...
22/07/2026

O cérebro muda. A Neurociência prova-o. A coragem torna-o possível.

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Cérebro. E há algo que a Neurociência nos mostra de forma extraordinária: o cérebro não é uma estrutura rígida e imutável. Ele reorganiza-se, cria novas ligações, aprende, adapta-se e transforma-se ao longo da vida.

Esta capacidade chama-se neuroplasticidade. E é ela que nos lembra que nunca estamos condenados a ser a mesma pessoa para sempre.

Como Psicóloga Clínica, acompanho diariamente pessoas que procuram libertar-se de padrões, compreender melhor as suas emoções e construir novas formas de viver. É um privilégio assistir à transformação que acontece quando alguém decide olhar para si com verdade.

Mas também eu continuo a fazer esse caminho.

O treino de Desenvolvimento e Liderança Pessoal (DL), da MeMu, marcou profundamente o meu percurso de autoconhecimento. Desafiou-me a sair do piloto automático, a questionar crenças, a reconhecer vulnerabilidades e a descobrir recursos que sempre estiveram dentro de mim, mas que precisavam de ser despertados.

Foi a confirmação de algo em que acredito profundamente: quando nos permitimos viver experiências transformadoras, não mudamos apenas a nossa forma de pensar. Mudamos o nosso cérebro. E quando o cérebro muda, a vida muda com ele.

Hoje celebro a Neurociência. Celebro o cérebro. Mas, acima de tudo, celebro a coragem de quem escolhe conhecer-se melhor.

Porque não há descoberta mais fascinante do que aquela que fazemos dentro de nós.

Saiba mais sobre o treino DL da MeMu: https://memu.me/dlpt/

Elisabete Santos Pereira
Psicóloga Clínica

O DL é a formação presencial que muda a forma como te relacionas contigo, com os outros e com a vida. 3 dias de imersão vivencial com base em neurociência e PNL.

"Quando a pesquisa se transforma num diagnóstico: o perigo de acreditar que já sabemos o que temos"Vivemos numa era em q...
22/07/2026

"Quando a pesquisa se transforma num diagnóstico: o perigo de acreditar que já sabemos o que temos"

Vivemos numa era em que a informação está sempre disponível. Com poucos cliques encontramos listas de sintomas, testemunhos e descrições de diferentes dificuldades emocionais. E, muitas vezes, acontece algo muito humano: encontramos uma descrição e pensamos… “é exatamente isto que eu tenho”.

A identificação pode ser um primeiro passo importante. Pode trazer compreensão e levar alguém a procurar ajuda. O problema surge quando a identificação se transforma numa certeza.

Quando a pessoa passa de “será que isto tem a ver comigo?” para “eu tenho mesmo esta patologia”, sem uma avaliação adequada, pode ficar presa a um diagnóstico que ela própria construiu.

E esse rótulo pode pesar.

Pode fazer com que comece a olhar para si através dessa lente, interpretando cada emoção, cada comportamento e cada dificuldade como uma confirmação daquela conclusão. Pode aumentar o medo, a preocupação e até limitar a forma como se vê e como acredita nas suas próprias capacidades.

Porque uma pessoa não é um conjunto de sintomas. Não é uma pesquisa na internet. Não é uma descrição onde encontrou algumas semelhanças.

Enquanto Psicóloga Clínica, encontro frequentemente pessoas que chegam já convencidas sobre aquilo que têm. Algumas chegam assustadas, outras chegam como se aquele diagnóstico fosse uma sentença sobre quem são e sobre o futuro que podem construir.

Mas compreender o sofrimento exige muito mais do que reconhecer sintomas. Exige conhecer a história daquela pessoa, o contexto em que vive, aquilo que sente, pensa e faz, e a forma única como experiencia a sua vida.

A informação é valiosa. Pode abrir portas. Pode ajudar-nos a procurar respostas. Mas não substitui uma avaliação clínica feita com rigor e com olhar humano.

Nem tudo aquilo que parece encaixar define quem somos.

Antes de colocarmos uma etiqueta, precisamos de escutar a nossa história.

Porque um diagnóstico, quando existe, deve ser uma ferramenta de compreensão e de caminho, nunca uma prisão onde deixamos de ver a pessoa inteira.

E deixo uma pergunta para reflexão:

Será que estou a tentar compreender aquilo que sinto… ou estou apenas à procura de uma confirmação para um medo que já existe dentro de mim?

Elisabete Santos Pereira
Psicóloga Clínica

Quando procura a perfeição... mas ela não existe.O perfeccionismo raramente se apresenta pelo seu verdadeiro nome.Muitas...
22/07/2026

Quando procura a perfeição... mas ela não existe.

O perfeccionismo raramente se apresenta pelo seu verdadeiro nome.

Muitas vezes disfarça-se de responsabilidade, de rigor, de elevado sentido de dever ou de vontade de fazer sempre o melhor. Outras vezes esconde-se atrás do medo de falhar, da necessidade de controlar tudo, da dificuldade em delegar ou da sensação persistente de que nunca se é suficientemente bom.

À primeira vista, pode até parecer uma qualidade.

Mas, quando a perfeição deixa de ser uma preferência e passa a ser uma exigência, transforma-se numa prisão.

Quem vive preso a este padrão raramente desfruta das suas conquistas. Assim que termina uma tarefa, já está a pensar no que podia ter feito melhor. Um elogio perde força perante uma única crítica. Um sucesso é rapidamente esquecido porque a atenção permanece focada na pequena falha que ficou por corrigir.

E a frustração instala-se.

No trabalho, sente que nunca faz o suficiente.

Em casa, acredita que podia ter sido mais paciente, mais disponível ou mais organizado.

Nas relações, exige de si uma versão irrepreensível e culpa-se sempre que não corresponde às expectativas que criou.

Mas há um outro lado, muitas vezes menos evidente.

Quem exige perfeição de si tende, frequentemente, a exigir também dos outros.

Torna-se difícil aceitar o erro, a distração, a demora, a incompetência ou uma forma diferente de fazer as coisas. Pequenos lapsos podem ser vividos como grandes problemas. A sensação de que "se eu consigo fazer, os outros também deviam conseguir" alimenta irritação, impaciência e conflitos.

Sem intenção, as relações tornam-se mais pesadas.

As pessoas podem sentir que nunca correspondem, que estão constantemente a ser avaliadas ou que qualquer erro será motivo de crítica.

E, ironicamente, aquilo que começou por ser uma tentativa de garantir que tudo corre bem acaba por criar distância, desgaste e incompreensão.

Vale a pena perguntar:

A exigência que coloca sobre si e sobre os outros ajuda a construir... ou apenas aumenta o sofrimento?

Nem tudo o que não é perfeito está errado.

Nem tudo o que é diferente é incompetência.

E nem todos os erros têm o significado que lhes atribuímos no primeiro momento.

Aprender a flexibilizar estas interpretações é uma forma de diminuir a ansiedade e aumentar a qualidade de vida.

Algumas estratégias podem ajudar:

• Quando surgir o pensamento "isto não está bom o suficiente", pergunte-se: Que provas tenho de que não está suficientemente bom? O que diria a outra pessoa se tivesse feito exatamente este trabalho?

• Sempre que um erro acontecer, substitua a pergunta "Quem falhou?" por "O que podemos aprender com isto?"

• Observe se está a transformar um pequeno erro numa conclusão global sobre si ou sobre o outro.

• Experimente terminar tarefas quando estão competentes e funcionais, em vez de continuar a procurar uma perfeição que talvez nunca chegue.

• Recorde-se de que pessoas diferentes têm ritmos, capacidades e formas de agir diferentes. Esperar que todos respondam exatamente como responderia é criar expectativas que dificilmente serão cumpridas.

• No final de cada dia, identifique três aspetos que correram suficientemente bem. O cérebro habitua-se a procurar aquilo em que é treinado para reparar.

Procurar fazer bem é saudável.

Precisar que tudo seja perfeito é exaustivo.

A vida torna-se mais leve quando percebemos que o valor de uma pessoa não se mede pela ausência de erros, mas pela capacidade de aprender, adaptar-se e continuar a caminhar.

Porque a perfeição não aproxima ninguém.

A aceitação, a flexibilidade e a humanidade têm esse poder.

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Elisabete Santos Pereira
Psicóloga Clínica

15/07/2026

"Quando foi que passámos a diagnosticar pessoas numa conversa de café ou num painel televisivo?"

Vivemos numa época em que os conceitos da Psicologia saíram dos consultórios e entraram no discurso do dia a dia.

À primeira vista, isto pode parecer um sinal de maior literacia em saúde mental. Infelizmente, nem sempre é.

Hoje, qualquer relação difícil é "tóxica". Qualquer pessoa egoísta é "narcisista". Qualquer desconforto emocional é um "gatilho".

E o mais preocupante é que esta linguagem já não se limita às redes sociais. Ouvimo-la em programas de televisão, em debates, em podcasts e até em comentários de figuras públicas, muitas vezes sem qualquer enquadramento clínico.

As palavras têm significado. E, em Psicologia, esse significado importa.

Uma relação tóxica não é simplesmente uma relação onde existem conflitos. O narcisismo não se resume a alguém ser vaidoso, egocêntrico ou difícil. Um gatilho não é sinónimo de tudo aquilo que nos incomoda ou contraria.

Quando utilizamos estes conceitos de forma indiscriminada, deixamos de descrever comportamentos e começamos a atribuir rótulos. E rotular pessoas nunca substitui uma avaliação clínica.

Esta banalização tem consequências.

Por um lado, aumenta a desinformação. Por outro, desvaloriza a experiência de quem vive verdadeiras relações abusivas, de quem sofre com as consequências de um trauma ou de quem convive com perturbações da personalidade que exigem uma compreensão clínica séria e diferenciada.

A saúde mental não beneficia quando transformamos conceitos científicos em expressões da moda.

Precisamos de falar mais sobre saúde mental. Mas precisamos, acima de tudo, de falar com rigor.

Porque nem tudo o que ouvimos é conhecimento. E nem tudo o que se repete passa a ser verdade.

Elisabete Santos Pereira
Psicóloga Clínica

01/07/2026

"Quando deixas de ser prioridade, já és opção"

Há uma verdade silenciosa que, quando se instala, dói mais do que se diz em voz alta:
Quem deixa de olhar para ti como prioridade, já começou a colocar-te no lugar de opção.
E isso não acontece de repente. Vai-se revelando em pequenos gestos: na resposta que demora, na presença que esfria, na atenção que já não te encontra primeiro. Aos poucos, deixas de ser escolha inicial e passas a ser alternativa conveniente.
E aqui é importante não confundir amor com esforço unilateral.
Porque quando alguém quer verdadeiramente estar, encontra forma. Quando alguém valoriza, ajusta. Quando alguém prioriza, não precisa de ser lembrado disso.
Não se trata de te diminuíres para caber onde já não há espaço para ti. Trata-se de reconhecer que o teu lugar não deve depender da disponibilidade emocional de quem te retira dele.
Ficar onde já és opção é, muitas vezes, uma forma de abandono de ti própria.
E talvez a pergunta mais importante não seja “porque é que me deixaram de escolher?”, mas sim:
“Porque é que eu continuo a escolher quem já não me escolhe?”
Elisabete Santos Pereira
Psicóloga Clínica

22/06/2026


18/06/2026
03/06/2026

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